24 novembro 2014

Maior estacionamento gerador de energia solar do país é construído em Niterói

Terreno no bairro de São Domingos tem 260 metros quadrados e 175 placas solares


Clarissa Pains | O Globo

NITERÓI — A maior usina solar do Brasil, em Santa Catarina, entrou em funcionamento em agosto; um mês depois, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, vaticinou que “chegou a hora” da energia solar no país, expressão que já caiu na boca de um sem-número de autoridades públicas e investidores. Este mês, Niterói começa a engatinhar no assunto, sinalizando uma mudança: o maior estacionamento solar brasileiro — embora pequeno, comparado a outros países — acaba de ser construído na sede das empresas do grupo Enel, que inclui a Ampla, no bairro de São Domingos. O espaço de 260 metros quadrados, com capacidade para 20 carros, tem 175 painéis solares instalados pela Prátil, outra empresa do mesmo grupo. Essas placas devem gerar 60 mil kWh/ano, o suficiente para abastecer, por ano, mais de 30 residências com consumo médio de 155 kWh/mês.

— Apenas com a energia gerada pelo estacionamento, evitaremos a emissão de 5,2 toneladas de CO2 por ano na atmosfera. A geração solar é uma ótima opção para países tropicais como o Brasil, onde há boa incidência de sol durante grande parte do ano — ressalta o presidente da Prátil, Albino Motta.

A energia será consumida pelos prédios do grupo, e o excedente vai para a rede da cidade - Foto de Divulgação/Antonio Pinheiro

O projeto permite a geração de energia para consumo próprio e o compartilhamento do excedente com o sistema elétrico. Segundo a Resolução 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o excedente resulta em um crédito monetário na conta de luz de quem gerou a energia.

— Além de ser um sistema inteligente, as placas solares ainda dão sombra aos carros, o que agradou muito os funcionários — comenta Motta.

Na mesma linha de sustentabilidade, o grupo Enel lança este mês uma promoção para os funcionários, que poderão comprar bicicletas elétricas com desconto de 15% e maior número de parcelas. Queridinhas do meio ambiente, por não emitirem gases poluentes, elas costumam carregar, no entanto, preço bem salgado: cerca de R$ 2 mil.

— A iniciativa vai beneficiar, de forma indireta, toda a cidade, porque o aumento de pessoas circulando de bicicletas elétricas contribuirá para a difusão da prática em Niterói — acredita o presidente da Prátil.

CONDOMÍNIO SOLAR

Outra iniciativa de destaque, que ainda está em fase de estudos, é a construção de um condomínio solar feito em parceria entre a Ampla e a prefeitura. Ainda sem data para o projeto ser lançado, o objetivo já está definido: gerar energia para atender às escolas da rede. Segundo o prefeito Rodrigo Neves, o terreno da Concha Acústica abrigará o condomínio.


Aviso de derrubada de árvore em Copacabana mobiliza procurador da República e moradores

Centenário açacu virou símbolo da preservação das árvores do Rio


Elenilce Bottari | O Globo

RIO - Não há nada que ateste seu nascimento. Mas foi seu “renascimento”, no dia 3 de março de 2013, que transformou o centenário açacu da Rua Pompeu Loureiro, em Copacabana, em símbolo da preservação das árvores do Rio. A mobilização dos moradores para impedir que a árvore fosse derrubada pela Comlurb chamou a atenção do procurador da República Luiz Cláudio Pereira Leivas, que paralisou o trabalho de corte e registrou ocorrência na 13ª DP (Ipanema) ao perceber que a autorização para sua remoção não estava sequer assinada.


E não parou por aí. Em seguida, requisitou ao Tribunal de Contas do Município (TCM) uma auditoria sobre o serviço de podas da prefeitura. Após seis meses de investigações, a 6ª Inspetoria Geral de Controle Externo do TCM apurou diversas irregularidades e recomendou, entre outras coisas, que a prefeitura realize um inventário que, além de identificar as árvores, orientará a criação de um plano diretor que garanta a conservação e o desenvolvimento do patrimônio arbóreo da cidade.

O exemplar de açacu: mobilização dos moradores impediu que árvore da Pompeu Loureiro fosse derrubada em 3 de março do ano passado - Agência O Globo / Márcia Foletto

O açacu, ou “Hura crepitans”, é originário da Amazônia, onde cresce às margens dos rios. Resistente, mesmo cercado de prédios e semidestruído pela Comlurb, ele se recompõe. Uma das hipóteses de seu nascimento é que sementes tenham sido presenteadas a uma família de nobres por Auguste Glaziou, agrônomo francês contratado por Dom Pedro II em 1858 para cuidar dos jardins da cidade. Coincidentemente, o Horto Botânico do Museu Nacional, onde trabalhou Glaziou, tem dois açacus, que seriam da mesma época.

— São especulações, mas acreditamos que o açacu tenha sido trazido por Glaziou — disse a pesquisadora do horto Ruth Saldanha, membro do movimento “Salve o açacu”.

A história do açacu de Copacabana remonta aos anos 1920, quando, ao vender o imóvel 64 da Pompeu Loureiro em que vivia com a família, o representante comercial Otto Schuback fez constar em cartório que a árvore não poderia ser derrubada. O fato explica o recuo do edifício de 15 andares construído no local, deixando espaço de sobra para os 30 metros de altura e 25 de copa. Em 2006, um decreto da prefeitura reforçou a proteção ao declarar a árvore “imune ao corte", e uma placa foi posta junto à sua raiz, homenageando Schuback. Mas isso não impediu que, em 3 de março de 2013, a Comlurb iniciasse a remoção.

— Foi criminoso mutilarem uma árvore centenária e protegida por decreto — disse a professora universitária Débora de Oliveira Pires, que na infância brincava à sombra da árvore.

Após a atitude do procurador da República, os moradores também resolveram agir e deram entrada em uma ação popular, conseguindo liminar para impedir o corte.

— O juiz Afonso Henrique Ferreira Barbosa, da 9ª Vara de Fazenda Pública, determinou ainda que a Defesa Civil e uma Comissão de Notório Saber fizessem um laudo técnico sobre o estado da árvore. Só que nada foi feito — afirmou Hélio Hoyer Lacerda, autor da ação.

Segundo Hélio, embora o laudo do engenheiro florestal Luiz Guilherme Menescal, da Fundação Parques e Jardins, recomendasse a remoção, o mesmo afirmava que o estado fitossanitário do açacu era “aparentemente bom":

— Queremos saber qual o real estado da árvore, ainda mais depois que deceparam ela toda. Ou seja, nem mesmo depois de tudo isso a árvore caiu. Informalmente, trouxemos o maior especialista do país, e ele disse que aparentemente o açacu está bem. Pensamos em nos cotizar para pagar um laudo técnico, mas não sabemos se a perícia terá validade para a Justiça.

O município do Rio e a Fundação Parques e Jardins recorreram ao Tribunal de Justiça para tentar derrubar a liminar, mas a 3ª Câmara Cível manteve a decisão. Enquanto aguarda o desenlace sobre seu futuro, a açacu ganhou até página na internet e hoje conta com 1.804 membros.

PARA TCM, COMLURB NÃO PODE FAZER PODAS

A auditoria do TCM apurou que a Comlurb sequer tem competência legal para realizar remoções de árvores. A inspeção também verificou que os serviços de poda realizados pela Comlurb e pelas concessionárias são feitos de forma errada e sem um tratamento fitossanitário que impeça a invasão de pragas, como previsto em decreto. Segundo o relatório, a prefeitura sequer conhece seu patrimônio arbóreo.

“Verificou-se uma falta de capacidade, por parte das ações governamentais, para agir sobre esse patrimônio natural sob a ótica da proteção efetiva, estando o mesmo exposto a diversas formas de agressões", afirma o laudo.

Entre as determinações do TCM, estão a realização do inventário arbóreo, o desenvolvimento e implantação de programas de proteção, recuperação e valorização do patrimônio natural e do ambiente urbano e o programa integrado de implantação e gestão de áreas verdes urbanas.

— Verificamos que a situação é grave. Não há controle sobre o patrimônio, as medidas compensatórias não são feitas nos locais onde os empreendimentos são realizados, como determina a lei. Recomendamos a realização do inventário, para que seja desenvolvido plano de ação onde fique estipulado um cronograma definindo as ações, os prazos e os responsáveis pela elaboração das etapas de confecção do plano diretor da arborização urbana — afirmou o inspetor Alexandre Tenório, que trabalhou na 6ª Inspetoria Geral do TCM.

FIGUEIRA DA RUA FARO, UM MARCO

A primeira árvore a ser tombada no Rio foi a figueira da Rua Faro, no Jardim Botânico. Situada em frente ao número 51 da via, a figueira seria derrubada para dar lugar à construção de um prédio. Quando souberam, moradores do bairro saíram às ruas em protesto. Na época, a Associação de Moradores assumiu a luta. A pressão foi tanta que a figueira não só escapou do corte como ainda acabou tombada pela prefeitura. Em 24 de setembro de 1980, o prefeito Júlio Coutinho assinou o decreto 2.783 que protege o fícus.

A centenária Figueira da Rua Faro, como ficou conhecida,virou símbolo da luta pela preservação ambiental na cidade. O fícus, com copa de 35 metros de diâmetro, fazia parte de um renque (fileira de árvores) plantado no século XVII.

Segundo Leonel Kaz, presidente da associação de moradores na época, aquela não era uma luta ecológica, “mas um ponto de referência histórica na vida da cidade”, já que a árvore testemunhara 300 anos de vida ao seu redor.

Governo do Peru investiga morte de 500 leões-marinhos em sua costa

No início do mês, episódio semelhante ocorreu com outros 200 animais


O Globo

RIO - Quinhentos leões-marinhos foram encontrados mortos na praia Anconcillo, na costa norte do Peru. O governo começou uma investigação para determinar a causa, mas o governador local já acusou os pescadores da região de envenenar os mamíferos, que vêm para o litoral em busca de alimentos.

A polícia de crimes ambientais está averiguando outras causas possíveis, como doença ou ingestão acidental de plástico. Os corpos foram retirados do local por serem considerados uma ameaça à saúde.

No início deste mês, um episódio semelhante aconteceu na região de Piura, mais ao norte do país, quando cerca de 200 leões-marinhos, golfinhos, tartarugas e pelicanos apareceram mortos. As autoridades ainda investigam as causas destas mortes. Em 2012, centenas de golfinhos foram encontrados mortos ao longo de um trecho do litoral peruano. Um grupo ambientalista do país, Orca, culpou a pressão e as ondas sonoras causadas por explosões para explorações de petróleo como causa.

O governo, através de um relatório produzido pelo seu Instituo Marítimo (Imarpe), descartou a exploração do petróleo ou a infecção por vírus ou bactérias como desencadeadores das mortes. A entidade afirma que as causas foram naturais.

Agricultura de SP pode ter maior prejuízo em 50 anos devido à seca

Culturas como a do café, cana, milho, feijão e frutas cítricas tiveram perdas.
Estiagem na agricultura foi a pior desde 1963, segundo órgão do governo.


Eduardo Carvalho
Do G1, em São Paulo

A agricultura paulista pode registrar em 2014 o maior prejuízo em pouco mais de 50 anos devido a pior seca registrada em 80 anos, segundo o Instituto de Economia Agrícola, ligado ao governo do estado. Culturas como a do café, cana-de-açúcar, milho e feijão foram afetadas diretamente pelo calor excessivo e ausência de chuvas em grande parte de São Paulo, o que pode acarretar em perdas milionárias, ainda não calculadas por órgãos oficiais.

Estiagem foi o estopim da crise no setor sucroalcooleiro (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)Estiagem foi o estopim da crise no setor sucroalcooleiro (Foto: Cláudio Nascimento/ TV TEM)

Celso Vegro, engenheiro agrônomo e coordenador de um estudo feito pelo instituto, afirma que é possível dizer que na atual geração de produtores agrícolas, nenhum evento climático foi tão severo ou teve um impacto tão generalizado quanto à seca de 2014. “Quem tem menos de 50 anos, nunca viu uma anomalia climática tão grave”, disse ele ao G1.

As perdas de colheitas são mais evidentes nas lavouras consideradas permanentes, como café, cana-de-açúcar e laranja, pois o plantio acontece uma vez ao ano. O período seco e quente ocasionou grande estresse para as fases vegetativas e reprodutivas dessas plantas.

De acordo com o IEA, o último período de estiagem grave sentido pela agricultura foi em 1963, mas, naquela época, a diversidade de cultivos era menor (o café predominava, além das pastagens).

Café

A estiagem sentida durante o verão impactou negativamente o tamanho dos frutos, que ficaram menores e “chochos” em decorrência da má formação das sementes. Nos principais cinturões cafeeiros de São Paulo, lavouras consideradas novas, plantadas entre 2012 e 2013, perderam quase todos os seus frutos pelo estresse das plantas. “É possível que venhamos a colher a safra do grão arábica abaixo das 28 milhões de sacas, quando o esperado seria acima de 32 milhões de sacas”, explica Vegro.

Cana

Principal commodity paulista, foi a que mais sentiu a seca. Usinas espalhadas pelo estado pararam de trabalhar um mês antes do esperado e o segmento, segundo a Secretaria de Agricultura do estado, deve puxar para baixo o valor da produção agrícola paulista, cujo cálculo definitivo será realizado em fevereiro do próximo ano.

Segundo a última previsão do IEA, a colheita deverá alcançar 402,6 milhões de toneladas no estado na safra 2014/15, 9,4% a menos que em 2013/14. De acordo com relatório da União da Indústria da Cana-de-Açúcar, a Unica, há expectativa de quebra da safra 2015 de até 11,7% em relação à safra passada.

Produtores do Noroeste do estado já contabilizam prejuízos. “Esse ano foi muito complicado. A gente espera que a chuva volte e nos ajude para esta safra [2015], pelo menos para conseguirmos pagar o prejuízo que tivemos até agora”, explica Juliano Maset, que tem uma propriedade em Monte Aprazível, a 484 km de São Paulo.

Feijão, milho e soja

De acordo com IEA, a produção paulista de feijão, safra 2013/2014 , equivalente a 210 mil toneladas é 9,5% menor em comparação com o total obtido na safra anterior e 17,6% menor se comparada à produção média dos últimos cinco anos.

O cultivo do milho no estado teve retração 25,8% devido à anomalia climática. Em algumas regiões do estado, como no município de Promissão, 450 km distante da capital, as altas temperaturas prejudicaram mais de 70% da produção na cidade, com perdas estimadas em R$ 16 milhões para mais de mil agricultores, de acordo com a Secretaria de Agricultura local.

“Você consegue imaginar ficar praticamente um ano sem ver a água cair com força do céu? Eu vi isso”, afirma Luís Carlos Yogui, produtor de milho há mais de 30 anos e que vai tentar apagar 2014 da memória como um dos anos mais difíceis para se trabalhar.

A colheita paulista de soja entre 2013/2014 teve queda de 17%. Mas a disponibilidade do produto não deverá ser afetada, já que outros estados conseguirão suprir as perdas.

Na atual safra de citros, categoria que inclui a laranja, o limão e a tangerina, a maioria das frutas se apresentou "murcha", perdendo valor de mercado.

Nova realidade?

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, apontaram que o Sudeste apresentou os menores índices de chuva do país e, em alguns pontos, a precipitação foi 80% menor do que a média histórica. Segundo a meteorologia, a estiagem se explica pela predominância de uma massa de ar seco sobre a região, impedindo a chegada de frentes frias que vêm do Sul - principais responsáveis pelas chuvas na região.

Hilton Silveira, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura, o Cepagri, afirma que o mês de outubro deste ano foi o segundo mais seco desde 1989, perdendo apenas para 2002. Na região de Campinas, Jundiaí, Piracicaba, Limeira, Mogi das Cruzes e Ribeirão Preto, choveu aproximadamente 26 milímetros em 31 dias. Em um mês considerado normal, a média é de 120 milímetros.

De acordo com Eduardo Assad, pesquisador da área de mudanças climáticas na agricultura da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a Embrapa, o que aconteceu em 2014 deve se agravar nos próximos anos devido à elevação da temperatura global. “É preciso trabalhar para que sistemas de manejo e plantio tolerem mais os eventos extremos”, explica.

Relatório divulgado em 2013 pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que realizou previsões científicas sobre o impacto da mudança climática no país, prevê redução na produtividade de quase todas as culturas agrícolas existentes e perdas econômicas causadas por geadas e secas na agricultura em torno de R$ 7 bilhões anuais até 2020.

Além disso, se nada for feito para frear os efeitos das alterações do clima – como cortar as emissões de gases e reduzir o desmatamento nos principais biomas brasileiros, como a Amazônia – os cientistas estimam que até 2050 o clima influencie na perda de 10% de tudo o que for plantado no país.


Apesar de chuva, sistema Cantareira registra nova queda neste domingo

Nível registrou queda de 0,1 % e passou de 9,6% para 9,5%.
Sistemas Guarapiranga e Alto Tietê também caíram.


Do G1 São Paulo

O nível do reservatório do Sistema Cantareira registrou nova queda neste domingo (23), de acordo com a medição da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Apesar da chuva de 7,7 milímetros, a queda foi de 0,1% e passou de 9,6% para 9,5%. O atual índice leva em consideração a segunda cota do volume morto do sistema. O volume útil e a primeira cota já foram esgotados.

Represa de Jaguari, integrante do Sistema Cantareira, em Bragança Paulista (SP) (Foto: Nacho Doce/Reuters)Represa de Jaguari, integrante do Sistema Cantareira, em Bragança Paulista (SP) (Foto: Nacho Doce/Reuters)

No Guarapiranga, também houve queda do nível, de 32,6% para 32,3%. Já no sistema Alto Tietê, o nível recuou de 6,2% para 6,1%, mesmo com a chuva de 2,2 mm.

No mês de novembro, a média esperada de chuvas no Cantareira é de 161,2 milímetros na região dos reservatórios. Mas até agora, choveu pouco mais da metade: 91,8 milímetros.

Essa chuva já representa mais que o dobro do que caiu em todo o mês de outubro, quando foi registrado 42,5 milímetros. Porém, mesmo com a precipitação mais forte em novembro, o nível das represas não subiu. Já são mais de 200 dias seguidos de constantes quedas e poucos dias de recuperação. Juntos, Cantareira, Alto Tietê e Guarapiranga abastecem 15,9 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

Outros Sistemas

Os outros três sistemas de abastecimento da Grande São Paulo também registraram chuvas entre sábado (22) e domingo (23), mas apenas dois tiveram queda em seus níveis. No Alto Cotia, o volume acumulado permaneceu em 28%. No Rio Grande, o nível baixou de 64% para 63,8% e, no Rio Claro, de 32,6% para 31,9%.

Reajuste em dezembro

Na sexta-feira (14), executivos da Sabesp informaram que o reajuste de tarifas pedido pela Sabesp para aplicação em dezembro deve ser maior que os 5,44% acertados no começo do ano, mas suspenso antes das eleições de outubro.

A empresa, controlada pelo governo do Estado de São Paulo, conseguiu o reajuste em meados de abril, mas na época a Arsesp, agência reguladora do setor, autorizou a aplicação do aumento das tarifas em "momento oportuno".

No caso, o momento oportuno foi dezembro, conforme comunicado da empresa. O diretor financeiro da Sabesp, Rui Afonso, afirmou a analistas em videoconferência que o reajuste pretendido "deverá ser maior que os 5,44%", diante da necessidade de correção monetária. Ele não comentou qual será o índice a ser aplicado.

O processo de revisão tarifária deveria ter sido concluído em agosto de 2013, mas passou por uma série de adiamentos.