15 outubro 2014

Quase 1,4 mil focos de incêndio são registrados em dois dias no país

Minas Gerais é o estado com maior número de focos de incêndio.
Situação é crítica também em São Paulo.


Rafael Fachim | Jornal Hoje
Cabreúva, SP

De ontem para hoje foram registrados quase 1.400 focos de incêndio de Norte a Sul do país. Duas pessoas morreram tentando combater o fogo em Minas Gerais.



O fogo se alastra sem controle por áreas de preservação ambiental nas cinco regiões do país. Minas Gerais é o estado com maior número de focos de incêndio. Foram mais de 700 em apenas dois dias.

Hoje dois homens que trabalhavam como voluntários no combate às chamas em carrancas morreram e um está com queimaduras em 60% do corpo. Os incêndios se alastram pelas plantações na Serra da Canastra, também no sul do estado.

As equipes continuam trabalhando no combate ao incêndio em São Thomé das Letras, uma cidade turística de Minas. Em duas semanas foram registradas 283 queimadas, em Mato Grosso do Sul. Lá não chove há quase 15 dias.

A situação é crítica também em São Paulo onde o número de focos passou de 36 para 600 só no mês de outubro, segundo o INPE. Vários pontos da Serra da Cantareira já foram destruídos. De noite os Bombeiros disseram que o incêndio estava controlado, mas pode voltar a qualquer momento.

O número de focos de incêndio já passa dos 20.600 na primeira quinzena de outubro. Isso significa um crescimento de 80% em relação ao mesmo período do ano passado.

Uma nuvem de fumaça cobre boa parte da Serra do Japi e dos Cristais, áreas de preservação ambiental e um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica no estado de São Paulo. Em Cabreúva, a área queimada é do tamanho de 100 campos de futebol.

Pelo quinto dia seguido, homens do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e também voluntários trabalham no combate às chamas. O fogo que começou em áreas de mata fechada, hoje já chega bem perto de sítios e algumas casas na cidade.

BNDES financia R$ 254 milhões para cinco usinas eólicas no Ceará

O banco financiará 50,2% do total dos investimentos, de R$ 503 milhões.
As usinas são controladas pela Ventus Energias Renováveis S.A.


G1

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quarta-feira (15) que aprovou financiamento de R$ 254 milhões para a construção de cinco centrais eólicas nos municípios de São Gonçalo do Amarante e Amontada, no Ceará. As usinas são controladas pela Ventus Energia Renováveis S.A, que venceu o leilão de energia de reserva de 2009. Elas têm capacidade instalada de 121,8 MW. O BNDES financiará 50,2% do valor total dos investimentos, de R$ 503 milhões.

Segundo o banco, os parques contam com 58 aerogeradores, fornecidos pela Suzlon Energia Eólica do Brasil, e são divididos em dois complexos: o Complexo Icaraí e o Complexo Taíba. O primeiro, em Amontada, tem capacidade de 61,5 MW e o Taíba, localizado em São Gonçalo do Amarante, de 57,6 MW. Ambos estão conectados ao sistema de distribuição da Chesf.

O BNDES informou que possui atualmente uma carteira com 51 projetos de financiamento de geração eólica, totalizando 5,5 mil MW e investimentos de R$ 25 bilhões.


Termina prazo para moradores 'se livrarem' de galinhas em Muzambinho

Lei proíbe criação de aves e suínos no perímetro urbano da cidade.
Vigilância Sanitária já notificou oito pessoas; multa tem valor de R$ 120.


Do G1 Sul de Minas

O prazo para que moradores de Muzambinho (MG) parem de criar animais como galinhas, patos e porcos no perímetro urbano chegou ao fim. A partir de agora, a prefeitura da cidade vai poder multar quem não respeitar a lei. A multa para os infratores tem o valor de R$ 120.

Lei proíbe criação de galinhas na área urbana em Muzambinho, MG (Foto: Reprodução EPTV)Lei proíbe criação de galinhas na área urbana em Muzambinho, MG (Foto: Reprodução EPTV)

A medida gerou polêmica na cidade, já que a criação de aves, como a galinha, é uma prática comum no município. A lei é antiga, mas só foi regulamentada em 2010. A prefeitura havia dado um prazo de 90 dias para que os moradores se desfizessem dos animais, prazo que venceu neste mês de outubro.

Logo depois do comunicado, alguns moradores venderam as aves, mas tem gente que ainda não tirou os animais do quintal. O prefeito Ivan de Freitas explicou que a fiscalização será realizada a partir de denúncias encaminhadas à Vigilância Sanitária, que já notificou oito moradores.

O aposentado Jair de Assis Dias não concorda com a medida e diz que, por enquanto, vai continuar com o velho costume da época em que era criança mesmo correndo o risco de ser multado. “Se todo mundo tirar, eu tiro, senão vou ficando quietinho", afirma.

Incêndio em complexo turístico deixa mortos e ferido em serra de Carrancas

Pelo menos 2 pessoas morreram e 1 teve parte do corpo queimado.
Moradores teriam tentado combater fogo em área de difícil acesso.


Do G1 Sul de Minas

Duas pessoas morreram e uma ficou ferida durante o combate a um incêndio que atinge a Serra de Carrancas (MG), no local conhecido como "Complexo da Zilda", desde domingo (12). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros. José Reinaldo Monteiro Ferreira, que é presidente do Sindicato Rural de Carrancas, teve cerca de 70% do corpo queimado e foi levado para o hospital da cidade. No começo da tarde, ele foi transferido de helicóptero para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte (MG). Os mortos foram identificados como Paulo Carolino da Silva, de 64 anos e Raimundo Ferreira, cuja idade ainda não foi confirmada.

Fogo atingiu complexo turístico e deixou vítimas em Carrancas (Foto: Renato Rossi)Fogo atingiu complexo turístico e deixou vítimas em Carrancas (Foto: Renato Rossi)

Havia a suspeita de que outras pessoas estivessem desaparecidas, mas a informação foi descartada pelos bombeiros. Devido às mortes, a Prefeitura de Carrancas informou que iria decretar situação de emergência no município. No início da tarde, o trabalho era para retirar os dois corpos que caíram em uma grota na Serra do Moleque. As vítimas teriam caído na grota ao fugir das chamas que eles mesmo combatiam.

Segundo relato de moradores do município, o fogo que atinge a serra teria começado com fogos de artifício soltos no domingo durante a comemoração do dia de Nossa Senhora Aparecida.

Conforme apurou o G1, a suspeita é de que os moradores tenham decidido combater o fogo por conta própria após a demora da chegada das forças oficiais de combate às chamas. Até a tarde desta terça-feira (14), 48 horas após o início do incêndio, moradores da cidade ainda pediam por ajuda.

O Complexo da Zilda, atingido pelo fogo em Carrancas, é composto por um complexo de cachoeiras, bastante visitada por turistas. Neste ano, cenas da atual novela das 9 da Rede Globo, Império, foram gravadas na região.


Moradores reclamam de falta d'água e pedem 'racionamento oficial' em SP

Paulistanos que vivem na Zona Sul ficaram cinco dias sem água.
Para moradora da Vila Mariana, rodízio deveria acontecer em todos bairros.


Do G1 São Paulo

Reclamações de falta d'água em São Paulo e cidades vizinhas se intensificaram desde o fim da semana passada. Nesta quarta-feira (15), clientes da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afetados por falta d'água por dias consecutivos chegaram a dizer que preferem um "racionamento oficial" às interrupções sem aviso prévio.

A Sabesp disse por nota que houve casos de falta d'água causados por causa do aumento do consumo em dias de calor e por serviços de manutenção na rede. Oficialmente, a Sabesp nega racionamento e admite apenas uma “administração da disponibilidade” dos recursos hídricos.

Em nota, a Sabesp informou que "entende que a medida (racionamento) penalizaria a população. Os esforços feitos pela população e pela Sabesp até o momento equivalem à economia que se obteria com um rodízio de 36 horas com água por 72 horas sem água".

Moradora do Jardim Piratininga, na Zona Sul, a dona de casa Nair de Souza Brun, de 59 anos, comemorava nesta manhã a normalização do fornecimento após praticamente cinco dias com as torneiras secas. “Na sexta, a água acabou, mas voltou depois. No sábado já não tinha mais. Ela só voltou hoje, umas 9h”, contou.

Ela relatou que o bairro tem sido tido frequentes cortes na distribuição. “Quando ligamos para reclamar, eles disseram que estavam fazendo reparos na rede. Mas, no meu entender, o racionamento já está acontecendo, sim. Tem dia em que a água vai e volta. Há um mês faltou três dias direto. Acho que se eles divulgassem o cronograma seria melhor, porque aí você se prepara um pouco. Antigamente, eles avisavam. Agora não”, observou.

Nesses últimos dias, a família teve que racionalizar o uso. “Eu fiquei sem lavar roupa. Como a minha caixa é pequena, só tem 500 litros, eu tenho que buscar água de balde na casa da minha mãe, que fica no mesmo terreno. Banho era só de canequinha. Eu tinha pensado em pagar para lavar o cabelo no salão, porque tenho muito cabelo. É muito difícil lavar só com a canequinha. Ainda bem que voltou”, contou.

A dona de casa Maria Conceição Faustino, moradora de Americanópolis, também ficou cinco dias sem água e só teve o abastecimento normalizado nesta manhã. Para ela, decretar o racionamento seria a melhor solução.

“Não precisa ficar escondendo, vamos colocar a público, todo mundo sabe como está a situação. É mais feio esconder do que declarar o racionamento logo de uma vez. Assim, as pessoas têm tempo de se preparar, de estocar”, disse.

Maria Conceição acredita que a população pode reclamar no começo, mas irá se habituar. “Não tem rodízio de carro? Então, no começo o pessoal reclamou, mas depois se acostumou. Isso tem que ter, as pessoas vão se acostumar, as pessoas tem que se acostumar”, sugeriu.

Veja abaixo relatos de leitores do G1 sobre a falta d'água em São Paulo
Contribuições foram enviadas através do VC no G1.

EUA trabalham com 'possibilidade real' de novos casos de ebola

Segundo caso de contaminação autóctone foi registrado em Dallas, no Texas.
'Estamos preparando contingências para mais', explicou representante.


Do G1, em São Paulo

Após a divulgação de um segundo caso autóctone de ebola nos EUA, autoridades de Dallas informaram que se preparam para possíveis novas contaminações em solo americano.

"Estamos preparando contingências para mais, e essa é uma possibilidade muito real”, explicou Clay Jenkins, juiz do Condado de Dallas, durante entrevista concedida nesta manhã.

Um segundo funcionário do sistema de saúde do Texas foi contaminado após tratar do liberiano Thomas Eric Duncan, primeiro paciente com a doença no país, morto há uma semana. O funcionário do Hospital Presbiteriano do Texas foi imediatamente isolado após apresentar febre nesta terça-feira (14).

O primeiro caso de transmissão da doença dentro dos EUA foi o da enfermeira Nina Pham, que também integrava a equipe que tratou do liberiano Duncan.

Nina recebeu plasma retirado do sangue de um médico que se curou do vírus. A transfusão de plasma, contendo anticorpos contra o ebola, ocorreu na segunda (13). O material veio de Kent Brantly, médico do Texas que sobreviveu ao ebola. Ele contraiu a doença quando trabalhava como voluntário em um grupo missionário na Libéria.

O diretor dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA (CDC), Thomas Frieden, disse que a agência vai ampliar o treinamento dos profissionais do sistema de saúde dos EUA.

Segundo ele, 76 pessoas que podem ter tido contato com Duncan após sua internação são monitoradas.

Ebola: epidemia ainda sem cura

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta semana que em dezembro podem ser registrados entre 5 mil e 10 mil novos casos de ebola por semana - atualmente a incidência é de mil por semana.

Segundo o último balanço da epidemia, 8.914 pessoas contraíram a doença, das quais 4.447 morreram. Para a OMS, o número de casos reais seria 1,5 vez superior ao registrado na Guiné, duas vezes mais elevado em Serra Leoa e 2,5 vezes maior na Libéria. A mortalidade da epidemia da doença que assola a África Ocidental chega a 70% nesses três países, os mais afetados.

Colômbia nega visto a viajantes

O país latino-americano começou a negar a entrada de pessoas que visitaram recentemente os países da África Ocidental afetados pelo vírus do ebola, de acordo com a agência Reuters, que ouviu fontes do Ministério das Relações Exteriores.

A medida entrou em vigor na terça-feira (14), se aplica a pessoas que estiveram em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria, e foi adotada em resposta a uma recomendação do Instituto Nacional de Saúde para evitar a propagação do vírus, segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores que não foram autorizadas a falar sobre o assunto.

Guardas de fronteira da Colômbia vão negar entrada a qualquer pessoa com passaporte qie mostre uma recente viagem aos países com surto, e os consulados vão vetar os pedidos de visto para qualquer pessoa que tenha visitado essas nações nas quatro semanas anteriores.

Outros países, como o Qatar, Cabo Verde e a África do Sul determinaram medidas restritivas a passageiros vindo de regiões afetadas pela epidemia. Os Estados Unidos adotaram procedimentos em aeroportos para checar a temperatura de passageiros.

Represa quase seca com estiagem em Nova Odessa

Imagens aéreas foram feitas em outubro de 2013 e setembro de 2014.
Município passa a utilizar seu 'volume morto' a partir desta quarta-feira.


Do G1 Piracicaba e Região

As três represas do Sistema Recanto, em Nova Odessa (SP), quase desapareceram com a falta de chuvas que atinge todo estado. O reservatório 3 opera 2,81% da capacidade, que é de 530 milhões de litros, enquanto o 2 tem 1,21% dos 340 milhões de litros que é capaz de armazenar, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (14) pela Companhia de Desenvolvimento (Coden). O ponto de captação da Recanto 1 já não alcança o nível para fazer a retirada de água, e a cidade passa a utilizar seu "volume morto" a partir desta quarta-feira (15).

Para viabilizar o processo, uma bomba de sucção foi colocada em um barco no meio do reservatório 1. O cenário crítico começou a tomar forma no final do ano passado. As imagens aéreas comparam o local composto pelas três represas com fotos de outubro de 2013 e setembro deste ano.

O município tem ao todo seis reservatórios e adotou racionamento de 13 horas em julho deste ano. Também nesta segunda, o sistema total de abastecimento da cidade operava com 16,76% da capacidade. Há três semanas, os reservatórios operavam em 21,5%. Se o nível dessas represas continuar a baixar, a Coden afirma que irá instalar uma bomba de captação em uma balsa no centro do reservatório para que o fornecimento não seja comprometido no município.

Represa Recanto Nova Odessa tirada em outubro de 2013 (Foto: Osnei Réstio/Prefeitura)2 represas 'unidas' à frente; 3ª fica ao longe em imagem de outubro de 2013 (Foto: Osnei Réstio/Prefeitura)


Para tentar recuperar a represa 2, que tem capacidade para 340 milhões de litros d'água, o Executivo iniciou um processo de desassoreamento do local. Segundo a Prefeitura, a represa terá a capacidade aumentada em 75 milhões de litros, o que irá evitar a falta d'água caso haja nova estiagem severa no ano que vem. A profundidade média do reservatório passará de 2,5 metros para seis metros. A obra custará R$ 1,08 milhão e deve terminar em duas semanas.

Racionamento

O racionamento iniciou na cidade em 8 de julho. A medida foi tomada na época por causa da redução de 30% no volume de água das represas que abastecem Nova Odessa. A princípio, o período de corte de água era de 8h, das 21h até 5h. No entanto, em 25 de julho, com a redução ainda maior do volume, o tempo do racionamento de água no município aumentou para 13h.

Represa Recanto Nova Odessa tirada em setembro de 2014 (Foto: Osnei Réstio/Prefeitura)Três represas do Sistema Recanto em foto tirada em setembro de 2014 (Foto: Osnei Réstio/Prefeitura)


Medidas para economizar água

Em razão da estiagem, a Prefeitura de Nova Odessa passou a captar água do lago do Bosque Manoel Jorge para irrigar canteiros e utilizar em caminhões-pipa e obras públicas. A medida visa reduzir o uso de água tratada distribuída pela Coden.

Multas

Em 7 de agosto, a Câmara de Nova Odessa aprovou projeto de autoria do Executivo que declarou estado de situação crítica de escassez de água na cidade. Com isso, o governo municipal ficou autorizado a multar em R$ 120 os moradores que lavarem calçadas, quintais e carros e encherem piscinas com água tratada. A fiscalização é de responsabilidade da Coden e a determinação vale até 31 de dezembro deste ano.

Crise hídrica

Com a crise hídrica de Nova Odessa , a Prefeitura começou em 8 de agosto a captar água de uma área particular para conseguir abastecer o município. Das oito cidades da região que enfrentam racionamento, Nova Odessa foi a primeira a recorrer à água de um córrego em terreno privado para garantir fornecimento à população. A área particular de onde é captada a água fica a um quilômetro das represas do Sistema Recanto.


Incêndio em Petrópolis se aproxima de casas e assusta moradores

Eles enfrentaram dificuldades para passar em estrada na volta para casa.
Equipes dos bombeiros trabalharam em 18 ocorrências nesta terça-feira.


Andreia Constâncio
Do G1 Região Serrana

O Corpo de Bombeiros de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, continua com trabalho intenso no combate a focos de incêndio no município. Segundo o coronel Roberto Robadey, somente nesta terça-feira (14) equipes trabalharam em 18 ocorrências, restando trabalho em apenas três por volta das 21h. Os distritos de Petrópolis, segundo os bombeiros, são os mais afetados pelos incêndios florestais que já duram sete dias.

Fogo próximo a casas em Secretário no final da tarde desta terça-feira (Foto: Adriana Marcheori)Fogo próximo a casas em Secretário no final da tarde desta terça (Foto: Adriana Marcheori/Arquivo pessoal)

A umidade e a queda de temperatura foram apontadas pelo comandante como um ponto favorável ao trabalho dos militares que tentam conter a grande quantidade de focos de incêndio que aparecem, mas a situação ainda permanece crítica em algumas regiões do município e o trabalho das equipes vai continuar na madrugada.

No início da noite desta terça-feira, moradores de Secretário relataram ao G1 que o fogo começava a chegar bem próximo de casas no centro da localidade. Moradores tiveram dificuldade para passar na rua do posto de saúde e também para chegar em algumas residências.

"Tive que parar o carro e esperar um pouco o fogo baixar para poder passar" , disse a moradora Adriana Marcheori, que tentou chegar em casa por volta das 18h40.

Segundo o coronel Roberto Robadey, a partir das 19h começou a substituição de equipes que trabalharam durante todo o dia em várias localidades de Petrópolis. Novas equipes estão sendo enviadas para a região de Secretário e Itaipava, onde os focos voltaram a aparecer .

" Estivemos hoje trabalhando em várias áreas de Secretário e Itaipava. Eu mesmo sobrevoei a região mas, por causa da forte fumaça e neblina, não conseguimos detectar mais focos. Quando a noite cai aumentam os chamados, justamente porque os moradores conseguem ver os focos. Atendemos o chamado do Renato, do Sitio do Alemão, e também da Dona Déia, do Condóminio Capim Roxo. Nestes locais de Secretário o fogo já foi extinto. Novas equipes estão voltando à localidade agora à noite para verificar os novos chamados. Vou entrar em contato agora com a internauta Adriana Marcheori, que pediu ajuda à reportagem, para saber onde realmente está este novo foco", informou o comandante.

Combate a incêndios foi intenso em Itaipava por toda manhã

Na manhã desta terça-feira, os trabalhos se concentraram na Estrada Philúvio Cerqueira, que liga Itaipava a Teresópolis, e na localidade do Mangalarga, no 3º distrito, onde o fogo estava próximo às casas. Dois helicópteros lançaram, em média, 30 mil litros de água sobre as chamas. Dez equipes atuaram em pontos diferentes do município.

Três equipes trabalharam durante toda a madrugada nas localidades do Calembe, na estrada Itaipava-Teresópolis e no Vale das Videiras. “Priorizamos os pontos onde o fogo estava perto de residências. Agora a situação está sob controle e não há risco para os moradores”, afirmou Robadey. Ao todo, 220 homens atuam na cidade, sendo 140 bombeiros, 35 brigadistas do Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso) e 35 guarda-parques da Reserva Biológica de Araras (RBA).


Queimadas em Petrópolis, RJ, já destruíram mais de 2 mil hectares

Cerca de 20 homens foram enviados na manhã desta quarta-feira (15).
Duas aeronaves darão suporte ao combate no Parnaso e Rebio Araras.


Andressa Canejo
Do G1 Região Serrana 

Cerca de 20 bombeiros foram enviados na manhã desta quarta-feira (15) para áreas de queimadas que continuam castigando a vegetação em vários pontos de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Uma aeronave já dá suporte às ações na Reserva Biológica de Araras (RBA). Outra ainda é esperada para ajudar no combate no Parque Nacional da Serra dos Órgãos (Parnaso). De acordo com o comandante dos Bombeiros Área Serrana, coronel Roberto Robadey, até o momento cerca de 2.400 hectares foram atingidos pelas queimadas. Outras equipes saíram da base às 7h15 com destino às localidades de Manga Larga e Boa Esperança, no distrito de Itaipava, onde a situação ainda é crítica.Outras localidades também foram afetadas, como a Estrada da Rocinha, Pedrinhas e um novo foco foi registrado na BR-495, estrada que liga Itaipava a Teresópolis. Bombeiros também foram encaminhados, por terra, para combater os incêndios nestas áreas.



Lançamentos de água

Três helicópteros (dois dos Bombeiros e um da Marinha) auxiliaram no combate e fizeram 79 lançamentos de água, nesta terça-feira (14), em três pontos mais críticos dos incêndios. Durante todo o dia foram registrados 19 chamados e o trabalho seguiu até a madrugada, quando a equipe retornou à base, às 2h20 desta quarta.

O comandante acredita que o trabalho desta terça foi bastante proveitoso e está otimista com as ações desta quarta. Além dos 140 homens que se revezam nos trabalhos, a corporação conta com mais 35 bombeiros que estão na cidade para um curso de salvamento em desastres e ajudarão no combate. Segundo ele, a ajuda dos helicópteros nas primeiras horas da manhã também será proveitosa para controlar boa parte do fogo ainda nesta quarta.

Cientistas criam método para prever inundações na América do Sul

Análise meteorológica terá exatidão de 90% das chuvas durante El Niño.
Previsão funcionará para zonas andinas da Bolívia, Argentina e Uruguai.


France Presse

Um novo sistema de análise meteorológica permitirá prever com 90% de exatidão as chuvas intensas provocadas pelo fenômeno El Niño, que causam inundações na América do Sul, anunciaram cientistas responsáveis pelo projeto.

O Instituto Potsdam de Pesquisas de Impacto Climático (PIK), da Alemanha, apresentou os detalhes do novo método que, segundo seus pesquisadores, permitirá antecipar casos de chuvas extremas, principalmente nas zonas andinas da Bolívia e da Argentina. As inundações também afetam regiões mais à sudeste, na zona conhecida como Mesopotâmia argentina - entre os rios Paraná e Uruguai - e o território uruguaio.

O sistema foi desenvolvido graças à análise de 50 mil registros de dados meteorológicos em alta resolução, fornecidos pela Nasa e pela agência espacial japonesa (JAXA) nos últimos 15 anos. "Acreditamos que as enormes nuvens de chuva tenham origem na região de Buenos Aires e, depois, desloquem-se para noroeste, em direção aos Andes, onde, dois dias depois, causam episódios extremos de chuva", explicou Niklas Boers, um dos pesquisadores. "Utilizando complexos sistemas de análise, encontramos uma forma de prever esses eventos nos Andes sul-americanos", complementou.

Entre dezembro e fevereiro, as massas de ar úmido que chegam das regiões tropicais do Oceano Atlântico se deslocam para oeste, até chegarem à cadeia montanhosa andina. Então, dirigem-se para o sul, onde interagem com frentes frias provenientes da Bacia do Prata.

Isso provoca chuvas abundantes nas zonas montanhosas, segundo os esquemas que acompanham o estudo. "Surpreendentemente, e ao contrário do que se pensava até agora, esses eventos se propagam contra a direção dos ventos e se dirigem ao sul", disse Boers.

Esses especialistas acreditam que "o novo método permitirá prever cerca de 90% de eventos de chuvas extremas nos Andes centrais ocasionados devido ao fenômeno climático El Niño, que provoca inundações com maior frequência, e cerca de 60% dos que ocorrem sob qualquer outra circunstância".

Aplicabilidade em mercados financeiros

Segundo José Marengo, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais brasileiro (Inpe), em São Paulo, "as instituições locais poderão aplicar os resultados com facilidade, recorrendo aos dados disponíveis que serão muito úteis".

Eventos de chuvas extremas podem provocar grandes inundações que, até agora, eram difíceis de prever. "Comparar dados meteorológicos pode parecer simples, mas foi necessário recorrer às novas ferramentas matemáticas que desenvolvemos para detectar as conexões complexas que regem os eventos extremos. Os dados estavam ali, mas ninguém havia estabelecido os vínculos até então", Jürgen Kurths, outro participante do estudo.

Ele afirma que o modelo matemático desenvolvido pode ser aplicado a outros fenômenos meteorológicos em outras regiões e também a outros tipos de sistemas complexos. "De fato, é possível aplicá-lo em mercados financeiros, na atividade cerebral e até em terremotos", afirma o físico e matemático alemão.


Deputados ampliam em 4 anos prazo para municípios acabarem com lixões

Mas Senado terá de aprovar; depois, presidente pode sancionar ou vetar.
Tema estava incluído em medida provisória sobre incentivos à economia.


Fernanda Calgaro
Do G1, em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (14) a ampliação em quatro anos do prazo para que as prefeituras acabem com os lixões e os substituam por aterros sanitários.

Lixão em Teófilo Otoni vira caso de justiça. (Foto: Reprodução/ Inter TV dos Vales)Lixão no município de Teófilo Otoni (MG). (Foto:: Reprodução/ Inter TV dos Vales)

O tema estava incluído na medida provisória 651, que trata de medidas de incentivo à economia, entre as quais a que desonera a folha de pagamento de vários setores.

Com a aprovação pela Câmara, a medida provisória seguirá para votação no Senado, onde terá de ser aprovada até 6 de novembro, data em que perderá a validade. Se o Senado aprovar, o texto será enviado para sanção presidencial. A presidente Dilma Rousseff poderá, então, sancionar o texto ou vetar pontos específicos, como o da ampliação do prazo para o fim dos lixões. Mas os senadores também poderão modificar o texto - o que obrigaria que voltasse para nova deliberação pela Câmara.

Antes da votação, o presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), chegou a anunciar a retirada de 11 artigos do texto por considerá-los estranhos ao tema original da MP. Um desses artigos era o dos lixões. Mas, na hora da votação, o plenário aprovou um recurso pedindo a reinclusão do artigo.

Durante a tarde, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, foi pessoalmente ao Congresso para se encontrar com Alves a fim de expressar a contrariedade do governo com a prorrogação do prazo para cumprimento da Lei de Resíduos Sólidos.

A lei, que é de 2010, fixou o mês de agosto deste ano como prazo máximo para a substituição dos lixões por aterros sanitários.

No plenário, a maioria dos partidos votou para dar mais tempo aos municípios sob o argumento de que ainda não estão preparados nem dispõem de recursos para a construção de aterros sanitários. O PV, o PSOL, o PP e o Pros foram os únicos partidos que discordaram da ampliação do prazo e queriam a aplicação imediata da Lei de Resíduos Sólidos.


Acordo global de biodiversidade entra em vigor sem a participação do Brasil

Congresso Nacional não ratificou inclusão do país no Protocolo de Nagoya.
Objetivo é compartilhar benefícios dos recursos genéticos da biodiversidade.


Do G1, em São Paulo

Entrou em vigor no último domingo (12) o Protocolo de Nagoya, acordo que define regras internacionais para acesso e compartilhamento dos recursos, sem que o Brasil ratificasse sua participação. O país foi um dos primeiros a assinar o documento, em fevereiro de 2011.

A confirmação da participação brasileira tinha que ser votada pelo Congresso Nacional, o que não aconteceu desde que a proposta foi enviada aos parlamentares, em 2012. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, houve um esforço do governo e pessoal da ministra Izabella Teixeira, responsável pela pasta, para a ratificação, o que não adiantou.

O fato é preocupante, já que o Brasil possui a maior biodiversidade do mundo e que não está protegida por este arcabouço diplomático. O Protocolo de Nagoya estabelece regras para o acesso a recursos genéticos, como plantas tropicais raras usadas em medicamentos, e formas de compartilhar benefícios entre empresas, povos indígenas e governos.

Sem a inclusão do Brasil no acordo, a opinião do governo na discussão sobre o tema, no nível das Nações Unidas, não terá peso. Até o momento, 51 governos confirmaram a participação, incluindo os membros da União Europeia. Estados Unidos e Reino Unido também não fizeram a ratificação a tempo.

Qual a sua finalidade?

O Protocolo de Nagoya foi definido em outubro de 2010, na 10ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 10) em Nagoya, no Japão.

Na prática, os países que ratificaram o protocolo se comprometem em compartilhar os benefícios vindos da exploração de recursos naturais, como plantas ou animais, com o país de origem desses recursos. Eles têm também a garantia de que recursos naturais retirados de seu próprio país serão submetidos à mesma regra.

O protocolo também pretende criar novos incentivos para a conservação da biodiversidade e para o uso sustentável dos recursos naturais.

Em nota divulgada pela CBD, o secretário executivo do órgão, o brasileiro Bráulio Ferreira de Souza Dias, “o Protocolo de Nagoya é central para libertar o poder da biodiversidade para o desenvolvimento sustentável, através da criação de incentivos para a conservação e o seu uso sustentável, garantindo a equidade na partilha de benefícios”.

A primeira reunião para discutir o Protocolo acontece desde esta segunda-feira (13), simultaneamente à 12ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 12), na Coreia do Sul, e segue até 17 de outubro. Só participarão das decisões os países que já tiverem ratificado o protocolo.

Baleia encalha e morre em praia de Itapemirim, ES

Animal foi encontrado às 9h desta terça-feira (14), na Praia de Itaipava.
Segundo o Instituto Orca, trata-se de uma rara baleia-bicuda.


Do G1 ES, com informações da TV Gazeta

Uma baleia morreu após encalhar na praia de Itaipava, em Itapemirim, região Sul do Espírito Santo, nesta terça-feira (14). O animal era da espécie bicuda, de acordo com análise do Instituto Orca. Esse tipo de baleia é conhecido por passar a maior parte da vida mergulhando em grandes profundidades e é raro vê-lo em praias.



A baleia foi encontrada por pessoas que caminhavam pela praia, por volta das 9h. Elas tentaram devolver a baleia para a água, sem sucesso. O advogado Alexandre Duarte tentou chamar outros transeuntes para ajudar, mas não conseguiu salvar o animal. "A gente viu que não tinha força suficiente para tentar colocar no mar novamente, então tentei correr para chamar mais pessoas, mas infelizmente quando a gente retornou ela já não tinha mais vida", conta.

Uma empresa que presta serviços de meio ambiente foi ao local retirar o animal, que foi encaminhado ao Instituto Orca, em Guarapari, região Metropolitana de Vitória. O instituto vai estudar qual a causa da morte da baleia.

14 outubro 2014

Chikungunya é "questão de tempo" na Capital e saúde já inicia ofensiva

Lidiane Kober e Alan Diógenes | Campo Grande News

Diretora da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), Márcia Dal Fabro deixou claro, em entrevista coletiva, nesta segunda-feira (13), que “é questão de tempo” para a febre Chikungunya chegar a Campo Grande e alertou a população para ficar de olhos bem abertos e eliminar chances de proliferação do mosquito transmissor da doença. Neste sentido, a prefeitura lançou campanha e baterá de porta em porta para alertar sobre a febre.

“A doença está em duas regiões do Brasil, portanto é questão de tempo chegar a Campo Grande, então, temos que eliminar o vetor”, apelou a diretora em vigilância em saúde. O número de contaminados pelo vírus já chegou a 79 no Brasil. Do total, sete foram localizados em Estados que fazem divisa com Mato Grosso do Sul.

Até agora, duas supeitas foram registradas na Capital. “Os dois casos foram descartados”, tranquilizou Márcia. Mesmo assim, ela reforçou a necessidade de a população eliminar de vez focos de proliferação dos mosquito do gênero Aedes, o mesmo transmissor da dengue. “O trabalho de conscientização é fundamental, porque é nas casas que o mosquito se prolifera”, frisou.

Preocupado com a chance de a doença se espalhar pela cidade, o prefeito Gilmar Olarte (PP) também apelou pelo apoio da população. “Com essa doença não dá para brincar”, enfatizou. Conforme Márcia, a febre gera dores musculares intensas e pode durar de dois meses a três anos.

Para espalhar os cuidados no sentido de prevenir a Chikungunya, amanhã (14), com o apoio da Câmara Municipal e da Base Aérea a prefeitura colocará 473 agentes de endemia nas ruas. “O objetivo é informar sobre a doença, sobre as formas de contágio e prevenção”, disse o prefeito. “Não vamos barrar a doença sozinhos, precisamos da ajuda de todos”, completou Márcia.

Ela frisa que a preocupação é ainda maior justamente pelo fato de Campo Grande ter o transmissor da doença, o mosquito Aedes Aegypti. “Antes de a febre chegar à cidade, temos que fazer o possível para eliminar o vetor”, apelou.

Por isso, a campanha vai bater de porta em porta. “Será um trabalho de campo para recolher recipientes que possam acumular água”, explicou o presidente da Câmara Municipal, vereador Mário César (PMDB). “Vamos ajudar, disponibilizando transporte aéreo e via terrestre”, informou o comandante da Base Aérea, coronel Potiguara Campos.

A doença - A Febre Chikungunya causa febre alta, dor muscular e nas articulações, cefaleia e exantema. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, a letalidade é rara e menos frequente que nos casos de dengue. O tratamento é feito para combater os sintomas, com analgésico (paracetamol), hidratação adequada e repouso.

Com a confirmação dos casos no Caribe, no final de 2013, o Ministério da Saúde elaborou um plano nacional de contingência da doença, que tem como metas a intensificação das atividades de vigilância; a preparação de resposta da rede de saúde; o treinamento de profissionais; a divulgação de medidas às secretarias e a preparação de laboratórios de referência para diagnóstico da doença.

A medida básica de prevenção é o combate aos mosquitos transmissores. As mesmas ações que evitam a dengue são capazes de prevenir também a Chikungunya.



13 outubro 2014

Moradores de São Paulo e cidades vizinhas relatam casos de falta d'água

Desabastecimento atingiu, segundo leitores, Zonas Sul, Leste e Norte.
Sabesp aponta problema pontual na Zona Sul por defeito em uma válvula.


Do G1 São Paulo

Leitores do G1 apontam, na manhã desta segunda-feira (13), que houve um agravamento da falta d'água em bairros de São Paulo. São reclamações de desabastecimento nas Zonas Sul, Leste e Norte da capital, e nos municípios de Carapicuíba, Cotia e Osasco.

Segundo os relatos, as casas ficaram sem água durante todo o final de semana. Normalmente, segundo os leitores, o problema se concentra apenas em um período do dia - ou de manhã, ou de noite (veja abaixo).

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou que um defeito em uma válvula do Reservatório Campo Belo, que faz parte do Sistema Guarapiranga, causa problema desde as 10h de domingo (12) no abastecimento em alguns bairros da Zona Sul. A previsão de regularização é até as 16h desta segunda.

O G1 aguarda posicionamento da empresa sobre se houve mudança na distribuição da água na área atendida pela companhia.

Veja abaixo relatos de leitores do G1 sobre a falta d'água em São Paulo

Alessandra Coelho - Campo Limpo (Zona Sul)
"Todos os dias, de noite, a gente fica sem água. Nesse final de semana ficou durante o dia também sem água. Fiquei das 20h do sábado até as 5h de segunda. A gente vai guardando água. Vou estocando em containers, em baldes, e vou me virando assim. E ainda tem que comprar água potável pra beber”.

Gabriela Mendes - Jardim Conceição (Osasco)
“Normalmente o abastecimento para na sexta, de noite, e fica sem água até domingo de madrugada. Isso era o normal, mas agora estamos desde quinta sem água e ainda não voltou hoje, segunda. Está difícil, não tem água pra beber, pra tomar banho, pra dar banho nas crianças. Estamos tendo que comprar água. Meu marido ligou lá e a Sabesp disse que não tem água pra mandar”.

Valter Fernandes Teixeira - Vila Dirce (Carapicuíba)
“Você não tem água pra lavar o rosto, pra escovar o dente. Trabalhei o dia inteiro ontem, naquele sol, a roupa chega a grudar no corpo. Aí cheguei em casa e não pude tomar um banho, tive que ir na casa da minha mãe. Está faltando com frequência, normalmente é de dia, às vezes volta de noite. Tem dia que não volta. Aí tem que ficar estocando”.

Daniele Reis - Vila Santa Catarina (Zona Sul)
“Desde sexta-feira está assim, sem água direto. Normalmente para de dia, e volta a noite, de madrugada. Enche a caixa e no dia seguinte está sem de novo. Mas dessa vez não voltou ainda, ficou direto. No final de semana tivemos que comprar água, tem um pingo só pra tomar banho, aí não tem pra beber, pra cozinhar”.

Tainá Andrade - Americanópolis (Zona Sul)
“Todos os dias durante a noite ficamos sem água, mas esse final de semana está direto. Desde sábado até agora estamos sem água, não voltou ainda. Final de semana todo sem nem uma gota. Tivemos que comprar água pra beber e pra poder fazer comida. De resto, ficamos sem fazer, a louça está amontoada na pia, tudo”

Caíque Ferreira - Jardim Santa Terezinha (Zona Leste)
“Estamos sem água desde sexta. Segundo a Sabesp, tiveram que fazer um conserto, mas não informaram onde e nem quando a água voltaria”.

Joraci Veiga - Casa Verde (Zona Norte)
“Não é a primeira vez, nos últimos dois meses já foram várias vezes. Mas dessa vez está mais tempo. Desde sábado, acordei de manhã, fui pro banho e não tinha água. Hoje ainda não fui trabalhar porque estou sem banho. Parece que a água voltou na rua, mas ainda não chegou aqui porque a pressão está muito baixa. De que adianta mandar água com pressão fraca?”

Ligia Silva Frazão - Luz (Centro)
"Hoje cedo abri a torneira e não saía água. Creio que esteja desde ontem, por que pra caixa do prédio ter secado, é porque não vem água da rua já faz tempo. Eu tenho duas crianças pequenas, a gente não se preparou nem nada, a Sabesp tinha que avisar quando for fazer isso. Meu marido ligou lá e eles assumiram que não tem água, disseram que é ‘uso excessivo de água na região”.


Confirmado o primeiro caso de chikungunya em Minas Gerais

Informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde de MG.
Ministério da Saúde confirmou 173 casos da doença em todo o país.


Raquel Freitas
Do G1 MG

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou o primeiro caso de febre chikungunya dentro do território mineiro. A paciente é uma mulher, de 48 anos, moradora da cidade de Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Os sintomas começaram a se manifestar no dia 27 de agosto, e o caso foi confirmado mais de um mês depois. Na última sexta (10), uma equipe da SES esteve na casa da paciente que estava com dores nas articulações. Segundo o órgão, ela não viajou para regiões endêmicas. Portanto, é provável que a mulher tenha contraído a doença em Matozinhos. A febre chikungunya foi confirmada por exames feitos pela Fundação Ezequiel Dias (Funed).

Segundo a coordenadora Programa Estadual de Controle da Dengue, Geane Andrade, medidas foram tomadas para conter o avanço do vírus na cidade. "Primeiro lugar, foi feita a investigação epidemiológica do caso para caracterizar o risco e planejar as ações. As ações, então, são o envio de força tarefa ao município de Matozinhos e também as ações de controle vetorial, como carro de UBV [fumacê], para que seja minimizando o risco de transmissão para a população", destacou.

De acordo com a SES, há uma possibilidade que o vírus tenha chegado a Matozinhos durante um evento, que contou com a participação de pessoas de diversos estados, inclusive da Bahia, onde há casos confirmados.

A secretaria ainda investiga cinco casos suspeitos nas cidades de Montes Claros, Contagem, Belo Horizonte, Viçosa e Coronel Fabriciano. Segundo Geane, estes municípios também já estão recebendo atenção especial. “Através das Superintendências Regionais de Saúde, os técnicos do estado fizeram as mesmas atividades que fizeram em Matozinhos nestes outros municípios”, diz.

Segundo a coordenadora do programa, um dos vetores da chicungunya é o mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença também pode ser transmitida pelo Aedes albopictus, mais comum em áreas rurais. Geane ainda ressalta que os sintomas são, inicialmente parecidos, mas, no caso de contaminação por chicungunya, há maior intensidade de dor.

Devido à semelhança entre as doenças, as campanhas publicitárias que visam ao combate à dengue também vão buscar a prevenção da chicungunya em Minas Gerais. “O recado para a população, as orientações são exatamente os mesmos [...] É importantíssimo que, neste momento os depósitos de água sejam muito verificados e cuidados [sejam tomados] dentro de casa”, diz.

Geane afirma que o estado está em alerta máximo. "Nós trabalhamos com grande risco de transmissão, principalmente, pelos fatores que a gente tem. A transmissão se dá pelo mesmo vetor que transmite dengue, e que é um vetor que está amplamente distribuído no nosso estado, além do [Aedes] albopictus, que está distribuído em diversos municípios. Além dessa questão nós temos a suscetibilidade de toda a população, toda a população suscetível a um vírus que nunca circulou no nosso meio. E, além dessa questão, municípios perto da fronteira com o estado da Bahia, que já tem transmissão comprovada e autóctone. Isso nos deixa em alerta máximo", afirma. Na próxima semana, cerca de 250 médicos serão capacitados em Minas e, no fim do mês, o estado vai lançar um plano de contingência.

De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde (MS), divulgada no dia 9 de outubro, 173 casos internos da doença foram registrados em território nacional, sendo 156 na Bahia e 17 no Amapá.

Oiapoque, no Amapá, tem 22 casos confirmados de chikungunya

Informação foi divulgada pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde do AP.
Ministério da Saúde confirmou 173 casos da doença em todo o país.


Cassio Albuquerque
Do G1 AP

Desde a entrada do vírus chikungunya no Amapá em junho de 2014, através da fronteira com a Guiana Francesa, já foram confirmados 22 casos internos e 464 notificações da doença no estado, segundo informou a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (CVS). De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde (MS), divulgada no dia 9 de outubro, 173 casos internos da doença foram registrados em território nacional, sendo 156 na Bahia e 17 no Amapá.

Todos os registros internos da doença no estado ocorreram no município de Oiapoque, distante 590 quilômetros de Macapá. Na cidade também já foram registrados 436 casos suspeitos de febre, sendo que nove ocorrências foram descartadas.

Em Macapá, são 25 casos suspeitos, sendo que 5 foram descartados e os demais aguardam confirmação pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, no Pará. No município de Santana, distante 17 quilômetros da capital, a coordenadoria registrou duas notificações. Somados aos dois casos importados da doença, o estado tem 22 confirmações de pessoas com chikungunya.

O Ministério da Saúde orientou os estados que já tiveram casos internos de chikungunya que utilizem o critério clínico-epidemiológico para constatação da doença. O diagnóstico é feito a partir dos sintomas que o paciente apresentar. A medida tem objetivo de desafogar a demanda dos laboratórios, que ficaram sobrecarregados, em razão do surgimento da doença. No Amapá, o procedimento ainda não está sendo realizado.

A doença

O vírus chikungunya foi identificado pela primeira vez entre 1952 e 1953, durante uma epidemia na Tanzânia. Mas casos parecidos com essa infecção – com febres e dores nas articulações – já haviam sido relatados em 1770. O agente transmissor é o mosquito Aedes aegypti, mesmo causador da dengue, e Aedes albopictus.

Quais são os sintomas?

Entre quatro e oito dias após a picada do mosquito infectado, o paciente apresenta febre repentina acompanhada de dores nas articulações. Outros sintomas, como dor de cabeça, dor muscular, náusea e manchas avermelhadas na pele, fazem com que o quadro seja parecido com o da dengue. A principal diferença são as intensas dores articulares.

Tem tratamento?

Não há um tratamento capaz de curar a infecção, nem vacinas voltadas para preveni-la. O tratamento é paliativo, com uso de antipiréticos e analgésicos para aliviar os sintomas. Se as dores articulares permanecerem por muito tempo e forem dolorosas demais, uma opção terapêutica é o uso de corticoides.


Ciclone mata 24 pessoas no leste da Índia e causa temores de inundações

Hudhud perdeu força, mas ainda deve provocar fortes chuvas.
Milhares de morares estão refugiados em abrigos; casas foram destruídas.


Reuters

O número de mortos na passagem de um poderoso ciclone que castigou o litoral leste da Índia subiu para 24 nesta segunda-feira (13), enquanto a tempestade enfraqueceu e seguiu para o interior do país deixando um rastro de destruição e temores de enchentes repentinas causadas pelas forte chuvas.

Linhas de transmissão de energia e ônibus foram derrubados por ciclone que atingiu cidade indiana de Visakhapatnam nesta segunda-feira (13) (Foto: REUTERS/R Narendra)Linhas de transmissão de energia e ônibus foram derrubados por ciclone que atingiu cidade indiana de Visakhapatnam nesta segunda-feira (13) (Foto: REUTERS/R Narendra)

Com ventos de até 195 km/h, o ciclone Hudhud atingiu a costa dos estados de Andhra Pradesh e Odisha no domingo, forçando milhares de morares litorâneos a se refugiarem em abrigos para tempestades.

Na cidade portuária de Visakhapatnam, com 2 milhões de habitantes, trabalhadores do governo começaram a remover árvores arrancadas do chão que bloqueavam estradas, a restaurar o fornecimento de energia, a restabelecer linhas de comunicação e a remover destroços como outdoors e telhados de ferro que foram arrastados pelas fortes rajadas.

"Não sei quantos dias serão necessários para restabelecer meu negócio. Perdi tudo", disse Heusikeswa Rao, um comerciante de Visakhapatham, enquanto tentava juntar os pedaços de madeira e metal que antes formavam seu quiosque.

Homem segura lona de sua tenda armada em uma margem do rio Ganges durante tempestade de areia nesta segunda-feira (13) em Allahabad, na Índia (Foto: REUTERS/Jitendra Prakash)Homem segura lona de sua tenda armada em uma margem do rio Ganges durante tempestade de areia nesta segunda-feira (13) em Allahabad, na Índia (Foto: REUTERS/Jitendra Prakash)

Autoridades de Andhra Pradesh, onde foram registradas 21 mortes, disseram que levantamentos iniciais registraram milhares de casas danificadas e uma ampla destruição em plantações de banana, cana-de-açúcar e arroz nos distritos de Visakhaptnam, Srikakulam, Godavari do Leste e Vijaynagaram.

Dezenas de milhares de pessoas continuavam em abrigos para ciclones pela terceira noite seguida por causa de danos causados às suas casas e pela falta de comida ou água potável em suas vilas, disseram autoridades.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, disse que iria visitar a área nesta terça-feira. "Tenho recebido atualizações constantes sobre o ciclone Hudhud... Visitarei Visakhapatnam amanhã e tomarei prumo da situação", tuitou o premiê.

De acordo com a agência meteorológica da Índia, o Hudhud perdeu força, mas deve provocar fortes chuvas no norte e nordeste da Índia e, eventualmente, nevascas quando atingir as montanhas do Himalaia.

Trabalhadores de ajuda humanitária alertaram que as chuvas tem a probabilidade de inundar grandes áreas rurais.