24 maio 2014

Mais de 36 mil pessoas são afetadas pela cheia, aponta Defesa Civil

Dados são apenas de municípios que decretaram situação de emergência.
Estado de emergência foi decretado em sete cidades do Baixo Amazonas.


Do G1 Santarém

Um balanço divulgado nesta sexta-feira (23) pela 4ª Regional de Defesa Civil (4ª Redec) aponta que 36.708 pessoas e 7.342 famílias já foram afetadas pela enchente dos rios Tapajós, Amazonas e seus afluentes. Os dados incluem os seis municípios do oeste do Pará que decretaram situação de emergência e são atendidos pela 4ª Redec. “Muitas pessoas dessas cidades estão em áreas alagadas, desabrigadas, enfermas, feridas”, destaca o sargento da Defesa Civil Estadual da 4ª Redec, Augusto Riler Lopes.


Alenquer foi uma das primeiras cidades a decretar situação de emergência (Foto: Divulgação Graesp e 4ª Redec)Alenquer, no oeste do PA, foi uma das primeiras cidades a decretar situação de emergência
(Foto: Divulgação Graesp e 4ª Redec)

De acordo com a Defesa Civil, sete cidades do oeste paraense estão em estado de emergência: Porto de Moz, Alenquer, Almeirim, Juruti, Óbidos, Terra Santa e Aveiro. Os decretos de Alenquer, Aveiro e Porto de Moz já foram reconhecidos pelo Governo Federal. Santarém, Curuá, Belterra, Faro, Juruti, Monte Alegre, Oriximiná e Prainha estão em situação de alerta. “Uma equipe da 4ª Redec está em Monte Alegre fazendo o levantamento da situação da cidade, das famílias atingidas pela cheia. Há possibilidade que o município decrete situação de emergência na próxima semana”, diz o sargento. Até o momento, nenhum município do Baixo Amazonas decretou calamidade pública.

Os municípios que decretaram situação de emergência devem receber kits de ajuda humanitária com produtos de higiene pessoal, limpeza, dormitórios e alimentação. Segundo o coordenador adjunto da Defesa Civil do Estado, tenente coronel José Almeida, a distribuição será feita prioritariamente às famílias desabrigadas dos municípios que estão em situação de emergência. “Estamos finalizando o levantamento das famílias que tiveram suas casas alagadas para solicitar os kits de ajuda à União e ao Estado”. Os kits de ajuda estão previstos para serem entregues 15 dias após a solicitação da Defesa Civil.

A previsão da Defesa Civil é que as chuvas continuem e os rios subam ainda mais nos próximos dias, o que pode agravar a situação em alguns municípios.


20 maio 2014

Chuvas fortes serão mais comuns em 50 anos, diz especialista

Especialistas alertam que aquecimento global no país afetará a Sibéria e regiões subárticas.


Gazeta Russa

Com o passar do tempo, os tornados podem se converter num fenômeno corrente e surgir em territórios mais vastos.

A informação foi dada por Vladislav Bólotov, diretor do Centro Panrusso de Monitoramento e Previsões, à RIA Novosti, que cita dados do MSE (Ministério de Situações de Emergência) da Rússia.

De acordo com a pasta, em 50 anos, fenômenos naturais perigosos no país, como trovoadas e chuvas fortes, serão muito mais frequentes do que hoje.

Segundo os especialistas, o aquecimento global neste século influenciará sobretudo a Sibéria e as regiões subárticas. O degelo dos solos pode ter graves consequências econômicas, principalmente colocando em risco os depósitos de resíduos radioativos.

Além disso, o MSE chama a atenção para o aumento das catástrofes naturais nos últimos vinte anos. O número de inundações, por exemplo, duplicou.

Com base em material da RIA Nóvosti e Interfax