05 abril 2014

Economia e população do Nordeste são afetadas pela redução do volume do Rio São Francisco

Setores como a agricultura, prejudicada pela menor disponibilidade de água para irrigação, a navegação e a pesca têm sofrido prejuízos devido à queda do nível do São Francisco


Justiça em Foco


A redução do volume do Rio São Francisco que decorre da decisão do governo federal de diminuir a água que é liberada pelos reservatórios das usinas hidrelétricas de Sobradinho e Xingó tem afetado a atividade econômica e a população no Nordeste, segundo o presidente da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo do Senado, senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE). Audiência pública feita na quarta-feira (2) discutiu a queda da oferta de água na Bacia Hidrográfica do São Francisco.

Setores como a agricultura, prejudicada pela menor disponibilidade de água para irrigação, a navegação e a pesca têm sofrido prejuízos devido à queda do nível do São Francisco. “Queremos saber se, mesmo com essa estiagem prolongada, há possibilidade de aumento da vazão. O governo tem como prioridade a produção de energia elétrica, mas a baixa vazão do São Francisco traz graves consequências para a população que depende do rio”, disse o senador.

Desde abril do ano passado, a Agência Nacional de Águas (ANA), em articulação com o Operador Nacional do Sistema Elétrico, autorizou a redução da vazão que sai dos reservatórios de Sobradinho e Xingó de 1.300 metros cúbicos por segundo para 1.100 metros cúbicos por segundo. A resolução foi prorrogada até 30 de abril.

A medida foi adotada devido à necessidade de preservar o armazenamento de água nos reservatórios e, assim, atender à demanda de produção de energia do Nordeste, pois o menor volume de chuvas na região devido à seca nos últimos anos tem resultado em baixos níveis do Rio São Francisco.

O diretor de Operação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Mozart Bandeira Arnaud, reconheceu que a redução de vazão de água traz problemas para a atividade econômica, mas alertou que a queda no nível de água liberado pelas usinas é fundamental para a segurança hídrica da região e não apenas para a produção de energia.

O vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, Wagner Soares Costa, destacou que as reduções emergenciais de vazão tornaram-se recorrentes e não há estudos “dos impactos ambientais, sociais e econômicos dessa redução”. Ele acredita que a medida da ANA é voltada prioritariamente para a segurança energética em detrimento de outros usos da água.

O coordenador-geral do Fórum Sergipano de Comitês de Bacias Hidrográficas, Luiz Carlos Souza, também manifestou preocupação. “A lei diz que a água deve ser compartilhada pelos múltiplos usos, mas percebemos que a produção de energia tem prioridade. Mas em situação de escassez, a lei diz que a prioridade é do abastecimento humano e animal”. Segundo ele, a sociedade deve ser ouvida pelo governo federal nas decisões sobre redução da vazão do rio.

O superintendente de Usos Múltiplos e Eventos Críticos da ANA, Joaquim Gondim Filho, informou que a agência promove sistematicamente reuniões entre os usuários e os principais interessados em que se busca entendimento para que usos prioritários como abastecimento, irrigação, navegação e todos os demais usos sejam respeitados no que for possível. “Isso é feito de maneira a conciliar os interesses de todos os usos e levando em conta as questões ambientais”, disse.


Furnas desliga turbinas para preservar reservatório

Hoje a represa está 12 metros abaixo do normal



Veja

A Usina de Furnas, a principal da região do lago que leva o seu nome, está desligando diariamente as suas turbinas por algumas horas para preservar o reservatório. A informação partiu de funcionários da empresa, e o motivo seria a seca que vem fazendo o nível do lago baixar 20 centímetros em média por dia.

Usina hidrelétrica de Furnas opera com apenas 15% da sua capacidade devido aos baixos níveis de água, em 14 de janeiro de 2013Usina hidrelétrica de Furnas opera com apenas 15% da sua capacidade devido aos baixos níveis de água, em 14 de janeiro de 2013 (Paulo Whitaker/Reuters)

A assessoria da usina não desmente o fechamento, mas evita ligar isso à estiagem. A informação oficial é de que o motivo para as interrupções seria a manutenção de equipamentos e algumas movimentações internas. A reportagem esteve na usina na semana passada, mas não pôde chegar até as turbinas e os funcionários estão impedidos de dar entrevista, mas confirmaram as interrupções.

O motivo seria mesmo para manter o reservatório enquanto se espera por chuva. Hoje a represa está 12 metros abaixo do normal, muito diferente de dois anos atrás, neste mesmo período, quando tinha mais de 90% de sua capacidade.

Nesta sexta-feira, a Usina de Furnas operava com apenas 27,22% da capacidade, segundo o ONS (Operador Nacional do Sistema), órgão que mede a situação das hidrelétricas.

O ONS não comenta o desligamento das turbinas e, questionado sobre o impacto disso para o sistema elétrico, a assessoria de Furnas disse que colocaria um técnico para responder a questão, o que não foi feito até o início da noite. Também não informou quantas das oito turbinas estão sendo desligadas e quantas horas por dia isso tem ocorrido.

Na Usina de Furnas a baixa do lago é visível, e hoje as comportas têm permanecido fechadas o tempo todo devido ao nível reduzido de água. O volume de entrada é de 300 metros cúbicos por segundo e o de saída chega a 500 metros cúbicos. Essa perda de 200 metros cúbicos de água é significativa e preocupa, pois em pouco tempo poderia comprometer a geração de energia.

Além da usina principal, o Lago de Furnas serve diretamente a outras três usinas no Rio Grande e ainda colabora com outras quatro que também utilizam sua água. Sem contar o sistema elétrico, é de grande importância para 34 municípios que vivem do turismo e da piscicultura, negócios que dependem da represa, cada vez mais seca.

(Com Estadão Conteúdo)

Após investimentos de € 170 milhões, grupo francês inaugura parque eólico no Ceará

Estrutura construída em Trairi, no litoral oeste cearense, irá produzir energia suficiente ao consumo de uma cidade de 200 mil habitantes


O Globo

RIO - A GDF Suez, empresa francesa do setor de energia, começou a operar nesta sexta-feira o Parque Eólico de Trairi, no litoral oeste do Ceará. A eletricidade produzida no parque energético será de 115,4 megawatts, o equivalente ao consumo médio de uma cidade de 200 mil habitantes.

Segundo comunicado da empresa, a produção por meio dos ventos do litoral cearense será destinada diretamente a clientes específicos, como shopping centers, supermercados e empresas de médio porte, além do setor industrial.

“O parque eólico Trairi nos permite expandir nossa participação global no setor das energias renováveis​​, reforçando simultaneamente a estratégia da empresa de aumentar a nossa capacidade elétrica em mercados em rápida expansão”, afirmava o comunicado.

O parque eólico, que teve sua construção iniciada em 2011, representa um investimento de € 170 milhões, empregando mais de 700 pessoas. A GDF Suez produz cerca de 7,0% da energia elétrica brasileira, sendo que 87% desta carga é de energia renovável. A GDF é responsável, também, pela construção da represa de Jirau, em Rondônia. De acordo com a empresa, o projeto no Rio Madeira irá produzir energia limpa e renovável para atender a demanda elétrica de 10 milhões de lares brasileiros.


Tremor de 5,8 graus na escala Richter sacode região central do Chile

Terremoto foi sentido em Santiago e outras duas regiões nesta sexta (4).
Não houve alerta de tsunami, mas ainda não há informações sobre vítimas.


Do G1, em São Paulo

Um tremor de 5,8 graus de magnitude na escala Richter sacudiu a capital do Chile e as regiões de Valparaíso e de O'Higgins, a cerca de 100 quilômetros ao sul de Santiago, no fim da noite desta sexta-feira (4), segundo o Instituto Sismológico da Universidade do Chile. Não houve alerta de tsunami e ainda não há informações sobre vítimas ou danos causados pelo abalo, de acordo com a agência EFE.

O instituto informou que o terremoto teve duração superior a um minuto com epicentro localizado a 36 quilômetros ao oeste da cidade de Quillota, na região de Valparaíso. Segundo a repóter Kíria Meurer, da TV Globo, que está em Santiago, o tremor na capital do país foi intenso e assustou as pessoas no fim da noite.

Desde o início da semana, o país chileno vem sofrendo com uma série de tremores de terra. O mais forte ocorreu na última terça-feira (1), quando um abalo de 8,2 graus na escala Richter atingiu a região norte, causou danos e matou seis pessoas. Esse terremoto foi seguido por centenas de réplicas, uma delas de 7,6 graus na noite da quarta-feira e que continuaram na madrugada de sexta-feira (4).

Protestos

Durante a noite desta sexta-feira (4), dezenas de pessoas se manifestaram na cidade de Iquique, a 1,8 mil quilômetros de Santiago, em protesto pela falta de ajuda após o terremoto da última terça-feira (1), que deixou seis mortos, vários feridos e danos materiais no extremo norte do Chile.

Os manifestantes incendiaram algumas barricadas em uma avenida da cidade e interromperam o trânsito em outras ruas da capital da região de Tarapcá, uma das mais atingidas pelo tremor, que também causou grandes estragos nas regiões de Antofagasta, Arica e Parinacota.

O protesto, segundo o site 'Emol', começou às 19h quando um grupo de desabrigados reivindicava cobertores, roupas e outros elementos às autoridades para poder enfrentar as consequências da catástrofe.

Zona de catástrofe


Barcos de pesca foram danificados após terremoto e tsunami em Iquique, norte do Chile (Foto: Aldo Solimano/AFP)Barcos de pesca foram danificados após terremoto e tsunami em Iquique, norte do Chile, na última terça-feira (1). (Foto: Aldo Solimano/AFP)

A presidente chilena, Michelle Bachelet, deu instruções aos ministros do Interior, Rodrigo Peñailillo, e da Defesa, Jaime Birgos, para que viajem a Iquique e acelerem a segunda fase do plano de ajuda, que se concentra nas localidades mais afastadas do litoral.

Logo depois do terremoto de terça-feira, Bachelet assinou um decreto que declarava as regiões afetadas pelo tremor como zona de catástrofe e colocava a manutenção da segurança e a ordem pública sob o controle militar, com objeto de evitar saques e desordem.

Após cancelar todas as atividades previstas para a quarta-feira, Bachelet viajou acompanhada de vários ministros para as cidades de Iquique, Arica e Alto Hospicio para ver de perto as dimensões da catástrofe e coordenar o plano de resgate.

O Ministério da Saúde decretou estado de alerta em Iquique na quinta-feira por cortes no fornecimento de água potável após o terremoto. Nos últimos dias, a população do extremo norte esteve submetida a vários problemas, desde a tensão pelas constantes e fortes réplicas, até a escassez de água. Além disso, houve aumentos abusivos nos preços dos produtos básicos, o que, junto com a perda da moradia e de trabalho, gerou um grande mal-estar entre os cidadãos.

Forte explosão em vulcão lança rochas e cinzas no Equador

Segundo instituto, erupção do Tungurahua durou 5 minutos nesta sexta (4).
Outras cinco explosões moderadas ocorreram durante o dia no país.


EFE

Uma forte explosão no vulcão Tungurahua, no Equador, nesta sexta-feira (4) gerou uma erupção de cerca de cinco minutos, com o lançamento de rochas incandescentes e de uma coluna de cinzas de dez quilômetros acima do nível da cratera, segundo informações do Instituto Geofísico do país.

Vulcão Tungurahua no Equador (Foto: AFP)Forte explosão do vulcão Tungurahua, no Equador, gerou coluna de cinzas no país. (Foto: AFP)

A explosão aconteceu às 18h10 locais (20h10 de Brasília) e as rochas pulverizadas (fluxos piroclásticos) desceram pelas encostas dos flancos noroeste e norte do vulcão, segundo o órgão. Às 18h16 (20h16 de Brasília) aconteceu outra pequena erupção de quatro minutos de duração, enquanto às 18h24 (20h24 de Brasília) foi registrado um leve tremor de emissão contínua, segundo o instituto, que acrescentou que durante o dia ocorreram cinco explosões moderadas.

A instituição disse ainda que houve precipitação de fragmentos de rocha em Bilbao e Cusúa, e de cinzas em Píllaro.

Em fevereiro, o vulcão experimentou outro aumento de suas atividades com explosões e emissão de cinzas, que atingiram várias regiões do país, inclusive a capital Quito, a 180 quilômetros de distância da montanha.

O Instituto Geofísico mantém uma estreita vigilância sobre o comportamento do Tungurahua, cujo processo de erupção começou em 1999 e se caracterizou por intercalar momentos de grande atividade com lapsos de relativa calma. O Tungurahua, de 5.016 metros de altitude e situado no centro dos Andes equatorianos, é um dos mais de 50 vulcões que existem no país.


03 abril 2014

Outro forte terremoto sacode o Chile

Na terça (1º), tremor de magnitude 8,2 matou 6 pessoas no país.
USGS informou que sismo desta quarta teve magnitude 7,8.


Do G1, em São Paulo

Outro forte terremoto sacudiu o norte do Chile na noite desta quarta-feira (2), um dia após a região ser sacudida por um potente tremor de magnitude 8,2. O Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o tremor desta noite atingiu magnitude 7,8.

O terremoto, o maior de uma série de tremores secundários após o poderoso e mortal tremor de terça (1º) - que matou 6 pessoas no país -, ocorreu às 23h45, e foi localizado a 19 km ao sul do porto de Iquique, a uma profundidade de 20 km, de acordo com o USGS.

Carros presos em escombros após terremoto de magnitude 8,2 atingir o Chile na noite de terça-feira (1º). (Foto: Ivan Alvarado / Reuters)Carros presos em escombros após terremoto de magnitude 8,2 atingir o Chile na noite de terça-feira (1º). (Foto: Ivan Alvarado / Reuters)


Cerca de 50 minutos antes, a região já havia sido atingida por um terremoto de magnitude 6,4, segundo o USGS.

Não há, por enquanto, relato de danos ou vítimas.

O Escritório Nacional de Emergência (Onemi), ligado ao Ministerio do Interior chileno, decretou alerta de tsunami para toda a costa e região norte chilenas. O alerta foi suspenso cerca de duas horas depois.

O Onemi informou que ordenou a evacuação preventiva da zona costeira, orientação também suspensa cerca de duas horas depois. Barcos da região pesqueira do Porto de Arica chegaram a deixar a área para fugir de possíveis grandes ondas.

Por segurança, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, que foi a Arica nesta quarta e se hospedou em um hotel localizado perto do mar, deixou a região.

Como na noite anterior, muitas famílias deixaram rapidamente as cidades de Arica, Iquique e Antofagasta, além de outras comunidades.

Segundo o Serviço Geológico da Universidade do Chile, foram registrado nesta quarta mais de 100 réplicas - a maioria de magnitude 5 - após o poderoso terremoto de terça.

Depois da França, Inglaterra vive dia de poluição extrema do ar

Nesta quarta, grande parte do sudeste da Inglaterra estava coberta com uma nuvem de smog.


BRUNO CALIXTO | ÉPOCA

O Ministério de Saúde da Inglaterra fez um apelo à população nesta quarta-feira (2): pediu para idosos não saírem de casa, para escolas não deixarem as crianças irem para o pátio durante o recreio, e para ciclistas e corredores não treinarem hoje. O motivo é o mesmo que afetou Paris e cidades do norte da França recentemente. O nível de poluição atmosférica está tão alto que não é mais seguro respirar ao ar livre.

Nesta quarta, grande parte do sudeste da Inglaterra estava coberta com uma nuvem de smog. As autoridades classificaram a fumaça com nível "alto" e "muito alto" de poluição. Isso significa que a concentração de partículas inaláveis (MP10), um dos piores poluentes para a saúde humana, está em 100 microgramas por metro cúbico de ar, similar ao registrado em Paris em março. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é que o MP10 não passe de 25 microgramas por metro cúbico de ar.

Curiosamente, as autoridades inglesas culparam o Deserto do Saara pela crise da qualidade do ar. Tecnicamente, eles não estão errados. Nesta época do ano, ventos carregam poeira do deserto africano para o norte, chegando na Europa continental e no Reino Unido. Essa poeira se juntou à poluição lançada por carros e fábricas e, por uma mudança nos ventos, ficou presa nas próprias cidades poluidoras. Por isso, a situação é pior em Londres.

O governo britânico está sendo criticado por não tomar ações mais duras contra a poluição do ar. Na crise desta semana, o governo não tomou medidas de emergência, como fez a França. Além disso, o Reino Unido não conseguirá cumprir as metas de redução de poluição da União Europeia em Londres e outras quinze cidades, e pode ser multado por isso. A expectativa das autoridades é que ventos dispersem a nuvem de poluição na sexta-feira.


02 abril 2014

Sismo com magnitude de 6,2 pontos atinge o Panamá

Voz da Rússia

Um sismo de intensidade de 6,2 pontos teve lugar hoje junto da costa do Panamá, noticia o Serviço Geológico dos EUA sem adiantar pormenores.

Um outro terramoto com a magnitude de 8,2 pontos se fez sentir esta terça-feira na parte norte do litoral chileno, tendo causado a morte de 5 pessoas.


Chile tem seis mortes e mais de 972 mil pessoas removidas por terremoto

Seis pessoas morreram e 972.457 foram retiradas de suas casas por conta do terremoto de 8,2 graus no norte do Chile


EFE

O Escritório Nacional de Emergência (Onemi) do Chile confirmou nesta quarta-feira que seis pessoas morreram e 972.457 foram retiradas de suas casas por conta do terremoto de 8,2 graus ocorrido ontem na região norte do país.

Segundo o relatório do diretor da Onemi, Ricardo Toro, do total de vítimas, três morreram em virtude de parada cardiorrespiratória, duas esmagadas em deslizamentos de terra e uma devido a queda durante a evacuação. Ainda conforme o documento, oito estradas permanecem interditadas em diferentes pontos das regiões afetadas, declaradas zonas de emergência.

Em Arica 87% da rede elétrica já foi restabelecida. Já a água voltou a 67% dos domicílios. Em Tarapacá, no entanto, 38.509 famílias ainda estão desabrigadas por cortes de energia, e os municípios de Iquique e Alto Hospicio estão sem água potável.

O Centro Sismológico Nacional informou que, até o momento, 96 réplicas do terremoto foram registradas. Do total, oito foram percebidas pela população e uma foi de intensidade média.

O hospital regional de Iquique sofreu danos que ainda estão sendo avaliados, enquanto cerca de duas mil casas foram danificadas no município de Alto Hospicio, próximo a Iquique, na região de Tarapacá, cerca de 1.860 quilômetros ao norte de Santiago.

O terremoto aconteceu às 20h46 (mesmo horário em Brasília) de ontem com epicentro no mar, a 89 quilômetros ao sudoeste de Cuya, na costa da região de Tarapacá.


Nível de reservatórios das hidrelétricas fica abaixo da meta prevista pelo ONS

O nível dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste chegou a 36,27% da capacidade máxima


Correio do Brasil
Por Redação, com ABr - de Brasília

O nível dos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste chegou a 36,27% da capacidade máxima. A expectativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) era que o nível de água desse sistema, responsável pela geração de 70% da energia consumida no país, estivesse em 36,9% no último dia de março.

Essa previsão foi mudada ao longo do mês de março. Na primeira semana, a estimativa era que o nível dos reservatórios chegasse a 37,9% nessa segunda-feira. Depois, a previsão aumentou para 40,7%, passou para 38,2% e, na última semana, o número foi revisado para 36,9%.

Agora, a expectativa do ONS para abril é que o nível dos reservatórios do Sistema Sudeste/Centro-Oeste chegue a 38,1% na próxima sexta-feira e a 40,6% no dia 30 de abril. De acordo com o Programa Mensal de Operação do ONS, as vazões naturais previstas para a próxima semana para o Subsistema Sudeste/Centro-Oeste estão em ascensão em relação às verificadas esta semana. A previsão é que a chuva varie de fraca a moderada nas bacias deste subsistema, devido à passagem de uma frente fria.

No início de janeiro, o nível dos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste estava em 43,3% da capacidade máxima de armazenamento e chegou a 34,6% no início de março.


01 abril 2014

Em Humaitá, Rio Madeira atinge cota histórica e deixa 18 mil desabrigados

Oito dos 13 bairros do município estão isolados, diz prefeitura local.
Nível das águas do rio está dois metros acima da cota máxima registrada.


Girlene Medeiros
Do G1 AM

A cota do Rio Madeira - que banha o município de Humaitá, a 590 km de Manaus -, é a maior já registrada. O nível das águas atingiu 25,44 metros, dois metros acima da cota máxima registrada em 1997. Segundo dados da prefeitura, 35% do território municipal está submerso e há 18 mil desabrigados só em Humaitá. A cidade está isolada desde fevereiro. De acordo com informações da Defesa Civil, o número de pessoas afetadas pela cheia dos rios chega a 56.737 em todo o Amazonas.

Dos 13 bairros de Humaitá, oito estão debaixo d'água e isolados. Os moradores precisam utilizar canoas para transitar nas ruas. As duas orlas e toda a área frontal da cidade também estão submersas. A força das águas atingiu pontos turísticos locais como o mercado municipal e o porto. A rodovia transamazônica, até o km 30, e uma parte da BR-319 também estão submersas.

O prefeito de Humaitá, José Cidenei Nascimento, disse que os desabrigados estão sendo encaminhados para 30 abrigos construídos pelo poder municipal e devem permanecer no local até a descida do nível das águas. "Muitos estão em casas de parentes também. Estão levando colchões, alimentos, redes e vestimentas juntamente com a Defesa Civil", disse Cidenei.

Apoio

No último dia 12, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi autorizado a antecipar o pagamento de benefícios à população de Humaitá. A cidade decretou situação de calamidade pública no começo do mês devido às inundações. No início do mês, 14.490 pessoas ficaram desabrigadas e 90% das unidades de ensino estão com as atividades suspensas, resultando em 15 mil alunos sem aula na zona urbana e outras 89 na Zona Rural.

O Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec), realizou no sábado (29) a entrega de 3.955 cheques, do programa Amazonas Solidário para famílias de Humaitá, que estão sendo afetadas pela cheia do rio Madeira. Centenas de famílias da zona rural e da zona urbana receberam o beneficio no valor de R$300 reais, para ajudar amenizar os prejuízos causados pela enchente.


31 março 2014

Nível do sistema Cantareira registra queda para 13,8%

O volume de água armazenado no Sistema Cantareira alcançou nesta sexta-feira mais um recorde negativo


Correio do Brasil
Por Redação, com ABr - de São Paulo

O volume de água armazenado no Sistema Cantareira alcançou nesta sexta-feira mais um recorde negativo, ficando, pela primeira vez, abaixo dos 14%. O nível da água do reservatório caiu, de ontem para hoje, mais 0,2 ponto percentual e chegou a 13,8%. Esse é o nível mais crítico desde que o sistema foi criado, na década de 1970. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão é de chuva, em São Paulo, até a próxima terça-feira, mas o volume não será suficiente para melhorar a situação do Cantareira.

- Essa chuva ajuda a diminuição a evaporação, mas não deve resolver o problema – avaliou Helena Balbino, meteorologista do Inmet. Ela explicou que a precipitação ocorrerá com a chegada de uma frente fria vinda do Uruguai em direção ao Oceano Atlântico. Ao encontrar um canal de umidade proveniente da Amazônia, ocorrem as chuvas. Helena esclarece que o outono, que começou na quinta-feira, e o inverno são estações tradicionalmente mais secas.

O diretor presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu Guillo, avaliou, em audiência pública na Assembleia Legislativa de São Paulo, na última terça-feira, que 2014 será um ano “bastante difícil” para a população paulista. “Essa crise deve continuar durante todo o ano”, ressaltou ele, que ainda defendeu a utilização do volume morto do Cantareira como medida de curto prazo para ajudar na solução da crise de desabastecimento.

Ele defendeu mudanças nas regras de renovação da outorga do Sistema Cantareira, maior complexo de abastecimento de água de São Paulo. A outorga deve ocorrer em agosto deste ano. “A nova outorga precisará ter regras. E aí, não importa de que partido é o governo. Aconteceu tal coisa, a população deve saber, porque existe um cuidado das empresas de saneamento de não passar risco ou intranquilidade [para a população]”, declarou.