27 dezembro 2014

Desmatamento na Amazônia tem alta de 427% em novembro, diz Imazon

Dado se refere ao mesmo mês de 2013; monitoramento é não-oficial.
Estado que mais desmatou foi o Pará, indica a ONG.


Do G1, em São Paulo

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), ONG de Belém, divulgou neste sábado (27) levantamento não-oficial que indica o aumento de 427% no desmatamento da Amazônia Legal em novembro deste ano, comparado com o mesmo mês do ano anterior.

Agentes do Ibama inspecionam madeira ilegal apreendida na reserva indígena do Alto Guama, em Nova Esperança do Piriá (PA). Os fotógrafos Nacho Doce e Ricardo Moraes, da Reuters, viajaram pela Amazônia registrando formas de desmatamento. Foto de 25/9/2013. (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)Agentes do Ibama inspecionam madeira ilegal apreendida na reserva indígena do Alto Guama, em Nova Esperança do Piriá (PA) (Foto: Ricardo Moraes/Reuters)

O SAD, sistema usado pela ONG, detectou 195 km² de desmatamento na Amazônia Legal em novembro de 2014. Em novembro de 2013 o índice era de 37 km².

O Imazon ressalta que neste ano foi possível monitorar 67% da área florestal, sendo que no ano anterior o monitoramento cobriu área de apenas 42% do território.

Segundo o relatório do Imazon, em novembro de 2014, o desmatamento se concentrou no Pará (70%) e Mato Grosso (18%), com menor ocorrência em Roraima (5%), Amazonas (4%), Amapá (1%), Rondônia (1%) e Acre (1%).

Além disso, as florestas degradadas (parcialmente destruídas) na Amazônia Legal somaram 86 km² em novembro de 2014, enquanto em novembro de 2013 a degradação florestal somou 9 km². O aumento foi de 855%, indica o Imazon.

Levantamento anterior do Imazon indicou que em outubro deste ano houve devastação de 244 km² da Amazônia Legal, o que representou um aumento de 467% em relação a outubro de 2013, quando o desmatamento somou 43 km².

Os dados são divulgados de maneira paralela aos dados oficiais do governo, que apontou queda de 18% no desmate da Amazônia entre agosto de 2013 e julho de 2014 em relação ao período anterior. O Ministério do Meio Ambiente usa o sistema Prodes (Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe. Os métodos de levantamento são distintos, por isso os números não podem ser comparados entre si.

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