10 outubro 2014

Espanha tem mais três hospitalizados preventivamente por ebola

Dois médicos e um enfermeiro estão isolados em hospital em Madri.
Apenas enfermeiro tem sintomas, mas ainda não há diagnóstico.


France Presse

Mais três pessoas, dois médicos e um enfermeiro, deram entrada nesta quarta-feira (8) em um hospital madrileno por precaução, dois dias depois de noticiado o contágio por ebola de uma auxiliar de enfermagem - o primeiro caso fora da África -, informou o centro médico.

"Esta noite deram entrada dois médicos e um enfermeiro", explicou à AFP uma porta-voz do Hospital La Paz-Carlos III, encarregado dos casos de ebola.

Os novos pacientes são a médica que atendeu a auxiliar de enfermagem Teresa Romero antes de saber que essa profissional havia contraído o vírus ebola, e um outro médico do local onde a técnica vive, Alcorcón, um subúrbio ao sul da cidade.

"São considerados de alto risco porque estiveram em contato com a paciente, mas não têm os sintomas", afirmou a porta-voz, que explicou: por precaução, "agora, se alguém pede para dar entrada, nós o recebemos em observação".

O terceiro hospitalizado é um enfermeiro que, assim como a auxiliar infectada, fazia parte da equipe de funcionários que tratou de um missionário espanhol repatriado com ebola de Serra Leoa, em 22 de setembro, e que morreu em Madri três dias depois. "Ele, sim, tem sintomas", afirmou a porta-voz.

Com essas novas internações, são sete as pessoas isoladas no La Paz-Carlos III, incluindo o marido da técnica em enfermagem. Até o momento, apenas Teresa deu positivo para o ebola.

Uma auxiliar de enfermagem que deu entrada com febre baixa e um engenheiro espanhol que acabava de voltar da Nigéria receberam alta e deixaram o hospital na quarta-feira, acrescentou a fonte consultada pela AFP.

A enfermeira afetada pelo ebola integrou a equipe que atendeu dois missionários espanhóis repatriados da África. Eles morreram em 12 de agosto e em 25 de setembro.

Pelo menos 50 pessoas que podem ter tido contato com a auxiliar de enfermagem estão sendo vigiadas, e foi aberta uma investigação para localizar todos os moradores da região que podem ter sido expostos. O risco é alto, já que a mulher começou a apresentar os sintomas em 29 de setembro e foi internada no hospital apenas em 6 de outubro.


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