05 setembro 2014

UE ajudará países africanos afetados pelo ebola com 140 milhões de euros

Verba será repassada para Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria.
Maior parte do dinheiro será destinada a reforçar serviços públicos.


France Presse

A Comissão Europeia anunciou nesta sexta-feira (5) o repasse de 140 milhões de euros para ajudar os países afetados pelo vírus ebola na África Ocidental, Guiné, Serra Leoa, Libéria e Nigéria.

A maior parte desse dinheiro, ou seja, 97,5 milhões de euros, será destinada a reforçar a oferta de serviços públicos e 38 milhões servirão para dar apoio aos sistemas sanitários, informou a comissão em um comunicado.

Ainda nesta sexta, acontece em Genebra o encontro da Organização Mundial da Saúde (OMS) com 200 especialistas internacionais, que darão suas recomendações para desenvolver urgentemente os tratamentos experimentais contra a epidemia do ebola.

O secretário-geral da Federação Internacional de sociedades da Cruz Vermelha, Elhadj As Sy, insistiu na emergência da situação. Em um comunicado, disse que os 1.700 voluntários da Cruz Vermelha dos países afetados pela epidemia, que precisam encontrar os doentes, recuperar os corpos e localizar os que estiveram em contato com os doentes, "chegaram ao seu limite e estão literalmente esgotados".

"O medo, a ignorância e a estigmatização minam a eficácia dos esforços em nível local, e alimentam um círculo vicioso que só poderá se romper com um envolvimento duradouro de todos os sócios", disse.

"Em duas semanas, a crise se tornou mais alarmante do que nunca. O fator tempo é crucial para frear e conter a ameaça do ebola", concluiu Elhadj As Sy.

Balanço

A OMS propôs na quinta-feira o desenvolvimento o mais rápido possível de oito tratamentos e duas vacinas experimentais contra o vírus, mas eles não estarão disponíveis para um uso generalizado antes do fim de 2014.

Segundo o último balanço da agência das Nações Unidas, 1.841 pessoas morreram de um total de 3.665 casos registrados nos três países mais afetados: Libéria, Guiné e Serra Leoa. A Nigéria é afetada em menor escala e um primeiro caso foi identificado no Senegal, o de um guineense que havia cruzado a fronteira.

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