Chuva não impede queda de nível no Sistema Cantareira

Reservas estão em 25,5%, dois décimos a menos que o registrado na sexta.
Para Inmet, chuva prevista para esta segunda (26) pode favorecer sistema.


Do G1 São Paulo

A chuva que cai desde a última quinta-feira (22) sobre boa parte da Região Sudeste não foi capaz de evitar a contínua queda no nível do Sistema Cantareira, conjunto de represas que abastecem parte da Grande São Paulo. O nível chegou a 25,5% nesta segunda-feira (26), dois décimos a menos que o registrado na sexta (23), quando o nível estava em 25,7%.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a frente fria trouxe chuvas mais intensas para as partes sul e oeste do estado de São Paulo. Também choveu no norte, região do Sistema Canteira, e a pluviosidade acumulada de maio saltou de 24,2 mm na sexta para 34,2 mm nesta segunda. O número, porém, ainda está longe do esperado para o mês: 83,2 mm, segundo a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

A meteorologista do Inmet Helena Balbino afirma que o deslocamento da frente fria em direção ao norte deve causar chuvas um pouco mais intensas no sul de Minas Gerais nesta segunda. Essa é a região onde deve chover para que as represas do Sistema Cantareira sejam abastecidas.

O nível de 25,5% divulgado nesta segunda pela Sabesp já considera o "volume morto", que passou a ser retirado no dia 15. Um dia depois, o nível do sistema, que estava em 8,2%, subiu para 26,7%.

Segundo o governo paulista, serão bombeados 182 milhões de metros cúbicos de água. O total dessa reserva técnica é de 400 milhões de metros cúbicos.

Outras medidas

O governo de Geraldo Alckmin tem oferecido um bônus de 30% para quem economizar 20% de água, e já prometeu que haverá multa para quem gastar mais que o habitual por mês – estratégia criticada por advogados da área de defesa do consumidor.

Em alguns bairros, o governo mudou o fornecimento de água para que as residências sejam abastecidas por represas que não sofrem com a escassez.

A Sabesp afirma que ainda não há racionamento, mas vários moradores de bairros da capital, em especial na Zona Norte, relatam que ficam sem água durante a noite e em alguns momentos do dia.

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