Depois da França, Inglaterra vive dia de poluição extrema do ar

Nesta quarta, grande parte do sudeste da Inglaterra estava coberta com uma nuvem de smog.


BRUNO CALIXTO | ÉPOCA

O Ministério de Saúde da Inglaterra fez um apelo à população nesta quarta-feira (2): pediu para idosos não saírem de casa, para escolas não deixarem as crianças irem para o pátio durante o recreio, e para ciclistas e corredores não treinarem hoje. O motivo é o mesmo que afetou Paris e cidades do norte da França recentemente. O nível de poluição atmosférica está tão alto que não é mais seguro respirar ao ar livre.

Nesta quarta, grande parte do sudeste da Inglaterra estava coberta com uma nuvem de smog. As autoridades classificaram a fumaça com nível "alto" e "muito alto" de poluição. Isso significa que a concentração de partículas inaláveis (MP10), um dos piores poluentes para a saúde humana, está em 100 microgramas por metro cúbico de ar, similar ao registrado em Paris em março. O recomendado pela Organização Mundial da Saúde é que o MP10 não passe de 25 microgramas por metro cúbico de ar.

Curiosamente, as autoridades inglesas culparam o Deserto do Saara pela crise da qualidade do ar. Tecnicamente, eles não estão errados. Nesta época do ano, ventos carregam poeira do deserto africano para o norte, chegando na Europa continental e no Reino Unido. Essa poeira se juntou à poluição lançada por carros e fábricas e, por uma mudança nos ventos, ficou presa nas próprias cidades poluidoras. Por isso, a situação é pior em Londres.

O governo britânico está sendo criticado por não tomar ações mais duras contra a poluição do ar. Na crise desta semana, o governo não tomou medidas de emergência, como fez a França. Além disso, o Reino Unido não conseguirá cumprir as metas de redução de poluição da União Europeia em Londres e outras quinze cidades, e pode ser multado por isso. A expectativa das autoridades é que ventos dispersem a nuvem de poluição na sexta-feira.


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