16 novembro 2013

Em oito anos, Rio tem o menor índice de infestação do mosquito da dengue

Mesmo com o bom resultado, região de Madureira apresenta alto risco da doença

Rodrigo Bertolucci - O Globo


RIO — Apesar do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2013, divulgado essa semana pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), revelar que o Rio tem o menor índice de infestação do mosquito da dengue desde 2005 - balanço inédito e histórico para a cidade -, duas regiões do Rio apresentam alto risco de dengue: Oswaldo Cruz e Colégio. Esses bairros estão com índices de infestação pelo mosquito da dengue bem acima do nível considerado seguro pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 1%, ou seja, dez imóveis a cada mil com larvas do Aedes aegypti, mosquito que transmite a dengue.

Segundo o balanço, Oswaldo Cruz tem um índice de 4,5, sendo que, a cada mil imóveis visitados, 45 apresentaram focos. Já Colégio tem 40 imóveis com focos para cada mil visitados.

Os dados, coletados no período de 13 a 19 de outubro por agentes da vigilância sanitária, fazem parte do LIRAa, que revela também que, em oito anos, o Rio tem o menor índice de infestação do mosquito da dengue. Segundo a pesquisa, o número é 31% menor do que o identificado no mesmo período do ano passado e 85% menor do que em 2005.

O levantamento mostra a média de 1,1% de infestação na cidade, o que significa que a cada mil imóveis vistoriados, 11 foram encontrados criadouros do mosquito transmissor da doença. Esse é o terceiro e último LIRAa.

A pesquisa revela também que, entre as regiões da cidade, a Zona Sul registrou o menor índice de infestação: 0,4%. Porém, Madureira e adjacências, que engloba Oswaldo Cruz e Colégio, é a que tem o maior índice de infestação na cidade: 1,8% dos imóveis vistoriados.

Segundo a secretaria municipal de Saúde, desde o início do ano, mais de 6,8 milhões de visitas de inspeção a imóveis foram realizadas e mais de 1 milhão de criadouros foram eliminados. Ao todo, 3,1 milhões de depósitos foram tratados e 32 entradas compulsórias em imóveis abandonados foram feitas este ano. Um total de 292 desde 2011, quando foi publicado o decreto nº 34.377, autorizando o ingresso de agentes de saúde em locais fechados.

Além das visitas de inspeção feitas pelos agentes de vigilância em saúde, as atividades de controle vetorial são desenvolvidas periodicamente em 440 pontos estratégicos (cemitérios, estádios, ferros velhos). Foram vistoriados, para a última edição do levantamento, cerca de 121 mil imóveis em todo o Rio.

O coordenador de Vigilância Ambiental em Saúde da SMS, Marcus Ferreira, está otimista com os resultados.- Isso eleva a segurança do Rio. É uma conquista para os cariocas, pois registramos o menor índice depois que criaram o LIRAa, em oito anos - diz Ferreira.


Mundo perdeu 2,3 milhões de Km² de florestas em 12 anos

Área verde derrubada equivale ao tamanho da Argentina

Renato Grandelle - O Globo


RIO - O planeta perdeu 2,3 milhões de km² de área verde original entre 2000 e 2012, algo equivalente ao tamanho da Argentina, segundo estudo publicado na “Science”. O trabalho mostrou também que, ao longo do mesmo período, 800 mil km² foram replantados. A preservação de florestas é um exemplo de como a comunidade internacional, reunida na Conferência do Clima (COP-19), em Varsóvia, pode controlar as emissões de gases-estufa.

O estudo exalta o Brasil por ter reduzido pela metade as taxas de desmatamento da Amazônia entre 2000 e 2012. O desmatamento brasileiro caiu de 40 mil km² para 20 mil km² anuais em 12 anos. Ontem à tarde, no entanto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou que o desflorestamento amazônico foi maior que o previsto. Estimava-se que, entre agosto de 2012 e julho deste ano, a supressão de área verde aumentaria 20% em relação ao período anterior. O desmatamento, porém, aumentou 28%. É a primeira vez que este índice cresce desde 2008.

Diretora de relações institucionais da ONG Conservação Internacional, Patrícia Baião avalia que as bordas da floresta ainda são frágeis, mas que houve um progresso significativo no monitoramento do bioma nas últimas décadas.

— Somos um exemplo para o mundo, mas a taxa divulgada pelo Inpe mostra que ainda temos muito trabalho pela frente — destaca Patrícia Baião. — Falta investir na implementação das áreas protegidas e fortalecer a gestão ambiental, inclusive nos estados e nos municípios.

Ameaças em regiões tropicais

Segundo o estudo da Universidade de Maryland (UMD, na sigla em inglês), a Indonésia foi o país que mais aumentou o desmatamento entre 2000 e 2012 — em cerca de mil km² anuais, saindo de menos de 10 mil km² de florestas derrubados por ano entre 2000 e 2003 para mais de 20 mil km² anuais em 2011 e 2012. A perda de áreas verdes também foi proporcionalmente alta em outras nações em desenvolvimento, como Costa do Marfim, Malásia, Paraguai, Zâmbia e Angola.

— As perdas ou os ganhos da cobertura florestal estão relacionados a diversos aspectos do ecossistema, como a regulação do clima, a biodiversidade e o abastecimento de água — lembra Matthew Hansen, autor do estudo e professor de Ciências Geográficas da UMD. — Mas, até agora, não havia um modo de obter por satélite informações detalhadas de todo o planeta.

Hansen lembra que a preservação das áreas verdes é importante para que os pesquisadores avaliem o estoque de carbono absorvido pelas florestas — e que, desta forma, impediria a elevação da temperatura global. Também é possível observar ameaças à biodiversidade.

As florestas tropicais exibiram os maiores índices de aumento devastação. Foram 2,1 mil km² de cobertura vegetal a mais perdida a cada ano.

O monitoramento foi feito com base em informações capturadas pelo programa Satélite de Observação dos Recursos da Terra (Eros) entre 1999 e 2012 e a colaboração de cientistas do Google Earth Engines. O modelo implementado pela equipe permitiu o processamento de 650 mil dados geoespaciais em poucos dias. Até então, a análise de todas as imagens consideradas pelo estudo poderia durar até 15 anos.

Fundo Verde ainda no papel

O combate ao desmatamento é um ponto sensível na agenda de encontros internacionais.

Na Conferência do Clima de Copenhague, em 2009, os países desenvolvidos se comprometeram a repassar US$ 100 bilhões para que as nações em desenvolvimento criassem programas de adaptação às mudanças climáticas. O Fundo Verde do Clima, como foi chamado, seria a principal fonte de capital para garantir a preservação das florestas. Até julho, porém, o programa havia captado apenas US$ 9 milhões, depositados principalmente por Coreia do Sul, Alemanha, Reino Unido e Suécia.


Brasil cria tecnologia para aumentar produção de guaraná sem desmatar mais

Carlos A. Moreno | EFE - Duas variedades de guaraná que o Brasil desenvolveu com técnicas de melhoramento genético permitirão ao país elevar em 40% a produção da planta amazônica, desejada por suas propriedades estimulantes e rica em cafeína, cuja atual produção é 12 vezes inferior à demanda. Trata-se da BRS Sateré e da BRS Marabitana, desenvolvidas por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sem manipulação genética. 

As novidades, que foram lançadas nesta semana ao mercado, tem produtividade eis vezes superior a das sementes atualmente usadas na Amazônia. 

"A expectativa é que o uso dos novos materiais permita elevar em até 40% a produção de guaraná nos estados da Amazônia sem necessidade de desmatar mais a floresta", disse à Agência Efe André Atroch, pesquisador da Embrapa e um dos responsáveis pelas recém-desenvolvidas tecnologias agrícolas. 

As novas variedades foram desenvolvidas especificamente para permitir que os estados amazônicos brasileiros possam satisfazer a crescente procura nacional e internacional pelo fruto desta planta. Ele é utilizado na maioria das vezes como componente de bebidas gasosas e estimulantes, mas também faz parte da indústria cosmética e farmacêutica. 

O guaraná ("Paullinia cupana") é uma planta trepadeira original da Amazônia, que existe principalmente no Brasil, mas seu cultivo se estendeu a países como Paraguai, Peru, Colômbia e Venezuela. É rico em vitaminas e substâncias estimulantes, como cafeína, teofilina e guaranina. E serve de fonte para produtos energéticos e suplementos dietéticos que são oferecidos na forma de xarope, pó e barra de cereal, também podendo ser usados para diminuir o cansaço e a fome. E existe em componentes para prevenir ataques do coração e o envelhecimento. 

No Brasil, único país que exporta o produto, os refrigerantes à base de guaraná competem com os à base de cola. Isto e a grande demanda internacional, calculada em 60 mil toneladas por ano, geraram um grande interesse em aumentar a produção brasileira, que atualmente só chega a cinco mil toneladas. 

"Pela falta do produto algumas fábricas usam aromatizantes e extratos com sabor de guaraná. A demanda nunca chegou a ser atendida e por isso o preço tem alcançado recordes de R$ 20 o quilo de semente e até de R$ 60 o pó. Trata-se de um cultivo de alta rentabilidade", afirma o pesquisador da Embrapa. 

O consumo de refrigerantes com sabor de guaraná no Brasil cresce anualmente em média 3% e chega a três bilhões de litros por ano. "A quantidade mínima de extrato de guaraná por litro de refrigerante deveria ser de 0,02 gramas, mas as estatísticas mostram que a atual produção não alcança isso", assegura André Atroch. 

Outra vantagem das novas variedades é serem de elevada produtividade, inclusive em áreas degradadas da Amazônia. "Isso permite aproveitar terrenos hoje abandonados e reduzir o desmatamento", afirmou Atroch. 

A Embrapa considera que o aumento da produtividade permitirá que o estado do Amazonas recupere seu status de maior produtor brasileiro de guaraná. Atualmente, esse título pertence à Bahia, onde a planta foi introduzida com técnicas comerciais e livre de pragas. O estado nordestino produz hoje 2.400 toneladas de guaraná ao ano, quase três vezes as 820 toneladas do Amazonas. 

Além de elevar a produtividade do guaraná até um quilo e meio por planta ou 600 quilos por hectare, cinco vezes os atuais registros, as novas sementes permitem aumentar a densidade do cultivo em até 625 plantas por hectare. "Isso garante uma elevação da produtividade de até 600%", comemora Atroch. 

Outra característica das novas variedades é sua resistência à antracnose, uma doença causada por um fungo que dizimou a produção de guaraná na Amazônia, e a outras pragas. A Embrapa calcula que esse aumento se limitará a 40%. A explicação da estatal é que os pesquisadores recomendam diversificar geneticamente, ou seja, usar diferentes variedades para impedir que a doença se torne resistente e mate todo o cultivo.

Belo Monte foi tema de debate no Parlamento Europeu

Eurodeputados pressionam empresas europeias por impactos de Belo Monte

Empresas europeias envolvidas no projeto, como Andritz, Alstom e Voith, devem reconhecer sua responsabilidade e pressionar o consórcio construtor a cumprir as regras


Deutsch Welle


A polêmica sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte chegou até o Parlamento Europeu. Deputados do Partido Verde Europeu querem que as empresas europeias envolvidas na construção da obra também assumam a responsabilidade sobre os impactos causados e sobre o cumprimento das condicionantes estabelecidas para a realização do projeto.

Nesta quinta-feira (14/11), uma conferência organizada pela bancada verde em Bruxelas debateu a construção de Belo Monte. Segundo a eurodeputada austríaca Ulrike Lunacek, vice-presidente da bancada, o objetivo é informar a opinião pública europeia sobre o tema e fazer com que as empresas envolvidas na obra, como a austríaca Andritz, a francesa Alstom e a alemã Voith, associadas à Siemens na entrega das turbinas, reconheçam responsabilidades e pressionem a Norte Energia, consórcio responsável pela obra.

"Essas empresas podem exigir que a Norte Energia ao menos cumpra as condicionantes. Isso também é responsabilidade delas", afirmou Lunacek em entrevista à DW Brasil. A ideia da conferência surgiu após uma viagem ao Brasil feita por uma comissão do Partido Verde Europeu, para avaliar a situação atual da obra. "Voltamos preocupados. Faltam informações, há o desrespeito às condicionantes e mesmo assim as obras continuam", disse Lunacek.

Mas, segundo a embaixadora do Brasil na União Europeia, Vera Machado, o projeto atende as condicionantes sociais e ambientais, além de ser prioritário para o país. "Gostaríamos que o projeto continuasse sem problemas e que a comunidade internacional apreciasse que nós tivemos os cuidados necessários, utilizando toda a metodologia disponível", afirmou.

Debates sociais, ambientais e legais

Representantes do governo brasileiro, da Norte Energia, do Ministério Público Federal do Pará e de movimentos sociais, além de especialistas em meio ambiente e energia participaram do debate no Parlamento Europeu. Em três blocos foram discutidos temas relacionados aos impactos ambientais e sociais da obra, além de questões legais que envolvem o projeto.

Um dos pontos debatidos foi a eficiência de Belo Monte. O especialista em energia Francisco del Moral Hernández, da USP, lembrou que, na maior parte dos meses, a capacidade de geração de energia da usina ficará bem abaixo do divulgado.

Outra questão muito discutida foi o impacto social. Representantes de movimentos sociais e do Ministério Público afirmam que as comunidades atingidas não foram devidamente consultadas e informadas sobre os impactos da obra. Mais de 20 ações judiciais estão sendo movidas pelo MP contra Belo Monte. "Em todas as etapas de licenciamento houve ilegalidades", afirmou o procurador do Ministério Público do Pará, Felício Pontes.

O representante da Norte Energia, João dos Reis Pimentel, rebateu as acusações e afirmou que as condicionantes estão sendo atendidas. Ele reforçou que estudos já mostraram que o investimento é viável e que as obras estão trazendo melhorias, como saneamento básico para a região, além de gerar empregos.

O projeto também foi defendido por Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, ligada ao Ministério de Minas e Energia. Ele afirmou que o projeto foi reformulado para diminuir os impactos ambientais e sociais que seriam causados pelo plano original, da década de 1970, e que ele trará benefícios para a população local e também para as comunidades removidas.


15 novembro 2013

Iceberg do tamanho da Ilha da Madeira à deriva


EuroNews

É um iceberg gigante, do tamanho da Ilha da Madeira, que se desprendeu de um glaciar da Antártida e se encontra à deriva. O desafio agora é perceber para onde vai.

A ilha de gelo vai entrar na corrente marítima e pode chegar a zonas de rotas marítimas frequentes. De acordo com um investigador da Universidade britânica de Sheffield, o iceberg dirige-se para a passagem de Drake, ou seja, entre a ponta mais a sul do continente sul-americano e a Antártida.

A descoberta do iceberg aconteceu em Outubro de 2011, quando cientistas se depararam com uma longa fenda no glaciar Pine Island.



Dentro de 300 anos, os oceanos ferverão

Dentro de 300 anos, os oceanos ferverão. Mas muito antes morrerão os peixes e as aves, e a água do mar se transformará em uma “sopa” primitiva de micróbios. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) constata que 2013 tem todas as chances de entrar nos dez anos mais quentes desde o início das observações meteorológicas: de janeiro a setembro a temperatura média foi de meio grau a mais do que a média anual, no período de 1961-1990 (14,2 graus).

Serguei Duz | Voz da Rússia


O secretário-geral da OMM, Michel Jarraud chamou a atenção para o continuado aumento da concentração de gases de efeito estufa na atmosfera: “Espera-nos um futuro quente”. O aumento da temperatura é apenas uma das manifestações da mudança do clima. A influência negativa sobre o movimento cíclico da água já se torna evidente, o que se expressa em secas, enchentes e precipitações extremas. Como exemplo, os cientistas citam o tufão Haiyan, que atingiu recentemente as Filipinas. O chefe de laboratório de hidrodinâmica do Instituto de Problemas Hídricos da Academia de Ciências da Rússia, Valeri Zyryanov assinalou:

“Nas latitudes tropicais, a temperatura supera, com frequência cada vez maior, a marca crítica de 26,6 graus Celsius. E isto é o início da formação de furacões. Enquanto nós lançamos CO2, oceano aquece. Basta ele aquecer em meio grau para começar ele próprio a lançar uma enorme quantidade de gás carbônico na atmosfera. Cerca de 85% de todo CO2 está dissolvido nas águas dos Oceanos.”

Na segunda metade do século XXI, o calor anormal será um fenômeno praticamente anual, que será assinalado em 60% da superfície terrestre. A área da terra firme sujeita a altas temperaturas anormais irá aumentar em cerca de 1% ao ano.

O que não arder, afundar-se-á. Segundo dados da ONU, o nível global do mar aumentará em 3,2 milímetros por ano – duas vezes mais depressa do que no século passado. Recentemente a revista National Geographic publicou a previsão das mudanças do aspeto geográfico do planeta se, em consequência do aquecimento global, derreterem os gelos polares. Ficarão debaixo de água quase todas as regiões do litoral, onde vive agora uma grande percentagem da população da Terra. E toda esta água será quase sem vida, como há 3,5 bilhões de anos. Os mares antigos eram constituídos por uma “sopa” de micróbios de algas e bactérias. Com o tempo, elas evoluíram para formas complexas. Mas hoje trata-se da transformação inversa de complexos ecossistemas oceânicos (com grandes animais e extensas cadeias alimentares) em sistemas simplificados dominados por micróbios e medusas. Nós nos arriscamos a retroceder o processo de evolução, adverte o investigador sênior do Instituto de Biofísica Celular, da Academia de Ciências da Rússia, Alexei Karnaukhov:

“Desaparecem não os animais que estão em toda parte, mas aqueles que já se encontram à beira da extinção. As chamadas espécies marginais criaram reservas de resistência. Com a mudança das condições naturais, foram justamente estas espécies que preencheram os nichos ecológicos e deram resistência ao sistema. Por exemplo, cerca de 90% do gás carbônico da atmosfera é tirado por cerca de 80 espécies de plâncton. Estas espécies dependem muito da temperatura e acidez da água. Mudanças destes parâmetros causarão a morte do plâncton. Nós não notaremos seu desaparecimento, diferentemente do desaparecimento dos ursos brancos ou morsas, a cujo salvamento se dedicam organizações inteiras, apesar de que as consequências do desaparecimento do plâncton serão muito mais sérias do que as consequências do desaparecimento dos ursos brancos.”

Uma das principais causas do esgotamento dos oceanos são os enormes volumes de pesca. Existem dados, segundo os quais o número de grandes peixes (atum, marlim, bacalhau e halibute) reduziu-se em 90% desde 1950. As frotas pesqueiras mudaram para peixes menores: sardinhas, anchovas e arenques. E estes se alimentam justamente do plâncton. A retirada de um importante elo da cadeia alimentar abala radicalmente todo o ecossistema, está convicto Alexei Karnaukhov:

“Os primeiros a desaparecer serão os pássaros, porque muitos deles se alimentam de peixes. Mas os pássaros podem morrer simplesmente em virtude das mudanças da composição química da atmosfera. Eles são mais sensíveis ao conteúdo de gás carbono do que os mamíferos.”

A atividade do homem muda a composição química básica dos mares. A acidez das águas aumenta. Isso significa que se reduz a quantidade de carbonato de cálcio – material-chave de construção para os esqueletos e conchas dos corais, do plâncton, dos moluscos e também para muitos outros organismos marinhos. Entretanto, o pior não consiste em que teremos um ecossistema oceânico primitivo, supõe Alexei Karnaukhov:

“Se nós não nos limitarmos no consumo de recursos naturais (inclusive de hidrocarbonetos) os oceanos simplesmente ferverão. Isto ocorrerá dentro de 300 anos. A temperatura pode mudar em mais de 100 graus. O mar não existirá mais como tal. O aquecimento global passará para a fase irreversível da catástrofe de estufa. E nosso planeta Terra se transformará em uma espécie de Vênus, à superfície do qual será impossível a vida como nós a conhecemos.”

Resumindo, não é tão fácil ignorar os problemas ecológicos. Eles começam a influir diretamente sobre a qualidade de vida de cada pessoa, e cada vez mais forte quanto mais o tempo passar. Apesar de, do ponto de vista de uma série de cientistas, as mudanças do clima serem cíclicas, e dever funcionar o “mecanismo inverso”, agora ninguém pode dizer quando e como isto ocorrerá e o que acarretará.



O impacto das atividades humanas sobre os oceanos

Paulo André Vieira - Portal do Meio Ambiente

Pacífico. Atlântico. Índico. Antártico. Ártico. Aproximadamente 72% da superfície terrestre é coberta pelos oceanos, que são capazes de influenciar mais do que aqueles que vivem ao longo de suas costas. Estima-se que 50% de todas as espécies da Terra dependem dos oceanos de alguma forma ou de outra para sua subsistência. Infelizmente os seres humanos não costumam demonstrar muita vontade de preservar esta parte tão importante de nosso planeta.

Um relatório divulgado em fevereiro de 2008 constatou que 40% dos oceanos do mundo são fortemente impactadas por atividades humanas, como a pesca excessiva e a poluição. 17 diferentes atividades humanas foram examinadas no relatório, desde a navegação comercial até atividades indiretas, como mudanças na temperatura da superfície do mar, radiação UV e a acidificação dos oceanos.

O mapa abaixo foi criado a partir de dados compilados neste relatório publicado na revista Science. Trata-se de um mapa global do impacto humano nos ecossistemas marinhos. Os pesquisadores apontam que nenhuma parte de nenhum oceano está livre da influência humana, apesar de existirem grandes áreas que têm relativamente pouco impacto humano, especialmente perto dos pólos.

As áreas onde os humanos tiveram o pior impacto incluem a costa leste da América do Norte, o Mar do Norte, os mares que banham a China, o Mar do Caribe, o Mar Mediterrâneo, o Mar Vermelho, o Golfo Pérsico, o Mar de Bering e o Oceano Pacífico ocidental. Áreas pintadas de vermelho têm um alto impacto humano e áreas azuis têm um impacto humano muito baixo. O estudo também analisou 20 ecossistemas marinhos para determinar o impacto das influências humanas. Os ecossistemas que estão mais ameaçados são os recifes de coral, os bancos de algas marinhas e os manguezais.

Veja abaixo o mapa completo e alguns detalhes da costa brasileira 

O mapa completo com os impactos das atividades humanas sobre os oceanos. Os pontos vermelhos são os mais afetadosO mapa completo com os impactos das atividades humanas sobre os oceanos. Os pontos vermelhos são os mais afetados

Os impactos das atividades humanas no litoral do BrasilOs impactos das atividades humanas no litoral do Brasil

Relatório do PNUMA reforça argumento por medidas globais para redução das emissões de gases de efeito estufa

Relatório sobre a Lacuna de Emissões (Emissions Gap Report 2013) projeta o impacto das emissões na temperatura global em 2020

Portal do Meio Ambiente


O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou hoje a edição 2013 do Relatório sobre a Lacuna de Emissões (Emissions Gap Report 2013), estudo que analisa a real possibilidade do aumento da temperatura global ser menor ou igual a 2°C até o ano de 2100. A projeção é realizada com base nas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) assumidas por países para serem implementadas até 2020, e o quanto todos deveriam reduzir para que a temperatura global não ultrapasse os 2°C. A lacuna do título do relatório representa a diferença entre as projeções.

O relatório é coordenado pelo PNUMA, com participação de 77 cientistas de todo o mundo. A principal conclusão do estudo é que, ainda que as nações cumpram os seus atuais compromissos climáticos, as emissões de gases de efeito de estufa em 2020 deverão provavelmente ser de 8 a 12 gigatoneladas de CO2 equivalente (GtCO2e) acima dos valores projetados para manter no limite de 2°C. O CO2 equivalente (CO2e) equipara todos os gases estufa ao potencial de aquecimento do CO2, o gás mais liberado.

Para manter o rumo em direção à meta dos 2°C, o relatório afirma que as emissões devem atingir um máximo de 44 GtCO2e em 2020, e preparar o terreno para futuros cortes para 40 GtCO2e em 2025; 35 GtCO2e em 2030; e 22 GtCO2e em 2050. Além disso, o documento ressalta que as metas baseiam-se em cenários de ação que tiveram início em 2010, e conclui que está cada vez mais difícil cumprir os objetivos propostos na época.

"Como destaca o relatório, o atraso na implementação de medidas implica em mais mudanças climáticas em curto prazo e a possibilidade de mais impactos climáticos, bem como o uso contínuo de tecnologias de alta emissão de carbono e intensivo consumo de energia", afirmou Achim Steiner, Subsecretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA. "Contudo, o passo decisivo constituído pela meta para 2020 ainda pode ser alcançado com o reforço dos atuais compromissos e da criação de novas medidas, incluindo a ampliação de iniciativas de cooperação internacional em áreas como a eficiência energética, a reforma dos subsídios aos combustíveis fósseis e as energias renováveis. A agricultura pode contribuir, já que as emissões diretas desse setor são responsáveis por 11% do total global de gases de efeito de estufa", acrescentou.

As emissões globais de gases de efeito de estufa em 2010, o último ano para o qual estão disponíveis dados, já contabilizam a 50,1 GtC02e, o que destaca a necessidade de criar medias para evitar um aumento ainda maior. Caso o mundo prossiga no atual ritmo, prevê-se que as emissões em 2020 atinjam 59 GtCO2e, o que é 1 GtCO2e acima da estimativa apresentada no relatório do ano passado.

Acesse o release completo do Relatório sobre a Lacuna de Emissões aqui.

O documento completo pode ser baixado, inclusive em versões de aplicativo, em www.unep.org/publications/ebooks/emissionsgapreport2013


Tem um rio no meio do caminho

São Paulo esconde em seu subsolo mais de 300 córregos que guardam lendas, histórias e curiosidades que ajudam a decifrar a alma da metrópole

Branca Nunes - Portal do Meio Ambiente


Vielas, becos, ruas em curvas, galerias pluviais, paredes marcadas por enchentes. Para encontrar os rios de São Paulo, é preciso prestar atenção em tudo isso. Outra dica é olhar para o alto em busca de pedaços de céu. Como não é permitido erguer grandes construções sobre cursos d’água, quando, no meio de um quarteirão, é possível enxergar uma espécie de corredor e, acima dele, uma nesga de céu aberto, é quase certo que ali embaixo exista um rio. São Paulo esconde em seu subsolo mais de 300 rios, córregos e riachos que guardam lendas, histórias e curiosidades que ajudam a decifrar a alma da metrópole

O Saracura é um desses rios escondidos de São Paulo. Nasce atrás do Maksoud Plaza, que já foi um dos hotéis mais glamorosos da cidade, a duas quadras da Avenida Paulista. O espigão da Paulista – primeira via asfaltada da capital – é o berço de quase todos os rios da cidade. Os que nascem do lado dos Jardins desaguam no Rio Pinheiros. Os que brotam do lado da Bela Vista desembocam no Tietê. Deste lado está a Ribeirão Preto – que apesar de ter nome de rio e de uma cidade do interior do estado, é uma rua –, onde na altura do número 529 existe um desses espaços de céu aberto.

Para encontrar a nascente do Saracura (ou melhor, as nascentes, porque o rio não tem uma só nascente, tem várias. A imagem é a de uma mão: os dedos seriam as nascentes. Eles se encontram e seguem formando o braço, ou seja, o rio) é preciso seguir as curvas da Alameda Campinas e da Rua Dr. Seng. No fim desta rua há o que os geógrafos chamam de combinação ideal: um beco, vegetação abundante, umidade e taiobas, um tipo de planta que só cresce em terrenos com água o ano inteiro.

Ali, o clima é mais fresco, o ar é mais limpo, a temperatura cai alguns graus. É fascinante imaginar que, apesar dos prédios em volta, do asfalto, dos muros delimitando o terreno, aquele pedacinho da cidade é exatamente daquele jeito desde muitos anos antes da chegada do homem.

A água que brota até da parede é como a descrita nos livros escolares: insípida, inodora e incolor. Só não pode ser bebida porque o solo da cidade é contaminado pelo esgoto das casas, pela sujeira das ruas, pela poluição dos automóveis. Mas pode ser usada para muita coisa. Onofre Sabino, por exemplo, usa para lavar carros. Ele inventou um decantador que consiste em cinco bacias de alumínio ligadas por mangueiras. A primeira mangueira liga a nascente a uma das bacias. Conforme a água passa de um recipiente para outro, pequenos sedimentos, como areia, pedrinhas e folhas, vão sendo depositados no fundo até que esteja pronta para ser usada. Sabino garante que, desde 1986, quando começou, até hoje, nunca faltou água.

A duas quadras dali, na Rua Almirante Marques de Leão, motoristas de táxi também lavavam seus carros em outra nascente do Saracura. Como não havia o decantador de Onofre Sabino, uma só mangueira capturava a água de um terreno baldio e a jogava nos carros. Mas a prefeitura proibiu o lava-rápido improvisado e agora os taxistas lavam seus carros numa oficina localizada no cruzamento das ruas Una com a Cardeal Leme. A água, que antes vinha da terra, agora vem da Sabesp.

É sob a Cardeal Leme que corre o Saracura. Embora seja uma via sem declives nem aclives, quem anda de bicicleta por ali garante que nesse trecho não é preciso pedalar. É como se as águas carregassem o ciclista até desembocarem na Avenida 9 de Julho, ao lado da escola de Samba Vai-Vai.

Um dos símbolos da Vai-Vai é justamente a saracura, ave de pernas finas abundante naquela região por volta de 1920, quando o asfalto ainda não tinha engolido o ribeirão. A saracura deu nome ao córrego, aos moradores do Bexiga e virou personagem de diversos sambas, como Tradição, de Geraldo Filme:

O samba não levanta mais poeira

Asfalto hoje cobriu o nosso chão
Lembrança eu tenho da Saracura
Saudade tenho do nosso cordão.

Quem nunca viu o samba amanhecer
vai no Bexiga pra ver, vai no Bexiga pra ver.


Para ver o Saracura é preciso sair do Bexiga e caminhar até a saída do viaduto Doutor Plínio de Queirós. Nesse ponto, uma grade no asfalto da 9 de Julho permite uma espiada no rio que corre lá embaixo. De janeiro a março, a estação das chuvas, é o Saracura que vem dar uma espiada aqui em cima. Ele aparece nos jornais levando carro, gente, lixo e animais – e é quando algumas pessoas se lembram de que ali existe um rio.

Apesar do jeitão insubmisso, o Saracura não é caudaloso. Tem pouco mais de dois metros de largura. Ganha fôlego na altura da Praça da Bandeira, bem no centro de São Paulo, quando encontra o Itororó – que corre sob a Avenida 23 de Maio – e o Bixiga – que vem da Rua Japurá –, formando o Anhangabaú. Os três seguem juntos pela Rua Carlos de Souza Nazaré, ao lado da 25 de Março, até desembocarem no Tamanduateí, o rio – esse sim um riozão – que acompanha a Avenida do Estado.

Embora não seja “tamponado”, como são chamados os rios cobertos, as muretas nas laterais fazem com que poucas pessoas saibam que naquela avenida feia e cinza corre um dos rios mais importantes da cidade. Além de São Paulo ter sido fundada em suas margens, o Tamanduateí era a porta de entrada da capital. Por ele navegavam os barcos que iriam atracar no porto localizado ao pé da Ladeira Porto Geral – aquela das lojas de fantasias que ficam abarrotadas na época do carnaval.

Quando o Saracura chega ao Tamanduateí, suas águas jorram tão feias e cinzentas quanto a Avenida do Estado. O esgoto das casas, a sujeira das ruas, a poluição dos automóveis, a negligência do homem, tudo contribui para alterar aquela água que brota insípida, inodora e incolor a menos de 10 quilômetros dali. É esse líquido viscoso que desaguará no Tietê, quase em frente da ponte conhecida como estaiadinha.

O Tietê encontrará o Rio Pinheiros um pouco mais adiante, no chamado ponto zero das marginais, onde passa todo o esgoto da cidade. Ele veio boiando pelos seus dois maiores rios que, por sua vez, foram alimentados pelas mais de três centenas de córregos e riachos que correm no subsolo da maior metrópole da América do Sul.

Trezentos é o número oficial. O geógrafo Luiz de Campos Jr. e o urbanista Roberto Bueno, idealizadores do projeto Rios e Ruas, garantem que são, no mínimo, o dobro – a bacia hidrográfica sob São Paulo teria 3.500 quilômetros de extensão. A dupla organiza explorações pela metrópole com o objetivo de caçar essas águas enterradas vivas. Uma rua sinuosa, vielas, esquinas com muitos bueiros, paredes marcadas por enchentes são alguns indícios de que, naquele lugar, pode existir um rio.

Essa necessidade de reeducação do olhar é relativamente recente. A partir de 1930, com a intensificação da industrialização de São Paulo, os rios foram gradativamente cedendo lugar para as ruas e os automóveis. Como é proibido erguer um prédio em cima de um rio, para evitar a contaminação do lençol freático, a maioria fica sob o asfalto. Luiz garante que nenhum paulistano mora a mais de 200 metros de um curso d’água.

Se tivesse poderes para fazer o que bem entendesse, Bueno optaria pelo que não lhe parece nenhum milagre. Exumaria 300 metros de um desses rios, limparia suas águas e construiria em suas margens uma área de lazer ou um pequeno parque. Ele acredita que o prazer será tanto que os paulistanos desejarão estender a experiência a outras paragens. E exigirão que, para encontrar os rios de São Paulo, baste olhar para baixo.


13 novembro 2013

Perturbador! Ilha de 5 milhões de toneladas de lixo flutua próxima à costa dos EUA

Veja o vídeo em inglês, com legenda em português

History Channel

Uma formação maciça de lixo e detritos, gerada após o último grande tsunami que atingiu a costa japonesa em 2011, flutua próxima à costa dos Estados Unidos. De acordo com especialistas, o problema não se restringe somente a esta ilha, mas pelas consequencias que sua origem pode causar a todo o mundo. Eles alertam que os resíduos gerados pelo homem estão crescendo muito mais rápido do que qualquer outro poluente ambiental, até mesmo os gases responsáveis pelo efeito estufa. O aumento da população mundial está também aumentando a quantidade de pessoas nas grandes cidades, onde o "comportamento de consumo urbano" acabam se tornando o grande vilão da produção massiva de lixo e resíduos. Foi constatado que as grandes cidades podem gerar até quatro vezes mais lixo que as áreas rurais, onde se consomem menos produtos embalados e industrializados.

No início da década passada, 49% da população mundial viviam em cidades mais de 3 milhões de toneladas de lixo por dia. A projeção para 2025 é de que esse valor dobre. Estima-se que em 2100 estaremos produzindo cerca de 11 milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia. Especialistas enfatizam a necessidade de promover a reciclagem para diminuir o número de resíduos descartados e o consumo de novas embalagens, caso contrário, o mundo acabará enterrado abaixo de uma montanha de lixo.



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12 novembro 2013

Corrida pelo petróleo do Ártico alimenta disputa pela região

Derretimento das calotas polares com o aquecimento global acirra o interesse pelo petróleo do Ártico. Países já discutem redefinição de fronteiras marinhas para garantir direito de exploração.

Deutsche Welle


Desde o final de setembro, trinta ativistas do Greenpeace estão presos na Rússia, entre eles a bióloga brasileira Ana Paula Alminhana Maciel. O motivou a prisão foi um protesto no Mar de Barents contra a exploração de petróleo no Ártico. Enquanto isso, um barco quebra-gelo russo conduz a tocha olímpica pelo Pólo Norte.

Em 2007, uma bandeira da Rússia foi colocada sobre o mar congelado dessa região, onde novamente o Exército desse país marca presença. O presidente russo, Vladimir Putin, não esconde seu interesse nos preciosos recursos enterrados no fundo do oceano no Ártico.

Estima-se que a região abrigue 13% das reservas de petróleo ainda não descobertas e 30% das de gás natural. O aumento constante do preço da energia e o derretimento das calotas polares, devido ao aquecimento global, só aumenta o interesse pelo Polo Norte.

A dura reação do governo russo em resposta ao protesto dos ativistas revela quão importante o Ártico é para o país. Enquanto o Greenpeace reforça sua campanha contra a exploração de petróleo no território gelado, a corrida pelos recursos minerais no polo continua.Terra de muitos

As fronteiras no Oceano Ártico ainda não foram definidas. Quando os recursos estão localizados próximo à costa – até 200 milhas marítimas –, a soberania é clara. Mas estima-se que existam depósitos além desse limite. Como a previsão é que esses recursos offshore estejam mais acessíveis no futuro, os países com fronteira nessa região querem assegurar o direito ao acesso o mais rápido possível.

Estados Unidos, Canadá, Dinamarca, Noruega e Rússia, por exemplo, reivindicam a exploração do solo marítimo na região. A decisão sobre a reivindicação de territórios será tomada no âmbito da Convenção das Nações Unidas de Direito Marítimo. Esses países já reuniram dados na tentativa de provar que o solo em questão é continuidade de sua plataforma continental.

No entanto, mesmo sem uma definição, esses países e também companhias petrolíferas já iniciaram seus negócios. Em 2010, Noruega e Rússia assinaram, por exemplo, um acordo sobre as fronteiras no Mar de Barents e no Oceano Ártico, facilitando a busca por petróleo na região.

Canadá, o país que possuiu atualmente a presidência do Conselho Ártico, já afirmou que o desenvolvimento no Polo Norte tem prioridade.Estados Unidos e Dinamarca aumentaram suas atividades no Ártico. A maioria dos países e das empresas estatais e privadas, como Rosneft, Statoil, Eni, ExxonMobil e Shell, estão na busca por petróleo.

Riscos para o meio ambiente

Depois do vazamento de petróleo no Golfo do México, em 2010, cresceram as preocupações sobre possíveis consequências de um acidente dessas dimensões no Ártico. A reação da indústria petrolífera foi criar um programa para estudar os riscos.

O site do programa reconhece que os desafios da exploração economica na região são maiores que em outros locais do mundo, devido ao gelo, às distâncias, condições climáticas e à falta de infraestrutura. Além disso, afirma que a indústria precisa assegurar o respeito ao meio ambiente e à população nativa.

O Greepeace afirma que isso não está acontecendo. Os ativistas temem os danos que o desenvolvimento industrial pode causar no meio ambiente naquela região. O petróleo se decompõe bem devagar em água gelada e ainda não há tecnologia para removê-lo completamente nessas condições. Até hoje, é possível encontrar vestígios do vazamento de um navio na costa do Alasca, que ocorreu em 1989.

Análises ambientais

A União Europeia também desenvolve um estudo sobre as consequências da exploração para o meio ambiente da região, que deve ser publicado em 2014. Segundo o Centro Ártico da União Europeia na Finlândia, os efeitos desse negócio para a população local seriam enormes, enquanto os lucros financeiros seriam revertidos para regiões distantes.

Apesar das ressalvas, a União Europeia vê o Polo Norte como uma fonte futura de petróleo e gás. que poderia assegurar o abastecimento energético nas próximas décadas. Já os ativistas do Greenpeace lutam pela criação de uma área de proteção ambiental em torno da região. Além do ecossistema, a campanha visa proteger o clima global.

Juntamente com outras organizações, o Greenpeace chama a atenção para os efeitos sobre o clima com o uso de combustíveis fósseis. Se explorado, a queima do petróleo do Polo Norte impulsionaria o aquecimento global e aceleraria o derretimento das calotas polares. Para evitar um aquecimento maior do que 2°C, dois terços dos recursos minerais precisariam permanecer no solo, segundo uma análise da Agência Internacional de Energia.



Caçador de tempestades faz imagens do olho de supertufão nas Filipinas

BBC Brasil

Um caçador de tempestades conseguiu captar imagens do momento em que o supertufão Haiyan atingiu a cidade de Tacloban, nas Filipinas.

A passagem da tempestade provocou devastação na cidade. Estima-se que mais de 10 mil pessoas podem ter morrido somente em Tacloban.

O cinegrafista americano Jim Edds viajou à cidade especialmente para captar imagens da chegada do tufão.

As imagens do vídeo mostram árvores sendo arrancadas pelo vento e enormes ondas de chuva e de água do mar sobre as ruas desertas da cidade.

O tufão, com ventos de mais de 300 quilômetros por hora, foi classificado como um dos mais fortes já registrados.

Jim Edds afirmou ter visto dezenas de corpos na praia de Tacloban após a passagem do tufão.

Segundo ele, muitos moradores não deixaram a região a tempo e outros se refugiaram em locais muito próximos do mar e podem ter sido levados pelas águas.

Ele afirmou ter encontrado uma situação de caos no aeroporto de Tacloban ao tentar deixar a cidade, mas que conseguiu finalmente deixar o local em um avião militar que levava 200 pessoas feridas.

O tufão foi o pior desastre natural da história nas Filipinas, país acostumado com a passagem de tufões.

O presidente das Filipinas, Benigno Aquino, declarou um estado de calamidade pública para acelerar a chegada de ajuda humanitária às vítimas do tufão.

A tempestade perdeu força antes de atingir o Vietnã e o sul da China na segunda-feira (11).



11 novembro 2013

Chuvas no RS deixam mais de mil desalojados

O Estado de SP
Em São Paulo

As chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o fim de semana provocam estragos na região metropolitana de Porto Alegre e no interior. De acordo com a Defesa Civil do RS, até a tarde desta segunda-feira (11), 16 municípios haviam comunicado algum tipo de problema relacionado a alagamento, granizo ou vendaval. Ainda segundo o órgão, ao menos 1.380 pessoas já tiveram que deixar suas casas no Estado.

A maior parte das famílias diretamente atingidas pelas chuvas está em Quaraí, cidade da fronteira oeste do Rio Grande do Sul. Lá, mil pessoas estão em residências de parentes ou amigos e outras cem foram abrigadas em locais mantidos pelo poder público. "A cidade deve decretar estado de emergência ainda hoje", afirmou o sargento João Rodrigues, do Centro de Operações da Defesa Civil do RS.

Os outros desalojados se concentram em Rosário do Sul, também no oeste do Estado, e em Porto Alegre. Só hoje, o volume acumulado de chuva na capital até o início da tarde era de 112 milímetros, segundo o escritório do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O volume é maior do que a média esperada para todo o mês de novembro, de 92,4 milímetros.

Em Porto Alegre e nas outras cidades afetadas há congestionamentos, bairros alagados e zonas sem fornecimento de luz. As chuvas também dificultam o tráfego em algumas estradas. Na BR-116, por exemplo, que liga Porto Alegre à região do Vale dos Sinos, a Polícia Rodoviária Federal pede atenção aos motoristas devido aos trechos com pista molhada.

Por enquanto as autoridades não têm registro de feridos em função dos temporais no Rio Grande do Sul. A previsão é que continue chovendo pelo menos até terça-feira (12).



Especialistas alertam para ocorrência maior de ciclones violentos

AFP
Em Paris

Os meteorologistas ainda precisam vincular formalmente o aquecimento global à ocorrência de tufões como o que devastou as Filipinas, mas eles esperam uma incidência crescente de fenômenos climáticos extremos, devido ao aumento das temperaturas dos oceanos.

O rastro de morte e destruição deixado na passagem do supertufão Haiyan esteve na ordem do dia de uma nova rodada das negociações climáticas das Nações Unidas, iniciada nesta segunda-feira na Polônia, enquanto as autoridades filipinas advertiram que cerca de 10 mil pessoas podem ter morrido nesta que já é considerada uma das piores catástrofes ambientais da História.

O Haiyan - tufão mais potente já registrado a tocar terra - varreu as Filipinas na sexta-feira, dias antes da abertura de 12 dias de negociações climáticas em Varsóvia, em meio a uma série de alertas sobre um aquecimento do clima potencialmente desastroso, com a ocorrência crescente de fenômenos climáticos extremos.

"Existe uma tendência de aquecimento (dos oceanos) e o aumento na intensidade de furacões é parte do risco", afirmou Herve Le Treut, professor universitário em Paris e climatologista.

Tufões, furacões e ciclones são nomes diferentes dados ao mesmo fenômeno climático potente, de acordo com a região que afeta, mas os meteorologistas usam o termo genérico "ciclone" quando falam de forma abrangente sobre essas supertempestades.

Em setembro, o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), atendendo a uma demanda das Nações Unidas para fazer avaliações científicas sobre os riscos das mudanças climáticas, concluiu em um relatório que é "virtualmente correto que a superfície do oceano esquentou entre 1971 e 2010".

Estima-se que as temperaturas tenham aumentado em cerca de 0,1 grau Celsius por década até 75 metros de profundidade e mais ainda a uma profundidade um pouco maior.

Os meteorologistas acreditam que a superfície dos oceanos também tenha ficado mais quente na primeira metade do século XX, mas ainda se discute se o aumento das temperaturas dos oceanos é causada pelo homem ou por mudanças naturais no planeta.

Para Fabrice Chauvin, cientista do Centro Nacional de Pesquisa Meteorológica francês, não existiam satélites para rastrear ciclones antes dos anos 1970, o que dificultava a realização de estudos detalhados sobre o fenômeno.

No entanto, em 2007, o IPCC alertou ser "provável" que ciclones se tornassem mais intensos e provocassem mais chuvas do que antes.

Extraindo energia dos mares Os ciclones são formados a partir de simples tempestades com descargas elétricas em algumas épocas do ano, quando a temperatura do mar fica acima dos 26 graus Celsius até uma profundidade de 60 metros e extraem sua energia do calor.

Chauvin explicou que temperaturas mais elevadas na superfície dos oceanos criariam uma fonte maior de energia térmica para os ciclones.

"Consequentemente, haveria uma tendência de haver ciclones sutilmente mais violentos", afirmou, destacando, entretanto, que modelos climáticos gerados por computador preveem menos supertempestades no futuro.

Steven Testelin, meteorologista especializado em previsão do tempo no serviço climático francês Meteo-France, acrescentou que o aquecimento dos oceanos está "longe de ser uniforme".

"Alguns mares se aquecem mais rápido do que outros, o que pode levar a ciclones mais intensos em algumas áreas", afirmou.

As negociações climáticas das Nações Unidas em Varsóvia visam a trabalhar por um acordo para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento do planeta a ser assinado em 2015, em Paris, e o Haiyan foi o tema dominante da sessão inaugural, nesta segunda-feira.

Em um apelo emocionado aos delegados, o negociador climático das Filipinas, Naderev Sano, prometeu fazer greve de fome durante as negociações até que haja um avanço concreto na direção do combate às mudanças climáticas que ele responsabiliza pelo tufão que castigou sua cidade natal.

"O que meu país tem sofrido como resultado deste evento climático extremo é insano. A crise climática é insana. Podemos deter esta insanidade bem aqui, em Varsóvia", declarou.

"Falo pelas incontáveis pessoas que não vão mais poder falar por si próprias", concluiu.


Nova tempestade dificulta ajuda nas Filipinas, diz brasileira da Cruz Vermelha

MARCELO NINIO - FOLHA DE SP
ENVIADO ESPECIAL A CEBU (FILIPINAS)

Enquanto as autoridades filipinas ainda contam as vítimas na passagem do supertufão Haiyan, que pode ter matado mais de 10 mil pessoas, a chegada de uma nova tempestade ameaça a ajuda aos sobreviventes.

A brasileira Graziella Piccolo, número dois da Cruz Vermelha nas Filipinas, disse à Folha que 11 caminhões da organização com suprimentos de emergência estão em trânsito mas ainda não conseguiram chegar às áreas mais afetadas.

"O maior desafio é alcançar as pessoas que estão em áreas longínquas, porque estradas e pontes foram danificadas. O mau tempo dificulta ainda mais", disse ela.

A previsão é que a nova tempestade, batizada de Zoraida, chegue entre terça e quarta-feira à costa leste do país, seguindo o mesmo percurso do tufão Hayan.

Apesar de bem mais fraca, a tempestade poderá levar grandes quantidades de chuva, agravando o drama dos desabrigados.

Segundo o Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, o número de pessoas afetadas pela passagem do tufão chega a 9 milhões, quase 10% da população das Filipinas.

Uma das principais preocupações é com a segurança, já que a falta de suprimentos e a ausência de policiais em quantidade suficiente levou a uma onda de saques nas áreas devastadas.

Para diminuir o risco de ataques, a Cruz Vermelha enviou os caminhões com a ajuda humanitária sem identificá-los com o símbolo da organização, disse Graziella. Nesta segunda-feira, mais lojas foram saqueadas em Tacloban, a cidade mais devastada pelo tufão.

Outro problema é o colapso das comunicações. Telefones funcionam de forma errática. Por isso, o carregamento enviado pela Cruz Vermelha também inclui telefones por satélite.

"Nosso escritório em Tacloban foi inutilizado e tivemos colegas da Cruz Vermelha afetados, o tufão não escolhe as vítimas. Estamos ainda operando de forma improvisada e a comunicação é muito difícil", contou Graziella, que está desde 2011 nas Filipinas.

O Exército confirmou até agora 942 mortes, mas estima-se que o número seja muito maior.

Com base em relatos de autoridades locais, Dominic Petilla, governador de Leyte, a ilha mais atingida, calculou no domingo que o tufão tenha deixado 10 mil mortos, a maioria por afogamento e desabamentos.

Na cidade de Cebu, capital da ilha do mesmo nome, que fica em frente a Leyte, a situação é de normalidade. O vôo de Hong Kong que a reportagem da Folha utilizou para chegar à ilha estava lotado, e os turistas não pareciam preocupados com a catástrofe ocorrida há poucos dias na região. Segundo a imprensa local, o tufão Hayan deixou pelo menos 49 mortos em Cebu.

O último boletim meteorológico indica que a tempestade Zoraida está a 634 quilômetros a sudeste da localidade de Hinatuan, com ventos de 55 km/h. O tufão Hayan, conhecido nas Filipinas como Yolanda, chegou a ter ventos de 315 km por hora.

Editoria de Arte/Folhapress



10 novembro 2013

Falta de capacitação técnica emperra implantação de plano de resíduos nos municípios brasileiros

Portal do Meio Ambiente

Até agosto de 2014, todas as prefeituras do Brasil deverão elaborar e colocar em prática os seus respectivos planos de gestão de resíduos sólidos e eliminar os lixões, conforme Lei nº 12.305/10, que regulamenta a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). Mas menos de 10% dos municípios brasileiros conseguem cumprir esse cronograma, como Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo, com 81 mil habitantes.

Para o cumprimento de todos os itens da Lei, que envolve não apenas governos, instituições e empresas, mas também a própria população, a cidade contou com o conhecimento técnico especializado em gestão ambiental e coleta seletiva, considerada a etapa mais fundamental do processo.

O gestor ambiental Jetro Menezes, especialista em saneamento ambiental e autor do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos de Mairiporã, diz que a coleta seletiva na cidade começou antes mesmo de iniciar o plano e tem como base o tripé meio ambiente-economia-sociedade. “Foi criada uma lei municipal específica instituindo o Programa de Coleta Seletiva, considerando a participação das cooperativas e outras parcerias estratégicas”, explica. “Está em fase de diagnóstico e formalização da cooperativa de reciclagem, mas a composição do grupo se dará com a participação da Secretaria Municipal de Ação Social e moradores do entorno do galpão de triagem que fica no distrito da Terra Preta”.

Jetro Menezes, que também elaborou um plano para a cidade de Franco da Rocha (SP), enfatiza que grande parte dos municípios apresentou dificuldades já na elaboração do plano, que, pela mesma Lei, deveria ter sido apresentado até agosto de 2012. Além da coleta seletiva, a legislação exige a compostagem de lixo orgânico, programas de educação ambiental para a redução e reutilização dos resíduos, logística reversa e tratamento de entulhos da construção civil.

ENTRAVES

Pesquisa de Secretaria do Estado de Meio Ambiente de São Paulo de 2012 indica que 18,2% dos municípios carecem de técnicos capacitados para a tarefa; 15,1% enfrentam a falta de recursos financeiros; 13,2% precisam de informações e dados mais específicos de suas Prefeituras e para 10,7% falta conscientização e participação nas questões de lixo.

As oportunidades que facilitam a elaboração do Plano, citadas na pesquisa, incluem a própria educação e conscientização ambiental (identificada em 10% dos municípios), a legislação municipal (existente em 12%), a existência de coleta seletiva (11% do total) e capacitação técnica, privilégio de apenas 8% dos municípios. “Há possibilidades de estabelecer parcerias para a implementação de soluções e a cooperação com outros municípios, por meio de consórcios públicos, mas ainda falta conhecimento”, diz Jetro Menezes. “Em Mairiporã, as melhorias serão não só em planejamento e gestão, como também aumentam as chances de conseguir mais apoio financeiro, geração de renda e qualidade de vida”.

COPA DO MUNDO

Jetro Menezes lembra que a necessidade de uma gestão eficaz se tornará ainda maior com a Copa do Mundo, que acontece nos meses de junho e julho de 2014. Ex-coordenador do Programa de Coleta Seletiva do Limpurb (área responsável pela Coleta Seletiva da Prefeitura de São Paulo), ele alerta: “Mesmo as cidades grandes que já fazem coleta seletiva, como São Paulo, ainda terão que buscar formas de lidar com o volume de lixo gerado durante os jogos. É pra isso que serve o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos.”


Tufão Haiyan deixa rastro de mais de 2 mil mortos no Sul da Ásia

Correio do Brasil
Por Redação, com agências internacionais - de Manila e Tacloban, Vietnã

O tufão Haiyan deixou mais de 2 mil mortos entre as Filipinas e o sul do Vietnã, nas últimas 24 horas, segundo relatório da Cruz Vermelha. Nas Filipinas, estima-se que mais de 1,6 mil pessoas morreram na cidade de Tacloban e outras 200 vidas foram ceifadas na província de Samar, regiões mais abaladas por um dos mais fortes tufões que atingiram o país. Ainda segundo as autoridades filipinas, esses números ainda podem mudar na medida que chegam mais informações de pontos remotos do litoral.

A secretária-geral da Cruz Vermelha das Filipinas, Gwendolyn Pang, disse que os números vieram de relatos preliminares de equipes da Cruz Vermelha em Tacloban e Samar, entre as áreas mais devastadas atingidas pelo tufão Haiyan na sexta-feira.

– Estima-se que mais de mil corpos foram vistos flutuando em Tacloban como reportado por nossas equipes da Cruz Vermelha. Em Samar, foram cerca de 200 mortos. A validação está a caminho – ela disse à agência inglesa de notícias Reuters.

Ela disse que esperava que um número mais exato viesse depois que uma contagem mais precisa de corpos em solo nestas regiões.

No Vietnã

As autoridades do Vietnã iniciaram a retirada de pelo menos 100 mil pessoas de suas casas por conta da chegada do tufão Haiyan, que devastou a região central das Filipinas nesta sexta-feira, de acordo com informações da imprensa local.

Está previsto que Haiyan, a tempestade mais forte de 2013 em todo o mundo, chegue às províncias centrais do Vietnã na manhã deste domingo. O tufão de categoria cinco, a máxima da escala Saffir-Simpson, castigou as Filipinas na noite passada com ventos de 235 km/h e rajadas de até 315km/h.

A maior parte das pessoas que tiveram que deixar suas residências nas Filipinas são das províncias de Da Nang e Quang Ngai. O país declarou alerta máximo diante da chegada do fenômeno meteorológico, informou o diário vietnamita TuoiTre.

Já o primeiro-ministro vietnamita, Nguyen Tan Dung, declarou após uma reunião de emergência, que apesar de o tufão chegar enfraquecido ao país, ele ainda tem forças para “complicar” a situação do Vietnã. Por conta disso, foram tomadas medidas de segurança para “limitar as consequências em termos humanos e materiais”.

A companhia aérea estatal Vietnam Airlines se pronunciou, interrompendo e cancelando vários de seus voos neste domingo. O Exército iniciou neste sábado o envio de aviões C-130 com material de socorro para Tacloban, capital da província de Leyte e com 220 mil habitantes.