19 outubro 2013

Conflito contra projeto de 'economia verde' faz primeira vítima no Acre

Filho de camponês que luta contra projeto de redução de emissões de CO2 é assassinado na região de Manuel Urbano 

Pravda

Uma situação, que se agrava a cada dia, chegou a um ponto dramático no início desta semana. Um adolescente de 15 anos, nascido e criado numa comunidade do Acre, foi assassinado enquanto seu pai participava de uma audiência em Rio Branco, na sede da Federação dos Trabalhadores em Agricultura, para tornar pública sua objeção ao projeto de redução de emissões de CO2. Com isso, o conflito que ali se estabeleceu já possui sua primeira vítima.

Nos últimos dois anos, projetos privados para venda de créditos de carbono foram criados no Acre com respaldo do governo estadual. Esses contratos internacionais de compra e venda de carbono são realizados para que empresas dos Estados Unidos e Europa possam continuar poluindo sem maiores restrições, "preservando" áreas de floresta na América Latina, África e Ásia, causando a criminalização das populações tradicionais que vivem nessas regiões e dificultando seu acesso à terra.

Um desses projetos, denominados de REDD (redução de emissões - de CO2 - por desmatamento e degradação) foi implantado em uma área com mais de 30 mil hectares, às margens do rio Purus, distante algumas horas de barco da cidade mais próxima, Manoel Urbano localizada a 300km de Rio Branco, capital do Acre. A venda dos créditos de carbono no exterior é realizada por uma empresa norte-americana.

O projeto em questão é reconhecido internacionalmente, pelas ONGs que promovem o mercado de carbono, por seus alegados méritos sociais e ambientais, recebendo certificação de qualidade "padrão ouro". Trata-se, contudo, de uma farsa bem arquitetada para esconder os impactos nocivos desse empreendimento para a comunidade de posseiros que vivem na área e não aceita o projeto. Seus direitos não estão sendo respeitados e o acesso à justiça não está sendo garantido pelas instituições responsáveis.

Os projetos que estão sendo implantados em outras áreas do Acre e da Amazônia possuem o mesmo potencial de criação ou agravamento de conflitos fundiários. Como afirma Osmarino Amâncio, liderança histórica do movimento dos seringueiros, os projetos de REDD "despertam velhos problemas fundiários vividos na Amazônia, mas ganham uma dimensão nova com essa tal de 'economia verde' e REDD". O mais grave, segundo Osmarino, é que estes projetos "impõem uma série de proibições aos moradores", impedindo que eles possam "fazer seus roçados, tirar madeira para construir suas casas, oferecendo em troca uma miséria, que é o dinheiro que eles dizem que os moradores vão ganhar com o projeto, ou então bolsas de tudo que é tipo, que não garantem a sobrevivência dos trabalhadores". E tudo isso, segundo Osmarino, conta com o apoio dos órgãos públicos, "responsáveis por criminalizar nossas práticas tradicionais e impor o medo nas comunidades, dizendo pra elas que não têm outra saída".

Por isso, fazemos um alerta a todos os movimentos combativos: os projetos ligados à "economia verde" são uma grande e perigosa ameaça para as populações locais. A "financeirização da natureza" e o pagamento por "serviços ambientais" são apenas mais uma face da expansão destrutiva do capital sobre a região amazônica, varrendo de seu caminho todas as vidas que possam atrapalhar essa necessidade lógica do sistema. É hora de sermos solidários com a família do menino Márcio e com a comunidade de posseiros do interior de Manoel Urbano que luta pra seguir na terra na qual sempre viveu em paz.

17 outubro 2013

Poluição atmosférica está entre principais causas do câncer, diz OMS

Por Kate Kelland - Reuters

LONDRES, 17 Out (Reuters) - O ar que respiramos está repleto de substâncias cancerígenas e contribui com centenas de milhares de mortes por ano, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pela Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (AIPC), subordinada à Organização Mundial da Saúde (OMS).

O relatório disse que 223 mil mortes por câncer de pulmão ocorridas em 2010 no mundo resultaram da poluição atmosférica, e que também há fortes indícios de que a contaminação do ar eleva o risco de câncer de bexiga.

Já era sabido que a poluição atmosférica, decorrente principalmente das emissões de gases no transporte, geração energética, indústria e agricultura, eleva os riscos de diversas doenças cardiorrespiratórias.

Algumas pesquisas sugerem que nos últimos anos a exposição à poluição cresceu significativamente em algumas partes do mundo, especialmente em países populosos e que passam por uma rápida industrialização, como a China.

"Agora sabemos que a poluição atmosférica externa é não só um grande risco à saúde em geral, mas também a principal causa ambiental das mortes por câncer", disse Kurt Straif, diretor da seção de monografias da AIPC, que tem a tarefa de classificar os agentes cancerígenos.

Em nota divulgada após uma semana de reuniões entre especialistas que revisaram a literatura científica mais recente, a AIPC disse que a poluição atmosférica ao ar livre e o material particulado - um importante componente da poluição - devem passar a ser classificados como agentes carcinogênicos do Grupo 1.

Essa classificação abrange mais de cem outros agentes cancerígenos conhecidos, como o amianto, o plutônio, a poeira de sílica, a radiação ultravioleta e o cigarro.

A classificação já abrangia também muitas substâncias habitualmente encontradas no ar poluído, como a fumaça dos motores a diesel, solventes, metais e poeiras. Mas esta é a primeira vez que os especialistas classificam o próprio ar poluído dos ambientes externos como uma causa do câncer.

"Nossa tarefa foi avaliar o ar que todos respiram, em vez de focar em poluentes específicos do ar", disse Dana Loomis, subdiretora da seção. "Os resultados dos estudos revistos apontam na mesma direção: o risco de desenvolver câncer de pulmão é significativamente maior em pessoas expostas à poluição atmosférica."

Embora os níveis e a composição da poluição atmosférica variem muito de um lugar para outro, a AIPC disse que suas conclusões se aplicam a todas as regiões do mundo.

Christopher Wild, diretor da agência, disse que a classificação da poluição atmosférica como um agente carcinogênico é um passo importante no sentido de alertar os governos sobre os perigos e os custos em potencial.
"Há formas muito eficientes de reduzir a poluição atmosférica e, dada a escala da exposição que afeta as pessoas no mundo todo, este relatório deveria passar um forte sinal à comunidade internacional para agir."

Superbolha pode acelerar o aquecimento global

Gelo da Sibéria derrete - e pode liberar uma gigantesca bolha de gás metano, que aceleraria em 35 anos as mudanças na Terra

Salvador Nogueira - SuperInteressante


Sob o gelo da Sibéria, um dos lugares mais frios do mundo, existe uma enorme bolha de gás metano, com 50 bilhões de toneladas. O gás foi formado pela decomposição de material orgânico (restos de plantas e animais) e pela ação de bactérias.

O problema é que, com o aquecimento global, o gelo da Sibéria está derretendo - e pode deixar o metano escapar para a atmosfera, onde ele provocaria um desastre ambiental. Essa é a conclusão de cientistas da Universidade do Alasca e da Universidade de Cambridge.

Segundo eles, a superbolha poderá escapar entre 2015 e 2025, com consequências terríveis. Isso porque o metano retém muito calor: 23 vezes mais do que o CO², atual vilão do aquecimento global. Se for liberado, o metano provocará uma aceleração dramática no aquecimento da Terra - que aumentará 2 gruas celsius, nível considerado crítico, até 35 anos antes do previsto. Isso fará o nível do mar subir, inundando cidades e alterando várias regiões (a floresta amazônica, por exemplo, poderia se transformar numa savana).

"O gelo marinho derrete tanto, e fica assim por tanto tempo a cada verão, que a plataforma siberiana fica descoberta por um tempo substancial", explica o climatologista Peter Wadhams. E aí o metano tem chance de escapar.

O estudo tem sido contestado por outros especialistas. Eles dizem que o Ártico já sofreu um grande derretimento 125 mil anos atrás, mas não houve liberação de metano.

"Espero que, em vez de descartar o risco, a resposta seja fazer pesquisas mais detalhadas", responde Wadhams.




15 outubro 2013

Tufão ameaça Tóquio e prejudica transporte de petróleo

Tufão Wipha deve chegar à costa japonesa bem na hora do rush matinal da quarta-feira na metrópole de 30 milhões de habitantes

Aaron Sheldrick - Reuters

Tóquio - Um tufão incomum ameaçou o Japão nesta terça-feira, causando o cancelamento de voos e trens e atrapalhando o transporte de petróleo enquanto atravessa o Pacífico na direção de Tóquio.

O tufão Wipha deve chegar à costa japonesa bem na hora do rush matinal da quarta-feira na metrópole de 30 milhões de habitantes. Os ventos devem ter a força proporcional a um furacão.

Às 5h de terça-feira (hora de Brasília), o centro da tempestade estava 860 quilômetros a sudoeste de Tóquio, segundo o site da Agência Meteorológica Japonesa. O tufão se desloca para norte-nordeste a 35 km/h.

A tempestade havia perdido força ao se dirigir para o norte, sobre o mar, mas continuava com ventos regulares em torno de 140 km/h, com rajadas chegando a 194 km/h, segundo a agência.

Os meteorologistas alertaram para chuvas fortes, inundações e ventos fortes na capital, e aconselharam as pessoas a evitarem deslocamentos desnecessários e se prepararem para deixar suas casas rapidamente em caso de emergência.

Um porta-voz da agência meteorológica disse que tempestades desse tipo só ocorrem "uma vez por década", e que esse é o ciclone mais intenso a se aproximar do Japão desde outubro de 2004, quando cerca de cem pessoas morreram por causa de inundações e deslizamentos.

Quatro refinarias do leste japonês já anunciaram a suspensão do desembarque de petróleo em seus atracadouros, mas não houve prejuízos às operações de refino.

A Japan Airlines cancelou 183 voos domésticos na terça e quarta-feira, a maioria partindo do aeroporto de Haneda, em Tóquio. A concorrente ANA suspendeu 210 voos domésticos e 3 internacionais. Juntos, os cancelamentos afetam 60.850 passageiros, segundo as empresas.

A companhia ferroviária East Japan Railway disse ter suspendido a circulação de 31 trens-bala com destino ao norte e a oeste de Tóquio.

A Nissan disse que cancelará seu turno matinal da quarta-feira nas fábricas de Oppama e Yokohama, ao sul da capital.


Tufão Nari deixa 4 mortos e 11 feridos no Vietnã

Mais de 120 mil pessoas foram evacuadas da região central do país

EFE

Ho Chi Minh - Pelo menos quatro pessoas morreram, 11 ficaram feridas e mais de 120 mil foram evacuadas após a passagem nesta terça-feira do tufão "Nari" pela região central do Vietnã, segundo o jornal "Tuoi Tre News".

"Nari", que perdeu força ao atravessar o mar da China Meridional vindo das Filipinas, onde causou 13 mortes, entrou nesta madrugada no Vietnã com ventos sustentados de 102 km/h e rajadas de 133 quilômetros.

O tufão, acompanhado por fortes chuvas, entrou pela cidade portuária de Da Nang, uma das principais do país com cerca de 900 mil habitantes, e pela província de Quang Nam, com quase 1,5 milhão de pessoas.

Na medida em que avança, com velocidade de 15 km/h rumo ao Laos, o ciclone arranca árvores, derruba postes da rede elétrica e faz os telhados voarem pelos ares, informou o "Tuoi Tre News".

Além disso, as fortes chuvas ameaçam com enchentes e deslizamentos de terra.

A Vietnam Airlines, a principal companhia aérea do país, cancelou e adiou mais de 20 voos que afetaram mais de 2 mil pessoas por causa do tufão.

As autoridades adotaram medidas preventivas como a suspensão das aulas e alertaram os pescadores para que não saíssem ao mar. Também aconselharam os residentes para que armazenassem comida e mantimentos por causa das previsíveis inundações, especialmente os moradores da região central do país.

O "Nari" deixou nas Filipinas 13 mortos, sete desaparecidos, 32 feridos e mais de 750 mil desabrigados, além de numerosos prejuízos, principalmente no setor agrícola e pesqueiro, no valor de 2,9 bilhões de pesos (cerca de 50 milhões de euros) nas províncias de Aurora e Nueva Écija,

O Vietnã sofre todos os anos com entre 8 e 10 tufões durante o período das monções.



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Liminar impede destruição de fornos ilegais de carvão na região serrana do Rio

Agência Brasil

Uma liminar da Justiça fluminense impediu nesta segunda-feira (14/'0) que 23 fornos ilegais para a fabricação de carvão fossem destruídos. Os fornos foram localizados durante uma operação da Cicca (Coordenadoria Integrada de Combate aos Crimes Ambientais), na região serrana.

A operação foi montada para embargar, multar e demolir os fornos ilegais de carvão construídos nas proximidades do Parque Estadual dos Três Picos, no município de Duas Barras. De acordo com a Secretaria de Estado do Ambiente, a atividade é considerada potencialmente poluidora e a madeira que abastece os fornos é da Mata Atlântica. A produção ilegal de carvão vegetal é altamente danosa ao meio ambiente, pois provoca a destruição de espécies de mata nativa.

Os agentes da Cicca e policiais militares do Cpam (Comando de Polícia Ambiental) não puderam dinamitar os fornos porque o proprietário da área, Armando Pinto Nogueira, apresentou, por intermédio do seu advogado, uma liminar concedida pela juíza Maria do Carmo Alvim Padilha Gerk, da Comarca de Duas Barras, impedindo a demolição dos fornos.

De acordo com o secretário do Ambiente, Carlos Minc, o empreendimento estava funcionando sem licença e, mesmo com a decisão da juíza, a Sea vai tentar cassar a liminar.

"A liminar era para não destruir os fornos, então o empreendimento foi embargado, ele não pode fazer carvão. Foi multado porque estava funcionando sem licença e nós vamos tentar quebrar a liminar, porque a gente sabia que eles usavam uma parte de eucalípto plantado, o que pode, mas para a produção que ele tinha de carvão, era muito acima do fornecimento de eucalípto plantado. Então ele fazia o que muitos fazem: um mix de uma parte legal e uma parte ilegal", explicou Minc.



Europa: mais de 90% dos moradores estão expostos a partículas nocivas

AFP

Noventa por cento dos moradores de zonas urbanas europeias continuam expostos a uma poluição com partículas e um número ainda maior ao ozônio, em níveis que superam os recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS), adverte um relatório da Agência Europeia do Meio Ambiente (AEE).


"Grandes proporções da população não vivem em um ambiente saudável (...). A Europa deve ir mais longe na legislação aprovada", menos rígida que as recomendações da OMS, considera o diretor-executivo da AEE, Hans Bruyninckx.

A emissão de partículas PM10 (de diâmetro inferior a 10 microns) e PM 2,5 diminuíram respectivamente 14% e 16% na União Europeia entre 2002 e 2011, indica o relatório da AEE. No entanto, em 2011, 33% dos habitantes da UE viviam em zonas onde as concentrações máximas autorizadas de PM10 em 24 horas foram superadas. De acordo com as normas da OMS, que não são obrigatórias, trata-se de 88% da população urbana.

As partículas de menor tamanho penetram profundamente nos pulmões e no sangue, provocando patologias respiratórias e cardiovasculares. As PM10 são emitidas principalmente por processos mecânicos como as atividades de construção, enquanto as PM 2,5 resultam da combustão (madeira, combustível, especialmente diesel).


Por sua vez, 98% das populações urbanas estiveram expostas desde 2011 a concentrações de ozônio superiores às recomendações da OMS. O ozônio resulta das transformações, sob os efeitos dos raios solares, das emissões dos veículos a motor e das atividades industriais, e provoca irritação para as vias respiratórias.

Um relatório europeu publicado nesta terça-feira pelo Lancet Respiratory Journal, baseado em 14 estudos realizados em 12 países em 74.000 mulheres, mostra que uma exposição ainda limitada a PM 2,5 durante a gravidez aumenta os riscos de peso insuficiente no recém-nascido.

Um peso de menos de 2,5 kg após 37 semanas de gestação pode provocar problemas respiratórios durante a infância, assim como dificuldades cognitivas.



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13 outubro 2013

Seca no Semiárido nordestino é a pior em 30 anos, segundo governo

Ana Cristina Campos
Da Agência Brasil

A seca que afeta o semiárido nordestino desde 2011 deixou metade dos 504 reservatórios monitorados pela Agência Nacional de Águas (ANA) com menos de 30% da capacidade de armazenamento de água. "Esta é a pior seca nos últimos 30 anos. Se não tivermos um período de chuvas de janeiro a maio em 2014, para recuperar os reservatórios, a situação ficará gravíssima", disse o superintendente de Regulação da ANA, Rodrigo Flecha Ferreira Alves.

Para garantir o abastecimento para as pessoas, a ANA restringe o uso da água para atividades produtivas como a irrigação e a piscicultura.

A agência acompanha a situação 45 açudes e seis rios de domínio federal no Semiárido. Do total, em 16 açudes e três rios são obedecidas as regras da ANA, abrangendo 91 municípios e cerca de 1,9 milhão de pessoas.
Prioridade é abastecimento humano e consumo animal

A restrição de uso mais recente foi determinada na segunda-feira (7) para o Rio Piranhas-Açu, que corta a Paraíba e o Rio Grande do Norte, e para os açudes de Coremas e Mãe D'Água, ambos na Paraíba, que estão com 34% e 33% da capacidade de armazenamento de água, respectivamente.

Desde a semana passada, nas cidades de Coremas, Pombal, Cajazeirinhas, Paulista e São Bento, na Paraíba, e Jardim Piranhas e Jucurutu, no Rio Grande do Norte, a água só pode ser retirada do rio e dos açudes para qualquer atividade produtiva três vezes por semana das 2h às 11h.

A recomendação da ANA é que não seja feita irrigação entre as 11h e as 17h, pois, nesse período, muita água é perdida por evaporação. A agência também alerta para que nenhum novo tipo de cultura seja iniciado neste momento devido à possibilidade de não haver água suficiente.

"A prioridade de uso dos açudes é para abastecimento humano e consumo animal. É muito importante que os agricultores implementem tecnologias de uso eficiente da água. Não se pode ter no semiárido irrigação por inundação", disse o superintendente.

Segundo ele, a ANA monitora constantemente o nível da água para acompanhar o cumprimento das medidas.


Nordeste e norte de Minas: 1.484 municípios em situação de emergência

A Secretaria Nacional de Defesa Civil reconhece que 1.484 municípios nordestinos e do norte de Minas Gerais estão em situação de emergência por causa da estiagem, afetando 10,67 milhões de pessoas.

De acordo com o Ministério da Integração Nacional, o governo federal investe mais de R$ 16 bilhões para reduzir os efeitos da seca e amenizar as perdas econômicas, por meio de ações emergenciais, obras estruturantes e linhas especiais de crédito.

Segundo o ministério, desde janeiro de 2012, o governo destinou R$ 916 milhões para a Operação Carro-Pipa. Sob a coordenação do Exército, foram contratados 5.809 carros-pipa para levar água a mais de 3,8 milhões de pessoas em 815 municípios.

Ainda de acordo com a pasta, o Programa Água para Todos entregou 370 mil cisternas e a meta é construir mais 750 mil até 2014. Além disso, o programa prevê a implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água para comunidades rurais de baixa renda.

O ministério informou que o Bolsa Estiagem é pago a mais de 1,1 mil pessoas em 1.378 municípios, com a transferência de mais de R$ 1 bilhão. O pagamento de R$ 80 é destinado a agricultores de baixa renda que vivem em cidades atingidas pela seca.

Quantidade de chuva para 2014 ainda é incerta

O meteorologista Mozar de Araújo Salvador, do Instituto Nacional de Meteorologia, explicou que a seca iniciada em 2011 ocorre por causa do Dipolo Positivo do Atlântico, fenômeno oceânico que interfere no clima do semiárido ao deslocar a formação de nuvens para o norte da Linha do Equador, aumentando a precipitação no Oceano Atlântico.

Assim, as chuvas têm sido bem abaixo da média no Nordeste há três anos. Segundo ele, ainda é cedo para dizer se a região nordestina terá mais chuvas em 2014.