28 setembro 2013

Após tremor que matou centenas, novo abalo atinge sudoeste do Paquistão

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um tremor de magnitude 6,8 atingiu neste sábado a Província do Baluchistão, no sudoeste paquistanês, mesma região que sofreu um terremoto na última terça (24). O primeiro tremor, de magnitude 7,7, e os abalos secundários dos últimos quatro dias deixaram centenas de mortos no país.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o tremor secundário aconteceu por volta das 12h34 locais (4h34 em Brasília), a 150 km da cidade de Khuzdar, com profundidade de 18 km. O epicentro deste abalo fica a 30 km do local onde ocorreu o terremoto de terça-feira.

Em entrevista à televisão paquistanesa, o chefe de meteorologia do Paquistão, Arif Mahmood, afirmou que o tremor deste sábado foi uma réplica. No entanto, o diretor nacional de Vigilância Sísmica do país, Zahid Rafi, disse que era um novo terremoto. O Serviço Geológico dos EUA não se pronunciou a respeito.

O novo abalo causou danos graves às casas da Província do Baluchistão, já afetadas pelo primeiro terremoto. Autoridades locais afirmam que mais 12 pessoas morreram e sete ficaram feridas neste novo tremor, que afetou as operações de resgate em áreas isoladas da região.

O tremor deste sábado fez com que os pacientes do hospital de Awaran, cidade próxima ao epicentro, feridos na terça-feira fossem retirados às pressas. O terremoto foi sentido em Karachi, no sul paquistanês, e em Quetta, capital do Baluchistão.

A Província é a maior do país em território, mas é a que tem a menor população. O terreno acidentado e a falta de estradas em boas condições dificultam o resgate. Outro agravante é a ação de tribos vinculadas ao Taleban e à rede terrorista Al Qaeda, que impedem a chegada das equipes de resgate a algumas cidades.

Na quinta (26), vários foguetes foram disparados contra o helicóptero do chefe dos serviços de emergência paquistaneses, que sobrevoava as regiões atingidas pelo terremoto. As autoridades acusam os rebeldes de bloquear o transporte de ajuda a seus redutos, em especial o vilarejo de Mashkey, um dos mais afetados.

Oficialmente, o governo paquistanês confirma 359 mortes desde terça em decorrência dos abalos sísmicos. No entanto, a contagem ainda é confusa, já que as autoridades locais divergem das nacionais e das equipes de resgate.



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Degelo causado pelo efeito estufa revela árvores milenares

Correio do Brasil
Por Redação, com RT - de Juneau

O degelo do glacial Mendenhall, ao sul da cidade de Jueneau, vem deixando à vista os restos de troncos de árvores que estiveram protegidos por espessas camadas de gelo ao longo de milhares de anos. Como mostra o portal LiveScience, as estimativas preliminares, baseadas no diâmetro dos troncos, permitem concluir que têm mais de 2 mil anos e consistem, em sua maioria de bétulas e cicutas, embora os cientistas acrescentem que estas avaliações “devem ser verificadas”. À cada ano, tem sido maior a área afetada pelo efeito estufa, principalmente, nos pólos da Terra

Segundo a professora de geologia Cathy Connor, da Universidade do Alasca, que está envolvida na investigação, “no fim do último máximo glacial, na parte sudeste do Alasca, a vegetação da região era mais parecido com a Tundra”.

A pesquisadora acredita que a idade de surgimento de registros glaciais esteja entre 1,4 e 2 mil anos atrás, embora os exemplos mais antigos podem ter sido preso pelo gelo há mais de 2.350 anos. Connor observa que a pesquisa tem por objetivo descobrir, camada após camada, os novos capítulos da história difícil de decifrar, acrescentando que a “caminhada” através desta floresta congelada é comparável ao encontro com o desconhecido, como a “descida ao túmulo do rei Tot”.



Hidrelétrica Santo Antônio terá capacidade ampliada em 420 megawatts

Correio do Brasil
Por Redação, com ARN - do Rio de Janeiro

Responsável pela construção e operação da Usina HidrelétricaSanto Antônio, no Rio Madeira (RO), a empresa Santo Antônio Energia anunciou que ampliará em 417,6 megawatts (MW) a capacidade de produção da usina. O aumento se deve à ampliação da usina, que passará a produzir mais 206 MW médios em consequência da autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para aumentar em 80 centímetros o reservatório. Com isso será possível instalar mais seis turbinas no empreendimento.

O projeto original previa um reservatório de 350 quilômetros quadrados (Km2). Com a ampliação, a área passará a ter 421 km2. Será investido R$ 1,5 bilhão, além dos R$ 16 bilhões previstos para o projeto, que passará a ter 50 turbinas. A potência da usina passará de 3.150,4 MW para 3.568 MW. Com a ampliação, de 206,2 MW médios, a usina passará a ter uma garantia física de 2.424,2 MW médios.

O aumento da área alagada terá reflexos na Usina Hidrelétrica Jirau, também localizada na região. Segundo a empresa responsável por Jirau – a Energia Sustentável do Brasil – o empreendimento perderia 57 MW médios. A questão foi para a Aneel, que determinou repasse de 24,3 MW médios como forma de compensação.

A Santo Antônio Energia, no entanto, considerou o repasse alto. “Nossa avaliação é que esse repasse afetará negativamente o equilíbrio econômico e financeiro do projeto. Por isso, já apresentamos um recurso administrativo que pede à Aneel rever a decisão”, disse o presidente da empresa, Eduardo Melo Pinto. A empresa consultará seus acionistas para estudar a possibilidade de entrar ou não na Justiça, caso não tenha uma resposta positiva da Aneel.

Para instalar mais seis turbinas foi necessário ampliar em 12 meses o cronograma da obra. Com isso, a conclusão dela está prevista para novembro de 2016.



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Fumaça em armazém catarinense é controlada

Correio do Brasil
Por Redação, com ABr - de Santa Catarina

Foi controlada nesta sexta-feira afumaça proveniente da queima de uma carga de nitrato de amônio armazenada em um galpão, em São Francisco do Sul (SC). Segundo a prefeitura municipal, a força-tarefa integrada por Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e outros órgãos conseguiu alcançar o foco da reação química e inundar a área por volta das 6h30 de hoje. Durante a operação, foi usado aproximadamente 1,5 milhão de litros de água.

As equipes trabalham para fazer a limpeza do local. Representantes de órgãos ambientais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), farão a avaliação das condições atmosféricas para definir quando a região será liberada para que moradores retornem às suas casas. Por enquanto, está mantida a área de isolamento em um raio de 1 quilômetro. De acordo com a prefeitura, 800 pessoas estão desalojadas e recebendo assistência em um abrigo disponibilizado pela Secretaria de Assistência Social. Está prevista para a manhã de hoje uma entrevista coletiva na sede da prefeitura de São Francisco do Sul para detalhar a operação.

O acidente ocorreu por volta das 22h de terça-feira, no galpão de uma fábrica de fertilizantes, no Bairro Paulas. A prefeitura decretou situação de emergência para acelerar as ações de assistência à população. Mais de 150 pessoas buscaram atendimento em unidades de saúde após terem inalado a fumaça, entre elas dois bombeiros militares que trabalhavam para controlar o foco da reação química. Um deles, David Marcelino, de 59 anos, teve intoxicação aguda e precisou ser transferido para o hospital regional de Joinville.



Cientistas alertam para relação entre o Homem e o aquecimento do planeta

Correio do Brasil
Por Redação, com Reuters - de Estocolmo

Uma série de cientistas do clima disse, nesta sexta-feira, que há mais certeza do que nunca que a atividade humana é a principal responsável pelo aquecimento global, e alertaram que o impacto das emissões de gases do efeito estufa pode durar séculos. O relatório do Painel Integovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) minimiza a desaceleração do aquecimento nos últimos 15 anos, argumentando que há variações naturais que mascaram a tendência de aquecimento no longo prazo.

O texto diz que a Terra deve esquentar ainda mais e enfrentar mais ondas de calor, inundações, secas e elevação do nível dos mares à medida que os gases do efeito estufa se acumulam na atmosfera. Os oceanos se tornariam mais ácidos, numa ameaça à vida marinha.

“É extremamente provável que a influência humana seja a causa dominante para o aquecimento observado desde meados do século 20″, disse o sumário divulgado após uma semana de discussões em Estocolmo. O texto deve servir para amparar decisões de gestores públicos na migração dos combustíveis fósseis para as energias mais limpas.

“Extremamente provável” significa uma probabilidade de pelo menos 95 por cento. No relatório anterior, de 2007, essa probabilidade era calculada em 90 por cento, e em 2001 era de 66%.

O relatório, compilado a partir do trabalho de centenas de cientistas, enfrentará escrutínio extra neste ano, já que o relatório de 2007 incluiu um erro que exagerava o ritmo de degelo dos glaciares do Himalaia. Uma revisão externa posterior concluiu que o erro não afetava as conclusões principais.

Céticos que questionam as provas da ação humana no aquecimento e a necessidade de ações urgentes ficaram animados com o fato de as temperaturas terem subido mais lentamente nos últimos anos, apesar do aumento nas emissões de gases do efeito estufa.

O IPCC reiterou em relação a 2007 que o aquecimento é uma tendência “inequívoca”, e disse que alguns efeitos durarão por muitas gerações.

– Como resultado das nossas emissões de dióxido de carbono no passado, no presente e as esperadas para o futuro, estamos comprometidos com a mudança climática, e os efeitos vão persistir por muitos séculos, mesmo que as emissões de dióxido de carbono parem – disse Thomas Stocker, copresidente do IPCC.

Christiana Figueres, principal autoridade climática da ONU, disse que o relatório salienta a necessidade de uma ação urgente para combater o aquecimento global. Os governos prometem definir até o final de 2015 um acordo da ONU para combater as emissões.

– Para guiar a humanidade imediatamente para fora da zona de perigo, os governos devem intensificar a ação climática imediata e moldar um acordo em 2015 que ajude a ampliar e acelerar a reação global – disse ela.

O relatório disse que as temperaturas devem subir entre 0,3 e 4,8 graus Celsius até o final do século XXI. A previsão mínima só seria alcançada se os governos reduzissem drasticamente as emissões de gases do efeito estufa.

O nível do mar, disse o relatório, pode subir entre 26 e 82 centímetros até o final do século, por causa do degelo das calotas polares e da expansão da água marinha ao ser aquecida Isso ameaçaria cidades litorâneas em lugares tão distantes quanto Xangai ou o Rio de Janeiro.



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27 setembro 2013

Biotecnologia desenvolvida por empresa brasileira é destaque no empreendedorismo mundial

Agentes biológicos podem se unir aos pesticidas e aos organismos geneticamente modificados na luta contra pragas

Equipe eCycle

A empresa brasileira Bug Agentes Biológicos, baseada em Piracicaba-SP, foi escolhida pelo Fórum Econômico Mundial como uma das 36 startups pioneiras em tecnologia no mundo, em 2013. Em 2012, a revista Fast Company já havia apontado a Bug como uma das 50 companhias mais inovadoras do ano.

A empresa vende agentes de controle biológico que atacam pragas de plantações. Geralmente, os predadores vendidos atacam os ovos das pragas impedindo que estas se desenvolvam e causem prejuízos à colheita. Esse serviço preenche um grande vazio na agricultura brasileira e tem potencial para ser adotado por lavouras mundo afora. Isso porque o Brasil está entre os maiores usuários de pesticidas no mundo, mas está usando agentes químicos mais fracos para causar menos danos ao meio ambiente, o que diminui a produtividade do cultivo.

A única alternativa existente e aprovada pelos ministérios do país é o uso de agentes biológicos para proteger grandes culturas. O uso de biotecnologia para equilibrar a relação entre praga e predador, que é justamente o que a empresa faz, é mais amigável ao meio ambiente do que o uso de pesticidas químicos.

Para evitar riscos de que espécies não-nativas ataquem espécies não-alvo, a empresa visita o campo onde será aplicado o controle biológico e identifica um parasita ou predador natural dos ovos da praga a ser combatida. Essa espécie é escolhida como o agente de defesa da plantação. A empresa então usa um processo secreto para produzir em massa o agente selecionado e envia o produto para o cliente através de um mecanismo de entrega patenteado.

O relatório do Fórum Econômico Mundial diz que o controle biológico do tipo desenvolvido pela Bug pode se tornar o terceiro pilar na busca por uma agricultura mais segura e produtiva. Os outros dois pilares envolvem medidas polêmicas: uso de pesticidas químicos e de sementes geneticamente modificadas.

Fontes: Agência Fapesp e Fórum Econômico Mundial



Gelo no verão do Ártico pode sumir em 40 anos

Vanessa Barbosa - Planeta Sustentável

A camada de gelo do Ártico durante o verão poderá desaparecer até meados do século, indica a versão preliminar do quinto relatório do IPCC - Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, que será divulgado nesta sexta-feira.

A avaliação é um dos aspectos mais notáveis do relatório feito por mais de 800 cientistas de todo o mundo e que revisa estimativas anteriores sobre o quão rápido o gelo do norte está derretendo. Os estragos feitos pelo aquecimento global no Ártico evoluem numa velocidade bem maior do que previsto anteriormente.

Em 13 setembro, o gelo do mar Ártico atingiu sua menor extensão para 2013, de 5,1 milhões de km². Veja abaixo um vídeo pela Nasa que mostra o degelo na região entre maio e setembro deste ano. A extensão mínima de gelo foi a sexta mais baixa já registrada via satélite, e reforça a tendência de queda a longo prazo na extensão do gelo do Ártico.

Em setembro de 2012, o NSIDC - Centro Nacional de Neve e Gelo dos Estados Unidos anunciou que o Ártico apresentou um degelo recorde desde 1979, quando a região começou a ser monitorada por satélites. Na ocasião, a extensão da cobertura de gelo caiu para 3,41 milhões de km² - 50% menor que a média entre 1979 e 2000.



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24 setembro 2013

Terremoto de magnitude 7,8 graus sacode o sudoeste do Paquistão

O terremoto aconteceu no sudeste da cidade de Khuzdar, na província do Baluquistão, a uma profundidade de 15 km

France Presse


Islamabad - Um potente terremoto de magnitude 7,8 sacudiu nesta terça-feira (24/9) o sudoeste do Paquistão, indicou o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS). O terremoto aconteceu no sudeste da cidade de Khuzdar, na província do Baluquistão, a uma profundidade de 15 km.

O USGS afirmou inicialmente que a magnitude foi de 7,4, mas a elevou em seguida para 7,8. O centro sismológico paquistanês, por sua vez, afirmou que foi de 7,7. Os tremores foram sentidos até na capital indiana de Nova Délhi. Em abril, um tremor de magnitude 7,8 ocorrido no sudeste do Irã, perto da fronteira com o Baluquistão paquistanês, provocou a morte de 41 pessoas.



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23 setembro 2013

Tornado destrói 37 empresas em Taquarituba

Segundo dados da Prefeitura, as companhias danificadas estavam localizadas na região do Parque Industrial da cidade

Paulo Bezerra - Exame

Wikimedia Commons
Tornado
Tornado destrói 37 empresas na cidade de Taquarituba, segundo prefeitura


São Paulo – O tornado que causou destruição e deixou dezenas de desabrigados e dois mortos em Taquarituba, na região sudoeste do estado de São Paulo, também afetou o comércio e empresas locais. De acordo com nota da Defesa Civil do Estado de São Paulo, pelo menos 30 imóveis comerciais foram devastados com o forte vendaval. A prefeitura já contabiliza 37.Ainda segundo a Prefeitura, grande parte das empresas danificadas pelo fenômeno natural estava localizada na região do Parque Industrial da cidade.

Até o momento, as autoridades locais e o Sindicato dos Empregos no Comércio de Itapeva – Sincomerciários – não têm a lista completa das empresas destruídas. No entanto, sabe-se que a Dismapp Cosméticos; Zanforlim (que possuía um posto de gasolina e uma distribuidora de diesel); Maqterra, empresa de asfalto, e a Associação Comercial Industrial não resistiram aos impactos do tornado e desmoronaram.

Além disso, a Prefeitura de Taquarituba informou que 164 moradias foram danificadas e 64 pessoas ficaram feridas.

Oficiais do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil continuam atuando no local para colher mais informações. Segundo o Sincomerciários, na próxima terça-feira (24), representantes do sindicato irão à zona do Parque Industrial avaliar o estrago causado e listar as empresas danificadas.

Confira nota oficial da Defesa Civil do Estado de São Paulo:

Forte precipitação pluviométrica provoca óbitos, desabamentos, desabrigados e desalojados

A Defesa Civil Estadual foi cientificada pelo Corpo de Bombeiros, de que o município de Taquarituba, área da coordenadoria regional de Defesa Civil de Itapeva (REDEC/I-15),por volta das 16h, foi atingido por uma precipitação pluviométrica com rajadas de vento ocasionando 2 óbitos, um no desabamento do ginásio poliesportivo “ICO RODRIGUES”, deixando também várias pessoas feridas e outro no bairro Carmélia, após um ônibus da viação “Transfronteira” ser tombado pela velocidade do vento, provocando o óbito do motorista do coletivo.

Uma criança permanece internada no pronto Socorro de Itaí, devido a uma fratura exposta no braço.

Inúmeras casas e comércios foram afetados, e a coordenadoria Estadual de Defesa Civil (CEDEC) ofereceu apoio de recursos humanos e materiais enviando uma equipe para apoiar nas ações suplementares, sendo que até o momento a prefeitura informou que 150 residências foram destelhadas e 30 imóveis comerciais foram afetados.

No total 63 pessoas foram encaminhadas aos hospitais da região com ferimentos leves, as quais foram medicadas e liberadas.

O abastecimento de energia elétrica foi comprometido em 50% e o sistema de telefonia foi afetado e restabelecido parcialmente; 8 pessoas foram abrigadas no Ginásio de Esportes da Vila São Vicente e um número de pessoas não contabilizada até o momento foram alojadas nas casas de parentes e amigos.


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Poluição do ar é mais fatal que acidente de trânsito em SP

Por ano, a má qualidade do ar é responsável por 17,4 mil mortes no Estado, o dobro do número de óbitos envolvendo acidentes de trânsito, revela estudo

Vanessa Barbosa - Exame

São Paulo – Ameaça nem sempre visível ao olho nu, a poluição do ar na maior metrópole do país mata mais do que acidentes de trânsito. Por ano, a má qualidade do ar é responsável por nada menos do que 17,4 mil mortes no Estado de São Paulo, o dobro do número de óbitos envolvendo acidentes de trânsito, revela um novo estudo.

De acordo com a pesquisa do Instituto Saúde e Sustentabilidade, entre 2006 e 2011, houve 99.084 mortes relacionadas à poluição – é quase uma cidade de 100 mil habitantes sendo dizimada em 6 anos. A capital concentra o maior número de vítimas fatais: 4,6 mil por ano, o triplo de pessoas mortas em acidentes de trânsito (1.556).

Em 2011, o Estado de São Paulo registrou 68.499 internações atribuíveis à poluição. Somados, o número de mortes precoces e de internados representaram um custo de R$ 246.273.436 ao sistema público e privado de saúde.

Reponsáveis por 90% da poluição do ar no estado, os veículos são os maiores vilões das mortes e internações. E quanto maior a lentidão do trânsito, mais gases poluentes são lançados no ar. A conta é simples, mas o perigo nem sempre é visível. Trata-se das micropartículas de poeira, conhecidas como PM2,5.

Medindo apenas 0,0025mm, elas resultam da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores, e formam, por exemplo, a fuligem preta em paredes de túneis.

Maléficas ao organismo humano, elas podem penetrar nos pulmões e na corrente sanguínea, causando doenças cardíacas, câncer de pulmão, asma e infecções respiratórias. O estudo aponta que as médias anuais de MP2,5 de todos os anos situam-se acima do padrão de 10 μg/m3 , preconizado pela Organização Mundial da Saúde. Em 2011, a média para os municípios foi de 25 μg/m3.

Mas as medidas máximas diárias observadas para os municípios representaram entre 40 e 140 μg/m3. Segundo o estudo, se considerarmos uma medida máxima, por exemplo, de 100 μg/m3 em um dia, significa que o morador da cidade respirou 4 vezes mais a dose considerada segura naquele dia, ou a dose possível para 4 dias.


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Ameaças à Amazônia vão muito além das queimadas

Extração inadequada de madeira e manejo inapropriado de recursos pesqueiros também colocam o bioma em risco

Por Agência Fapesp

Há outros tipos de ameaças à conservação da Amazônia, além do desmatamento, que ocorrem em pequena escala e em áreas de várzea da região – como a extração inadequada de madeira e o manejo inapropriado de recursos pesqueiros –, que podem gerar transformações tão importantes na floresta nas próximas décadas quanto as queimadas.

Esses fenômenos, contudo, são menos perceptíveis e não são facilmente detectáveis na paisagem por imagens aéreas, como são as próprias queimadas, por acontecerem no interior da floresta e fora do chamado “Arco do desmatamento amazônico” (região de borda do bioma que corresponde ao sul e ao leste da Amazônia Legal e abrange todos os estados da região Norte, mais Mato Grosso e uma parte do Maranhão). Por isso, podem passar despercebidos e não merecer a mesma atenção recebida pelos desmatamentos pelos órgãos fiscalizadores.

O alerta foi feito por Hélder Queiroz, pesquisador do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), durante o sétimo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA-FAPESP Educação, realizado no dia 19 de setembro em São Paulo.

“A diminuição do desmatamento é, sem dúvida, muito importante para a conservação da Amazônia, mas ele não representa a única ameaça ao bioma”, afirmou Queiroz.

“Também há um grupo grande de ameaças, composto por transformações de habitat em pequena escala realizadas exatamente da mesma forma nos últimos 50 anos e de difícil detecção, mas que geram mudanças importantes na composição e na estrutura da floresta e cujos efeitos serão prolongados por muitas décadas”, estimou.

A extração inadequada de madeira da Floresta Amazônica, por exemplo, pode alterar o número de espécies de animais que vivem em uma determinada área da selva. Isso porque, de acordo com o pesquisador, algumas espécies de árvore cuja madeira tem grande valor comercial – e, por isso, são mais visadas – também podem ser importantes para alimentação da fauna.

A retirada dessas espécies de árvore de forma desordenada pode alterar a composição florística e, consequentemente, de espécies de animais de uma área da floresta, ressaltou Queiroz.

“A abertura de pequenas clareiras para remoção específica dessas espécies de madeira não é detectada pelas imagens de satélite porque, geralmente, elas têm poucos metros quadrados”, disse Queiroz.

“Ao final de três décadas, todas as espécies dessas árvores e, consequentemente, a fauna que dependia delas podem desaparecer da região”, alertou.

Pesca e caça inadequadas

Outra ameaça que está se tornando um problema na Amazônia, de acordo com o pesquisador, é a pesca desordenada da piracatinga (Calophysus macropterus) – espécie de peixe sem escama, apreciada para consumo, conhecida popularmente como “urubu d´água”, por ser carnívora e se alimentar de restos de peixe e outros animais.

Para a pesca do peixe na região amazônica está sendo utilizada como isca a carne de jacaré e de boto cor-de-rosa. Por causa disso, o número de botos cor-de-rosa – também conhecidos como botos-vermelhos (Inia geofrrensis) – diminuiu em diversas regiões da Amazônia, indicam dados de monitoramento da espécie na região da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá fornecidos pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

“A carcaça de um jacaré ou de boto cor-de-rosa vale, no máximo, R$ 100,00 na região amazônica e gera aproximadamente entre 200 e 300 quilos dessa espécie de peixe”, disse Queiroz.

“Além de uma crise pesqueira, esse problema representa um sistema de valoração da biodiversidade que está profundamente desequilibrado”, avaliou.

Já em terra, segundo o pesquisador, a caça desordenada de determinadas espécies de animais tem resultado no surgimento do que alguns autores denominaram no início da década de 1990 de “florestas vazias” – áreas de floresta em pé, mas nas quais as principais espécies de animais responsáveis pela reprodução, polinização e dispersão de sementes desaparecem em razão da caça desenfreada.

“A expressão cunhada para esse fenômeno – ‘florestas vazias’ – é romântica, mas o problema é preocupante e os efeitos dele são só percebidos ao longo de décadas”, avaliou Queiroz. “Os aviões ou satélites utilizados para monitoramento também não conseguem identificar essas regiões de floresta cujas árvores estão em pé, mas nas quais as espécies de animais estão sendo intensamente caçadas”, afirmou.

Florestas alagadas

Em geral, a maior parte dessas ameaças “imperceptíveis” ocorre nas chamadas florestas alagadas ou de várzea – que representam quase um quarto de toda a extensão da Amazônia, ressaltou o pesquisador.

Submetidas ao regime de alagamento diário, sazonal ou imprevisível – de acordo com o regime de chuvas –, essas regiões de baixas altitudes são alagadas por águas brancas, de origem andina, escoadas, principalmente, pelos rios Solimões e Madeira.

Como são muito produtivos – por suas águas receberem grandes cargas de nutrientes e sedimentos –, os recursos naturais das florestas de várzea da Amazônia são abundantes. Por isso, são densamente ocupadas desde o período pré-colombiano.

“Praticamente 75% da população amazônica [cerca de 8 milhões de pessoas] está diretamente inserida nesses ambientes de várzea ou em suas proximidades, vivendo, trabalhando e transformando essas regiões”, disse Queiroz.

“Isso significa que esses ambientes são mais ameaçados do que os localizados no ‘arco do desmatamento’, porque recebem maior impacto diário das populações, ainda que não sejam detectados na paisagem, como o desmatamento”, comparou.

Justamente por terem grande densidade populacional, é difícil criar Áreas Prioritárias para Conservação (Arpa) nessas regiões de floresta alagada, contou Queiroz. “Existem poucas áreas protegidas e muitas propostas de criação de Arpas em florestas alagadas da Amazônia”, afirmou.

Algumas delas são as RDS de Mamirauá e Amanã, que, juntas, somam quase 3,5 milhões de hectares da Amazônia.

Criada no início dos anos de 1980 com intuito de proteger o macaco uacari- branco (Cacajao calvus), a Reserva de Mamirauá começou a ser gerida no final dos anos 1990 pelo Instituto Mamirauá, que tem o objetivo de realizar pesquisa de conservação da biodiversidade.

Os pesquisadores da instituição fazem pesquisas voltadas principalmente para o manejo sustentável dos recursos naturais. E, mais recentemente, começaram a desenvolver tecnologias sociais voltadas ao tratamento de água e ao saneamento ambiental, entre outras finalidades.

“Desde 2010 estamos expandindo nossas ações. Atualmente elas atingem 150 mil pessoas. Mas esperamos chegar, nos próximos anos, 1,5 milhão de pessoas”, contou Queiroz.

Redução do desmatamento

O evento na FAPESP também contou com a participação de Maria Lucia Absy, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Em sua palestra, Absy destacou a queda das taxas anuais de desflorestamento da Amazônia Legal, que, no total, caíram 84% no período de 2004 a 2012, segundo dados do Projeto Prodes, do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).

“As ações de fiscalização e redução dos índices de desmatamento da Amazônia contam com o suporte fundamental dessa ferramenta e do Deter [Sistema de Detecção do Desmatamento do Tempo Real, realizado pelo Inpe]”, ressaltou.

“Não é que seja errado desmatar uma área – desde que não seja grande – para fins produtivos. O errado é fazer isso aleatoriamente, sem metodologia e técnicas de manejo florestal”, avaliou Absy.

O próximo encontro do Ciclo de Conferências 2013 do Biota Educação será realizado no dia 24 de outubro, quando será abordado o tema “Ambientes marinhos e costeiros”.

Finalizando o ciclo, em 21 de novembro, o tema será “Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais”.

Organizado pelo Programa de Pesquisa em Caracterização, Conservação, Recuperação e Uso Sustentável da Biodiversidade do Estado de São Paulo (BIOTA-FAPESP), o Ciclo de Conferências 2013 tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência.



Estudo revela declínio de sete espécies de peixe no sul da Bahia

DA BBC BRASIL

Um estudo realizado no sul da Bahia por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina revelou que sete espécies de peixe anteriormente comuns na região e usados na culinária local estão desaparecendo.

O levantamento, feito pelos biólogos Sergio Floeter, Natalia Hanazaki e Mariana Bender, foi feito com base em entrevistas com pescadores que trabalham na região vizinha ao Parque Municipal Marinho do Recife de Fora, em Porto Seguro.

Um total de 53 pescadores de diferentes idades foram convidados pelos pesquisadores a identificar, por meio de fotos, espécies de peixe que tradicionalmente vivem na costa da região. Eles responderam perguntas sobre qual é o maior peixe de cada espécie que já haviam capturado e o ano em que isso ocorreu.

A conclusão foi que algumas espécies estão cada vez menos presentes nas redes dos pescadores, ou, quando estão, os peixes são menores do que em décadas passadas.

São elas o badejo-quadrado (Mycteroperca bonaci), a garoupa (Epinephelus morio), o dentão (Lutjanus jocu), a cioba (Lutjanus analis), a guaiúba (Ocyuru chrysurus), o cherne (Hyporthodus nigritus) e o mero-gato (Epinephelus adscensionis).

PESCA NÃO-SUSTENTÁVEL

Durante a pesquisa, ficou claro que pescadores mais velhos, com mais de 50 anos, pescavam peixes maiores do que os mais jovens.

O badejo-quadrado, por exemplo, era encontrado há 40 anos pesando quase 50 quilos na região. Hoje, o mais comum é encontrá-lo com 17 quilos.

Mais preocupante foi a constatação de que alguns peixes sequer são reconhecidos pelos pescadores mais jovens.

"Alguns pescadores com menos de 31 anos não reconheceram espécies de peixe como o mero-gato e o cherne quando apresentados às fotos na entrevista", disse Mariana Bender.

Os mesmos pescadores jovens disseram não saber que peixes hoje raros foram um dia abundantes no sul da Bahia.

A pesquisa constatou que os pescadores acreditam que sua atividade está tendo um impacto sobre os estoques pesqueiros da região: para 36% deles, seu trabalho colaborou para reduzir a quantidade de peixes ao longo dos anos.

Mas, para os cientistas, não é apenas a pesca não-sustentável, feita em uma escala que não permite que os estoques de peixe se reponham naturalmente, que está por trás do sumiço dessas espécies.

"Outro fator preocupante é a perda de habitats bem conservados para a manutenção dessas espécies de peixe, como a perda de manguezais, que servem como berçários naturais, e o assoreamento das regiões costeiras que abrigam os recifes", explicou Bender.

CONSUMO CONSCIENTE

A pesquisa, divulgada neste ano na publicação científica "Fisheries Management and Ecology", sinaliza a necessidade de avaliar a inclusão de outros peixes de ambientes recifais nas avaliações de espécies ameaçadas de extinção.

Alguns peixes que habitam as águas do sul da Bahia já preocupavam bastante os cientistas mesmo antes deste estudo ser feito.

Um deles é o mero (Epinephelus itajara), que hoje é considerado "em perigo crítico" em uma lista da IUCN (União Internacional para a Preservação da Natureza, na sigla em inglês) que avalia o risco de extinção das espécies.

Mariana Bender diz que os pescadores reconheceram o mero nas fotos, mas muitos "jamais pescaram" esse peixe, pese que exista "um histórico de exploração desse peixe na costa brasileira, fazendo com que ele se tornasse um peixe 'raro'".

O cherne, cujo declínio foi constatado no novo estudo, também aparece na lista do IUCN como criticamente ameaçado, mas duas das espécies analisadas na Bahia, o dentão e a guaiúba, sequer foram avaliadas pelo IUCN, e a situação de outra, o mero-gato, é descrita como "pouco preocupante".

Outra necessidade levantada pelos autores do estudo é a de redobrar os esforços no sentido de promover um consumo consciente do estoque pesqueiro.

"Os badejos e garoupas, particularmente, são muito apreciados na culinária pela sua carne. Dessa forma, é necessário promover o consumo consciente para que os estoques dessas espécies possam se recuperar", disse Bender.

O estudo fez parte da rede de pesquisas Coral Vivo, patrocinada pela Petrobras e pelo Arraial d'Ajuda Eco Parque.



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Após tornado, prefeitura de Taquarituba (SP) decreta estado de calamidade pública

Marli Moreira
Da Agência Brasil, em São Paulo

Equipes da Defesa Civil do Estado e do município de Taquarituba, a 320 quilômetros de São Paulo, ainda estão fazendo o levantamento dos estragos provocados pelo tornado que atingiu a cidade, na tarde de domingo (22). Duas pessoas morreram e 64 ficaram feridas. A maioria foi atendida e liberada em seguida.

A prefeitura decretou estado de calamidade pública nesta segunda-feira (23). Metade da cidade ficou sem luz e sem telefone.

A comunicação e o fornecimento de energia já foram, parcialmente, restabelecidos. Com a força do vento estimada entre 150 a 200 quilômetros por hora, pelo menos 150 casas ficaram destelhadas.

Segundo a Prefeitura, muitos desses moradores têm recursos financeiros e não precisaram contar com abrigos municipais.

Por meio de nota, a Defesa Civil do Estado informou que oito pessoas foram abrigadas no Ginásio de Esportes da Vila São Vicente e várias famílias procuraram se alojar em casas de parentes ou de amigos.

O comunicado revela também, que 30 imóveis comerciais sofreram danos. Os prejuízos ainda não foram calculados.

Entre os locais atingidos estão o terminal rodoviário, uma beneficiadora de grãos que incluem feijão, soja e milho produzidos na região e uma empresa de confecção, além de um ginásio municipal poliesportivo que teve a estrutura metálica arrancada. Uma das vigas caiu e matou o adolescente Mateus Pereira.

No trecho da rodovia SP-255, na ligação entre o município de Taquarituba e de Coronel Macedo, um ônibus da viação Transfronteira, que fazia o transporte de um grupo de pessoas a caminho de um evento da terceira idade, tombou ao ser atingido pelas rajadas de vento, e causou a morte do motorista Jamil Francisco da Silva.

A prefeitura lançou SOS para receber doações na conta corrente do executivo municipal : agência 2712-X, do Brasil do Brasil, conta 95000.


Segundo a meteorologista Helena Turon Balbino, do Sétimo Distrito do Instituto Nacional de Metereologia (Inmet), o tornado foi provocado pelo encontro do ar quente e úmido vindo da Amazônia, com o ar polar seco vindo do sul do continente.


Fenômenos como esse, explicou ela, não são frequentes, mas já ocorreram no Vale do Paraíba e em outros pontos do Estado.

"Nós tínhamos visto a formação de uma nuvem pelo radar do IPMet - Instituto de Pesquisas Metereológicas do campus de Bauru da Universidade Estadual Júlio de Mesquisa Filho (Unesp), que indicava a possibilidade de tempestade, mas não imaginávamos a sua magnitude", disse a meteorologista.




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