06 setembro 2013

Maior vulcão do Sistema Solar é descoberto submerso no Pacífico

Do UOL, em São Paulo

Geólogos e geofísicos da Universidade de Houston, no Texas (EUA), revelaram que um vulcão do tamanho do Reino Unido ficou escondido, por milhões de anos, nas águas ao noroeste do oceano Pacífico. Mas o grupo disse ter ficado surpreso quando constatou que a descoberta rivaliza de perto com os vulcões de Marte.

Os 650 quilômetros de largura do nosso megavulcão batem os 625 quilômetros de diâmetro do gigante marciano Monte Olimpo. O estudo publicado na revista Nature sugere, portanto, que Tamu Massif, como foi batizada a descoberta, leva o título de maior vulcão em extensão do Sistema Solar.

"Dizem que aqui na Terra nós temos vulcões análogos aos gigantes encontrados em Marte. Mas tenho certeza que ninguém imaginou isso", diz William Sager, geólogo marinho da Universidade que coordenou a pesquisa.

O Tamu Massif foi formado perto de um cruzamento de três placas da crosta terrestre, 1.500 quilômetros ao leste do Japão, a partir de vários vulcões em erupção: toda a lava arremessada foi fundida em uma enorme pilha. As ilhas do Havaí e da Islândia também surgiram dessa forma, lembra o estudo.

A montanha que se eleva a quatro quilômetros do fundo do mar está inativa há 140 milhões de anos, sem oferecer risco ao planeta, de acordo os pesquisadores. No entanto, o maior vulcão ativo do planeta é o Mauna Loa, no Havaí. Ele tem apenas 15% do diâmetro do Tamu, mas ainda figura como o mais alto, medindo 9 quilômetros do fundo do mar ao cume.



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02 setembro 2013

Onda de calor deixa 338 mortos no Japão em apenas 3 meses

RFI

Ao menos 338 pessoas morreram devido às altas temperaturas deste verão no Japão. O oeste do país sofreu particularmente com o intenso calor que teve pico de 41 graus no dia 12 de agosto, na cidade de Shimanto. A informação foi divulgada nesta segunda-feira, dia 2 de setembro, pelo canal público de televisão do país e pela agência de meteorologia japonesa.

O leste do Japão, região da capital Tóquio onde vivem 35 milhões de pessoas, também enfrentou um verão tórrido, o terceiro mais quente do arquipélago. A metrópole registrou temperaturas entre 30 e 35 graus à sombra durante os dias mais quentes deste verão no hemisfério norte.

A NHK registrou o total de 338 mortes entre o fim de maio e o fim de agosto deste ano. Entre as vítimas, 78% tinham mais de 60 anos. Um quarto dos mortos foi encontrado em suas casas, freqüentemente sem ar condicionado.

A agência japonesa de gestão de desastres também registrou que quase 54 mil pessoas foram atendidas no hospital devido ao calor nos três meses analisados.

De acordo com o serviço nacional de meteorologia, as altas temperaturas se devem ao fraco período de chuva, que tradicionalmente acontece no mês de junho. O período foi seguido de temperaturas tórridas durante o mês de julho, algumas vezes acompanhadas por violentas tempestades.



Grande derramamento de petróleo registrado ao largo da costa da Córsega

Voz da Rússia

Um grande derramamento de petróleo ocorreu hoje (02) perto da costa norte da ilha francesa da Córsega. De acordo com estimativas preliminares, a área de contaminação ultrapassa 40 quilômetros quadrados.

Segundo o representante da prefeitura marítima de Toulon, Yann Bizien, por enquanto, a fonte de contaminação não foi determinada. "Em tais casos, trata-se da libertação deliberada ou acidental de produtos petrolíferos. Por enquanto, não conseguimos determinar exatamente o que aconteceu", disse ele.

Bizien também negou os relatos da mídia de uma séria ameaça para a Reserva Natural de Scandola, situada próximo do local de derramamento.



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Após novo vazamento, radiação em Fukushima atinge nível crítico

BBC Brasil

Os níveis de radiação nas proximidades da usina nuclear de Fukushima, no Japão, estão 18 vezes mais altos do que se supunha inicialmente, alertaram neste domingo autoridades locais.

Na semana passada, o operador responsável pela planta informou que uma quantidade ainda não identificada de água radioativa vazou de um tanque de armazenamento.

Leituras mais recentes realizadas perto do local indicam que o nível de radiação chegou a um patamar crítico, a ponto de se tornar letal com menos de quatro horas de exposição.

A usina nuclear de Fukushima sofreu um forte dano em sua estrutura devido a um terremoto seguido por um tsunami em 2011.

A companhia de eletricidade de Tóquio (Tepco) informou inicialmente que a radiação emitida pela água vazada era de 100 milisieverts (unidade internacional de radiação) por hora.

No entanto, posteriormente, o órgão refez a medição e descobriu que o equipamento utilizado na primeira leitura só conseguia verificar níveis de radiação de até 100 milisieverts.

A nova medição, para a qual foi usada um aparelho mais sensível, indicou um nível de 1,8 mil milisieverts por hora.

O resultado terá implicações diretas para as doses de radiação recebidas pelos operários que passaram muitos dias tentando interromper o vazamento na semana passada, afirmou o repórter da BBC em Tóquio Rupert Wingfield-Hayes.

Além disso, a Tepco disse que descobriu um novo vazamento em outro cano que emite níveis de radiação de até 230 milisieverts por hora.

Desde o tsunami, a usina de Fukushima já sofreu uma série de vazamentos e quedas de energia.

Naquele ano, a força das águas interrompeu o funcionamento dos sistemas de refrigeração dos reatores. Três deles derreteram por causa do incidente.

Para evitar uma tragédia de maiores proporções, o governo japonês precisou manter um constante bombeamento de água para refrigerar as estruturas.

Foi a quarta vez que um grande vazamento ocorre nos tanques de armazenamento de Fukushima desde 2011. Também foi o pior de todos em termos de volume vazado.

Após a última ocorrência, a agência reguladora de energia nuclear do Japão elevou o nível de alarme de 1 para 3 na escala internacional, que mede a gravidade de acidentes atômicos.

A escala vai de 1 (menor grau) até 7 (maior grau).

Especialistas dizem que a quantidade de água vazada pode ser pior do que as autoridades informaram inicialmente.



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01 setembro 2013

Minas Gerais é o segundo estado com maior número de apreensões de animais traficados no país

ANDA

Minas Gerais é o segundo Estado do Brasil com o maior número de apreensões de animais traficados, de acordo com dados do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).

Todo ano, mais de 10 mil animais são apreendidos nas mãos de criminosos. O comércio e tráfico de animais é composto pela pessoa responsável por fazer a captura, pelo agente que faz o transporte e a venda dos animais e, por último, por aquele que compra os animais traficados.

Normalmente, depois de recolhidas, as espécies vítimas do tráfico são levadas para abrigos, onde são tratadas e preparadas para, se possível, serem devolvidas à natureza.

De acordo com o analista ambiental Daniel Vilela, as penas para os participantes do esquema de tráfico de aves são praticamente as mesmas.

“Para o traficante a pena é um pouco maior. Mas, para as pessoas que mantêm o animal em cativeiro a penalidade é a mesma ou similar. Um papagaio em cativeiro, por exemplo, pode gerar multa de R$ 5 mil. Além da multa, a pessoa responde a um processo criminal com detenção prevista de até um ano”, declara.

Segundo o Fundo Nacional para a Natureza, o tráfico de animais é o terceiro crime mais rentável do mundo. O comércio e tráfico de animais é feito à custa da vida de muitas espécies inocentes.

Para se ter uma ideia da gravidade dessa prática criminosa, de cada 10 animais traficados, apenas um chega ao destino final com vida.



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