04 maio 2013

Incêndio avança sobre 7.300 hectares no noroeste de Los Angeles

Mudança do vento dificultou o combate às chamas.
Mais de mil bombeiros atuam na área para controlar o fogo, diz AFP.


Da France Press

Um grande incêndio continua devastando a região no noroeste de Los Angeles, na Califórnia, nesta sexta-feira (3). De acordo com a agência France Presse, o fogo, que destruiu mais de 4.000 hectares de vegetação pela manhã (40 km²), atingia outros 7.300 hectares na noite desta sexta-feira (73 km²).

Mais de mil bombeiros - auxiliados por oito helicópteros e seis aviões - trabalham na contenção das chamas, mas até agora só conseguiram controlar 20% do fogo, segundo a AFP. Isso fez com que as autoridades liberassem a reabertura da estrada costeira da Califórnia, que foi fechada devido às chamas e à fumaça. 


Ao menos 4.000 casas estavam ameaçadas nesta sexta-feira.



 

O incêndio começou na quinta-feira (2), forçando o fechamento de uma seção de 13 km da Pacific Coast Highway (PCH) e de um campus universitário, além de alcançar uma instalação da Marinha americana na costa.

Nesta sexta de manhã, 15 casas foram danificadas, mas nenhuma delas ficou destruída, informou o VCFD, em sua conta no Twitter.

A Universidade Estadual da Califórnia em Channel Islands permanecia fechada, depois do cancelamento de todas as aulas e atividades na véspera, em sua sede em Camarillo, 'devido ao fogo e à forte fumaça indo para o campus'.

As operações dos bombeiros foram dificultadas durante a tarde pela mudança de direção do vento, empurrando as chamas para o norte e obrigando a evacuação de várias residências.

Os incêndios são frequentes no Oeste dos Estados Unidos no verão e, na Califórnia, costumam ser intensificados pelos fortes ventos de Santa Ana.


Oito helicópteros e seis aviões estão sendo usados no combate às chamas na Califórnia nesta sexta-feira (3). (Foto: Kevork Djansezian / Getty Images / AFP) 
Oito helicópteros e seis aviões estão sendo usados no combate às chamas na Califórnia nesta sexta-feira (3). (Foto: Kevork Djansezian / Getty Images / AFP)

02 maio 2013

RJ quer reduzir gases do efeito estufa até 2016

Rio de Janeiro espera atingir nos próximos dois anos metade da meta para diminuição dos efeitos provocados pelos poluentes emitidos pelos transportes. Metrô e barcas estão incluídos

O Fluminense


O estado do Rio de Janeiro espera reduzir em 1,8 milhão de toneladas as emissões de gases do efeito estufa de 2014 a 2016, apenas com a ampliação e melhoria dos serviços de trens, metrô, barcas e vias exclusivas para ônibus no Grande Rio.

Segundo o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a redução equivale a quase metade dos 3,8 milhões de toneladas que o governo fluminense trens comprometeu-se a deixar de emitir no setor de transportes até 2030.

“Isso é muito importante para a contribuição do Rio na redução das emissões que aumentam a temperatura do planeta. Mas também tem um ganho muito importante na redução da poluição sonora e da poluição do ar que acabam com os tímpanos e os pulmões da população. Os maiores vilões das poluições do ar e sonora são os carros, ônibus e caminhões”, disse Minc.

Estudo divulgado nesta quinta-feira pela Secretaria Estadual do Ambiente mostra que a maior parte da redução dos gases será obtida com a ampliação da oferta de trens e a melhoria do serviço prometidos pela concessionária Supervia.

Segundo a empresa que administra o sistema de trens da região metropolitana do Rio, espera-se ampliar de 400 mil para cerca de 1 milhão o número de passageiros atendidos por dia, até 2016.

Caso a promessa da Supervia se cumpra, a expectativa é que cidadãos fluminenses deixem de usar 40 mil carros e 8 mil ônibus, o que fará com que deixem de ser emitidas 884 mil toneladas de dióxido de carbono de 2014 a 2016.

Corredores exclusivos para contribuir na redução de gases poluentes - O governo espera outra redução importante com a implantação dos corredores exclusivos para ônibus na cidade, os BRSs (faixas exclusivas para ônibus e táxis nas ruas da cidade) e BRTs (vias exclusivas para ônibus articulados). Os veículos leves sobre trilhos (VLTs), bondes que serão implantados no centro da cidade, também deverão contribuir.

Período chuvoso acaba e nível dos reservatórios é o menor desde 2001

Água armazenada, porém, é quase o dobro da época do racionamento.
Governo discute na próxima semana desligamento de termelétricas.


Fábio Amato
 

Do G1, em Brasília

As chuvas dos últimos dois meses melhoraram a situação dos reservatórios das hidrelétricas do país, mas não foram suficientes para impedir que eles chegassem ao fim do período chuvoso com o nível mais baixo desde 2001, ano em que o governo brasileiro decretou o racionamento de energia.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as represas de hidrelétricas do sistema Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por 70% da energia que abastece o Brasil, chegaram ao final de abril (dia 30) com 62,4% de armazenamento de água.

Apesar de ser o nível mais baixo dos últimos 12 anos, ele é quase o dobro do registrado em abril de 2001, pouco antes do início do racionamento, quando os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste tinham apenas 32,18% da água que eram capazes de armazenar.

Entretanto, o nível do final de abril de 2013 é 18% mais baixo que o verificado na mesma época do ano passado (76,09%). Desde 2003, os reservatórios daquele sistema não chegavam ao início do período seco, quando as chuvas diminuem na maior parte do país, com volume de água abaixo de 70%.

O sistema Nordeste, segundo mais importante do país, chegou ao dia 30 de abril em situação mais complicada: o nível médio das represas era de 48,8%, bem mais próximo ao registrado na região em 2001 (33,13%).

Nós últimos meses, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, veio a público negar o risco de novo racionamento ou falta de energia no país em 2013 ou em 2014, ano em que o Brasil sedia a Copa. No mês passado, o ministro convocou entrevista para rebater reportagens e criticou o “tom alarmista” adotado pela imprensa na cobertura desse assunto.

Termelétricas

 
Por conta do baixo nível dos reservatórios, desde outubro de 2012 o Brasil mantém todas as usinas termelétricas disponíveis funcionando. No dia 30 de abril, elas eram responsáveis por gerar 11.347 MW médios, 18,31% de toda a energia produzida no país.

O governo aguardava a situação dos reservatórios ao fim do período chuvoso para definir se as térmicas permanecem ligadas pelo restante do ano ou não. Isso deve ser decidido na próxima reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), na semana que vem.

O problema de manter as termelétricas ligadas por mais tempo é que o preço da energia sobe. Essas usinas usam combustível, como carvão, gás e óleo, e o custo acaba sendo pago pelos consumidores. Neste ano, essa conta já supera os R$ 2 bilhões.

No início de 2013, o governo adotou medidas para reduzir o impacto do uso das térmicas na conta de luz. Uma delas foi socorrer as distribuidoras de energia, que assumem o custo adicional das termelétricas no primeiro momento. Para isso, usou recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo que financia programas do setor.

Além disso, resolveu parcelar, em 5 anos, o repasse dessa conta aos consumidores. E alterou o rateio dessas despesas: reduziu a parcela que recai sobre consumidores residenciais e empresas, e incluiu no custeio os comercializadores e geradores de energia.

Curva de Aversão a Risco

 
Independente da decisão que será tomada pelo CMSE na próxima semana, o setor elétrico vai ficar atento ao nível dos reservatórios nos próximos meses. E, mesmo que o governo opte por desligar pelo menos parte das termelétricas, pode ser que elas venham a ser acionadas novamente em novembro.

No final de abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a chamada Curva de Aversão a Risco (CAR) de 2013. Trata-se de um mecanismo que estabelece o nível mínimo dos reservatórios do país para cada mês do ano. De acordo com ele, as represas precisam chegar com 27% de armazenamento ao final de outubro, quando termina o período seco e começa o chuvoso, para que não haja risco de faltar energia no país.

Caso o índice fique abaixo disso, todas as termelétricas disponíveis são obrigatoriamente ligadas para poupar água dos reservatórios e garantir o abastecimento de energia no país no próximo período seco.


Nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas (Foto: Editoria de Arte/G1)

Peixe que respira fora d'água ameaça ecossistema de Nova York

Do UOL, em São Paulo

Um peixe da Ásia está afetando o ecossistema do lago artificial do Central Park, em Nova York, nos Estados Unidos. Conhecido como cabeça-de-cobra (Channa argus), ele é considerado um predador perigoso que come pequenos animais, como sapos, tartarugas e alguns crustáceos, e ainda coloca uma grande quantidade de ovos em pouco tempo.

As autoridades temem que essa espécie se alastre rapidamente, já que é capaz, sob certas condições, de respirar fora d'água por alguns dias e até de "andar" na superfície terrestre. Essas habilidades, dizem os biólogos, permitem que o peixe "mude" de um lago para outro em busca de comida, levando-o para fora dos domínios do parque.

Os funcionários planejam uma expedição nesta semana para retirar do lago todos os exemplares do cabeça-de-cobra, espécie que chega a ter quase um metro de comprimento na fase adulta e é encontrada na Rússia, na Coreia do Sul e na China.

Um grupo já espalhou cartazes pelo Central Park avisando sobre os problemas dessa espécie invasora, indicando, inclusive, que o animal deve ser "mantido dentro de um recipiente seguro" enquanto as autoridades não fazem o resgate.

"Os avisos são apenas para que as pessoas saibam que esse peixe está aqui [no Central Park] e que, se elas o encontrarem, por favor, não o devolvam para a água. Isso ajuda a população a tomar consciência de que há coisas no lago que não deveriam estar lá", reforça à NBC Melissa Cohen, gerente do Departamento de Pesca de Conservação Ambiental.

Cedae aumenta fornecimento de água em 13 municípios

Correio do Brasil
Por Redação, com ARN - do Rio de Janeiro

Treze municípios da Região Metropolitana e do interior do Estado do Rio vão ganhar mais água em 2013. A Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae) esta fazendo um investimento de R$ 103 milhões em intervenções para aumentar a oferta e beneficiar cerca de 286 mil pessoas.

As obras estão em fase de finalização. Os municípios de Rio das Ostras, Piraí, Casimiro de Abreu, Sapucaia, Engenheiro Paulo de Frontin, Seropédica, Cordeiro, Santa Maria Madalena, Rio Claro, São João da Barra, Tanguá, São Francisco de Itabapoana e Maricá são as cidades beneficiadas.

De acordo com o presidente da Cedae, Wagner Victer, as obras são construções novas para aumento da oferta de água tratada.

- O Estado está em contato com os prefeitos para saber as necessidades – disse Victer.

Em Piraí, no Sul Fluminense, as localidades de Rosa Machado e Enseada das Garças ganharam investimento de R$ 2,3 milhões para a construção de poço para captação de água nas margens do Rio Piraí, além da instalação de adutora de 3,5 quilômetros de extensão.

Cerca de 300 novas ligações prediais foram executadas. Em São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense, estão sendo feitas obras de reforço do abastecimento de água tratada.

Com investimento de R$ 6,3 milhões, Barra de São João, em Casimiro de Abreu, e Rio das Ostras registram melhorias na captação e nas elevatórias, com substituição de conjunto de bombas, adequação do sistema elétrico ao novo bombeamento e manutenção de proteção contra rompimento de tubulação.

Aneel aprova cotas das Usinas Hidrelétricas Três Irmãos

Correio do Brasil

Por Redação, com ARN - do Rio de Janeiro

A Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira, durante Reunião Pública, a alocação das cotas de garantia física de energia e de potência das Usinas Hidrelétricas Três Irmãos, Neblina e Sinceridade, atualmente sob a responsabilidade, respectivamente, da Companhia Energética de São Paulo (CESP) e Furnas Centrais Elétricas S.A (FURNAS).

As Portarias Nºs 124 e 125 do Ministério de Minas e Energia (MME), estabeleceram as duas empresas como responsáveis temporariamente pelas usinas até que seja feita uma nova licitação para contratar os concessionários definitivos.

A medida foi necessária já que a CESP, CEMIG e a Brooksfield não aderiram à prorrogação dos contratos de concessão de suas usinas em dezembro passado. As concessões das Usinas Neblina, com 6,4 MW, e Sinceridade, com 1,4 MW, venceram em 2008. Já a Três Irmãos, com 807 MW, venceu em 2011.

Como as portarias que designaram FURNAS e CESP são de abril, a alocação foi feita proporcional aos dias restantes do mês. Já em maio, a energia será entregue integralmente no regime de cotas.

29 abril 2013

Secretários do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre são presos pela PF

Do UOL, em São Paulo

Os secretários do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, Carlos Fernando Niedersberg, e de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia, foram presos na madrugada desta segunda-feira (29) durante operação da PF (Polícia Federal). Além deles, mais 14 pessoas também foram presas na mesma operação.

Segundo nota da PF, todos estavam sendo investigados desde junho de 2012 por corrupção passiva e ativa, crimes ambientais, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Eles são acusados de emitir licenças e concessões ambientais irregulares, mediante pagamento de propinas.

Leia a íntegra da nota expedida nesta manhã pela PF no Rio Grande do Sul:


"A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje, 29 de abril, a Operação Concutare, com o objetivo de reprimir crimes ambientais, crimes contra a administração pública e lavagem de dinheiro.

A operação iniciou em junho de 2012 e identificou um grupo criminoso formado por servidores públicos, consultores ambientais e empresários. Os investigados atuam na obtenção e na expedição de concessões ilegais de licenças ambientais e autorizações minerais junto aos órgãos de controle ambiental.

Cerca de 150 policiais federais participam da Operação para executar 29 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. As ordens judiciais estão sendo cumpridas nos municípios de Porto Alegre, Taquara, Canoas, Pelotas, Caxias do Sul, Caçapava do Sul, Santa Cruz do Sul, São Luiz Gonzaga, no Rio Grande do Sul, e em Florianópolis, Santa Catarina.

A operação foi denominada Concutare, termo com origem no latim, que significa concussão. Os investigados serão indiciados por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro, conforme a participação individual de cada envolvido.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico (DELEMAPH) e pela Unidade de Desvios de Recursos Públicos da Polícia Federal no Rio Grande do Sul".