02 março 2013

Bairro de Jurujuba sofre com a "praga" dos caramujos

Moradores estão enfrentando alguns transtornos com uma infestação e, segundo eles, o problema se agravou com o episódio recente da chuva desta semana

Thaís Heringuer - O Fluminense


Os moradores de Jurujuba, na Zona Sul de Niterói, estão enfrentando alguns transtornos com uma infestação de caramujos que segue em casos isolados no bairro. O designer gráfico Luiz Thomaz, de 41 anos, afirma que o problema se agravou com o episódio recente da chuva desta semana.

“A última chuva piorou a infestação, eles estavam escondidos, acredito que por causa do terreno úmido, eles encontraram uma forma de permanecer e se espalhar, estão por todos os lugares, mas geralmente saem no final da tarde ou à noite” afirmou.

Segundo o designer, de dois anos para cá, foi possível perceber uma reprodução maior da espécie. Ainda de acordo com ele, é preciso sempre limpar o terreno para evitar que o animal se reproduza em grande escala.

A população afirma que é possível, em determinados períodos inusitados, se deparar com caramujos nas paredes das escolas e também nos postos de saúde da região. Alguns moradores se dizem preocupados por causa do risco da contaminação.

“Devido aos locais inusitados em que eles aparecem, temos medo do contato que os caramujos podem ter com as crianças, que por não terem noção do perigo, pegam o animal com a mão. O contato com a boca é quase inevitável”, afirmou o morador da Praia da Eva, Pedro João, de 53 anos. 


Prevenção - O uso de sal no combate do caramujo é considerado ineficaz e há alerta para que não se permita o contato dele com crianças. O caramujo pode contaminar o ser humano por hortaliças ou verduras lavadas sem higienização correta. Por isso, os alimentos precisam ser reservados na água sanitária por até 30 minutos na medida de uma colher de sopa para um litro de água antes do consumo. É preciso evitar contato com animal e estar com proteção nas mãos, que podem ser luvas ou sacos plásticos.

25 fevereiro 2013

Número de casos de dengue quase triplica no país

Do UOL
Em São Paulo

Dados divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Ministério da Saúde mostram que o número de casos de dengue no início deste ano quase triplicou em relação ao mesmo período de 2012. Foram registrados, até o dia 16 de fevereiro, 204.650 mil casos, contra 70.489 notificados em 2012, o que representa um aumento de 190%.

O número de casos graves e de mortes, no entanto, apresentou redução. Trinta e três pessoas morreram em decorrência da doença até agora, contra 41 no ano passado. E foram 324 ocorrências graves da doença, contra 577 no ano passado.

O secretário de vigilância em saúde do ministério Jarbas Barbosa ressaltou que maioria das mortes por dengue é de pessoas com comorbidades, ou seja, que possuem doenças como diabetes, cardiopatias e pneumopatias, entre outras.

Total de mortes por dengue (até 16 de fevereiro)


Região/Ano    2010   2011   2012   2013
Norte    19   22    5 1
Nordeste    11   38   19 4
Sudeste    49   32    8 8
Sul     3   9    0 3
Centro-Oeste    64   8    9 17

A principal causa do aumento de casos, segundo Barbosa, é a circulação do vírus tipo 4 (DENV-4), que agora circula em municípios grandes, como Goiânia, Campo Grande e Uberaba, entre outros. A presença do novo subtipo aumenta o risco de infecção, já que a maioria dos brasileiros não desenvolveu imunidade contra ele. De acordo com o secretário, o DENV-4 corresponde a 52,6% das amostras analisadas no país.

O ministro da Saúde Alexandre Padilha mencionou, ainda, a ocorrência maior de chuvas em certos municípios. Ele também chamou a atenção para os prefeitos que acabaram de assumir seus cargos para a importância da continuidade das ações contra a doença. "É fundamental que os novos prefeitos assumam a responsabilidade de combater a dengue em seus municípios."

Oito Estados concentraram quase 85% do total de casos: Mato Grosso do Sul (42.015 casos), Minas Gerais (35.334), Goiás (27.376), São Paulo (21.691), Rio de Janeiro (14.838), Paraná (12.040), Mato Grosso (10.765) e Espírito Santo (9.013).

Epidemia

Considerando que o critério para se definir uma epidemia é a incidência de 300 casos para 100 mil habitantes, são cinco os Estados que se encontram nessa situação: Mato Grosso do Sul, Goiás, Acre, Mato Grosso, Tocantins e Espírito Santo. A incidência média do país é de 105,5 casos por 100 mil.

Segundo o Liraa (Levantamento de Índice de Infestação por Aedes aegypti), também divulgado hoje, 267 municípios estavam em situação de risco para dengue em janeiro, 487 em situação de alerta e 238 em situação satisfatória. O secretário de vigilância em saúde lembrou, no entanto, que a pesquisa é um retrato do momento e a situação pode se modificar rapidamente de satisfatória para de risco.

Por região, a maior concentração das larvas do mosquito em reservatórios de água ocorreu no Nordeste, com 76,2%. Por outro lado, foi na Região Sudeste onde se concentraram os maiores focos em depósitos domiciliares, com 63,6%. O levantamento contou com número de municípios 29% maior este ano.

Quanto às capitais, o Liraa de janeiro apontou situação de risco em Palmas (TO) e Porto Velho (RO); de alerta em Belém (PA); Manaus (AM); Rio Branco (AC); Aracaju (SE); Fortaleza (CE); Maceió (AL); Recife (PE); Salvador (BA); São Luís (MA); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); Brasília (DF); Campo Grande (MS) e Goiânia (GO). Já Boa Vista (RR); João Pessoa (JP) e Teresina (PI) apresentaram índice satisfatório.

Casos e incidência de dengue (até 16 de fevereiro)

  • Arte/UOL