01 fevereiro 2013

Inundações deixam cerca de 70 mortos em Moçambique

AFP

MAPUTO, 01 Fev 2013 (AFP) - Sessenta e oito pessoas morreram nas piores inundações em uma década em Moçambique, enquanto as chuvas atingem com mais força o norte do país, indicou a ONU nesta sexta-feira.

"Segundo dados que nos foram comunicados pelo governo, o número de mortos desde 12 de janeiro é de 68", declarou à AFP Patrícia Nakell, porta-voz da ONU.

Sete pessoas perderam a vida nesta sexta, acrescentou.

Um registro anterior apresentado em 30 de janeiro indicava 55 mortos.

Mais de 180.000 pessoas estão deslocadas em razão das inundações que devastaram o sul de Moçambique há alguns dias. Essas inundações afetaram principalmente a província de Gaza, atingida pela cheia do rio Limpopo.

O aumento dos níveis de rios moçambicanos provocou um êxodo para áreas mais altas, onde as agências humanitárias instalaram abrigos provisórios para os refugiados.

Na terça-feira, o Exército foi convocado para atuar no sul do país.

As inundações atuais são as mais fortes em Moçambique desde das que deixaram cerca de 800 mortos em 2000.

31 janeiro 2013

Rio tem mais de seis mil casos de suspeita de dengue

Correio do Brasil
Por Redação, com agências - do Rio de Janeiro

Em janeiro foram registrados 6.131 casos de suspeita de dengue em todo o Rio de Janeiro. Na capital, um levantamento feito pela Prefeitura mostra que 70% dos focos do mosquito estão dentro das casas, em pratinhos de plantas, garrafas, lixo e caixas d’água. Segundo o coordenador de combate à dengue Marcus Vinícius Ferreira, há lugares que podem abrigar focos do mosquito e que não são visíveis. “O mosquito é muito traiçoeiro. E nessa época de chuvas, em que esses depósitos de água parada ficam expostos, as pessoas acabam não indo muito ao local para acabar com aquele depósito, por isso, ele se torna mais perigoso”, disse o coordenador.

De acordo com informações do portal G1, no Estado do Rio, as cidades da região Norte estão em alerta. Em Campos, por exemplo, os casos de dengue aumentaram 408%. Em Itaperuna a situação já é de epidemia. Dentro de casa é preciso ter atenção na cozinha, principalmente embaixo da pia por causa do sifão. Se houver um vazamento, que não seja visível, pode se formar um depósito em qualquer panela ou recipiente que esteja embaixo da pia. Nesse depósito o mosquito pode colocar seus ovos, e dali se transformar num foco.

O coordenador aconselha aos moradores que durante a semana, durante dez minutos, façam uma vistoria em todos os ambientes da casa, principalmente em locais onde não se está acostumado a ir. Segundo ele, isso já ajuda bastante. Na Baixada Fluminense, a população teve ter ainda mais atenção. Principalmente por causa do período das chuvas e dos problemas de falta de coleta de lixo em alguns municípios da região. Existe ainda a preocupação com as subnotificações dos casos, neste período de mudança de governo.

A Secretaria estadual de Saúde informou que já foram montados centros de hidratação no Norte Fluminense, na Baixada Fluminense, e em Rio das Ostras, na Região dos Lagos, prevendo ter de atender um número maior de vítimas. O que é preciso fazer para evitar fogos dentro de casa: manter a caixa d’água totalmente vedada, remover folhas, galhos e tudo que possa acumular água nas calhas e ralos, vedar galões, tonéis, poços, tambores e barris de água para consumo, guardar os pneus sem água e em lugares cobertos e garrafas devem estar vazias e sempre com a boca para baixo. Também é preciso manter ralos limpos e com uma tela para não formar criadouros, verificar se as bandejas de ar-condicionado estão limpas e sem acúmulo de água. Bandejas de geladeira também podem se tornar criadouros para o mosquito.

29 janeiro 2013

França realiza testes de vacina contra o HIV em humanos

AFP
Em Marselha

Testes clínicos de uma vacina contra a Aids vão começar em algumas semanas em Marselha, sul da França, com 48 voluntários soropositivos, dando uma nova esperança na luta contra o vírus, anunciou nesta terça-feira (29) o professor Erwann Loret, ressaltando a necessidade de se manter cautela.

"Não é o fim da Aids", ponderou o cientista no início da experiência, embora a esperança seja a de se conseguir substituir os coquetéis de antirretrovirais, cujos efeitos colaterais costumam ser bastante incômodos, por uma injeção.

"De 25 a 26 testes com vacinas" anti-HIV são realizados no mundo atualmente, estimou o professor Jean-François Delfraissy, diretor da francesa Agência Nacional de Pesquisas sobre a Aids (ANRS).

"É preciso ser prudente com as mensagens que transmitimos aos pacientes e ao grande público", declarou durante uma coletiva por telefone.

"O alvo é uma proteína denominada Tat" (transativador de transcrição viral), acrescentou o professor Erwann Loret, que apresentou em um hospital de Marselha o teste clínico autorizado em 24 de janeiro pela Agência Nacional de Segurança do Medicamento (ANSM).

Nos soropositivos, esta proteína desempenha o papel de "guarda-costas das células infectadas", explicou o professor. Logo, o organismo não consegue nem reconhecê-la, nem neutralizá-la, o que a vacina testada quer reverter.

Quarenta e oito pacientes soropositivos e em tratamento com coquetéis participaram do estudo. Os testes começarão em algumas semanas, prazo para selecionar os voluntários, explicar-lhes os riscos da experiência e obter seu consentimento.

Os primeiros esboços de resultados são aguardados para daqui a cinco meses.

Os pacientes serão vacinados três vezes, com um mês de intervalo entre cada dose. Em seguida, eles deverão suspender o tratamento com coquetéis durante dois meses.

"Se, após estes dois meses, a viremia (taxa de vírus no sangue) for indetectável", então o estudo terá cumprido os critérios estabelecidos pela OnuAids, explicou o professor Loret.

Em caso de sucesso, 80 pessoas participarão de testes, a metade delas tomando a vacina e a outra, um placebo.

Será preciso, então, vários anos para saber se a vacina constitui ou não um avanço.

Para Marie Suzan, presidente regional da AIDES, associação francesa de combate à Aids, é sábio "aguardar para ver no que vai dar" a pesquisa.

Em 2011, 34 milhões de pessoas viviam no mundo com HIV e 2,5 milhões foram contaminadas. Desde que foi descoberto, o vírus causou, até hoje, mais de 30 milhões de mortes e estima-se que a cada ano, 1,8 milhão de pessoas morra de HIV/Aids, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).