Estação brasileira na Antártida ressurgirá das cinzas

EFE 

A estação científica do Brasil na Antártida ressurgirá de suas cinzas nos próximos meses com a reconstrução das instalações destruídas por um incêndio no ano passado, onde abrigarão pesquisas sobre mudanças climáticas.

A construção do novo complexo está avaliada entre R$ 70 milhões e 100 milhões, afirmou à Agência Efe Emerson Vidigal, um dos arquitetos da empresa Estúdio 41, encarregada do projeto.

Com mais de 4.500 metros quadrados, 17 laboratórios e uma área de alojamento com capacidade para 64 pessoas, a nova Estação Antártica Comandante Ferraz, localizada na ilha do Rei Jorge, começará a ser construída a partir do próximo verão 2013-2014.

Rodeada apenas pela natureza e submetida a condições climatológicas hostis, a nova base contará com uma estação de laboratórios muito "mais equipados e modernos" que os anteriores para facilitar a tarefa dos pesquisadores no continente branco.

"As pesquisas científicas nesta região são de indubitável importância para entender o funcionamento da Terra. São essenciais para esclarecer as complexas interações entre os processos naturais globais e da Antártida", disse à Efe o capitão da Marinha, Geraldo Juaçaba.

O projeto combina a resposta às exigências científicas da base e o respeito ao meio ambiente.

Um incêndio registrado em 2012, no qual morreram dois militares, destruiu 70% da antiga base, incluindo o edifício principal, onde estava situada a residência. O fogo consumiu parte dos laboratórios e, com isso, todo o material para estudos recolhido no verão anterior e que deveria servir de base para pesquisas durante o ano.

Se tudo acontecer segundo o previsto, os pesquisadores brasileiros poderão retornar então a este inóspito local para tentar compreender mais de perto as pautas da mudança climática, cujas consequências estão provocando o degelo de parte das geleiras da Antártida e o aumento do nível do mar.



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