Biotecnologia desenvolvida por empresa brasileira é destaque no empreendedorismo mundial

Agentes biológicos podem se unir aos pesticidas e aos organismos geneticamente modificados na luta contra pragas

Equipe eCycle

A empresa brasileira Bug Agentes Biológicos, baseada em Piracicaba-SP, foi escolhida pelo Fórum Econômico Mundial como uma das 36 startups pioneiras em tecnologia no mundo, em 2013. Em 2012, a revista Fast Company já havia apontado a Bug como uma das 50 companhias mais inovadoras do ano.

A empresa vende agentes de controle biológico que atacam pragas de plantações. Geralmente, os predadores vendidos atacam os ovos das pragas impedindo que estas se desenvolvam e causem prejuízos à colheita. Esse serviço preenche um grande vazio na agricultura brasileira e tem potencial para ser adotado por lavouras mundo afora. Isso porque o Brasil está entre os maiores usuários de pesticidas no mundo, mas está usando agentes químicos mais fracos para causar menos danos ao meio ambiente, o que diminui a produtividade do cultivo.

A única alternativa existente e aprovada pelos ministérios do país é o uso de agentes biológicos para proteger grandes culturas. O uso de biotecnologia para equilibrar a relação entre praga e predador, que é justamente o que a empresa faz, é mais amigável ao meio ambiente do que o uso de pesticidas químicos.

Para evitar riscos de que espécies não-nativas ataquem espécies não-alvo, a empresa visita o campo onde será aplicado o controle biológico e identifica um parasita ou predador natural dos ovos da praga a ser combatida. Essa espécie é escolhida como o agente de defesa da plantação. A empresa então usa um processo secreto para produzir em massa o agente selecionado e envia o produto para o cliente através de um mecanismo de entrega patenteado.

O relatório do Fórum Econômico Mundial diz que o controle biológico do tipo desenvolvido pela Bug pode se tornar o terceiro pilar na busca por uma agricultura mais segura e produtiva. Os outros dois pilares envolvem medidas polêmicas: uso de pesticidas químicos e de sementes geneticamente modificadas.

Fontes: Agência Fapesp e Fórum Econômico Mundial



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