Após tremor que matou centenas, novo abalo atinge sudoeste do Paquistão

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Um tremor de magnitude 6,8 atingiu neste sábado a Província do Baluchistão, no sudoeste paquistanês, mesma região que sofreu um terremoto na última terça (24). O primeiro tremor, de magnitude 7,7, e os abalos secundários dos últimos quatro dias deixaram centenas de mortos no país.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o tremor secundário aconteceu por volta das 12h34 locais (4h34 em Brasília), a 150 km da cidade de Khuzdar, com profundidade de 18 km. O epicentro deste abalo fica a 30 km do local onde ocorreu o terremoto de terça-feira.

Em entrevista à televisão paquistanesa, o chefe de meteorologia do Paquistão, Arif Mahmood, afirmou que o tremor deste sábado foi uma réplica. No entanto, o diretor nacional de Vigilância Sísmica do país, Zahid Rafi, disse que era um novo terremoto. O Serviço Geológico dos EUA não se pronunciou a respeito.

O novo abalo causou danos graves às casas da Província do Baluchistão, já afetadas pelo primeiro terremoto. Autoridades locais afirmam que mais 12 pessoas morreram e sete ficaram feridas neste novo tremor, que afetou as operações de resgate em áreas isoladas da região.

O tremor deste sábado fez com que os pacientes do hospital de Awaran, cidade próxima ao epicentro, feridos na terça-feira fossem retirados às pressas. O terremoto foi sentido em Karachi, no sul paquistanês, e em Quetta, capital do Baluchistão.

A Província é a maior do país em território, mas é a que tem a menor população. O terreno acidentado e a falta de estradas em boas condições dificultam o resgate. Outro agravante é a ação de tribos vinculadas ao Taleban e à rede terrorista Al Qaeda, que impedem a chegada das equipes de resgate a algumas cidades.

Na quinta (26), vários foguetes foram disparados contra o helicóptero do chefe dos serviços de emergência paquistaneses, que sobrevoava as regiões atingidas pelo terremoto. As autoridades acusam os rebeldes de bloquear o transporte de ajuda a seus redutos, em especial o vilarejo de Mashkey, um dos mais afetados.

Oficialmente, o governo paquistanês confirma 359 mortes desde terça em decorrência dos abalos sísmicos. No entanto, a contagem ainda é confusa, já que as autoridades locais divergem das nacionais e das equipes de resgate.



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