13 setembro 2012

Pesquisadores usam cinza de carvão para reduzir impacto ambiental de efluentes

Correio do Brasil
Por Redação, com ABr - do Rio de Janeiro

Pesquisadores do Centro de Tecnologia Mineral (Cetem), do Ministério da Ciência e Tecnologia, estão aplicando cinzas de carvão mineral no tratamento de metais de efluentes aquosos que podem alcançar corpos hídricos, de forma a reduzir o impacto no meio ambiente.

- Uma das preocupações que a gente tem aqui é minimizar os impactos ambientais, fazendo um trabalho em duas frentes: buscar a redução da quantidade de efluentes líquidos gerados e fazer o tratamento desses efluentes que contêm metais em solução – disse à Agência Brasil o chefe do Serviço de Tecnologias Limpas do Cetem, Paulo Sérgio Moreira Soares.

Ele explicou que é feito primeiro um tratamento químico sobre os efluentes. Na segunda etapa do tratamento, um dos métodos possíveis para fazer a remoção dos metais pesados é utilizar cinzas da queima do carvão mineral. “Os metais ficam retidos nas cinzas”. O objetivo é que os efluentes finais não tenham uma concentração de metais superior à permitida pela Resolução nº 357 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) para o lançamento de efluentes em corpos líquidos, informou o pesquisador.

Moreira Soares disse que o uso dessas cinzas no tratamento de efluentes aquosos ficou mais atraente. Há minerações de carvão geralmente próximas das instalações que utilizam o carvão e produzem cinzas como rejeito sólido da operação”. As usinas termelétricas, por exemplo, queimam carvão para gerar energia elétrica.

Ele esclareceu que as cinzas de carvão têm a propriedade, quando colocadas na segunda etapa de tratamento, de remover os metais que ainda restam, depois que os efluentes passaram por uma etapa primária de tratamento. “As cinzas têm a vantagem de capturar os metais, impedindo que os efluentes aquosos alcancem o corpo hídrico com a presença desses metais”, lembrou. As cinzas do carvão, se não forem usadas para reduzir o impacto ao meio ambiente, são descartadas ou aplicadas na indústria de cimento.

O trabalho do Cetem com o uso ambiental das cinzas obteve a patente Processo para Remoção de Manganês e Outros Metais Presentes em Baixas Concentrações em Efluentes Industriais, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). A patente foi expedida no dia 24 de julho deste ano.

Soares observou, entretanto, que nada impede que as cinzas de carvão mineral sejam usadas para o tratamento de efluentes líquidos em outras instalações, além de minerações. Atividades como as indústrias químicas, minerais e metalúrgicas podem também se beneficiar do processo, “desde que seja economicamente viável pelo transporte das cinzas para outro local”, salientou. A aplicação do produto se dá no local onde haja efluentes gerados pela queima de carvão mineral, explicou. Uma indústria instalada próximo de onde a cinza é gerada tem maior economicidade no processo.

Os pesquisadores do Cetem estão se dedicando agora à modificação química das cinzas de carvão para que elas possam ser ainda mais eficientes na captura dos metais pesados nos efluentes. A ideia, sustentou Soares, é “otimizar esse processo”. Ele pretende buscar uma patente dessa nova fase do trabalho até o fim do ano.

09 setembro 2012

Ecologia nas Estradas

Guia do Trânsito

Conheça o Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia nas estradas com sede em Minas Gerais. Eles avaliam os impactos ambientais causados pela abertura de novas rodovias e propõem soluções.

Coleta subterrânea vai ser estendida em SP

Agência Estado
Em São Paulo

A tampa abre e o saco de lixo cai a 3 metros de profundidade. A sujeira some da calçada, sem deixar vestígio nem cheiro, e ainda reduz o número de viagens do caminhão da coleta. Em três endereços da capital, essa realidade faz parte do cotidiano de moradores e comerciantes e até dezembro deve chegar a outras 27 localidades. O sistema subterrâneo está em testes, mas já agrada.

Nas ruas, só dá para ver a lixeira. Instalada debaixo da calçada, a coleta é acionada por um cartão magnético. Basta aproximá-lo do sensor para ter acesso ao contêiner, com capacidade para até 20 toneladas. Totalmente velado, pode ser usado a qualquer hora do dia e da noite. Mas o acesso é restrito. Apenas usuários cadastrados como participantes do projeto têm autorização para abrir e "carregar" os contêineres. Os cartões são pessoais e intransferíveis e servem apenas para o recipiente cadastrado.

Instalado de forma pioneira para atender 150 famílias de um conjunto habitacional em Parada de Taipas, na zona norte, o modelo está em uso também no Mercado Municipal e na Avenida Rebouças. Em outubro, será levado a uma comunidade carente do Jaguaré, na zona oeste. Depois, deve seguir para os Jardins, bairro da zona sul que já dispõe de contêineres de superfície para acondicionar o lixo.

O sistema de coleta mecanizada - seja ele subterrâneo ou de superfície - tende a crescer. Previsto em contrato, deverá ter capacidade para armazenar no mínimo 165 mil toneladas de lixo até o fim de 2019. Segundo a Loga, concessionária responsável pelos testes, os dois modelos têm capacidade para fazer a seleção de lixo orgânico e reciclável. Por enquanto, os recipientes subterrâneos maiores, chamados de bigtainer, não oferecem a opção de separar o material reciclável. Os menores, classificados como sidetainer, já são fabricados para isso, com dois recipientes individuais. Em São Paulo, estão instalados na Avenida Rebouças. Nas próximas etapas do projeto, haverá a possibilidade de ofertar recipientes específicos para papel, plástico, vidro e metal.