13 abril 2012

Anistia a desmatador é prorrogada pela 4ª vez

TÂNIA MONTEIRO e RAFAEL MORAES MOURA – O Estado de SP

A presidente Dilma Rousseff prorrogou por mais 60 dias o decreto que impede multas e sanções a desmatadores e a produtores que não aderirem a programas de regularização ambiental.

É a quarta vez que o decreto que anistia desmatadores é prorrogado pelo governo. A última prorrogação foi de quatro meses, assinada em dezembro. O prazo de anistia venceu ontem. O decreto será publicado em edição extra do Diário Oficial.

A prorrogação foi necessária para aguardar, mais uma vez, a votação do Código Florestal, emperrada na Câmara. Ontem, mais uma reunião de negociação sobre o Código foi realizada no Planalto, com a ministra-chefe das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, das Cidades Agnaldo Ribeiro, da Agricultura, Mendes Ribeiro. Após a reunião, o relator do novo Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), defendeu a prorrogação do decreto. "É absolutamente necessária. Senão você deixa ao Brasil inteiro vulnerável."

Piau também disse que será possível votar o texto na Câmara no dia 24. "O ponto alto é que temos de achar um caminho de entendimento, um acordo que pode ser a posteriori. Isso é importante para buscar os caminhos de proteger o pequeno (produtor)", disse o deputado, ao deixar o Planalto.

Brasil será sede de evento mundial que ocorrerá em junho e tem como objetivo promover consciência ambiental

Scientific American Brasil

 

Em 2012 o Brasil será sede das celebrações globais do Dia Mundial do Meio Ambiente (WED, na sigla em inglês), um evento que acontece mundialmente todo dia 5 de junho, desde 1972, e tem como objetivo ser o maior e mais comemorado dia de ações positivas pelo meio ambiente. O tema deste ano: “Economia Verde: Ela te inclui?” convida o mundo a avaliar onde a Economia Verde está no dia a dia de cada um e estimar se o desenvolvimento, pelo caminho da Economia Verde, abrange os resultados sociais, econômicos e ambientais necessários em um mundo de 7 bilhões de pessoas, que deve chegar a 9 bilhões de pessoas em 2050.

O WED 2012 enfatizará o modo como ações individuais podem ter um impacto exponencial, com uma variedade de atividades que vão desde uma maratona até mutirões de limpeza, competições entre blogueiros, exibições, seminários e campanhas nacionais e internacionais. Para participar basta ter iniciativas sustentáveis como organizar um mutirão de limpeza em sua vizinhança, parar de usar sacolas plásticas, plantar uma árvore, usar mais bicicleta e incentivar a coleta seletiva em seu bairro.

Três semanas após o WED, o Brasil receberá a Rio+20, quando líderes mundiais e nações se reencontrarão para desenhar um futuro que faça do desenvolvimento sustentável uma prática bem-sucedida – um futuro que pode fazer crescer economias e gerar trabalhos decentes sem pressionar os limites do planeta. (Da redação)

Informações: http://www.unep.org/portuguese/wed/ e https://www.facebook.com/events/262732120486912/.

09 abril 2012

Bahia enfrenta pior seca dos últimos 30 anos

Band

Já são quase metade dos municípios em estado de emergência. O Ministério da Integração Nacional anunciou a liberação de R$10 milhões contra a estiagem no Estado.

08 abril 2012

Odor de ovo podre do rio pode causar enjoo e dor de cabeça

Mais forte em dias quentes, o mau cheiro é resultado do esgoto em decomposição, explica professor da USP

Com o passar do tempo, as pessoas podem se acostumar, mas os efeitos à saúde continuam os mesmos 


EDUARDO GERAQUE
RICARDO GALLO

DE SÃO PAULO - FOLHA DE SP

Sem conseguir despoluir o rio Pinheiros, o governo de São Paulo decidiu apostar em outra frente: acabar com o cheiro de ovo podre do rio - uma espécie de cartão postal às avessas da cidade.


O mau cheiro incomoda quem trabalha e vive na vizinhança, uma das áreas mais nobres da capital paulista e alvo do mercado imobiliário.

Onipresente, o fedor chega à marginal Pinheiros, à linha de trem e à ciclovia que beiram o rio e, por exemplo, ao shopping Cidade Jardim.

Em fevereiro, um grupo de trabalho da Secretaria de Estado Meio Ambiente convidou empresas a apresentar soluções para o problema.

O relatório com as tecnologias, em fase de compilação, será entregue ao secretário Bruno Covas em um mês. Em seguida, irá para o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

PROPOSTAS

Entre as propostas há três soluções, segundo Zuleica Perez, líder do grupo de trabalho. A primeira são as microbiológicas, em que pequenos organismos "comem" o esgoto na água. A segunda é o uso de produtos químicos, tal qual o adotado em piscinas.

Medidas não tradicionais formam o último grupo: entre elas, mover a água do rio de um lado para o outro - como nos canais de Amsterdã - o que ajudaria a oxigenar a água e dissipar o mau cheiro.

O Tietê, aliás, é menos fedorento que o Pinheiros justamente por isso: no primeiro, as águas se movimentam mais. No Pinheiros, ficam praticamente paradas.

O governo do Estado não sabe quanto custará executar o projeto escolhido.

Ex-secretária do Meio Ambiente, Stela Goldenstein diz haver técnicas "plausíveis" que podem eliminar o mau cheiro em "meses". Ela dirige a Associação Águas Claras do Rio Pinheiros, ONG bancada por oito grandes empresas vizinhas ao rio, como Santander, TV Globo e escritório Pinheiro Neto Advogados.

A entidade acompanha a iniciativa do governo.

FEDOR

Mais forte em dias quentes, o fedor é culpa do esgoto em decomposição no rio, diz Pedro Mancuso, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP. O odor, afirma, é causado pelo gás sulfídrico.

A exposição ao gás causa dor de cabeça, náuseas e até desmaios. E, dada a lotação da margem do rio, o que não falta é gente no entorno do rio para sofrer. "Naquela região, o cheiro não incomoda apenas quem está ali na beirada; quem trabalha na Berrini, por exemplo, pode até ter dores de cabeça e não associar uma coisa a outra."