09 fevereiro 2012

Emissário do Comperj pode afetar praias de Niterói

Através da estrutura, resíduos industriais do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro chegariam até o mar de Itaipuaçu e possíveis de impactos ambientais despertam polêmica

Lívia Neder - O Fluminense

A polêmica sobre a implantação do emissário submarino do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Maricá, também está gerando polêmica de Niterói. O fato de nenhuma audiência pública ter sido agendada para apresentar o projeto à população niteroiense é criticado por representantes da sociedade civil, que acreditam que possíveis impactos ambientais causados pelo duto atingiriam praias da Região Oceânica, como Itacoatiara e Itaipu, vizinhas à praia de Itaipuaçu.

De acordo com o subchefe da Divisão Ambiental do Clube de Engenharia, Wagner Fia, um projeto desse porte deveria ter uma discussão mais ampla.

“Os dejetos serão lançados muito perto da Praia de Itaipuaçu e, por se tratar de resíduos industriais, mesmo que tratados, podem impactar a biodiversidade marinha de Maricá e de Niterói”, acredita. 

 
Para o assessor de Meio Ambiente do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), Adacto Otoni, pontos do Relatório de Impacto ao Meio Ambiente (Rima) revelam que a qualidade dos efluentes químicos que serão despejados, mesmo que tratados, não é segura.

“A página 54 do Rima diz que se esse efluente do Comperj fosse despejado na Baía de Guanabara levaria a uma degradação de grande intensidade. Ora, se iria impactar a Baía de Guanabara, que já é poluída, imagina o mar de Maricá e toda a biodiversidade presente. Alertamos ao Inea que seja reavaliado o tipo de tratamento que será dado aos efluentes químicos e que invistam em tecnologias mais rigorosas para gerar menos riscos”, argumentou.

Licenciamento – O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, declarou que, em vista das questões levantadas, o Inea poderá ou não dar a licença, ou poderá conceder a licença colocando condições mais restritivas, obrigando maior proteção ambiental.

“Todos os pontos levantados serão analisados e todas as sugestões mais fundamentais serão incorporadas”, afirmou. Procurada, a Petrobras não se pronunciou sobre o assunto.

Nevasca na Europa já provocou mais de 360 mortes

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Já foram registradas mínimas de 40 graus abaixo de zero. Com as aulas canceladas por causa do tempo, as crianças se divertem na neve. 

Cidades brasileiras enfrentam fortes ondas de calor

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Com temperatura de quase 40 graus, as praias do Rio de Janeiro ficaram lotadas. Alguns comerciantes foram beneficiados pelo calor.

Frio deixa mais de 450 mortos na Europa

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O inverno rigoroso que atinge a Europa provocou a morte de mais de 450 pessoas. A previsão é de que o frio intenso continue até a semana que vem.

08 fevereiro 2012

Cientistas russos alcançam lago antártico com água mais antiga do planeta

Localizado a cerca de 3.760 metros sob gelo, o lago Vostok ficou escondido por milhões de anos
 
EFE - O Estado de SP

 
Cientistas russos alcançaram depois de mais de três décadas de trabalhos de perfuração na Antártida o lago Vostok, a cerca de 3.760 metros sob o gelo e abriga a água mais pura e antiga do planeta.

"Finalmente conseguimos ultrapassar a camada de gelo que cobre o lago", disse nesta terça à Agência Efe um porta-voz do Instituto de Pesquisas Árticas e Antárticas, com sede em São Petersburgo.


Os cientistas retomaram há mais de um mês a escavação do gelo, a uma razão entre 1 e 4 metros por dia, que cobre o Vostok, lago que ficou escondido durante milhões de anos.


"Talvez essa seja a água mais pura e antiga do planeta. Não temos provas diretas, mas dados de que a superfície deve ser estéril, embora no fundo do lago haja formas de vida como termófilos e extremófilos (microorganismos que vivem em condições extremas)", indicou Valery Lukin, o chefe da expedição russa.


Segundo Lukin, os resultados da perfuração do lago antártico serão fundamentais para o estudo da mudança climática na Terra nos próximos séculos, já que o Vostok é uma espécie de termostato isolado do resto da atmosfera e da superfície da biosfera há milhões de anos.


O chefe da expedição destacou que a equipe "sabe com toda certeza que o Vostok abriga água desde que alcançou a profundidade de 3.583 metros, já que a partir daí o gelo se forma não a partir da neve, mas da evaporação da água".


Com cerca de 300 quilômetros de comprimento, 50 de largura e quase 1 mil metros de profundidade em algumas áreas, o Vostok é uma massa de água doce em estado líquido que está no epicentro do sexto continente, como a Antártida é conhecida.


O Vostok tem uma superfície de 15.690 quilômetros quadrados, similar à do Baikal, a maior reserva de água doce do mundo, e é o maior lago subterrâneo entre os mais de 100 que existem debaixo do gelo antártico.


Descoberto em 1957 por cientistas soviéticos, foi incluído na lista dos achados geográficos mais importantes do século 20.

07 fevereiro 2012

Onda de frio siberiano deixa 360 mortos na Europa

AFP
Em Kiev (Ucrânia)

A onda de frio siberiano que atinge a Europa há cerca de dez dias causou novas vítimas que elevam o registro de mortos por hipotermia a por volta de 360, sem contar com as mortes causadas por acidentes em estradas, por aquecedores defeituosos ou inundações pelo derretimento da neve.

O leste do continente pagou o preço mais alto nas últimas 24 horas, com nove mortos pelo frio na Polônia, segundo a polícia, fazendo o número chegar a 62 desde 27 de janeiro.


A maioria das vítimas era de sem-teto ou estava embriagada. Também houve vários incêndios e intoxicações por monóxido de carbono, devido a aquecedores em mau estado.

Na Ucrânia, 135 pessoas morreram desde que começou a onda de frio, quatro delas no domingo, informou o ministério de situações de emergência.


O diretor do departamento de resgate do ministério, Grigori Martchenko, informou que desde 27 de janeiro, 85.000 pessoas se dirigiram aos 3.300 postos de assistência onde podem se aquecer e comer comida quente.


Na Lituânia, doze pessoas morreram de frio durante o fim de semana, aumentando para 23 o número de vítimas fatais, informou nesta segunda-feira o serviço de socorro.


Os últimos números disponíveis davam conta de pelo menos 10 mortos na Letônia e um na Estônia.


Na República Tcheca, a onda de frio deixou pelo menos 23 mortos. Na Eslováquia foi registrado pelo menos um.


Na Bulgária, oito pessoas morreram afogadas na segunda-feira em inundações provocadas pelo derretimento da neve no sul do país, perto da fronteira com a Turquia.


Para os próximos dias, a Bulgária prevê importantes tempestades de neve e temperaturas de até 17 graus Celsius negativos. Dez pessoas morreram por causa do frio no fim de janeiro.


Na Hungria, doze pessoas morreram nos últimos três dias, anunciaram nesta segunda-feira as autoridades em Budapeste.


Na Romênia, o número de pessoas afetadas pela onda de frio chegou na segunda-feira a 36 mortos, segundo o Ministério da Saúde. O ministério da Educação anunciou que as escolas ficarão fechadas na terça e na quarta-feira em onze departamentos (estados) e em Bucareste.


Nos Bálcãs, o número de mortos chegou a 18 nesta segunda-feira: dez na Sériva, três na Croácia, três na Bósnia, um em Montenegro e um na Macedônia.


A Sérvia decretou na noite de domingo "situação de emergência" por causa do frio e da neve. Setenta mil sérvios de povoados isolados estavam isolados do mundo e 5.000 km de estradas permaneciam fechados.


Na Itália, o balanço era de 21 mortos nesta segunda. As temperaturas continuavam muito baixas no norte, registrando 10 graus Celsius negativos em Milão, enquanto a neve caiu nos arredores de Nápoles, no sul.


Esta tarde, 29 mil lares estavam sem eletricidade, quase todos na região de Roma, onde foi decretado estado de catástrofe natural e o alerta meteorológico foi mantido até a sexta-feira.


O fantasma de um grave apagão elétrico pairava nesta segunda-feira sobre a França, especialmente no sudeste mediterrâneo e na Bretanha (oeste). O número de mortos pela onda de frio no país era de quatro pessoas.


A Suíça registrou na noite de domingo um novo recorde de frio para este ano, com temperatura de 35,1°C negativos em Samedan, no cantão de Grisons, no leste do país, segundo o serviço meteorológico nacional.


O frio na Suíça causou transtornos no tráfego ferroviário. As linhas de trem ficaram bloqueadas e tiveram que ser esquentadas com aquecedores, o que provocou vários atrasos.


No Reino Unido, o tráfego aéreo voltou quase à normalidade em Heathrow, principal aeroporto europeu, onde a neve causou o cancelamento de quase a metade dos 1.300 voos previstos no domingo.


A onda de frio também chegou ao norte da África. Na Argélia, a neve e o mau tempo provocaram desde a sexta-feira a morte de 19 pessoas.


Na Tunísia foram registradas nevascas no noroeste e nas regiões do Interior, isolando povoados e interrompendo estradas, mas não houve vítimas.

Paraíba anuncia projeto para recuperar "parque dos dinossauros" brasileiro

Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió

Considerado o maior reduto de pegadas de dinossauros do Brasil, a cidade de Sousa, encravada no sertão paraibano, abriga um parque que resguarda vestígios da vida dos animais pré-históricos no país. Desconhecido de boa parte do público brasileiro, o Vale dos Dinossauros possui um extenso acervo paleontológico e vai receber investimentos para recuperar a atual estrutura precária. A ideia também é envolver a população para levar aos quatro cantos a fama de "parque dos dinossauros" brasileiro.

Na última semana, o governo do Estado, em parceria com a Petrobras, anunciou uma ampla reforma na estrutura do Vale dos Dinossauros. Além das melhorias estruturais previstas no projeto, também foi anunciado que parte dos recursos – que somam R$ 1,2 milhão -- será destinada em cursos e capacitação para que moradores do município possam viver em função do turismo local.


Pegadas

O projeto de revitalização do parque inclui capacitações nas áreas de paleontologia e identificação de pegadas de dinossauros, artesanato em fibra de bananeira, cerâmica, réplicas, serigrafia, educação patrimonial, fotografia, arte culinária e educação ambiental. Para treinar os interessados, instituições como o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e a Secretaria Estadual de Educação já foram convocadas.

“A população será a principal parceira. As pessoas vão ter a oportunidade de fazer vários cursos e participar diretamente da vida do Vale, fazendo camisetas, vendendo miniaturas, tirando fotos, trabalhando em função dos dinossauros, sabendo identificar pegadas. A ideia é realmente transformar a cidade no parque dos dinossauros brasileiro, com as pessoas envolvidas nesse processo”, afirmou ao UOL o diretor do Vale dos Dinossauros, Nildemar Dantas, conhecido como Demar da Gráfica.

O diretor reconhece que para alcançar o status desejado, o Vale dos Dinossauros precisa melhorar a estrutura oferecida, que hoje é precária, além de aumentar a divulgação. O local passou anos praticamente abandonado - desde 1998, não passa por qualquer tipo de restauração. Mesmo assim, o local recebe cerca de 2.000 visitantes por mês.

“O Vale hoje se encontra totalmente depenado. Com essa reforma, teremos um novo parque, com um amplo trabalho de acessibilidade, com novas pontes, quiosques, banheiros, rampa de acesso. O museu será reformado. Ou seja, toda a a estrutura será refeita”, explicou.

O projeto, que ainda está em fase de licitação, ainda inclui a reforma do auditório, e a implantação de área de urbanização e estacionamento e de sete réplicas de dinossauros. A previsão é que as obras durem seis meses.

Parque

O parque estadual que abriga o Vale dos Dinossauros é considerado um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo, com mais de 50 tipos de pegadas de animais pré-históricos. Os registros estão espalhados ao longo da bacia do rio do Peixe, em uma área de 700 km².

Segundo as pesquisas, várias espécies de dinossauros viveram no sertão paraibano entre 250 e 65 milhões de anos atrás. O vale possui várias réplicas dos animais e tem entrada gratuita.

Todas as pegadas do Vale são fossilizadas, conhecidas como icnofósseis. A mais importante delas é a pegada do dinossauro iguanodonte, que tinha 3 metros de altura, 5 metros de comprimento e pesava cerca de 4 toneladas. Ele viveu na região do alto sertão paraibano durante o período Cretáceo Inferior, há cerca de 130 milhões de anos.

Apesar de Sousa levar a fama de "cidade dos dinossauros", o parque estadual possui 22 trilhas que englobam outros três municípios – Antenor Navarro, Aparecida e Brejo das Freiras.