02 fevereiro 2012

Volume de chuvas no Amazonas continuará acima dos padrões

Boletim divulgado nesta quarta-feira diz que a Região Metropolitana de Manaus continuará registrando muita chuva

A Crítica 

As chuvas deste primeiro trimestre de 2012 devem ser acima dos padrões climatológicos no centro e leste do Amazonas. A área inclui a região metropolitana de Manaus. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (01) pelo Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), por meio de seu boletim meteorológico divulgado a cada três meses. A meteorologista Ana Cleide Bezerra diz que o mesmo prognóstico de muita chuva inclui também os Estados do Amapá, a parte norte do Pará (abrangendo o Baixo Amazonas, região do Marajó e região metropolitana de Belém), o sul do Tocantins, o Acre, o centro-sul de Rondônia, e oeste e noroeste do Mato Grosso.

Continuará abaixo do padrão climatológico o centro-leste e nordeste do Maranhão. As temperaturas devem ficar abaixo dos padrões climatológicos no Acre, centro-sul de Rondônia, oeste e sudoeste do Mato Grosso. Acima da média no leste Maranhense. O norte de Roraima apresenta índices abaixo de 50 mm, pois a região encontra-se no auge do período de estiagem, mas durante o mês de abril o Estado experimenta um aumento progressivo do volume de chuva. 

La Niña 

O boletim informa que o comportamento da chuva durante o início do trimestre mostra os maiores valores da chuva ainda favorecidos pelos sucessivos episódios de Zona de Convergência Intertropical (ZCAS), típicos do verão do hemisfério sul.

O boletim confirma enfraquecimento do fenômeno La Niña nos próximos meses por conta das análises e prognósticos de modelos numéricos, as águas superficiais na região do Oceano Pacífico.

Segundo Ana Cleide Bezerra, em relação ao Atlântico Tropical, no norte o predomínio deverá ser de áreas mais aquecidas que o normal.

Entretanto, no Atlântico Subtropical Sul, as anomalias negativas de TSM na costa brasileira ainda deverão persistir, interferindo na dinâmica dos sistemas frontais.

“A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) na porção sul da Amazônia e a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) no extremo norte da Amazônia são sistemas que atuam normalmente durante o período e deverão atuar com mais freqüência na região gerando chuvas acima do padrão normal em algumas áreas da Amazônia”, finalizou a meteorologista.

Ibama vai multar Petrobrás em R$ 50 mi por vazamento em pré-sal

SERGIO TORRES / RIO - O Estado de S.Paulo 

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multará a Petrobrás em R$ 50 milhões pelo vazamento de petróleo ocorrido anteontem na Bacia de Santos, a 250 km de Ilhabela, litoral de São Paulo. Foi o primeiro vazamento importante registrado na exploração da camada pré-sal.

A decisão de multar a Petrobrás foi tomada pelo valor máximo previsto na lei brasileira, segundo apurou o Estado. A justificativa será o lançamento de petróleo ao mar. Outras multas podem ser aplicadas conforme as investigações sobre as responsabilidades forem concluídas.

Ontem, o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, minimizou o vazamento. "Isso não tem nada a ver com o pré-sal. O pré-sal é o que está abaixo do fundo do mar - e isso está absolutamente sob controle. O que está entre o fundo do mar e a superfície, um tubo, foi que se rompeu, por razões físicas que estão sendo investigadas." O Ministério Público Federal em São José dos Campos instaurou ontem inquérito civil público para apurar as causas do vazamento.

A Marinha enviou uma embarcação e fez ontem sobrevoo sobre a região do campo de Carioca Nordeste, de onde teriam vazado na terça-feira 25,5 mil litros de petróleo, o equivalente a 160 barris. Em nota, a Marinha informou que "foram avistadas manchas dispersas, em uma área aproximada de 70 km², compostas de uma fina camada de óleo". A mancha "se desloca para o sudoeste", o que confirmaria a "baixa possibilidade de o óleo alcançar o continente".

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) também deve autuar a Petrobrás pelo vazamento. 

Profissionais da agência participaram ontem dos sobrevoos.

A empresa estatal poderá recorrer tanto da multa do Ibama quanto das autuações da ANP. A petroleira não quis comentar a possibilidade de vir a ser punida pelo acidente em Carioca Norte, supostamente provocado pelo rompimento de um duto (coluna de produção, no jargão da indústria do petróleo) que ligava o subsolo marinho ao navio-plataforma Dynamic Producer. A produção no poço está suspensa.

Em nota, a Petrobrás informou que "a modelagem das correntes marítimas indica que o óleo não chegará à costa" e que "não há mais vazamento". Com o rompimento da coluna, diz o comunicado, "o sistema de segurança fechou automaticamente o poço, que parou de produzir".

A Petrobrás informou estar empregando cinco embarcações, sendo três recolhedoras de óleo. As outras duas fazem a dispersão mecânica do restante do petróleo. "Com o trabalho de contenção, a Petrobrás está tomando todas as providências para que o óleo vazado não cause prejuízo à vida marinha", diz a companhia no comunicado.

Governo de SP. Ontem, os secretários estaduais do Meio Ambiente, Bruno Covas, e de Energia, José Aníbal - pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de São Paulo - foram designados pelo governador Geraldo Alckmin para dar esclarecimentos sobre o vazamento. Os dois destilaram críticas ao governo federal, especialmente ao Ibama e à Petrobrás.

Covas destacou que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) havia feito ressalvas quanto à insuficiência do plano emergencial de contenção de acidentes apresentado pela Petrobrás para a exploração do pré-sal na Bacia de Santos. Um parecer técnico emitido em agosto de 2011, quando a estatal entregou documentos para o licenciamento ambiental, indicava 13 deficiências.

Itens de segurança, como contenção de óleo derramado e proteção da fauna marinha e áreas sensíveis a vazamentos, seriam atendidos "apenas parcialmente", por falta de detalhamento no texto.

A Cetesb, porém, não fez objeção à continuidade do licenciamento; só recomendou que o conteúdo do Plano de Emergência Individual fosse adequado às exigências do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). A Petrobrás deveria informar o que dizia constar em um Plano de Emergência para Vazamento de Óleo não entregue à Cetesb. Ontem, Covas isentou a companhia. "O licenciamento foi feito pelo Ibama, não por São Paulo." O Ibama não se pronunciou. 
 
FELIPE FRAZÃO e TIAGO DÉCIMO

31 janeiro 2012

Rio confirma casos dengue tipo 4 e diz esperar epidemia da doença

DA AGÊNCIA BRASIL

A Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio informou nesta terça-feira que foram confirmados na semana passada os seis primeiros casos de dengue do tipo 4 nas zonas norte e oeste da capital fluminense. Na mesma semana, foram notificados 21 casos pela secretaria, totalizando 1.234 este ano.

Já a Secretaria Estadual de Saúde informou que foram notificados em todo o Estado 2.711 casos da doença, número que não inclui os casos registrados no município do Rio.

O superintendente de Vigilância em Saúde da Prefeitura do Rio, Márcio Garcia, diz acreditar que a notificação da presença do vírus tipo 4 no município só reforça a possibilidade de uma nova epidemia de dengue na cidade. "Nós já estávamos preparados para a presença da dengue do tipo 4, isso só faz fortalecer a nossa expectativa de viver uma grande epidemia no ano de 2012".

De acordo com Garcia, nos locais onde foram identificados o vírus tipo 4, as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue foram intensificadas, com a finaliade de evitar a propagação da doença.

"A cada semana a gente vem reavaliando as nossas ações e fazendo todo um planejamento baseado nos resultados de forma a intensificar as ações de controle vetorial [do mosquito transmissor], de mobilização e de educação em saúde nas áreas de maior transmissão da doença", explicou.

Em 2011, 302 desastres naturais no mudo geraram mais de 29 mil mortos e US$ 366 bilhões de prejuízos

Renata Giraldi
Da Agência Brasil, em Brasília
 

O ano passado foi marcado por 302 desastres naturais, que mataram 29.782 pessoas no mundo, mas principalmente na Ásia. O Brasil não está fora das estatísticas registrando 900 mortes causadas pelos impactos das inundações e dos deslizamentos de terras provocados pela chuva. A estimativa é que os desastres geraram US$ 366 bilhões de prejuízos. A conclusão é do Escritório das Nações Unidas para a Redução de Riscos de Desastres (cuja sigla em inglês é UNISDR).

Pelos dados da UNISDR, com base em informações do Centro de Investigação sobre a Epidemiologia dos Desastres (Cred), a maior parte das mortes foi provocada pelos efeitos dos terremotos. Pelo menos 20.943 pessoas morreram devido às consequências dos tremores de terra. Do total de mortos, 19.846 ocorreram no Japão.

Porém, 2011 também registrou as inundações no Brasil, os terremotos na Nova Zelândia e no Japão seguido por tsunami, além de tempestades acompanhadas por tornados nos Estados Unidos, o furacão Irene também em território norte-americano e alagamentos na Tailândia, tremores de terra na Turquia e tempestades nas Filipinas.

A UNISDR informou ainda que a elevação das temperaturas também causou problemas, pois 231 pessoas morreram em consequência da mudança climática. No entanto, o alerta da organização é que por dois anos consecutivos, a tendência é de ocorrerem grandes terremotos – em 2011 e 2010 houve registros desses episódios.

A chefe da UNISDR, Margareta Wahlström, lembrou que mais de 220 mil pessoas morreram no Haiti, em janeiro de 2010, em consequência do terremoto registrado no país. O fenômeno, ressaltou ela, não ocorria na região há 200 anos. “A menos que nós nos preparemos para o pior, o mundo estará destinado a ver perdas ainda maiores de vida no futuro”, disse.

O diretor do Cred, Debby Guha-Sapir, acrescentou que os desastres naturais ocorrem em regiões em desenvolvimento e ricas. Para ele, a seca na chamada região do Chifre da África é considerada um fenômeno gravíssimo por provocar mortes em massa e gerar falta de perspectivas para as populações de vários países.

Petrobras detecta vazamento de petróleo em poço do pré-sal

PEDRO SOARES
DO RIO – FOLHA DE SP
 

A Petrobras informou nesta terça-feira que detectou um vazamento de cerca de 160 barris de petróleo de um poço da companhia perfurado na camada pré-sal da bacia de Santos, a cerca de 300 km do litoral do Estado de São Paulo.

Na área, a estatal realiza um teste de produção com um navio-plataforma, batizado de FPWSO Dynamic Producer. A unidade foi alugada pela companhia para realizar o chamado teste de longa duração como de Carioca Nordeste, na região onde estão outras importantes descobertas do pré-sal como o campo de Lula. 

Segundo a Petrobras, "não há possibilidade do petróleo chegar à costa brasileira." 

A Petrobras informou que o poço estava em produção no momento do acidente, que provocou "um rompimento na coluna de produção", ou seja, no duto perfurado na rocha por onde o óleo flui até a cabeça do poço. 

Segundo a estatal, o volume de 160 barris é uma "estimativa preliminar". O plano de emergência, diz a companhia, já foi acionado. 

No vazamento da americana Chevron, foram derramados 2.400 barris de óleo e o vazamento levou dias para ser contido porque o petróleo continuava a escapar por fissuras no fundo do mar, embora o poço estivesse fechado. O acidente da Chevron despejou, portanto, um volume 14 vezes superior ao informado incialmente pela Petrobras. 

A estatal afirmou que a operação de fechamento do poço foi concluída com sucesso e que o vazamento já cessou. Ou seja, não há mais risco, de acordo com a companhia, de aumentar o volume de óleo derramado no mar. 

"Foram mobilizados todos os recursos necessários para o recolhimento do petróleo no mar." 

De acordo com a Petrobras, a Marinha do Brasil, o Ibama e a ANP (Agência Nacional de Petróleo) já foram comunicados oficialmente sobre o acidente. As causas, diz a estatal, "estão sendo investigadas".

Editoria de Arte/Folhapress


29 janeiro 2012

Niterói vai sediar mais novo escritório da Organização das Nações Unidas

Campus da UFF vai abrigar Centro de Excelência para Redução de Risco e Desastres Naturais no país. Atualmente, ONU mantém apenas outros cinco centros em todo mundo

Juliana Sampaio e Simone Schettino - O Fluminense


Niterói vai receber uma sede da Organização das Nações Unidas (ONU). A instalação vai funcionar como um centro de excelência para a Redução de Risco e Desastres Naturais no país e deve operar em uma sala na ‘casa amarela’, que pertence à Universidade Federal Fluminense (UFF) e fica localizado na entrada do campus da Praia Vermelha, entre os bairros da Boa Viagem e São Domingos.


O professor do Departamento de Físico-Química da Universidade Federal Fluminense (UFF), Airton Bodstein de Barros, disse que foi pego de surpresa e que ainda não sabia da notícia.

Bodstein participou de várias reuniões com representantes da ONU durante três anos, algumas delas com o chefe do escritório de Estratégia Internacional para Redução de Desastres (Eird) da América Latina, Ricardo Mena.

“Esse escritório vai ser muito importante para o Brasil. A entidade tem apenas cinco escritórios desse tipo no mundo. Nas Américas, o único é no Panamá. A UFF é inovadora em trabalhos sobre prevenção de desastres além de um curso de Mestrado Profissional em Defesa e Segurança Civil, que é único no País”, destaca.

Defesa Civil junto com organização internacional - Mena disse à imprensa europeia que uma das principais funções do centro será apoiar os esforços do Brasil para fortalecer e respaldar as políticas de redução do risco de desastres através da Plataforma Nacional para a Redução do Risco de Desastres, da qual também participa a Secretaria Nacional de Defesa Civil.

A assessoria de imprensa da UFF informou que a Universidade ainda não foi notificada oficialmente sobre a decisão da ONU.