05 janeiro 2012

Degelo no Hemisfério Norte ameaça população de focas, diz estudo



A reprodução das focas-harpa (Pagophilus groenlandicus) na região do Atlântico Norte está ameaçada devido ao afinamento do gelo sobre o mar, fenômeno provocado pela elevação da temperatura da Terra, aponta novo estudo divulgado nesta quinta-feira (5) e coordenado pela Universidade Duke, nos Estados Unidos.

A investigação científica, publicada na revista PLoS One, afirma que desde 1976 houve redução de 6% do gelo sazonal (que aparece no inverno) sobre o mar em quatro regiões classificadas como zona de reprodução das focas-harpa.

Outro ponto abordado pela pesquisa diz que o desaparecimento de placas de gelo mais estáveis elevou a taxa de mortalidade entre os filhotes nos últimos anos.

“A quantidade de mortes que temos visto no leste do Canadá é dramática”, disse David Johnston, cientista pesquisador do Laboratório de Vida Marinha da Universidade Duke. “Gerações inteiras devem desaparecer (…), basicamente todos os filhotes morrerão”, complementa.



Exemplar de foca-harpa, encontrada na costa do Canadá e em parte da Groelândia. Derretimento do gelo afeta reprodução da espécie. (Foto: Joe Raedle/Getty Images/AFP)

Gelo essencial para reprodução

As focas dependem do gelo estável no mar durante o inverno, pois consideram o local seguro para dar à luz e amamentar os filhotes, até que eles possam nadar e caçar por conta própria. Geralmente, as fêmeas procuram as camadas de gelo mais grossas e firmes, mais no interior da região do Ártico, e se adaptam até o derretimento dessas calotas, com a chegada da primavera.

“Como espécie, as focas estão bem adaptadas para lidar com mudanças naturais do clima. Mas nossa pesquisa sugere que esses animais não estão prontos para absorver efeitos de curto prazo, combinados com alterações climáticas e influências do homem, como a caça e a captura”, afirma Johnston.

Para avaliar os impactos cumulativos dos fatores climáticos sobre a população de focas-harpa, os pesquisadores analisaram imagens de satélite do gelo existente no Golfo de St. Lawrence entre 1992 e 2010 (uma região na costa leste do Canadá onde há reprodução desta espécie) e comparou com relatórios anuais que apontam o surgimento de focas mortas na região.

Essas análises revelaram que a maior mortalidade das crias ocorreu no Atlântico Noroeste, quando a cobertura do gelo foi mais leve e a Oscilação do Atlântico Norte (fenômeno climático que controla a intensidade e direção dos ventos, além das tempestades, sobre a formação do gelo marinho na região) foi mais fraca. “Isso mostra claramente que as populações de focas-harpa oscilam de acordo com as tendências climáticas”, afirma.

Fonte: G1

04 janeiro 2012

JN no Ar visita uma das regiões de Minas Gerais mais afetadas pelas chuvas

Jornal Nacional

Na Zona da Mata mineira, o estragos provocados pelas enchentes dos últimos dias estão em cada cidade banhada por um rio. Em alguns municípios, como Muriaé, vai ser preciso muito tempo para que a vida volte ao normal.

Cheia de rios em Minas Gerais provoca estragos no Rio de Janeiro

Jornal Nacional

Em Santo Antônio de Pádua, 90% da cidade está debaixo d’água. A população depende de barcos. Em Itaperuna, 5 mil pessoas estão desalojadas. O Rio Muriaé subiu 1,5 metro acima do limite e não há previsão de quando vai começar a baixar.

Parceiros do RJ percorrem bairros alagados pela chuva na Baixada Fluminense

RJ TV

Na Baixada Fluminense, a chuva deixou muitos bairros alagados. Em Duque de Caxias e em Nova Iguaçu, apesar do sol já ter saído, a água ainda não baixou.

ONU diz que temperatura mais quente do oceano pode diminuir produção de peixes

Em 24 anos, temperatura de ambientes marinhos subiu cerca 1,5 ºC. Regiões pobres do planeta podem ser as mais prejudicadas pelo aquecimento.

EcoDebate


Relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) afirma que o aquecimento das águas superficiais dos oceanos limita o movimento dos nutrientes e pode resultar em diminuição da produção de peixes, o que afetaria o cotidiano da população. Matéria do Globo Natureza, em São Paulo, no G1.

Segundo as projeções apontadas no documento, a limitação do movimento ascendente dos nutrientes das águas mais profundas e frias (fenômeno conhecido como ressurgência) afetaria os grandes ecossistemas marinhos de países em desenvolvimento situados em áreas mais quentes na Ásia, África e América Latina, regiões que são dependentes dos recursos costeiros para segurança alimentar.

Foram analisadas 64 áreas classificadas como grandes ecossistemas marinhos (que incluem bacias hidrográficas e estuários) e verificou-se que entre 1982 e 2006, houve elevação da temperatura em 61 zonas (sendo que três delas estão no Brasil).

Além disso, em cerca de um terço dessas áreas a temperatura tem se elevado até quatro vezes mais rápido do que as tendências de aquecimento global relatadas pelo Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC).

Consequências
 

Uma das regiões onde foi constatada elevação rápida da temperatura é a do Mar Báltico, no nordeste da Europa e que banha nove países. Segundo o órgão da ONU, em 24 anos a temperatura na superfície do oceano se elevou em 1,35 ºC.

O documento aponta que o degelo nas regiões próximas ao Ártico poderia amornar a água e elevar a quantidade de pesca nesta região (que inclui também o Mar da Noruega), porém, o tamanho dos peixes diminuiria.

Este efeito sobre a população reprodutora, de acordo com o Pnud, pode resultar no colapso de outras espécies de peixes. O relatório recomenda neste caso providências para estabelecer níveis de captura sustentáveis para a pesca em latitudes mais quentes.

Outro ponto abordado pelo estudo é a inclusão de medidas para sustentar a pesca marinha, restaurar e proteger os habitats costeiros, principalmente os sumidouros de carbono, e reduzir a carga de poluentes no oceano.

Municípios declaram estado de emergência por seca

O Liberal

A seca no Rio Grande do Sul fez 42 municípios decretarem estado de emergência e o número de vítimas da estiagem chega a 248.423. Em Santa Catarina, 42 cidades estão em estado de emergência e 357.887 pessoas foram afetadas pela falta de chuvas. Os dados são da Defesa Civil dos dois estados do Sul.

De acordo com a Defesa Civil gaúcha, o município mais prejudicado é Frederico Westphalen, que tem 29.003 pessoas afetadas pela seca. Parte do estado está sem chuva desde novembro de 2011 e estão sendo distribuídas cestas básicas e água para os moradores de várias cidades. Os agricultores prejudicados podem solicitar indenização para o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro).


O Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciram) informou que a seca no estado deve permanecer até fevereiro. O município de Chapecó tem 183.530 pessoas sem água. A região próxima à divisa com o Rio Grande do Sul é a mais afetada do estado. Cerca de 40% da produção agrícola foi prejudicada, segundo dados oficiais.


A Defesa Civil de Santa Catarina em parceria com entidades que integram o Grupo de Ações Coordenadas determinou o atendimento imediato aos municípios, como o repasse de recursos e apoio para diminuir os danos.


Fonte: Agência Brasil

Mais de 12 mil pessoas estão desabrigadas em Santo Antônio de Pádua (RJ)

RJ TV

Em Santo Antônio de Pádua, já são mais de 12 mil pessoas desabrigadas. Até um hospital ficou alagado e os atendimentos estão sendo feitos dentro de uma escola.

Frota especial da BMW para os Jogos Olímpicos de Londres desperta ira de ambientalistas

por Túlio Moreira
MotorDream


A BMW é a marca automotiva oficial das Olimpíadas de Londres 2012. E o comitê que organiza a próxima edição dos Jogos Olímpicos terá à disposição 4 mil unidades dos modelos Série 3 e Série 5, que poderão ser utilizadas por funcionários, patrocinadores, atletas e autoridades. O valor total da frota é de US$ 233 milhões.

A receptividade ao anúncio da marca bávara, no entanto, não foi nada positiva para a imagem dos Jogos. Desde o início, as Olimpíadas de Londres foram badaladas como a edição mais verde de todos os tempos, e agora ambientalistas de todo o mundo estão instigados com o impacto que uma frota de 4 mil sedãs do porte dos modelos oferecidos pela BMW poderá causar durante a competição.

Jenny Jones, notória membro do Partido Verde inglês e candidata à prefeitura de Londres nas eleições de maio deste ano, afirmou que 4 mil veículos são uma afronta à cidade, que possui sistema de transporte público capaz de atender a população e os organizadores de forma mais eficiente e menos poluente. A proeminente política Caroline Pidgeon, membro da Comissão de Transportes da Assembleia de Londres, acredita que a frota germânica irá piorar drasticamente a qualidade de vida da capital britânica durante o evento.

Além disso, os carros alemães sustentam uma imagem negativa em relação ao meio ambiente na Inglaterra. Jenny Jones, por exemplo, disse que compreende a necessidade de transporte especial para o comitê organizador, mas a frota deveria ser reduzida e poderia privilegiar fabricantes locais, com uma filosofia mais verde. Nesse sentido, os ambientalistas locais acreditam que os Jogos Olímpicos de Londres deveriam se basear completamente nos veículos elétricos.

Para Caroline Pidgeon, as Olimpíadas seriam a oportunidade perfeita para estimular a adoção dos carros elétricos. Contudo, apenas 200 carros da frota de 4 mil veículos dispensarão motores a combustão. A maioria dos sedãs terá motorização diesel, enquanto algumas unidades também terão propulsor a gasolina. De acordo com a BMW, o nível de emissão desses veículos ficará abaixo de 120 g/km. A marca bávara irá vender as unidades no mercado de usados após o término dos Jogos, que acontecem entre os dias 27 de julho e 12 de agosto.

Chuva causa falta de água e interdição em rodovias de Minas; equipes buscam desaparecidos

Do UOL Notícias*, em Belo Horizonte 

A chuva que castiga Minas Gerais deu uma trégua nesta quarta-feira (4), mas o alerta no Estado continua, e os estragos ainda são registrados. O aumento do nível dos rios e o rompimento de uma adutora causam falta de água em ao menos quatro cidades do Estado. As rodovias estão com registro de desabamentos e interdições. Ao todo, há 53 cidades em situação de emergência e quase 10 mil pessoas estão fora de casa.

Cidades da Zona da Mata mineira, como Guidoval, Ubá, Dona Euzébia, Muriaé, Ponte Nova e Visconde do Rio Branco, foram muito afetadas pelos temporais. De acordo com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), há um aviso meteorológico de fortes pancadas de chuva para essa região, além do norte de Minas.

O governador Antonio Anastasia (PSDB) e o vice Alberto Pinto Coelho visitaram algumas dessas cidades na manhã de hoje. Durante a tarde, eles seguem para Ouro Preto, onde se encontram com o prefeito da cidade histórica para falar sobre ações emergenciais.

De acordo com a Cedec, foram confirmadas cinco mortes no período chuvoso, desde outubro do ano passado. Somente nos primeiros dias de 2012 foram três vítimas: o taxista Juliano Alves, 28, soterrado em Ouro Preto, Janilson Aparecido de Moraes, 40, morto durante desabamento de prédio em Belo Horizonte, e Maria de Lourdes Estevão Rocha, 78, atingida por deslizamento em Visconde do Rio Branco.

Equipes de resgate ainda buscam três pessoas consideradas desaparecidas. São elas: Denilson Maciel de Araújo Silva, 26, que estaria nos escombros de Ouro Preto, Rita Vieira de Souza, arrastada pela água do córrego dos Bambus, em Santo Antônio do Rio Abaixo, e Genésio Cândido Martins Filho, 42, levado pela correnteza em Guidoval. 

Deslizamento em Ouro Preto 

As buscas continuam nos escombros da rodoviária de Ouro Preto depois do deslizamento de terra na madrugada da última terça-feira. De acordo com o coronel Eugênio da Silva Oliveira, comandante do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros, cerca de 40 militares trabalham com a ajuda de dois cães farejadores. O helicóptero (Arcanjo 3) da corporação sobrevoa a cidade na tentativa de identificar novas áreas de risco. Duas retroescavadeiras são usadas para remover a terra que deslizou do Morro do Piolho.

Segundo o coronel, ainda não foi possível enxergar o táxi que estaria soterrado. Ao menos dois imóveis, contíguos à rodoviária, foram atingidos pelo grande volume de terra. 

Quatro cidades sem água 

Prejudicados por enchentes ou transbordamentos de rios que cortam o Estado, os moradores das cidades mineiras de Divinópolis e de bairros de Contagem, Esmeralda e Ribeirão das Neves agora enfrentam a falta de água.

Em Divinópolis, na região centro-oeste, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) teve que interromper o fornecimento ontem (3) devido à elevação do nível dos rios Itapecerica e Pará, fonte da água que abastece o município. Como o nível do rio Itapecerica subiu 7,3 metros acima do normal, havia o risco de a água invadir a estação de tratamento, danificando as bombas. Cerca de 80% dos moradores da cidade deverão ficar sem abastecimento até pelo menos o final da tarde de hoje (4), quando a companhia prevê começar a normalizar o fornecimento, gradativamente.

Hoje, o rompimento de uma adutora obrigou a Copasa a interromper, emergencialmente, o fornecimento de água de alguns bairros de Contagem, Esmeraldas e Ribeirão das Neves, na região metropolitana da capital, Belo Horizonte. A previsão é que o abastecimento só comece a ser normalizado, de forma gradativa, durante esta noite.

De acordo com a Copasa, faltará água nos seguintes bairros: em Contagem, Nova Contagem, Vila Renascer, Chácaras Campestre, Darci Vargas e Icaivera; em Esmeraldas, Novo Retiro, Recanto Verde, Recreio do Retiro, Santa Cecília, São Francisco, São Pedro e Serra Verde; em Ribeirão das Neves, Condomínio Vale das Acácias, Cruzeiro, Fazenda Castro, Florença, Jardim Verona, Metropolitano, San Genaro e Veneza. 

Rodovias 

As estradas de Minas Gerais também foram castigadas pela chuva. Motoristas enfrentam interdições, quedas de barreiras e muita lentidão no trânsito. A BR-040, no trecho entre Belo Horizonte e Congonhas, teve vários pontos de interdição por queda de barreiras e risco de deslizamento, mas já começou a ser liberada. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), agentes estão limpando a estrada nesta quarta-feira na altura do km 583, em Itabirito, onde uma encosta de 30 metros de altura deslizou e invadiu a pista. O ponto é considerado um dos mais críticos e, segundo a polícia, há retenções e filas de veículos.

De acordo com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), a BR-356, em Ouro Preto, na região central do Estado, está fechada nos quilômetros 82 e 84 por causa de quedas de barreiras. Ainda nesta quarta-feira, o órgão vai providenciar um desvio para o primeiro trecho e a retirada na terra no segundo.

A ponte sobre o rio São João na BR-354, no sul de Minas, também está fechada por causa do risco de desabamento da estrutura. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, a travessia está ameaçada depois que a correnteza levou partes da base na ponte. Quem segue viagem pode pegar desvios por Oliveira (BR-381) ou passar por Campo Belo, Boa Esperança e Nepomuceno.

O Dnit informou que há mais 12 pontos de interdição parcial por causa de erosões, deslizamentos de terra e alagamento. São ocorrências na BR-267, no sul de Minas, BR-262, na região central, e outros problemas na BR-356, também na área central do Estado. 

*Com informações da Agência Brasil

Chuvas no Espírito Santo afetam 11.850 pessoas em 21 cidades; duas residências desabam

Do UOL Notícias, em São Paulo 

As chuvas desses primeiros quatro dias de 2012 já afetaram 11.850 pessoas em 21 municípios no Estado do Espírito Santo. Segundo o último boletim da Defesa Civil do Estado, 173 pessoas estão desabrigadas e 1.019 desalojadas. Até o momento, não há registro de mortes. Duas residências desabaram na cidade de Cachoeiro de de Itapemirim.

Os municípios de Ibatiba e Domingos Martins decretaram situação de emergência. As outras cidades afetadas são Colatina, Itarana, São Roque do Cannaã, Governador Lindemberg, Rio Bananal, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Alegre, Piúma, Linhares, Baixo Guandu, Santa Leopoldina, Laranja da Terra, São José do Calçado, Itaguaçu, Marilândia, João Neiva, Aracruz e Cachoeiro de Itapemirim.

Segundo a Defesa Civil, nos primeiros dias do ano, houve um acúmulo superior a metade do valor registrado historicamente para janeiro no Estado. Em Vitória já choveu 66,26% (99,4 mm) do previsto para o mês, que é de 150 mm. Em Alegre, choveu 139,2 mm de um total de 200 mm. Já em Santa Teresa foram registrados 131,6 mm de chuvas, sendo que o previsto era de 225 mm para janeiro. 

Desabamentos em Cachoeiro 

Duas residências desabaram na cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no sul do Espirito do Santo, sem deixar vítimas. Em uma delas, sete pessoas estavam no local no momento do desabamento, sendo três crianças, três adultos e uma idosa. Todas foram retiradas sem ferimentos.

A família já havia sido notificada sobre os riscos de desabamento pela Defesa Civil do município, mas permaneceu no local. As setes pessoas estão em casas de parentes e amigos.

O município tem, até o momento, 255 pessoas desalojadas e 25 desabrigadas, segundo a Defesa Civil. Pelo menos 70 residências foram danificadas e duas destruídas.

03 janeiro 2012

À revelia dos Estados nordestinos, Brasil decidirá em 2012 se constrói novas usinas nucleares

Aliny Gama e Carlos Madeiro
Do UOL Notícias, no Recife

O Brasil vai decidir em 2012 se seguirá ou não com o projeto para construção de pelo menos quatro novas usinas nucleares, como estava previsto até o início deste ano. O plano de expansão nuclear sofreu um duro golpe com acidente de Fukushima, em março de 2011. O vazamento de material radioativo no Japão -- devido a um tsunami ocasionado por um terremoto -- teve impacto no outro lado do mundo e paralisou os projetos para instalação de novas usinas. Por enquanto, o plano brasileiro segue com a construção de Angra 3, que não foi paralisada após o acidente no Japão.

A meta inicial do governo federal era anunciar em 2011 o local onde duas novas usinas nucleares seriam construídas no Nordeste. Com o episódio, não só a definição das áreas ficou comprometida, como os Estados que até então lutavam para receber os empreendimentos agora mostram receio em receber os investimentos bilionários.


A Eletronuclear -- empresa ligada à Eletrobras e responsável por operar e construir as usinas termonucleares do país -- informou ao UOL Notícias que, após a repercussão mundial causada pelo acidente de Fukushima, o Brasil vai rediscutir, em 2012, se os investimentos previstos serão levados adiante ou não. O debate será feito na elaboração do PNE (Plano Nacional de Energia) 2035, que será lançado pelo Ministério de Minas e Energia no próximo ano. "Esse documento vai definir o planejamento energético brasileiro para as próximas décadas e dizer qual será a contribuição futura da energia nuclear", afirmou Leonam dos Santos Guimarães, assistente da Presidência da Eletronuclear.


Segundo o PNE 2035, o governo federal tinha como meta investir R$ 20 bilhões nos próximos anos, ou seja, R$ 5 bilhões em cada uma das quatro unidades de 1.000 megawatts --sendo duas no Nordeste e duas no Sudeste. "O pagamento [do investimento] se dará ao longo de 15 anos e será acrescido de juros. E o investimento poderá ser amortizado durante o período a partir da geração de caixa da própria usina. Como a vida útil do empreendimento supera os 60 anos, a nova usina nuclear produzirá eletricidade e proporcionará significativo retorno durante quase meio século após a amortização do investimento inicial", explicou.


A Eletronuclear afirma que já tem um mapa nacional com 40 áreas, identificadas como aptas para o recebimento de novas usinas nucleares. Segundo Guimarães, o processo ficou paralisado nos últimos meses por conta de novas avaliações sobre a segurança da energia nuclear. "[O acidente de Fukushima] está promovendo em todo o mundo novos estudos, debates e posicionamentos, que, obviamente, estão retardando eventuais tomadas de decisão sobre novos empreendimentos nucleares”, alegou.

Apesar da necessidade de investimentos, que serão definidos no PNE 2035, a Eletronuclear diz que não há motivo para abortar a ideia de construir novas usinas nucleares no país, a exemplo das já existentes em Angra dos Reis (RJ). "É justa a preocupação da sociedade, e cabe à Eletronuclear demonstrar com transparência seus procedimentos e evidenciar a segurança de suas operações. 


Mas o acidente nuclear no Japão não implica em elementos objetivos que possam alterar os rumos atuais do Programa Nuclear Brasileiro, a não ser a incorporação das lições técnicas que estão sendo aprendidas, que aperfeiçoarão sua segurança num processo de melhoria contínua", disse Guimarães.

Para garantir a segurança das operações, a Eletronuclear elaborou um plano de resposta ao acidente de Fukushima, onde definiu ações para aprimorar a segurança das usinas nucleares brasileiras. "O programa contará com investimentos de R$ 300 milhões e inclui 52 iniciativas que serão executadas a curto, médio e longo prazo", diz, citando que, entre os itens que estão sendo analisados, está a proteção contra ondas e inundações por eventos externos -- exatamente a causa do acidente no Japão.


Estados saem da disputa

Se até o início do ano a construção de usinas nucleares era um "sonho de consumo", que abriu uma verdadeira batalha entre os quatro Estados nordestinos pré-selecionados (Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe), hoje a instalação desses empreendimentos se tornaram motivo de preocupação para as autoridades. Todos já admitem até desistir da participação no processo, caso não sejam apresentadas novas tecnologias de segurança aos investimentos.

Segundo a Eletronuclear, a região dos empreendimentos ficará entre o litoral de Recife e Salvador, os dois maiores centros de carga do Nordeste. Os Estados são cortados por "grandes rios que desembocam nesse litoral".


Informações extraoficiais dão conta de que a primeira usina nordestina seria construída em Itacuruba, no sertão pernambucano, às margens do rio São Francisco. Mas, após o episódio em Fukushima, o governo do Estado decidiu engavetar o projeto e informou que vai aguardar tecnologias de segurança para evitar uma obra que traria sérios riscos à saúde da população.


O secretário executivo de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, José Almir Cirilo, informou, por meio da assessoria de imprensa, que o acidente nuclear no Japão fez não só Pernambuco, mas todo o mundo repensar na execução de projetos nucleares. “A secretaria não tem previsão para retomar os trabalhos do projeto. Esperamos as tecnologias amadureçam e isso não tem um prazo certo, definido, para repensarmos no projeto”.


Outro forte candidato a receber a usina, a Bahia também não escondeu o desinteresse em recebê-las. O superintendente de Energia e Comunicações da Secretaria estadual de Infraestrutura, Silvano Ragno, diz que o governo decidiu batalhar por projetos que gerem energia limpa "para não expor a população a riscos."


Segundo Ragno, a Bahia quer aproveitar o potencial de energia eólica para produzir cerca de 1.700 megawatts/mês, aproveitando apenas as forças dos ventos. “Diminuímos o interesse pela geração de energia nuclear depois que vimos o que ocorreu com o Japão. O governo deu preferência a projetos que gerem energia limpa, sem riscos para a população. Apesar das tecnologias avançadas que nos dariam uma certa garantia de riscos mínimos, agora não temos mais essa certeza”, disse.


A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Econômico de Alagoas também informou que o Estado vai aguardar pela apresentação de novos estudos técnicos que garantam mais segurança às operações de usinas nucleares. Até a apresentação desses resultados, o Estado informou que o assunto está "fora da pauta energética."


O UOL Notícias entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento de Sergipe na semana passada mas, até a publicação desta reportagem, não recebeu resposta. Porém, em março, o governador Marcelo Déda (PT) publicou nota afirmando que era necessário rediscutir a expansão da matriz nuclear com segurança. "A pretensão do Estado de Sergipe em disputar a instalação de uma usina no nosso território pressupõe garantias plenas de segurança das instalações. Sem essas garantias, não há como defender tais empreendimentos”, disse.

02 janeiro 2012

Dinheiro de reciclagem vai para funcionários em condomínio do Rio

Band

Ano Novo é tempo de reorganizar armários, gavetas e se desfazer daquilo que não serve mais. Cada brasileiro produz em média um quilo de lixo por dia. E a reciclagem vem ganhando cada vez mais adeptos.

Nova Friburgo sofre com chuvas e deslizamentos

Band

Passado um ano da maior tragédia natural no Brasil, a região serrana do Rio de Janeiro entra de novo em alerta. E pouca coisa foi feita para evitar um novo desastre.

MG: chuvas deixam 44 cidades estão em situação de emergência

Band

Em Minas Gerais, 44 cidades decretaram situação de emergência por causa das chuvas. Pelo menos dois milhões de pessoas foram atingidas.

Chuvas deixam 46 cidades em situação de emergência em Minas Gerais; quatro morreram

Rayder Bragon
Do UOL Notícias, em Belo Horizonte

A Defesa Civil de Minas Gerais informou que subiu para 46 o número de cidades em situação de emergência no Estado e o número de mortes provocadas pela chuva passou para quatro.

Além do homem que morreu soterrado na madrugada desta segunda-feira
(2) após desabamento de prédio no bairro Caiçaras, região noroeste de Belo Horizonte, o corpo de uma mulher de 78 anos foi encontrado no quintal de sua casa, localizada na cidade de Visconde do Rio Branco (zona da mata). Segundo a Polícia Militar da cidade, Maria de Lourdes Estevão Rocha tentava resgatar um animal de estimação quando foi soterrada pelo deslizamento de uma encosta.

As outras duas vítimas foram um homem que morreu na cidade de Reduto (zona da mata), no dia 28 de outubro do ano passado, ao ser atingido por uma árvore quando transitava com um motocicleta por uma estrada vicinal. Em Governador Valadares (leste de MG), uma mulher que estava às margens do córrego Figueirinha morreu ao ser arrastada pela elevação de águas do afluente do rio Doce. O acidente ocorreu no dia 19 de novembro de 2011.


Desabamentos

O Corpo de Bombeiros informou há pouco que uma casa desabou no bairro Castanheiras, na cidade de Sabará, localizada na região metropolitana de Belo Horizonte. Não houve vítimas, já que o morador conseguiu sair do imóvel antes do desabamento.

Na cidade de Betim, também na região metropolitana, um barranco atingiu a parede e parte do telhado de uma fábrica de pão de queijo. No entanto, não houve feridos entre os funcionários. O corpo de Bombeiros informou que parte do telhado e da parede de um barracão caíram em cima de uma moradora, uma idosa de 66 anos, que ficou ferida com gravidade, no bairro Campina Grande, também em Betim. Ela foi socorrida por populares e encaminhada a hospital da cidade.


Durante a madrugada houve o desabamento de um prédio no bairro Caiçaras, na região noroeste de Belo Horizonte, resultando na morte de um homem e ferimentos graves em uma mulher. Ao todo, a Polícia Militar conseguiu resgatar 11 pessoas (seis adultos e cinco crianças) momentos antes do desabamento. Um carro da PM passava pelo local e os militares foram avisados por uma moradora sobre fortes estalos ouvidos no interior do prédio. A Defesa Civil municipal informou que havia alertado os moradores sobre a necesidade de obras reparadoras na edificação.


Os bombeiros ainda registraram o desmoronamento de duas casas na cidade de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ao todo, sete pessoas foram socorridas, no bairro Bandeirantes, com ferimentos leves. O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) levou quatro pessoas para atendimento em uma unidade hospitalar da cidade. As demais vítimas foram levadas por populares.


Já na cidade de Santa Luzia, também na região metropolitana, um muro de uma empresa caiu sobre uma casa, no bairro Castanheiras. Segundo a corporação, uma mulher e uma criança de cinco anos tiveram ferimentos leves e foram socorridas e levadas para hospital.


O Corpo de Bombeiros informou que moradores de zona rural da cidade de Jeceaba, localizada na região central de Minas Gerais, precisaram ser resgatados com a ajuda de um helicóptero. As pessoas se refugiaram nos telhados da casas após uma grande inundação na área provocada pela cheia do rio Brumado e afluentes. Barcos da corporação ajudaram na operação de salvamento. Os bombeiros informaram que não há registro de vítimas.
Estado

O Corpo de Bombeiros relatou que o centro da cidade de Itabirito, na região central de Minas Gerais, foi inundado e pessoas ficaram ilhadas por conta das fortes chuvas. Elas estão sendo socorridas por unidades da corporação e ainda não há informação sobre vítimas. Já na cidade de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, a cheia do rio Paraopeba inundou boa parte da cidade. Bombeiros da cidade de Contagem, com auxílio de um helicóptero, deslocam-se para o município.

Até o momento, além das mortes, uma pessoa está desaparecida, além de 32 terem se ferido. Ao todo, 404 pessoas estão desabrigadas e 9.365 desalojadas. Em relação aos danos materiais, o órgão informou que 84 casas foram destruídas e 2.420 apresentaram problemas estruturais.


O acesso a muitas localidades está prejudicado por conta da queda de 75 pontes e danos a outras 75. Ao todo, mais de 2 milhões de pessoas foram afetadas de alguma maneira, pelo mau tempo.


A Polícia Rodoviária Federal informu há pouco que há queda de barreiras em rodovias federais que cortam o Estado, o que dificulta o trânsito de veículos, além do risco de transbordamento de rios, que podem impedir o fluxo normal dos veículos.

Petrópolis registra 128 ocorrências por causa da chuva

Agência Estado

São Paulo - O município de Petrópolis, a Região Serrana do Rio de Janeiro, registrou 128 ocorrências durante a chuva intensa que atinge a cidade entre a madrugada do último domingo, 1º, e a tarde de hoje. Não há informação de vítimas.

O Comitê de Ações Emergenciais da prefeitura informa que continua em estado de alerta e todos os órgãos que fazem parte do comitê estão mobilizados para qualquer tipo de emergência.

No bairro Caxambú, foram registrados deslizamentos de terra. Na Estrada Francisco Peixoto da Costa, o banheiro de um imóvel foi atingido. Na Rua Waldemar Ferreira da Silva, a queda de uma barreira afetou o terreno de uma casa.

No bairro Floresta, um imóvel foi afetado por um deslizamento e interditada na Rua Henrique Paixão. Os moradores do imóvel em questão foram encaminhados para a casa de parentes.

Na Comunidade do Alemão, um barranco deslizou e atingiu uma casa. No imóvel morava uma mulher com três filhos. Todos foram encaminhados para a casa de vizinhos.

Na Estrada da Saudade, um deslizamento de terra interditou a via, mas uma equipe da Companhia Municipal de Desenvolvimento de Petrópolis (Comdep) realizou a limpeza do local e desobstruiu a pista. Na parte da tarde, uma nova ocorrência foi registrada no mesmo trecho, interditando a via parcialmente. Técnicos da Defesa Civil estão no local para averiguar a possibilidade de outros deslizamentos, além do início de um novo processo de limpeza na área.

Em Pedro do Rio, um deslizamento interditou a principal via. Equipes do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) limpam a estrada, que deve ter a pista liberada até o final do dia.

Durante as últimas 24 horas, o maior volume de precipitação registrado passou a ser na Avenida Barão do Rio Branco, com índice pluviométrico de 114 milímetros, até o momento. No Itamarati, o registro pluviométrico chegou a 105 milímetros. No bairro Independência, o volume de chuva chegou a 104 milímetros. O Vale do Cuiabá, local onde a tragédia ocorreu no ano passado, registrou 30 milímetros.

A Defesa Civil funciona em regime de plantão 24 horas com equipes para atender a todos os chamados da população. As solicitações podem ser feitas pelo telefone 199.

Chuva faz Defesa Civil decretar alerta em Nova Friburgo

FOLHA DE SP
DO RIO

A Defesa Civil estadual decretou estado de alerta em Nova Friburgo, região serrana do Rio. A decisão foi tomada devido às chuvas que atingem o município desde a noite de sábado (31).

No sábado, por volta das 17h, as sirenes instaladas na cidade que avisam moradores sobre riscos de enchentes e desabamentos soou na localidade de Córrego Dantas.

Parte dos moradores precisou deixar as suas casas e seguir para um ponto de apoio determinado pela Defesa Civil.

O rio Bengalas, que corta a cidade, está a um metro de transbordar. Todas as equipes da Defesa Civil municipal estão nas ruas.

Pela manhã, quatro árvores caíram em diferentes pontos de Nova Friburgo. Em um dos casos, os galhos de uma árvore atingiram o telhado de um imóvel, mas não houve vítimas.

Devido a situação da cidade, o secretário estadual de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros do Estado, coronel Sérgio Simões, se deslocou para Nova Friburgo, de onde coordena e acompanha as ações de prevenção.

A região serrana foi atingida por enchentes e deslizamentos de encostas que causaram 900 mortos em janeiro de 2011, 428 deles em Friburgo.

Neste domingo, além do aumento do nível dos rios em Friburgo, uma pedra rolou na pista sentido Rio da rodovia BR-040, na serra de Petrópolis, interditando parte da via no quilômetro 76. No trecho,o trânsito flui em meia pista. Não há ruas alagadas ou desabamentos em Petrópolis e Teresópolis.