10 setembro 2011

Estações de tratamento de esgoto de Campo Grande não funcionam


RJTV 1ª Edição 
 
Os Parceiros do RJ mostram uma estação, que está pronta há 14 anos, mas não funciona. Em vários locais, há mato alto e água parada.

Incêndio destrói vegetação em Caieiras, na Região Metropolitana de SP


SPTV 2ª Edição

Os bombeiros estão preocupados porque as chamas se aproximam de uma indústria química. A Defesa Civil da capital está em estado de observação para o tempo seco.


Conheça a reserva de Itapebussus, em Rio das Ostras



Bom Dia Rio


A reserva de Itapebussus ocupa uma área equivalente a 980 campos de futebol. O local tem muitos animais que estão em extinção e é patrulhado por guardas ambientais.


 

Incêndio causa estragos em Nova Friburgo


Bom Dia Rio

Um incêndio no Pico da Caledônia já é considerado um dos piores da área de proteção ambiental de Nova Friburgo. Os focos das chamas se multiplicaram.


 

Clima seco e vento provocam incêndios em vários pontos de Brasília

Jornal Nacional

No Jardim Botânico, as chamas atingiram áreas de pesquisa. O fogo chegou perto do aeroporto, mas os voos não foram afetados. Não chove há 90 dias no Distrito Federal. À tarde, a umidade do ar chegou a 13%.

Santa Catarina enfrenta a pior enchente das últimas duas décadas

Jornal Nacional

Duas mortes foram confirmadas e 65 mil pessoas tiveram de deixar suas casas. Em Blumenau, a maior preocupação da Defesa Civil é com o risco de novos deslizamentos. Oito bairros da cidade estão completamente isolados.

Brasília entra em estado de alerta por causa das queimadas

Jornal Nacional

Na capital do país, são quase 200 focos de incêndio. Com a umidade a 10%, o vento e o mato seco, uma área equivalente a cem campos de futebol pode ser consumida pelo fogo em menos de uma hora.


 

Chuvas deixam mais de 20 cidades em emergência em Santa Catarina

Dois municípios decretaram calamidade pública: Rio do Sul e Brusque.
Número de pessoas afetadas passa de 819 mil.


Do G1, em São Paulo


As fortes chuvas que atingem Santa Catarina nesta semana fizeram com que 34 cidades decretassem situação de emergência, segundo boletim da Defesa Civil divulgado às 20 h desta sexta-feira (9). Dois municípios decretaram estado de calamidade pública, e a Defesa Civil confirmou duas mortes por conta das chuvas no estado. Os dados anteriores, das 18h, indicavam que eram 32 as cidades em emergência.

Segundo o balanço mais recente da Defesa Civil do estado, o número de pessoas afetadas passa de 819 mil, sendo que mais de mais de 57 mil estão desalojadas e mais de 8 mil estão desabrigadas.

As cidades que decretaram calamidade pública são Rio do Sul e Brusque. Os 34 municípios em situação de emergência são Alfredo Wagner, Angelina, Araquari, Bocaina do Sul, Canelinha, Caçador, Correia Pinto, Florianópolis, Herval D'Oeste, Ilhota, Ituporanga, Içara, José Boiteux, Leoberto Leal, Lindoia do Sul, Major Gercino, Mirim Doce, Monte Castelo, Navegantes, Papanduva, Petrolândia, Pouso Redondo, Porto União, Rio das Antas, Rio dos Cedros, Rodeio, Santo Amaro da Imperatriz, Santa Terezinha, São Domingos, Tijucas, Trombudo Central, Vidal Ramos, Videira e Witmarsum.

Também aumentou o número de municípios que enviaram à Defesa Civil do estado notificação preliminar de desastre: por volta das 18h eram 73 municípios, agora já chega a 80 o número de cidades.

Mortes

 
Os boletins divulgados às 17h e às 21h mencionam o registro de apenas uma morte, mas a Defesa Civil confirmou na manhã desta sexta-feira (9) a segunda vítima relacionada à chuva no estado. Dois homens estavam em um barco no Bairro Pamplona, em Rio do Sul, quando o remo atingiu um fio de alta tensão. Um deles morreu no local e o outro foi hospitalizado, segundo o major Emerson Nerin.

Na quinta-feira (8), uma morte já havia sido confirmada em Guabiruba, a 110 km de Florianópolis. A vítima é um homem de 65 anos, que morreu após subir no telhado de sua casa e a estrutura desabar.


Três pessoas ficaram feridas devido à enxurrada - um em Ilhota e outro em Ascurra – e 45 doentes.

Segundo o major Aldo Batista Neto, da Defesa Civil, há comunidades isoladas pelas águas em quatro cidades: Ilhota, Blumenau, Itajaí e Agronômica. "Pode haver mais comunidades isoladas em outras cidades e ainda não recebemos informação. Estamos montando uma força-tarefa para, com ajuda de helicópteros, conseguir chegar às regiões que precisam de ajuda", diz o oficial.

Cerca de 10 mil casas foram destruídas e 18 cidades tiveram comunicação por telefone cortadas.

Em Itajaí, 1.647 pessoas foram levadas para abrigos. Mais de 5 mil casas foram destruídas em Navegantes. No estado, são 7.284 casas danificadas e 61 prédios públicos com danos.


Rio Itajaí-Açu sobe 12 metros

 
Nesta sexta, o nível do Rio Itajaí-Açu, em Blumenau, está 12,4 metros acima do normal, e deve continuar subindo pela manhã. Várias ruas estão inundadas pela água, que invade casas e carros. Esta já é considerada a pior enchente dos últimos 20 anos na cidade.

A Defesa Civil de Blumenau informou que 70% da cidade foi atingida por deslizamentos e alagamentos em razão do aumento do nível do rio Itajaí-Açu. Trinta e dois bairros foram atingidos. Ao todo, 72 abrigos estão aptos a receber desalojados.

O maior número de desabrigados no estado foi registrado em Blumenau: são quase 15 mil, além de 280 mil foram afetados pelas enchentes, seguida de Brusque, com 105.495 mil afetados.

Deslizamentos de terra

 
Em Jaraguá do Sul, onde 5 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, o deslizamento de terra em um morro no bairro de Tifa Martins atingiu o muro dos fundos de uma casa. A residência havia sido interditada em 2009 pela Defesa Civil, mas era ocupada por um casal e os três filhos. O barro chegou até a lavanderia, mas ninguém ficou ferido, informou a prefeitura.


Deslizamento de terra atingiu uma casa em Jaraguá do Sul; ninguém ficou ferido (Foto: Tanuí Tavares Filho/PMJS)Deslizamento de terra atingiu uma casa em Jaraguá do Sul; ninguém ficou ferido (Foto: Tanuí Tavares Filho/PMJS)
 
A Defesa Civil recomenda que os motoristas tenham cautela nas rodovias, em razão do risco de queda de barreiras e pistas escorregadias. Em algumas cidades, desde o início de agosto, choveu três vezes mais que o esperado para o período.

Com ruas alagadas e bairros sem luz, Blumenau vira 'cidade fantasma'

Previsão é de que nível do rio Itajaí-Açu diminua neste sábado.
Dois municípios decretaram calamidade pública: Rio do Sul e Brusque.


Rosanne D'Agostino 

Do G1, em Blumenau (SC)

A cheia do rio Itajaí-Açu deixou ruas vazias, comércios fechados e manteve a grande maioria dos moradores em suas casas nesta sexta-feira (9) em Blumenau, Santa Catarina. As chuvas que atingem o estado desde a quarta (7) afetam mais de 819 mil pessoas e deixam 34 cidades em situação de emergência. Duas pessoas morreram no estado.

Na cidade mais atingida, com mais de 105 mil afetados pela enchente, Blumenau ainda tem ruas alagadas e 20% dos bairros sem energia elétrica. 


Com medo de que o nível do rio Itajaí-Açu subisse para além da avenida Beira Rio, como aconteceu em 1984, comerciantes trancaram as portas na quinta-feira e não voltaram. Em toda a cidade, moradores evitam sair. Casas inteiras permanecem debaixo d'água.

Nas ruas desertas, apenas à noite alguns moradores começam a tentar iniciar a limpeza dos estabelecimentos. “Estou aqui limpando porque precisa aproveitar a água da enchente mesmo. Depois a gente volta e limpa com a água normal”, diz Jacira Mendes, 35, dona de um cabeleireiro. Ao lado do local, parte da rua permanece alagada.

A situação é a mesma em todas as ruas mais baixas da cidade, que só devem secar totalmente com a diminuição significativa do rio. “A situação ainda é preocupante. Estamos monitorando essas ruas, mas o olhar agora é para o terreno encharcado, para que não haja vitimas de deslizamentos”, afirmou o secretário de Defesa Civil, José Egídio de Borba.


Nas ruas do centro, que foram ocupadas à tarde por dezenas que queriam fotografar a força das águas do Itajaí-Açu, a opinião era de que os alagamentos, desta vez, não significaram tragédia. "Em 2008, teve deslizamento. Agora, a água subiu bastante, mais do que a outra vez, mas não tivemos nenhuma vítima. Estamos comemorando uma ação vitoriosa", diz o secretário.

Apesar disso, 4,7 mil moradores precisaram ser resgatados pelo Corpo de Bombeiros de áreas que ficaram alagadas. Ao menos 100 homens utilizaram 32 barcos para resgatar pessoas isoladas, principalmente durante a madrugada. Durante o dia todo, muitas delas escolheram permanecer no andar de cima de suas casas, mesmo sob isolamento das enchentes. "Meu irmão está lá, no sótão. Não sei se tem comida, se tem bebida. Só sei que ele prefere ficar lá", diz Cristina Vieira, 28, que está em um abrigo na Vila Nova.

Em alguns hotéis que permanecem abertos, a comida é racionada. Há avisos aos hóspedes de que as refeições serão servidas em horários determinados. “Isso porque nosso hotel está aberto. É que começaram a faltar algumas coisas e resolvemos fazer assim. Porque hoje os supermercados não abriram”, diz um garçom de um dos hotéis no centro da cidade.

Neste sábado (10), a preocupação deve ser com a falta de água. Na região central, até agora, há racionamento, mas cerca de 30 bairros, que continuam alagados, estão sem abastecimento. Os abrigos são abastecidos com carros-pipa, e moradores procuram os voluntários com garrafas.

“Estamos, por enquanto, economizando. Se a enchente não baixar logo, aí vamos começar a pensar”, diz Vilma Neiva, 55, moradora do centro. “Estou fazendo um favor para o meu vizinho, que não tem água nenhuma. Vim buscar para eles”, afirma Edimílson Santos, 18, que mora em uma região mais afastada, e foi buscar água no abrigo da igreja de Itoupava Norte.

A previsão da Defesa Civil é de que o rio baixe gradualmente com a interrupção das chuvas nesta sexta em Blumenau, mas outras cidades ainda podem ser atingidas pelas enchentes. Rio do Sul continua sob estado de calamidade pública, assim como a cidade de Brusque, que está isolada pelas águas.

Inpe registra 2,7 mil focos de queimadas em todo o país

Luana Lourenço - Repórter da Agência Brasil
 
Brasília - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registra hoje (8) 2.792 focos de queimadas em todo o país, de acordo com os dados do satélite de referência. A estiagem e a baixa umidade do ar desta época do ano aumentam o risco de incêndios florestais.

 
Minas Gerais é o estado com maior número de focos registrados hoje, com 510 ocorrências. Na Bahia, o satélite visualizou 446 focos. Em seguida, aparecem Piauí (372) e Pará (264). 


No Distrito Federal, onde o Corpo de Bombeiros registra 42 incêndios florestais, há risco de suspensão das operações no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck. Colunas de fumaça provenientes de três grandes incêndios em áreas de proteção ambiental próximas ao aeroporto podem ser vistas de praticamente todo o DF.

Ambientalistas e entidades lançam comitê contra novo Código Florestal no RJ

Agência Brasil

Rio de Janeiro – Ambientalistas e entidades da sociedade civil lançaram hoje (9), no Rio de Janeiro, um comitê contra o novo Código Florestal, já aprovado pela Câmara dos Deputados. Para os organizadores do movimento, o projeto incentiva o desmatamento e anistia os crimes ambientais. O texto está tramitando no Senado.

O movimento no Rio é ligado ao Comitê Nacional em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, que reúne 112 organizações da sociedade civil em torno da campanha Floresta Faz a Diferença. O objetivo é mobilizar a população para pressionar o Senado a fazer mudanças no texto.

“Estamos mobilizando a sociedade, porque temos a Rio+20 [Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável]. A sociedade quer reforçar que deseja mais proteção ambiental”, disse o secretário estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc.

08 setembro 2011

Fogo consome Parque de Itatiaia há quatro dias

Dicler de Mello e Souza - O Globo

ITATIAIA - Equipes de brigadistas do Parque Nacional de Itatiaia, no Sul Fluminense, combatem desde o último domingo um incêndio de grandes proporções na localidade conhecida como Alto dos Brejos, na Serra da Mantiqueira. Segundo o ICMBio, a região é remota e de difícil acesso, o que dificulta bastante o combate às chamas.

Brigadistas do Parque Nacional da Serra da Bocaina, de Passa Quatro, de Ipanema e do Parque Nacional da Tijuca também estão no local. Na terça-feira, surgiu um outro foco de incêndio na localidade conhecida como Morro Cavado. Na quarta-feira a coordenação de proteção do ICMBio obteve reforço aéreo com um Super-Puma da Aeronáutica, que faz o deslocamento das equipes e dos suprimentos. Outras equipes de combate a incêndio, como o Corpo de Bombeiros de Resende e militares da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras) também foram acionados. A investida contra as chamas conta com dez voluntários para logística e orientação de trilha.

De acordo com o ICMBio, o tempo continua muito seco e sem previsão de chuvas para os próximos dias. O biólogo Jorge Nilton Siqueira lamentou o incêndio, que prejudicará a fauna e a flora do local.

Vale do Itajaí (SC) volta a sofrer com fortes chuvas; mais de 30 mil pessoas foram afetadas

Léo Pereira*
Especial para o UOL Notícias
Em Florianópolis

O Vale do Itajaí, uma das regiões mais afetadas pela tragédia climática ocorrida em novembro de 2008 – quando 135 pessoas morreram devido às fortes chuvas –, volta a ser atingido pelos temporais que castigam Santa Catarina desde terça-feira (6).

De acordo com o último boletim da Secretaria da Defesa Civil, mais de 30 mil pessoas foram afetadas em ao menos 28 cidades com registro de algum prejuízo no Estado. De acordo com o relatório, 688 pessoas estão desalojadas (na casa de parentes ou amigos) e 615 desabrigadas (em abrigo público). Não há registro de mortos ou feridos.

O acumulado de chuva das últimas 72 horas em Santa Catarina já passa de 100mm na maioria dos municípios, segundo o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina (Ciran). O valor está próximo do esperado para o mês inteiro.


A barragem de Ituporanga transbordou na manhã desta quinta-feira (8). O rio Itajaí-Açu, que corta vários municípios na região, já ultrapassa o limite de emergência. Na cidade de Rio do Sul, o transbordamento do rio forçou a saída de 50 famílias de suas casas.

Em Blumenau, na medição feita às 14h, o nível do Itajaí-Açu chegou a 9,55 metros, e a água atinge bairros da cidade, deixando ao menos 11 famílias desabrigadas e mais de 20 ruas alagadas. A prefeitura já considera a situação de emergência.

Segundo estimativa de Defesa Civil de Blumenau, o índice deve chegar aos 11,6 metros às 21h de hoje, e 12,50 metros à meia-noite, o que deverá atingir, pelo menos, 80 mil pessoas na cidade. Os hospitais atendem apenas casos de urgência; os postos de saúde estão fechados devido às enchentes.

No Morro do Baú, em Ilhota, uma das áreas com mais risco de deslizamentos, existem acessos prejudicados. As aulas foram suspensas na cidade, assim como em Santo Amaro da Imperatriz, na região da Grande Florianópolis.

Na capital catarinense, no bairro Rio Vermelho, uma operação foi montada para drenar a grande quantidade de água que atingiu aproximadamente 200 residências.

Já de acordo com as polícias rodoviárias, pelo menos quatro estradas que atravessam o Estado apresentam algum trecho com tráfego interrompido por causa de alagamentos ou queda de barreiras.

“Infelizmente, a previsão de chuva forte se confirmou. Esperamos que a boa notícia também se concretize para nos ajudar, com o sol aparecendo no próximo sábado e, depois, de oito a dez dias com tempo bom”, diz o diretor de prevenção da Secretaria da Defesa Civil, Emmerson Emerin.
Estradas

Devido às chuvas, que provocaram deslizamentos de terra, várias rodovias estaduais e federais tiveram trechos interditados total ou parcialmente. Entre elas a SC-302, no quilômetro 279, a SC-429, no quilômetro 7, a SC-456, no quilômetro 125, que tiveram o tráfego interrompido totalmente e a SC-428, no quilômetro 122, que está em meia pista, assim como a SC-430, no quilômetro 32.

Já na rodovia BR-280, entre os quilômetros 91 e 93, o trânsito está totalmente interditado devido à queda de barreiras. Na BR-282, vários pontos com quedas de barreiras estão atingindo parte do acostamento, mas sem nenhuma obstrução da pista até o momento.


Na BR-116, no quilômetro 100, em Monte Castelo, cerca de 30cm de lâmina de água está sobre a pista em uma extensão de aproximadamente 50 metros de comprimento. Já no quilômetro 304,8 (Serra do Pelotas, Capão Alto) na mesma rodovia, há risco iminente de queda de barreira, com precipitação já atingindo o acostamento.


*Com informações da Agência Estado
 

São Paulo decreta alerta para tempo seco; DF e cinco Estados têm baixa umidade

Do UOL Notícias
Em São Paulo

A Prefeitura de São Paulo decretou estado de alerta nas regiões norte, leste e centro-oeste da cidade na tarde desta quinta-feira (8) em razão da baixa umidade relativa do ar, que se encontrava em torno de 18 % por volta das 15h, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), níveis entre 30% e 60% caracterizam situação de observação; abaixo de 30% é considerada atenção, abaixo de 20%, alerta, e índices abaixo de 12%, são caracterizados como emergência.


"Nos meses em que ocorrem poucas chuvas é comum que a umidade do ar fique reduzida, o que causa um aumento nos níveis de dióxido de enxofre e material particulado, devido às piores condições de dispersão. Isso propicia o surgimento ou agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e oculares", afirma nota oficial.


O governo recomenda evitar exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas; evitar aglomerações em ambientes fechados; umidificar o ambiente por meio de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água; usar soro fisiológico para olhos e narinas; sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas arborizadas; e consumir bastante água.


Estados


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) afirma que a baixa umidade relativa do ar atinge nesta quinta o Distrito Federal e cinco Estados brasileiros – Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. A umidade mais baixa chegou a 6%, registrada no município de Alto Paraíso, no Estado de Goiás.

Segundo a Somar Meteorologia, 57 cidades do país estão em estado de emergência na tarde desta quinta-feira, entre elas a capital Goiânia, com 11% de umidade relativa. Outros 201 municípios estão com umidade igual ou abaixo de 30%, ou seja, em situação de atenção. Os dados são provenientes das estações automáticas do Inmet até as 15h.

Segundo a Secretaria de Defesa Civil, o Distrito Federal (DF) completa hoje 90 dias sem chuvas, o que tem acarretado muitos problemas para a saúde da população. Além disso, a unidade federativa tem registrado com frequência queimadas neste período de seca. A previsão é que ainda chova neste mês de setembro.


A temperatura máxima no DF hoje deve ser 31ºC e a mínima, 18ºC. A umidade relativa do ar deve ficar entre 40% e 15%.


Após três meses sem chuva, Belo Horizonte e região metropolitana registram clima de deserto hoje por conta da baixa umidade relativa do ar, que nós últimos dias tem ficado na média de 20%.

De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, 105 cidades mineiras já decretaram situação de emergência por conta da estiagem. Alguns municípios também apresentam altas temperaturas e baixa umidade do ar.

04 setembro 2011

Tufão Talas deixa pelo menos 15 mortos e 43 desaparecidos no Japão

EFE

O potente tufão Talas deixou em sua passagem pelo centro-oeste do Japão pelo menos 15 mortos e 43 pessoas desaparecidas, além de grandes danos materiais e alterações no transporte, informou neste domingo (4) a agência local "Kyodo". Segundo a Agência Meteorológica do Japão, a tempestade trouxe para a ilha de Shikoku e outras regiões do sudoeste de Honshu ventos de até 108 km/h e intensas chuvas que causaram o aumento de rios e deslizamentos de terra.

Só na província de Wakayama, perto de Osaka e Nara, morreram oito pessoas e 32 continuam desaparecidas, algumas das quais foram arrastadas pelas cheias dos rios ou soterradas por deslizamentos de terras. Os deslocamentos por trem foram suspensos devido ao temporal nas regiões afetadas, algo que permitiu evitar males maiores como no caso da queda de uma ponte no povoado de Nachikatsuura que era utilizada por uma das linhas da companhia ferroviária JR West.


Este é o 12º tufão da temporada e produziu também cortes de luz e a evacuação de centenas de casas, enquanto a baixa velocidade com a qual a frente se deslocava infligiu maiores danos e ainda se alerta de possíveis deslizamentos de terra. O governo japonês enviou uma equipe de pesquisadores para que avaliem o alcance do tufão, um dos mais prejudiciais dos últimos anos.

"Katia" se transforma de novo em furacão e depressão permanece estacionária

Miami (EUA)

A tempestade tropical "Katia" ganhou nesta sexta-feira intensidade ao aumentar seus ventos a 120 km/h e se transformou de novo em furacão categoria 1, ao leste das Pequenas Antilhas, enquanto a 13ª depressão está quase estacionária ao sul do litoral da Louisiana.

No boletim das 10h (de Brasília) desta sexta-feira, o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos comunicou que "Katia" estava a 1.135 quilômetros ao norte das Pequenas Antilhas e se deslocava em direção ao oeste com velocidade de 22 km/h.

Espera-se que o tufão continue nesta sexta-feira e no sábado se movimento em direção ao oeste e que aumente sua intensidade.

Enquanto isso, a depressão tropical estava localizada a 310 quilômetros ao sudoeste do delta do rio Mississipi e a 370 quilômetros ao sudeste de Port Arthur, no Texas. O fenômeno arrastava ventos máximos sustentados de 55 km/h.

Espera-se que continue nesta sexta-feira e neste sábado esse movimento "lento e errático" rumo ao noroeste e que o centro do sistema "se aproxime da costa sul da Louisiana durante o fim de semana", acrescentou o NHC, com sede em Miami.

Permanece aviso de tempestade para a costa norte do Golfo do México, de Pascagoula até Texas, incluindo a cidade de Nova Orleans, o lago Pontchartrain e o lago Maurepas.

As grandes companhias de petróleo e gás que operam no Golfo do México começaram na quinta-feira a retirar seus funcionários das plataformas, como medida de segurança.

Os meteorologistas esperam fortalecimento gradual da depressão para as próximas 48h, pelo qual poderia se transformar em tempestade tropical "no fim da sexta-feira".

Por outro lado, os meteorologistas não prevêem que a tempestade tropical "Katia" se fortaleça muito nesta sexta-feira em seu caminho rumo ao norte das Pequenas Antilhas, embora o fenômeno meteorológico "poderá se transformar de novo em furacão no fim de semana".

"Katia" está situada a 1.205 quilômetros ao norte das Pequenas Antilhas e arrasta ventos máximos sustentados de 110 km/h. Se desloca para o oeste com velocidade de translação de 24 km/h.

Nesta temporada de furacões no Atlântico, que começou em 1º de junho e termina em 30 de novembro, se formaram 11 tempestades tropicais e dois furacões, incluindo o "Katia".

A Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) atualizou em agosto sua previsão e informou que se formariam mais tempestades, entre 14 e 19, das quais entre sete e dez poderiam transformar-se em furacões. Desses, entre três e cinco podem ser de grande intensidade, com ventos superiores aos 178 km/h.
 

Tempestade "Lee" gera alerta de remoção em massa em vários pontos dos EUA

EFE

Washington, 3 set (EFE).- Diversos estados do sul dos Estados Unidos estavam neste sábado em alerta por causa da passagem da tempestade tropical "Lee", que está provocando fortes chuvas, ameaça com tornados e obrigou a remoção da população de algumas áreas por precaução em Nova Orleans, seis anos depois da tragédia do furacão "Katrina".

"Lee" está provocando intensas chuvas no sul da Louisiana e em regiões dos estados de Mississipi e Alabama, que podem causar "extensas inundações", alertou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, com sede em Miami, em seu boletim das 18h (de Brasília).


Louisiana e Mississipi estão desde sexta-feira em emergência para prevenir possíveis inundações associadas a "Lee", que também ameaça com intensas chuvas, ventos e ressacas em outros estados do sul, do Alabama ao Texas.


Em Nova Orleans (Louisiana), o prefeito de Jean Lafitte, Tim Kerner, ordenou a retirada da população de algumas áreas fora do sistema de diques da cidade, pelo risco de inundações, informou o jornal local "The Times-Picayune".


Dezenas de voos do aeroporto internacional Louis Armstrong, da cidade, foram cancelados neste sábado e se prevê que outros sejam afetados durante a noite de sábado e a manhã de domingo, segundo Michelle Wilcut, uma porta-voz do terminal.


Nova Orleans também está em emergência desde sexta-feira, quando o prefeito, Mitch Landrieu, alertou que a tempestade "poderia despejar grande quantidade de chuva" e lembrou que os moradores estão fora da proteção do dique podem estar expostos a ondas de até 1,5 metros de altura.


Precisamente no dia 29 de agosto fez seis anos das inundações que o devastador furacão "Katrina" provocou em 2005 em Nova Orleans, onde morreram 1,8 mil pessoas.