05 fevereiro 2011

Brasil cumpre poucas metas de preservação de seus biomas, segundo ONG

Agência Brasil

SÃO PAULO – O Brasil cumpriu poucas metas para a proteção de seus biomas estipuladas na Convenção das Nações Unidas (ONU) sobre Conservação da Diversidade Biológica. É o que mostra levantamento da organização não governamental (ONG) WWF-Brasil em parceria com a Conselho Nacional Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Das 51 metas nacionais que deveriam ser atingidas até 2010, o país cumpriu duas na totalidade; cinco não foram executadas, e o restante encontra-se em estágios intermediários de cumprimento.

De acordo com o levantamento, o país não cumpriu a meta de recuperar no mínimo 30% dos principais estoques pesqueiros com gestão participativa e controle de capturas. Também não colocou em ação planos de manejo para controlar, pelo menos, 25 das principais espécies exóticas invasoras que mais ameaçam os ecossistemas.

O país também não implementou projetos de proteção ao conhecimento de todas as comunidades tradicionais dos biomas, e nem criou políticas para que os benefícios resultantes do uso comercial dos recursos genéticos dos ecossistemas fossem efetivamente repartidos de forma eqüitativa em prol da conservação da biodiversidade.

O Brasil, segundo a WWF, cumpriu apenas a redução média de 25% no número de focos de calor em cada bioma, e também elaborou uma lista amplamente acessível das espécies brasileiras formalmente descritas de plantas, animais vertebrados, animais invertebrados e microorganismos.

“No campo do conhecimento, de criação de áreas protegidas, de monitoramento, as notícias são boas. Em outros campos, sobre o uso sustentável dos biomas, de se colocar o meio ambiente no centro das decisões políticas, e de se criar uma economia verde, as notícias são ruins”, avaliou o superintendente de conservação do WWF-Brasil, Cláudio Maretti. Maretti.

O estudo mostra ainda que o Brasil cumpriu apenas em parte a meta de redução na taxa de desmatamento de seus biomas. Não foi alcançado o estipulado pela convenção da ONU, de diminuição de 100% no desmatamento no Bioma Mata Atlântica, de 75% no Bioma Amazônia e de 50% nos demais biomas.

Com encerramento dos prazos de 2010, e com as decisões tomadas na conferência de Nagoia (Japão), em outubro do ano passado, ficaram definidas metas ainda mais ambiciosas para o Brasil. O objetivo agora é aumentar para 17% as áreas protegidas até 2020, praticamente o dobro do que o bioma abriga hoje. (IP)

Chega a 117 número de cidades em emergência em MG

Córrego Danta foi último município a decretar emergência. Na sexta, governo anunciou que Estado receberá R$ 70 milhões

Agência Estado

Subiu para 117 o número de cidades que decretaram situação de emergência em Minas Gerias por causa das chuvas. O município de Córrego Danta foi o último a entrar na lista, segundo a Defesa Civil do Estado. Ao todo, 17 pessoas morreram em consequência das chuvas; 21.180 ficaram desalojadas e 3.493, desabrigadas. No Estado, 1.381.875 moradores foram afetados pelos mau tempo. As casas destruídas somam 298 e as danificadas, 7.320.

Neste sábado, o tempo permanece quente em boa parte do Estado. No Triângulo Mineiro e no oeste do sul de Minas a grande disponibilidade de umidade favorece a formação de nuvens e pancadas de chuva de moderadas a fortes, associadas a raios, de acordo com a Defesa Civil. Em Belo Horizonte, não há possibilidade de chuvas.

País quer explorar substâncias usadas em iPod e mísseis, num mercado de US$ 9 bi

Danielle Nogueira - O Globo

O Brasil está disposto a entrar em um mercado bilionário dominado pela China e que é fundamental para a produção de aparelhos de alta tecnologia, como laptops, iPods e até mísseis. Técnicos do governo avaliam o potencial do país para explorar as chamadas terras raras, conjunto de 17 elementos químicos encontrados em jazidas minerais e que há até pouco tempo não passavam de siglas na tabela periódica.

A ideia é consolidar um programa de pesquisa e desenvolvimento para minerais estratégicos, entre eles terras raras, além de traçar uma radiografia dos consumidores nacionais e identificar potenciais produtores. Assim, o governo pretende retomar a atividade - que hoje não representa sequer 1% da produção mundial - num segmento em que o país já foi líder global.

Hoje, os chineses respondem por 97% da produção internacional, com 120 mil toneladas por ano. Paralelamente, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) estão negociando com a Universidade Federal Fluminense (UFF) a realização de pesquisas no oceano com o objetivo de identificar novos depósitos de terras raras no país.

A INB assumiu a exploração de terras raras no Brasil nos anos 90, após a extinção da Nuclemon, estatal que estava à frente da atividade até então. Umas das razões que fizeram a Nuclemon sair de cena foi a entrada com força da China nesse mercado, que jogou os preços para baixo, tornando a produção pouco lucrativa. Ironicamente, é a China que poderá levar o Brasil a ampliar sua atuação no segmento. Após restrições impostas por Pequim às exportações de terras raras, em setembro de 2010, o preço da tonelada saiu de US$ 5 mil para US$ 50 mil.

Tecnologia e meio ambiente: desafios

Com esse salto, os técnicos do governo avaliam que está na hora de o Brasil voltar a ter destaque nesse nicho. Em 2010, o mercado mundial de terras raras movimentou US$ 2 bilhões. Se os preços se mantiverem no patamar atual e a demanda continuar a crescer - estudo do Congresso americano aponta para uma demanda de 180 mil toneladas em 2012, ante as 134 mil em 2010 -, o mercado potencial para o próximo ano é de US$ 9 bilhões.

Com produção residual, de apenas 650 toneladas de terras raras em 2009, segundo últimos dados disponíveis, o Brasil estaria praticamente fora desse boom, apesar de ostentar o título de terceiro maior produtor mundial. O segundo colocado é a Índia (2.700 toneladas).

Relatório feito por um grupo de trabalho do Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), entregue às autoridades no fim de 2010, aponta que entre os desafios brasileiros está o desenvolvimento de novas tecnologias para aproveitamento desses elementos.
Há ainda a questão ambiental. Na produção de terras raras, produz-se também elementos radioativos, que exigem armazenamento especial.

- Os problemas associados à produção das terras raras a partir da monazita (um dos minerais em que esses elementos são encontrados no Brasil) são de natureza ambiental, notadamente o destino a ser dado aos rejeitos contendo urânio e tório - diz o diretor de Recursos Minerais da INB, Otto Bitencourt.

Para Ronaldo Luiz Santos, pesquisador do Centro de Tecnologia Mineral, órgão ligado ao MCT, que integrou o grupo de trabalho interministerial, o essencial é que a iniciativa privada abrace a ideia do governo de retomar a produção de terras raras.

- As terras raras são uma questão de soberania nacional, pela multiplicidade de seus usos, inclusive na área de defesa e na indústria petrolífera. Precisamos de uma política estratégica de fomento à sua produção e arrojo empresarial para promover o aproveitamento das jazidas.

Gadolínio, cério e túlio são alguns desses elementos ditos raros. Apesar dos nomes esquisitos, o brasileiro já se acostumou com eles mesmo sem saber. Eles estão nas telas das TVs em cores, nos celulares e até nos motores elétricos. Também são usados na indústria bélica, para a fabricação de sistemas de orientação de mísseis, por exemplo, e são importantes insumos da indústria de energia renovável, por serem empregados na produção de painéis solares e turbinas eólicas. São usados ainda no processo de refino do petróleo.

Apesar de batizados de raros, muitos são mais abundantes na natureza que outros metais, como cobre e ouro. Mas, por serem encontrados em pequenas concentrações, seu processo de produção é difícil e caro, o que os torna pouco viáveis economicamente. Daí sua raridade.

Depósitos em Goiás, Amazonas e Rio

No Brasil, sabe-se de depósitos de terras raras em Catalão (GO), Pitinga (AM) e São Francisco do Itabapoana (RJ). É neste último que as terras raras são encontradas na chamada monazita. De acordo com a INB, há estoques de 20 mil toneladas de monazita em suas dependências. A estatal chegou a elaborar um projeto para beneficiamento do mineral nos anos 90, mas acabou abandonando o projeto:

- O aumento da oferta, à época, de compostos de terras oriundos da China tornaram o projeto pouco atraente, e a operação foi suspensa. Agora, a INB está negociando com a UFF a realização de uma prospecção na plataforma continental (fundo do mar) adjacente aos depósitos terrestres buscando identificar novos depósitos para manutenção de suas atividades produtivas - diz Bitencourt.


Enquanto isso, outros países estão se mexendo para reduzir sua dependência da China. Em setembro passado, a Câmara de Representantes dos EUA aprovou projeto de lei para a criação de um programa de incentivo à exploração de terras raras, com recursos de US$ 70 milhões até 2015. A proposta ainda tem de ser apreciada pelo Senado. Já a Comissão Europeia quer estimular a reciclagem de terras raras por seus países-membros, além de assistir países africanos nessa atividade.

Exportação estratégica: 'O nióbio é nosso'

Se a China é uma rival para o Brasil no mercado de terras raras, pode se tornar aliada na exploração de outro mineral estratégico, o nióbio. O mineral ganhou notoriedade em 2010, quando documentos do governo americano vazados pelo Wikileaks incluíram as minas de Araxá (MG) e Catalão (GO) no mapa de áreas estratégicas para os EUA, o que vem levando internautas a organizar o movimento "o nióbio é nosso", a exemplo do que foi feito com o petróleo no passado.

Isso porque o Brasil é o maior produtor do mineral, com 96% da produção mundial, e daqui partem 80% do nióbio importado pelos EUA. Mas é no mercado asiático que estão as chances de expansão das exportações. Por suas propriedades - suporta baixas temperaturas e alta pressão -, o nióbio otimiza o uso do aço, sendo empregado na indústria de aviação, petrolífera e automobilística.

Em países desenvolvidos, são usados de 80 gramas a cem gramas de nióbio por tonelada de aço. Isso deixa o carro mais leve e econômico, por exemplo. Na China, são usadas apenas 25 gramas em média de nióbio por tonelada.
- Na China, está boa parte do potencial de expansão de nossas exportações - disse o diretor de assuntos minerários do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Marcelo Ribeiro Tunes.

Em 2010, a receita com vendas externas de nióbio foi de US$ 1,5 bilhão. Foi o terceiro item da pauta de exportações minerais, atrás de minério de ferro e ouro. As duas empresas que atuam no setor no Brasil são a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, do grupo Moreira Sales e dona da mina de Araxá, e a Anglo American, proprietária da mina de Catalão.

02 fevereiro 2011

Ciclone gigante atinge costa da Austrália

O ciclone Yasi arrancou árvores e telhados com ventos de até 300 quilômetros por hora

Veja

O ciclone Yasi, um dos mais violentos já registrados, atingiu a costa nordeste da Austrália nesta quarta-feira – já quinta-feira no horário local –, arrancando árvores e telhados com ventos de até 300 quilômetros por hora. Minas, ferrovias e portos de exportação de carvão foram fechados no estado de Queensland, que ainda se recupera das inundações dos últimos meses. As autoridades dizem que 150.000 residências ficaram sem energia.

Na noite de quarta-feira, centenas de quilômetros do litoral já sentiam os efeitos da tempestade. Engenheiros alertam que mesmo os imóveis à prova de ciclone podem sofrer avarias com a passagem da tempestade. A primeira-ministra australiana, Julia Gillard, colocou navios, helicópteros e 4.000 soldados de prontidão para ajudar eventuais vítimas.

Mais de 400.000 pessoas vivem na rota do ciclone, que inclui as cidades de Cairns, Townsville e Mackay. É um trecho de litoral muito frequentado por turistas e fica próximo à Grande Barreira de Corais. Imagens de satélite mostram o Yasi como uma grande mancha abrangendo uma área maior que a Itália ou a Nova Zelândia. Uma testemunha disse a uma TV local, em um abrigo subterrâneo, que árvores estavam rachando, e que o ruído era como de um trem passando sobre a casa.

A polícia disse ter recebido relatos de danos, mas não havia informação sobre mortes. As comunicações foram interrompidas em algumas áreas. Quase toda a população está recolhida em suas casas ou em abrigos anticiclone. Dezenas de milhares de pessoas foram retiradas nas horas prévias à chegada da tempestade.

O Departamento de Meteorologia disse que uma ressaca de até dois metros acima da maré normal inundou parte da costa, mas a imprensa noticiou que as ondas não parecem tão altas quanto se temia. Yasi era um ciclone da categoria 5, o máximo da escala, e gerou comparações com o furacão Katrina, que devastou Nova Orleans em 2005. Depois, o ciclone diminuiu para categoria 4, e posteriormente, para 3.

Força inédita – A primeira-ministra regional, Anna Bligh, disse que o ciclone teria uma força inédita. "Não vou disfarçar. Serão 24 horas duras. Ainda estamos expostos ao pior", disse ela, alertando que os transtornos podem se prolongar até o fim de semana, e que uma onda de nove metros já havia sido registrada."Sem dúvida, estamos destinados a encontrar cenas de devastação e dor. Este ciclone não se parece com nada que já tenhamos visto antes como nação."

A tempestade ameaça elevar a cotação mundial do açúcar, do cobre e do carvão. Ele é tão poderoso que colocou em alerta até Mount Isa, localidade mineradora a mil quilômetros da costa. A entidade que representa os usineiros locais disse que o prejuízo na indústria do açúcar e álcool pode chegar a meio bilhão de dólares.

(Com agência Reuters)

01 fevereiro 2011

Chega a 73 número de cidades em emergência pelas chuvas em SC

Segundo Defesa Civil, temporais provocaram a morte de seis pessoas.
Mais de 20 mil pessoas tiveram que deixar suas casas no estado.

Do G1, em São Paulo

Subiu para 73 o número de cidades em emergência por causa da chuva que atinge Santa Catarina desde meados de janeiro. De acordo com balanço da Defesa Civil, divulgado nesta terça-feira (1º), 87 municípios registraram prejuízos. A cidade de Mirim Doce está em situação de emergência.

Em todo o estado, mais de 840 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas. Seis pessoas morreram e 162 ficaram feridas.

Mais de 20 mil pessoas tiveram que deixar suas casas. Segundo a Defesa Civil, 18.887 estão desalojadas e 2.001 desabrigadas. Quase 7 mil residências foram danificadas pelos temporais.

As cidades em emergência são Antônio Carlos, Anitápolis, Alfredo Wagner, Águas Mornas, Anita Garibaldi, Armazém, Araquari, Araranguá, Aurora, Balneário Arroio do Silva, Balneário Barra do Sul, Balneário Gaivota, Biguaçu, Barra Velha, Bom Jardim da Serra, Braço do Norte, Braço do Trombudo, Bombinhas, Camboriú, Cocal do Sul, Corupá, Criciúma, Dona Emma, Ermo, Forquilhinha, Gaspar, Grão Pará, Gravatal, Guaramirim, Governador Celso Ramos, Içara, Ilhota, Imaruí, Itapoá, Itaiópolis, Jaguaruna, Jaraguá do Sul, Joinville, Jacinto Machado, Laurentino, Lauro Muller, Maracajá, Massaranduba, Meleiro, Major Gercino, Morro da Fumaça, Morro Grande, Nova Veneza, Palhoça, Passo de Torres, Pedras Grandes, Ponte Alta do Norte, Porto Belo, Praia Grande, Rio do Campo, São Pedro de Alcântara, Santa Rosa do Sul, Santa Terezinha do Progresso, Santo Amaro da Imperatriz, São Bento do Sul, São Francisco do Sul, São João do Sul, São Martinho, Siderópolis, Sombrio, São José, São José do Cerrito, Taio, Turvo, Timbé do Sul, Treviso, Tubarão e Urussanga.

Neve força cancelamento de mais de 4.400 voos nos EUA

FOLHA DE SP
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Mais de 4.400 voos foram cancelados nesta terça-feira nos Estados Unidos, devido a uma tempestade com chuvas geladas, neve e fortes ventos, informou o site FlightAware.com, especializado em tráfego aéreo. O número sobe para 7.700 somados os voos de segunda, terça e quarta-feira.

O Aeroporto Dallas-Fort Worth, no Texas, importante centro do tráfego aéreo nos EUA, fechou brevemente na segunda-feira diante da tempestade e registrava atrasos de até três horas quando reabriu. Nesta terça-feira, o aeroporto voltou a fechar por quase uma hora, em meio a chegada dos jogadores e espectadores do Super Bowl, maior evento esportivo do país. 

No Aeroporto de O'Hare, em Chicago, cerca de 800 voos foram cancelados nesta terça-feira. Outros 700 voos foram cancelados em Dallas (Texas), 640 em Newark (Nova Jersey) e 780 nos aeroportos LaGuardia e JFK, ambos em Nova York. 

"Esta tormenta terá um impacto significativo nas companhias aéreas, em particular nas que fazem escala em Chicago [United e American] e em Newark [Continental]", advertiu o site. 

Os problemas nos voos devem aumentar com a previsão de ainda mais tempestades em 30 Estados, do Novo México a New England.

31 janeiro 2011

Vendaval destrói três galpões em Uberlândia, no Triângulo mineiro

Ventania aconteceu na tarde deste domingo (30). Ninguém se feriu.

G1 - MG TV

Um vendaval na tarde deste domingo (30) destruiu três galpões em Uberlândia, na Região do Triângulo, em Minas Gerais.

Em um imóvel, na parte da frente, o telhado caiu. Atrás, a cobertura e a parede foram derrubadas. A placa e telhas foram arrancadas.

O terceiro também foi danificado. Uma área de 1.200 metros quadrados ficou praticamente destruída. No local, funcionava uma empresa que armazenava arroz e feijão. Com a queda, 350 toneladas de grãos ficaram debaixo dos escombros, um prejuízo estimado de R$ 2 milhões.

Uma equipe da Defesa Civil esteve no local para ver os estragos. Segundo a meteorologia, não houve tornado. Ninguém ficou ferido.