22 janeiro 2011

"Hotel Lixo" abre para feira de turismo na Espanha

Reportagem de Catherine MacDonald
Reuters/Brasil Online

MADRI (Reuters) - Coincidindo com a Feira Internacional de Turismo, que promove a maior indústria da Espanha em Madri, um hotel feito de lixo foi inaugurado no centro da capital. 

O escultor alemão H.A. Schult usou 12 toneladas de lixo reciclado para construir o hotel e chamar atenção sobre a quantidade de desperdícios nas praias europeias. 

"Devemos saber e devemos entender que os oceanos são os maiores depósitos de lixo do mundo", disse Schult à Reuter TV. 

"O mundo é um hotel e, portanto, como uma parábola, eu mostro o mundo como um hotel, só alugamos esse mundo, e temos que nos dar conta de que enchemos o mundo inteiro de lixo", acrescentou o artista em frente ao hotel, na Plaza de Callao. 

O Hotel Corona Extra Save the Beach abriu as portas em 19 de janeiro e, segundo a diretoria, os cinco quartos duplos já foram reservados para os quatro dias em que hóspedes serão recebidos. 

Entre os hóspedes estão a modelo dinamarquesa Helena Christensen, que passou uma noite no notel, a ambientalista Alexandra Cousteau e a designer de joias Jade Jagger.

20 janeiro 2011

Helicóptero despeja veneno para eliminar ratos em Galápagos

FOLHA DE SP
DE SÃO PAULO 

Espécies invasoras podem exigir medidas extremas: em Galápagos, para acabar com os ratos que ameaçam a fauna nativa local, o jeito foi gastar mais de R$ 1 milhão para alugar um helicóptero e despejar veneno sobre uma ilha.
Essa gigantesca desratização promovida pelos pesquisadores no arquipélago, que se localiza no oceano Pacífico, tem justificativa. 

A população de ratos está crescendo de forma descontrolada, e a mania dos bichos de comer ovos de tartarugas e aves nativas de região está levando espécies típicas de Galápagos ao colapso.  

Os pesquisadores vinculados à administração do Parque Nacional de Galápagos, situado a cerca de mil quilômetros da costa do Equador (o arquipélago é parte do país), garantem que a substância será terrível contra os ratos, só contra os ratos. 

Não se trata de um veneno líquido: utiliza-se uma isca envenenada, parecida com um pequeno biscoito cilíndrico, que os ratos confundem com comida.
Apesar de atrativa para os ratos, o biscoitinho não desperta a atenção de outros animais, como leões-marinhos, vários tipos de aves e a famosa tartaruga de Galápagos. 

Por enquanto, a desratização só foi utilizada em uma ilha, chamada Rábida. Ela é uma das menores do arquipélago, com apenas 710 hectares -- pouco mais de quatro parques como o Ibirapuera. 

Ela tem uma população imprecisa de ratos, mas que certamente pode ser contada aos milhares. Eles se escondem em tocas camufladas pelo solo rochoso da ilha vulcânica e dominaram todo o território da ilha. 

Os cientistas ainda estão acompanhando os resultados da desratização. Nas próximas semanas, o monitoramento da população de ratos deve indicar se a operação funcionou. Se ela tiver sido um sucesso, a ideia é que seja expandida para outras ilhas -- não é só Rábida que está infestada de ratos. 

Vai ser bem mais complicado. Rábida pode até virar um bom modelo de desratização, mas ela é muito menor do que as outras ilhas. A maior delas, Isabela, tem 4.588 km2 -- três vezes a cidade de São Paulo. Além disso, as ilhas maiores são habitadas. Isabela tem mais de 2.000 habitantes. 

O alto custo acaba sendo, então, uma das principais dificuldades do projeto. Idealmente, os cientistas acham que ele poderia ser concluído em um ano em todo o arquipélago. Na prática, por questões financeiras, ele pode levar até duas décadas. 

Não se sabe com grande precisão quando os ratos chegaram às ilhas. Eles foram levados pelos barcos que passaram a frequentar a região a partir do século 17, e provavelmente desembarcaram mais de uma vez. 

As principais espécies de ratos invasores são o Rattus norvegicus e o Mus musculus domesticus - conhecidos localmente como "rato holandês" e "rato caseiro". 

Galápagos tem um problema imenso com espécies invasoras. Apesar desse esforço todo para se livrar dos ratos, acredite, eles são apenas mais uma das espécies invasoras nocivas para o frágil ecossistema do arquipélago, junto com cabras, porcos e gatos selvagens. 

Com agências de notícias

19 janeiro 2011

Cetesb vai multar Petrobras por vazamento em Cubatão

O Vale

A Petrobras será multada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em cerca de R$ 140 mil por permitir que resíduos oleosos da refinaria Presidente Bernardes cheguem sem tratamento ao Rio Cubatão, na Baixada Santista. Reincidente, a empresa foi advertida pelo mesmo motivo em 2 de outubro do ano passado e multada em 7 de janeiro pela mesma infração - lançamento de hidrocarboneto de petróleo da saída do tanque separador para o Rio Cubatão.

"Eles já tinham sido multados em 4 mil Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo, que corresponde a R$ 17,45) e agora essa punição será dobrada", disse a gerente em exercício da agência da Cetesb em Cubatão, Maria Cecília Vall, que deverá lavrar a nova multa nos próximos dias.

Ela explicou que o problema foi detectado pela Cetesb no último dia 11 e desde então técnicos da companhia e da empresa estão trabalhando para conter o óleo. "Está saindo uma pequena lâmina, mas eles estão fazendo tudo para conter e a saída já diminuiu. Não é um vazamento grave nem trouxe danos à flora e à fauna, mas isso não importa, eles não podem deixar passar nada para o rio."

Segundo a Cetesb, a situação foi agravada pelas fortes chuvas das últimas semanas e o vazamento aconteceu por causa da falta de manutenção e limpeza (desassoreamento) da lagoa de decantação de resíduos oleosos que fica na planta da indústria, onde ocorre tratamento biológico do material. "A lagoa está assoreada e não foi percebido isso por causa da chuva. Esse produto da lagoa passa por um sistema até chegar a uma caixa, mas a lama da lagoa acabou entrando na caixa e assim saindo na canaleta de distribuição", explicou a gerente interina, afirmando que a companhia ambiental está acompanhando a situação 24 horas. "Nós estamos diariamente lá dentro porque a nossa arma é exigir e monitorar."

Em nota, a Petrobras negou que haja vazamento na refinaria Presidente Bernardes e divulgou que o que ocorre é o arraste de lodo do fundo das bacias de decantação da estação de tratamento da refinaria porque as fortes chuvas que têm atingido a região estão provocando um aumento na velocidade dos efluentes.

A estatal informou ainda que adotou todas as medidas solicitadas pela Cetesb para contornar o problema e que os efluentes da refinaria permanecem enquadrados na legislação ambiental em vigor, inclusive quanto aos parâmetros de óleo e graxa. A Petrobras divulgou também que "iniciará imediatamente a remoção do lodo do fundo das bacias, antecipando em quatro meses o cronograma proposto ao órgão ambiental em novembro último".

Chuva deixa cinco cidades em emergência em Santa Catarina

Segundo a Defesa Civil, pelo menos 16 cidades registraram alagamentos.
Mais de 3,7 mil pessoas tiveram de sair de suas casas.

Do G1, em São Paulo

A chuva que atingiu Santa Catarina na madrugada desta quarta-feira (19) deixou cinco cidades em situação de emergência. De acordo com a Defesa Civil, a situação é crítica nos municípios de Forquilhinha, Maracajá, Nova Veneza, Pedras Grandes e Imaruí.

Mais de 3,7 mil pessoas em todo o estado tiveram de sair de casa por causa da chuva. Segundo a Defesa Civil, 361 pessoas estão desabrigadas e 3.361 estão desalojadas.

O número de afetados em Santa Catarina pelas fortes chuvas é de 35 mil pessoas. Foram registrados danos em 673 residências.

Pelo menos 16 municípios tiveram alagamentos. São eles: Florianópolis, Anitápolis, Balenário Arroio do Silva, Cocal do Sul, Criciúma, Forquilinha, Imaruí, Maracajá, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Palhoça, Pedras Grandes, Santo Amaro da Imperatriz, Siderópoli, Sombrio e Tubarão.

Florianópolis teve alagamentos, deslizamentos e quedas de muros. Em Anitápolis, houve alagamentos na área rural e prejuízos nas estradas. Em Criciúma, mais de 2,7 mil pessoas tiveram de sair de suas casas.

Em Santo Amaro da Imperatriz, uma ponte foi destruída na localidade de Barra do Bom Jesus. Cerca de 50 famílias estão isoladas, segundo informações da Defesa Civil.

Especialistas dizem que estudo efeito do clima na agricultura é falso

AFP

WASHINGTON, 19 janeiro 2011 (AFP) - Um recente estudo sobre as mudanças climáticas feitas por uma organização com sede na Argentina, que projetava um aumento de temperatura de 2,4º C e uma escassez alimentar mundial generalizada na próxima década, tem erros importantes, disseram cientistas esta quarta-feira.

O trabalho foi publicado no EurekAlert, um serviço independente para jornalistas criado pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês) e foi divulgado por várias agências internacionais de notícias, entre elas a AFP.

Mas a AAAS tirou o estudo de sua página, quando um grupo de especialistas apontou erros em seu enfoque.

Segundo o estudo publicado na terça-feira, a temperatura do planeta poderia aumentar 2,4 graus centígrados até 2020. Com esta perspectiva, a combinação do impacto das mudanças climáticas na produção agrícola e do crescimento da população mundial, que chegará aos 7,8 bilhões de indivíduos até 2020, levará colheitas insuficientes.

A produção mundial de trigo sofreria um déficit de 14% com relação à demanda dentro de 10 anos, enquanto "a produção global de trigo, arroz, milho e soja cairá entre 2,5% e 5%" na América Latina, destacou o informe.

No entanto, "um jornalista de (o jornal britânico) The Guardian nos alertou ontem (terça-feira) sobre dúvidas com relações públicas Hoffman & Hoffman", escreveu a porta-voz da AAAS Ginger Pinholster em uma mensagem eletrônica à AFP.

"Imediatamente contatamos um especialista em mudanças climáticas, que confirmou que a informação também lhe provocava dúvidas. Rapidamente tiramos o informe do nosso site na internet e contatamos a organização que nos enviou", disse.

O climatologista Rey Weymann disse à AFP que "o estudo contém um erro importante, dado que confunde o aumento do 'equilíbrio' da temperatura com o 'aumento da temperatura transitória'".

O cientista Osvaldo Canziani, que fez parte do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), aparece como assessor científico do estudo.

O IPCC, cujas cifras foram citadas como base para as projeções deste trabalho, ganhou juntamente com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, o prêmio Nobel da Paz em 2007 por seu esforço de divulgação sobre os riscos das mudanças climáticas.

O porta-voz de Canziani disse na terça-feira que o cientista estava doente e não podia dar entrevistas.

Ibama multa TAM por maus-tratos a pássaros durante voo para Belém

Portal ORM

BELÉM - A companhia TAM Linhas Aéreas foi multada pelo Ibama, nesta quarta-feira, em R$ 5 mil por maus-tratos contra dois periquitos-australianos, em Belém. A empresa aérea foi contratada por um farmacêutico industrial, no final do ano passado, para transportar as aves do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao terminal de Val-de-Cães, na capital paraense. 

Os pássaros deveriam seguir em um voo direto, com duração de três horas e meia, mas acabaram despachados por engano para Fortaleza, no Ceará. Os animais levaram mais de 18 horas para chegar ao destino. 

De acordo com o veterinário que examinou os bichos após o desembarque, eles apresentavam sintomas de estresse e falta de ar em razão das condições da viagem. Durante todo o tempo em que estiveram em poder da empresa, as aves permaneceram fechadas numa caixa pequena e escura, com limitação de comida e água. 

- A empresa submeteu os animais a uma situação de sofrimento e privação - concluiu o chefe da Divisão de Fauna do Ibama no Pará, Leandro Aranha, que analisou a denúncia apresentada ao órgão ambiental pelo dono dos pássaros.

Periquitos-australianos não são nativos da fauna silvestre brasileira, mas a legislação ambiental do país os protege contra crueldade e maus-tratos. A multa é de até R$ 3 mil por animal maltratado e a pena pode chegar a um ano de detenção.