04 setembro 2010

Bombeiros tentam apagar incêndio em vegetações do estado do Rio

Equipe tenta conter chamas na Serra das Araras, em Petrópolis.
Fogo também atinge o alto da Pedra de Itaocaia, em Maricá.

G1

O tempo seco pode ser a causa de dois incêndios que atingem vegetações no estado do Rio na tarde deste sábado (4). Há registros de chamas na vegetação da Serra de Araras, em Petrópolis, na Região Serrana, e na Pedra de Itaocaia, em Maricá, na Região dos Lagos.

De acordo com o quartel de Petrópolis, desde o início da semana, os bombeiros tentam controlar os focos de incêndio na Serra das Araras. Ainda não há informações da proporção das chamas e nem do território devastado pelo fogo.
 
Incêndio na Pedra de Itaocaia, em Maricá
 
Um outro incêndio, no alto da Pedra de Itaocaia, em Maricá, preocupa os bombeiros. O quartel de Maricá acionou um helicóptero da corporação para ajudar no trabalho. De acordo com os bombeiros, não há comunidades perto das chamas.


Mais cedo, por volta das 14h, bombeiros conseguiram controlar o fogo que se espalhou pela vegetação da Estrada João Mandarino, em Itaboraí, na Região Metropolitana do Rio. De acordo com a corporação, não houve feridos.

02 setembro 2010

Airbus lidera testes AIRE2 com A380, para ser a primeira a realizar viagens ecológicas

Os voos transatlânticos com o A380 poderão reduzir as emissões de CO2 (dióxido de carbono) em três toneladas


Defesa@Net


Um consórcio liderado pela Airbus, em parceria com a Air France e os fornecedores de serviços de navegação aérea da Grã-Bretanha, Canadá e os Estados Unidos (NATS, Nav Canada e a FAA) em breve começarão testes TGF (Transatlantic Green Flight ou Teste Transatlântico Ecológico, em português), com um A380 da Airbus em voos regulares entre os aeroportos JFK, em Nova York e CDG, em Paris. Sob um recente contrato do SJU (SESAR Joint Undertaking ou Entendimento Conjunto SESAR, em português), esses testes TGF com A380 são parte da AIRE2 (Atlantic Interoperability Inititive to Reduce Emissions ou segunda fase da Iniciativa Atlântica de Interoperabilidade para redução de Emissões, em português). A primeira fase, a AIRE, foi lançada em  conjunto pela Comissão Europeia e a FAA (Federal Aviation Administration ou Administração Federal de Aviação, em português), em junho de 2007, no Paris Air Show.


Os voos TGF para os quais a Airbus colaborou com vários elementos, deverão ser realizados durante um período de um mês e meio a dois meses no quarto trimestre de 2010. Eles cobrirão a otimização do  procedimento, incluindo o movimento de táxi no Aeroporto John F. Kennedy, e o voo sobre o Oceano Atlântico. Espera-se que nessa operação toda, cada voo com A380 possa reduzir em cerca de três toneladas as emissões de CO2, quando comparada aos procedimentos atuais.


"Esses testes de voos transatlânticos poderão ajudar a indústria a dirigir os seus esforços para o desenvolvimento, a longo prazo, do crescimento sustentável e de conceitos operacionais mais eficientes", disse Charles Champion, Vice-presidente Executivo de Engenharia da Airbus. Ele também afirmou que os testes que estão sendo realizados hoje com o A380 contribuirão para estabelecer os padrões do amanhã, graças ao amplo sistema de melhorias no Gerenciamento do Tráfego Aéreo, preparado por programas como o SESAR e o NextGen.


Contribuições operacioais do TGF: 

A FAA dará suporte à Air France para começar cada teste com um econômico "movimento de táxi com motor reduzido", do portão de embarque até a pista no JFK. Isso será possível por meio de estimativas de tempo de movimento de táxi, permitindo que o A380 faça esse percurso utilizando apenas dois dos seus quatro motores. Enquanto isso, a NATS (National Air Trasport System ou Sistema Nacional de Tráfego Aéreo, em português) e a Nav Canada facilitarão a parte do voo sobre o Atlântico, o que reduzirá as emissões de CO2, utilizando uma trajetória otimizada, na qual mais flexibilidade será arranjada para a velocidade, a altitude e os deslocamentos laterais. Essa trajetória aproveitará a grande altitude de cruzeiro do A380, superior a 12.000 m (39.000 pés).


Projetos adicionais AIRE2 – "VINGA" e "Green Shuttle"


A Airbus também está engajada como parceira em dois outros testes AIRE2: o "VINGA" e o "Green Shuttle". O primeiro deles, que trabalha sobre a experiência dos testes de voo AIRE "MINT" realizados no ano passado (com a Novair e o Serviço Sueco de Navegação Aérea), validará pela primeira vez uma transição de uma aproximação em curva RNP 0.3 para uma aproximação ILS (Instrument


Landing System ou Sistema de Pouso por Instrumentos, em português), no Aeroporto Landvetter, em Gotemburgo, na Suécia. Essa implementação operacional será facilitada pela Quovadis, uma subsidiária de serviços RNP (Required Navigation Performance ou Desempenho Exigido de Navegação, em português) da Airbus. Enquanto isso, o projeto "Green Shuttle", em parceria com a Air France e a fornecedora de serviços de navegação aérea francês DSNA (Direction des Services de la Navigation Aérienne ou  Direção de Serviços de Navegação Aérea, em português), procura otimizar todas as fases dos voos "La Navette" da companhia aérea, entre o Aeroporto de Orly, em Paris, e Toulouse, que são operados com aeronaves da Família A320 (A318, A319, A320 e A321).


Tropas contra o fogo

Tocantins segue exemplo de Mato Grosso e também pede ajuda ao Exército

Jornal de Brasília

A exemplo de Tocantins, o Estado do Mato Grosso também requisitou a ajuda do Exército para combater as queimadas. Ontem, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente em Mato Grosso (Ibama) convocou as tropas para ajudar no combate as queimadas na região do Araguaia.

Segundo o coordenador estadual do programa PrevFogo, do Ibama, Cendi Ribas Berni, o Exército montará uma base de atuação na Ilha do Bananal do lado do Mato Grosso, onde a "situação é mais crítica hoje". A ilha está em chamas há mais de um mês. Serão 50 homens acampados na ilha, que é a maior fluvial do mundo, com 20 mil quilômetros quadrados de extensão e faz divisa com o Goiás, Tocantins e Mato Grosso.

Atualmente a preocupação do órgão é com a região do Araguaia, na divisa com o Tocantins, onde existe um mosaico de unidades de conservação – terras indígenas, parques estaduais e federais – em terras contínuas.

AUMENTO DE 800%

Dados oficiais apontam que as queimadas aumentaram cerca de 800% em agosto se comparado com o mesmo período do ano passado. Até o início de julho, o Ibama aplicou 55 multas (R$ 55 milhões) por queimadas ocorridas em seis mil hectares em Mato Grosso. Berni explicou que este número tende a crescer porque, entre julho e agosto, aumentaram as áreas queimadas e o número de combates realizados pelos brigadistas do Ibama.

De julho a agosto foram 251 incêndios florestais combatidos pelas equipes espalhadas em nove bases do PrevFogo no Estado, atendendo 14 municípios. A escolha das localidades para sediar a base do programa do Ibama foi baseada em critérios técnicos, segundo Cendi Ribas.

O Ibama estava concentrando suas ações na região noroeste do Estado, mas agora desloca para a região do Araguaia, onde a situação é mais severa. O órgão dispõe de 210 homens para combater focos de queimadas.

Mais de 67% dos focos de incêndio em todo o País, segundo o Ministério do Meio Ambiente, estão em áreas privadas. Eles acontecem porque proprietários de terras e índios usam fogo para manejo de lavouras e perdem o controle.

01 setembro 2010

Diminui nº de aviões lançadores de água no Araguaia

Jocyelma Santana, Especial Para o Estado - O Estado de S.Paulo

A força-tarefa que combate focos de incêndio na Ilha do Bananal (TO) deixou de contar ontem com dois aviões lançadores de água, redirecionados para a queimada que destrói a Serra da Canastra (MG).

No Tocantins, duas áreas de proteção ambiental ainda queimam: o Parque Nacional do Araguaia e o Corredor Ecológico do Jalapão, onde se concentram cinco unidades de conservação.

O mês de agosto terminou com um saldo de 4.357 focos de queimada

Treze unidades de proteção queimam; fogo destruiu 90% do parque das Emas

Marta Salomon / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo

Com focos de incêndio ainda não controlados em 13 unidades de proteção ambiental do País, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, apontou ontem como a maior perda desta temporada de queimadas a destruição de 90% do Parque Nacional das Emas, em Goiás.

O incêndio começou no dia 13, no entorno do parque, e destruiu a unidade de conservação no Cerrado em menos de 48 horas. A origem da queimada está sendo investigada. Os responsáveis podem ser punidos com até quatro anos de prisão, além de multa de até R$ 50 milhões. Não há previsão de prazo para recuperar a vegetação no parque. "Pode levar anos", disse a ministra.

Balanço apresentado ontem pela pasta revela que 13% dos focos de calor de agosto captados por satélites encontram-se no interior de unidades de conservação federais ou estaduais. O mesmo porcentual foi registrado em terras indígenas. Mas a maioria das queimadas ocorre em propriedades particulares. "A possibilidade de queimada espontânea é muito baixa", insistiu a ministra, chamando a atenção para o fato de a maioria das queimadas ser provocada, o que caracteriza crime ambiental.

No Parque Nacional do Araguaia (TO), que registrou o maior número de focos de calor entre as unidades de conservação, o fogo teria origem em práticas agrícolas tradicionais dos índios ou em pastos irregulares, contou a ministra. A terra indígena do Araguaia é recordista em número de focos de calor identificados por satélites. A confirmação de fogo só é feita no local, para afastar as hipóteses de outras fontes de concentração de calor, como telhas de amianto.

Segundo a ministra, ainda não há um balanço fechado das perdas, e as ações de prevenção e combate vão se estender por mais 20 dias, prazo para o fim do período de secas previsto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão e Rondônia são os Estados que mais concentram queimadas. Diferentemente de anos anteriores, as queimadas não alcançam grandes áreas de florestas, mas estariam concentradas no Cerrado. A prevenção e o combate aos incêndios já consumiram R$ 29,4 milhões, gastos no pagamento das brigadas de incêndio dos órgãos ambientais e uso de aeronaves. "E ainda vamos gastar mais R$ 20 milhões", disse Izabella.

Balanço. Entre as 65 unidades de conservação, tratadas como "áreas críticas", 44 são alvo de ações de prevenção, 13 ainda registram queimadas fora do controle e 2 têm incêndios controlados. Em outras 6, o fogo foi extinto, segundo o ministério.

Nas unidades de conservação, mesmo nas de uso sustentável, as queimadas são proibidas. Na semana passada, o Estado mostrou flagrante de fogo e pasto na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. No ranking apresentado ontem pelo ministério, a Jamanxim é a terceira unidade de conservação do País que mais queimou em agosto.

31 agosto 2010

Minúsculos animais da Antártida dão pistas sobre elevação do mar

Por Alister Doyle

OSLO (Reuters) - Minúsculos seres marinhos encontrados no fundo do mar em lados opostos do vasto manto de gelo da Antártida Ocidental dão uma forte pista sobre os riscos do aumento do nível das marés causado pela mudança climática, afirmaram cientistas nesta terça-feira.

A descoberta de colônias muito similares de briozoários, animais que se fixam no leito do oceano, nos Mares de Ross e de Weddell são uma indicação de que o manto de gelo já degelou e que os mares já foram ligados, afirmaram eles.

A Antártida Ocidental tem gelo suficiente para elevar o nível dos oceanos em entre 3,5 e 5 metros caso o manto colapse. Alguns cientistas acreditam que ele pode ter desaparecido durante um período quente natural ocorrido dentro das últimas centenas de milhares de anos.

"Foi uma surpresa muito grande", disse David Barnes, autor principal do estudo do British Antarctic Survey, a respeito do achado de briozoários similares a 2.400 quilômetros de distância em mares em lados opostos do manto de gelo da Antártida Ocidental, que tem espessura de 2 quilômetros.

"A explicação mais provável de uma similaridade como essa é de que esse manto de gelo é muito menos estável do que o pensado e que em algum momento do passado recente ruiu", disse ele à Reuters.

"E, se a plataforma de gelo da Antártida Ocidental foi perdida em tempos recentes, temos de repensar a possibilidade de perda em um futuro com mudança climática", afirmou ele.

Os briozoários, por vezes chamados de animais do musgo, com frequência são microscópicos, mas formam colônias que podem parecer corais ou algumas algas. Os animais encontrados eram diferentes de outros no entorno da atual costa da Antártida.

Em um curto período quente cerca de 125 mil anos atrás, o nível dos oceanos do mundo era cinco metros mais alto do que o de hoje e as temperaturas ao menos 4 graus centígrados mais altas. Houve vários períodos quentes similares nos últimos milhões de anos.

O painel de cientistas do clima da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou em um relatório de 2007 que as temperaturas mundiais poderiam subir entre 1,1 e 6,4 graus centígrados até 2100, principalmente em razão do acúmulo de gases-estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis.

Revisões do relatório do painel endossaram as principais conclusões do texto, apesar dos erros como um exagero no degelo dos Himalaias. Na segunda-feira especialistas pediram uma reestruturação da administração do painel.

O estudo sobre a Antártida, publicado na revista Global Change Biology, afirmou que os briozoários são estáticos e que a larva deles, dispersada pelas correntes, vivem por pouco tempo e afundam rapidamente.

Com o gigante manto de gelo no meio do caminho, é difícil explicar como colônias similares podem estar presentes nos dois mares. Mas, se o gelo estivesse desestabilizado, ele abriria uma passagem pela qual as correntes poderiam, ao longo do tempo, transportar as larvas, disse Barnes.