20 junho 2008

Javari registra 19 mortes de índios em seis meses

Nos primeiros seis meses do ano morreram 19 indígenas no Vale do Javari. A mortalidade atinge, preferencialmente, as crianças. Mesmo com a realização de uma força-tarefa das forças armadas e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) na reserva - de maio a junho -, a saúde da população local continua fragilizada.

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Boeing aposta em avanço do biocombustível na aviação

Fabricante dos EUA avalia que combustível pode responder por 10% do consumo em até sete anos; Brasil terá papel de destaque

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Lula assina decreto homologando reserva indígena em Altamira



BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem no Ministério da Justiça um decreto de homologação de terra indígena situada no município de Altamira, no Pará. O território, de 1,5 milhão de hectares, é ocupado por índios caiapós.

A primeira tentativa de demarcação da área homologada ontem ocorreu em 1994, no governo de Itamar Franco. A segunda foi em 2001, mas posseiros e madeireiros criaram dificuldades para a consolidação da reserva. O processo só começou a andar de forma menos conflituosa em setembro de 2003, quando o governo conseguiu fazer a demarcação da terra indígena.

No Ministério da Justiça, o presidente da República está comandando reunião fechada da Comissão Nacional de Política Indigenista (CNPI), iniciada ontem, que discute reivindicações dos povos indígenas expressas no documento final do Acampamento Terra Livre 2008.

A CNPI é formada por 12 representantes do governo federal, 20 líderes indígenas e dois representantes de entidades não governamentais (ONGs) e tem como tarefa orientar o Estado na condução das políticas públicas voltadas para os índios.

Baixo Amazonas desmatado


Antonio Ximenes

O Ibama está mapeando a nova frente de desmatamento no Estado, que está localizada na região do Baixo Amazonas, nos municípios de Barreirinha, Nhamundá, Maués, Parintins, São Sebastião do Uatumã e Urucará.

Madeireiros do Pará estão escoando madeira pelos rios e por ramais no meio da mata. Agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) acompanham o trabalho dos técnicos do Ibama, que contam com o auxílio de imagens de satélite. O órgão dispõe de R$ 2,5 milhões para serem investidos em 31 operações de combate ao desmatamento, uma área que se estende de Boca do Acre até a fronteira com o Estado do Pará.

Desde o começo do ano o Ibama realizou quatro operações de inteligência no Baixo Amazonas e identificou que os municípios de Barreirinha, Nhamundá, Parintins e Maués são os mais afetados pelos crimes ambientais. “É um trabalho complexo, porque as áreas são remotas e de difícil acesso”, disse um especialista em análise de imagens de satélite do Ibama.

Maués, especificamente, sofre um ataque nos fundos do município, na direção da BR-230, a Transamazônica. Muitos madeireiros que atuavam em Apuí se deslocaram para essa área e com máquinas pesadas conseguem, rapidamente, abrir picadas e retirar a madeira em toras de dentro da mata.

Como a Secretaria de Desenvolvimento Sustentável (SDS) criou várias unidades de conservação na região, como o Mosaico de Apuí, que reúne nove unidades do gênero, os madeireiros, pressionados, transferiram suas atividades para o Sul do Pará, de onde organizam incursões às matas do Amazonas.