07 setembro 2007

Rússia registra 3º caso de gripe aviária em 2007



A Rússia divulgou nesta terça-feira (04) o terceiro surto do vírus H5N1 registrado no país neste ano após 410 aves morrerem em uma fazenda da região sul, mas o setor está preparado para enfrentar a doença.

Outras 414 aves foram sacrificadas e procedimentos rígidos de quarentena foram implementados em uma fazenda na região de Krasnodar por conta dos resultados positivos de testes que avaliaram a presença do vírus da gripe aviária nas aves mortas, afirmou o órgão russo de fiscalização sanitária para animais e plantas, Rosselkhoznadzor.

"É grave o suficiente para exigir medidas severas, incluindo a quarentena, para garantir que não haja disseminação", afirmou Alexei Alexeyenko, porta-voz da agência Rosselkhoznadzor.

"Uma investigação está em andamento para determinar a fonte da infecção."

A variante H5N1 do vírus da gripe aviária é a mais contagiosa e foi responsável pelas mortes de aves na fazenda Lebyazhye-Chepiginskoye, localizada na mesma área em que foram encontradas aves domésticas mortas pela doença, em janeiro.

O segundo caso russo da gripe em 2007 aconteceu em fevereiro, quando diversos casos em cidades próximas a Moscou foram ligados ao mais conhecido mercado de animais da capital.

A Rússia espera aumentar a produção de carne de aves em 16 por cento neste ano, para aproximadamente 1,8 milhão de toneladas, reduzindo a quantidade de importações no consumo doméstico. Os produtores russos foram responsáveis por cerca de 53 por cento do consumo interno no ano passado.

Dmitry Rylko, diretor-geral do Instituto para Estudos do Mercado Agrícola, disse que o tamanho da Rússia e a reação rápida do governo em casos de gripe aviária ofereciam aos criadores de aves proteção contra a doença.

"Estes casos se repetirão de tempos em tempos em diversas regiões do mundo, incluindo a Rússia", afirmou.

"Na Rússia, a produção agrícola comercial em grande escala está bastante protegida (da gripe) por conta de boas medidas de quarentena e da baixa densidade da população de aves, mesmo no sul."

A maior produtora de aves da Rússia é a Cherkizovo, que no mês passado adquiriu a concorrente Chicken Kingdom por 143 milhões de dólares.

A Rússia estimula um aumento na produção de aves em parte com a regulação das importações por meio de cotas de tarifas. O volume de importações caiu 8,2 por cento no primeiro semestre de 2007, apesar dos preços altos elevarem o preço total para 419,1 milhões de dólares.

Em agosto, a Rússia proibiu as importações de aves da Itália e da Alemanha após a descoberta de gripe aviária em fazendas dos dois países.

A doença infectou 320 pessoas, matando 193 delas, desde que surgiu novamente em Hong Kong, em 2003. A maior parte das mortes ocorreu na Ásia. A Rússia não registrou nenhum caso de humanos contaminados.

A variedade H5N1 do vírus da gripe aviária é transmitido essencialmente entre aves. A maior parte das ocorrências da doença em seres humanos remete a contato direto ou indireto com aves contaminadas.

Especialistas temem que o vírus possa se modificar para uma forma que seja transmissível entre humanos.

Colméia em Israel é do tempo do rei Salomão

Uma série de colméias da época do rei Salomão, as primeiras desse período descobertas até agora no Oriente Médio, foram encontradas recentemente no norte do vale do rio Jordão. "São as colméias de mel mais antigas conhecidas até agora", declarou o professor Amichai Mazar, do Instituto de Arqueologia da Universidade Hebréia de Jerusalém.

"Datam dos séculos IX e X antes de Cristo", afirmou o professor, que dirigiu as escavações em Tel Rehov, no setor da cidade de Beit Shean. Essa época corresponde à do rei Salomão e dos primeiros reis de Israel. As escavações estabeleceram que a apicultura era praticada nessa zona em grande escala.

A equipe de Mazar descobriu cerca de 30 colméias repartidas em três fileiras.

Especialistas em apicultura que visitaram o lugar consideraram que a produção das colméias de Tel Rehov era de meia tonelada de mel por ano. No mesmo lugar também foram encontrados objetos de culto como estatuetas de deusas da fertilidade. (Globo.com)

Ibama e parceiros combatem fogo no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães/MT



Cento e vinte pessoas, entre servidores e brigadistas do Ibama, Bombeiros, Defesa Civil/Sema-MT, Aeronáutica, ONG Aderco e do Projeto Quadrante e voluntários, estão empenhadas em conter o fogo que, desde o último sábado (01), avança sobre o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Elas combatem as chamas, dia e a noite, em turno de revezamento. Um helicóptero da Polícia Militar está lançando água nos locais mais críticos e inacessíveis. O incêndio pode ter destruído cerca de 3 mil hectares, cerca de um por cento da área do parque e mais 6 mil hectares no entorno do Parque.

O Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (Prevfogo), do Ibama, coordena a ação e montou uma base operacional na região da Comunidade São Jerônimo, além da base do Parque na região Rio Mutuca. A região do incêndio é montanhosa, com vales e paredões dificultando o acesso do pessoal envolvido no combate que tem que fazer o trecho final a pé carregando equipamentos. O incêndio atingiu o sul do Parque, chegou ao Morro de São Jerônimo e regiões próximas e ameaça toda a região das cachoeiras e o Véu de Noiva, principal ponto de visitação do Parque Nacional.

Até o momento, toda a região do morro de São Jerônimo, do Caminho das Pedras, e uma extensa região de cerrado, matas de encosta e outras matas, que abriga grande variedade de animais e vegetais, foram totalmente consumidas pelo fogo e poderão levar anos para se recomporem. Na região onde está ocorrendo o incêndio há morrarias, paredões, vales, matas de encosta e matas de galeria que são muito usados para refúgio, construção de ninhos e alimentação de animais.

O Superintendente do Ibama no Mato Grosso, Paulo Maier procura firmar acordo com o Governo do Estado para utilização de mais duas aeronaves agrícolas com capacidade entre 1500 a 1800 litros de água a fim de auxiliarem no controle das chamas. Além disso, segundo Maier, outros brigadistas que estão atuando em unidades de conservação vizinhas já foram requisitados para reforçar a equipe. “Desde o início do período da seca, os servidores vêm combatendo focos no entorno. Mas, o calor intenso aliado à baixa umidade relativa do ar (em torno de 20%) contribuiu para que as chamas se espalhassem rapidamente”, observa Maier.

Elmo Monteiro, Chefe do Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, do Ibama, informa que foi enviado ao Parna Chapada dos Guimarães um especialista na área e que, o helicóptero utilizado no controle dos focos no Parna Chapada dos Veadeiros será deslocado para auxiliar nas ações locais. “Enfrentamos um ano atípico, com um período muito prolongado de seca em toda a Região Centro-Oeste. Apesar disso, o Ibama está tomando todas as medidas para minimizar os danos que advêm dessas situações de emergência”, observa.

Parna Chapada dos Guimarães - criado em 12 de abril de 1989, ocupa uma área de 32.630 ha, na região centro-sul do Mato Grosso, abrangendo áreas dos municípios de Cuiabá e Chapada dos Guimarães. O Parque faz parte da Reserva da Biosfera do Pantanal e também está inserido na Área de Proteção Ambiental Chapada dos Guimarães, Unidade de Conservação Estadual, maior que 250.000 ha, decretada em 1995.

Os principais objetivos do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães são: proteger amostras significativas dos ecossistemas locais, assegurando a preservação dos recursos naturais e dos sítios arqueológicos existentes e proporcionando uso adequado para visitação, educação e pesquisa.

A vegetação é caracterizada por formações de mata semidecídua, cerradão, cerrado, campo sujo, campo limpo e campo rupestre. A fauna é bastante variada, com presença de grandes predadores (ex.: onça-parda, onça-pintada, gavião-real) e de animais sensíveis, raros ou ameaçados (ex.: urubu-rei, sanhaçu-de-coleira e tatu-canastra). Há 46 sítios arqueológicos registrados e ainda não estudados dentro do Parque.

Número de casos de dengue cresce 45% no País em 2007



Nos sete primeiros meses deste ano, o Brasil registrou 438.949 casos de dengue, o que representa aumento de 45,13% em relação ao mesmo período de 2006, quando 302.461 pessoas tiveram a doença.

Os Estados do Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio de Janeiro, em números absolutos, concentram mais de 85% do aumento do número de casos registrados (136.488). A informação, divulgada nesta terça-feira (04), é do ministério da Saúde.

Estudo encomendado pelo ministério da Saúde sobre campanhas publicitárias de dengue mostra que, em 96% dos entrevistados a amostra nacional, o entrevistado recordava-se das campanhas, quando era estimulado.

"Neste ano, o ministério da Saúde fará uma campanha descentralizada, com importantes parceiros, como o Banco do Brasil, Caixa e Aneel, que nos ajudará a levar informações em mensagens dos bancos e constas de consumo", afirmou Gerson Penna, secretário de Vigilância em Saúde.

Com a revisão da estratégia de publicidade e outras medidas que estão em curso, o Ministério da Saúde espera reduzir significativamente o número de mortes por dengue no País. Mato Grosso foi o Estado com maior número de casos, com 72.183, ou 16,4% do total de notificações.

A dengue ocorre principalmente entre os meses de janeiro e maio, pelas condições climáticas favoráveis ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti, nessa época do ano.

Desde 1986, quando a doença foi introduzida no País, em todos os anos há registro de casos, com a ocorrência de picos epidêmicos durante esse período, relacionados com a chegada de um novo subtipo do vírus da dengue.

Para evitar surtos no próximo verão, o ministério da Saúde, em parceria de estados e municípios, está promovendo ações de prevenção à doença nos meses de outubro e novembro, período que antecede o verão.

"Juma" e "Tonhão" são esperanças de manter espécie



A onça-pintada macho batizada de "Tonhão", que chegou na segunda-feira (03) ao Refúgio Biológico da Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, será colocada em um recinto de 1.200 metros quadrados ao lado de Juma, uma fêmea de 14 anos, para acasalamento. Antes, "Tonhão", de 12 anos e 90 quilos, será submetido a uma série de exames para descartar a existência de doenças. A avaliação deve durar 30 dias.

A onça-pintada é uma espécie ameaçada e Tonhão foi levado das Centrais Elétricas de São Paulo, da cidade de Ilha Solteira, para Foz do Iguaçu especialmente para ser o “namorado” de Juma, que está há quatro anos no refúgio. A expectativa dos técnicos é fazer a reprodução da onça-pintada em cativeiro. “Que a gente tenha filhotes e que venham a contribuir para o programa de reprodução e de manutenção dessa espécie tão ameaçada na natureza”, explica o veterinário Zalmir Cubas.

Está é a segunda onça que chega ao refúgio em menos de 30 dias. Em agosto, os veterinários receberam um filhote de seis meses, batizado de Valente, encontrado em uma fazenda do Mato Grosso do Sul.

Explorador belga cria estação 100% ecológica para Antártida



O explorador belga Alain Hubert revelou nesta quarta-feira (05), em um hangar de Bruxelas, a futura base polar Princesa Elisabeth, uma estação científica em forma de nave espacial que tentará sensibilizar o grande público sobre os efeitos de aquecimento global.

A base, construída com metal, materiais compostos e madeira, será transportada para a Antártida em um barco em novembro próximo e instalada no leste do continente branco, a cerca de 4.200 km da costa da África do Sul - em uma área entre a estação japonesa Syowa e a russa Novolazarevskaya.

Para verificar que todos os elementos funcionem perfeitamente e preparar a equipe que viajará para a Antártida durante o próximo verão no hemisfério sul, a base foi montada em cinco semanas nos antigos depósitos da alfândega belga em Bruxelas, onde o público poderá visitá-la de quinta-feira (06) a domingo (09).

Testemunha do derretimento das geleiras durante suas expedições, Alain Hubert considera ser necessário divulgar na mídia as conseqüências previsíveis do aquecimento global para criar uma dinâmica que permita "evitar a catástrofe".

"É a primeira vez que a humanidade se vê frente a um problema de escala planetária, que precisa de uma perfeita compreensão de suas causas e que nos obrigará a encontrar soluções inéditas", afirmou Hubert.

Levando-se em conta essa situação, o explorador concebeu a estação científica 100% ecológica, de "emissão zero" em termos de gases causadores do efeito estufa. Para cumprir esse objetivo, a base obterá sua energia de painéis solares térmicos, seis aerogeradores e painéis de células fotovoltaicas. Além disso, a água será reciclada e os dejetos sólidos serão retirados a cada dois anos.

O trabalho da estação faz parte de um plano internacional científico do qual participam outros países, incluindo o Brasil, como parte do Ano Internacional Polar, que é celebrado em 2007-2008.

Funcionamento - De acordo com o projeto, a base Princesa Elisabeth entrará em operação apenas durante o verão do hemisfério sul, ocupada por um máximo de 20 cientistas durante quatro meses por ano, de novembro a fevereiro.

O local no qual será instalada, escolhido durante três viagens preliminares, oferece diversas possibilidades de pesquisa, ressaltou o responsável científico pelo projeto, Gauthier Chapelle.

"A base servirá de estação meteorológica. Os geólogos poderão explorar a cadeia montanhosa localizada muito próximo do local da instalação. Também há um pequeno lago de água doce habitado por microorganismos para os biólogos e será possível estudar as geleiras", indicou.

O custo de sua construção, cerca de 6,4 milhões de euros, foi financiado pelo governo belga, por fundos privados e patrocinadores por meio da Fundação Polar Internacional, com sede em Bruxelas.

O governo belga se comprometeu a desembolsar 3 milhões de euros (US$ 4 milhões), por meio da Secretaria Federal de Política Científica, para a manutenção da base e de seu programa de pesquisa.

História - A relação dos belgas com a Antártida remonta a 1897, quando um grupo de exploradores partiu a bordo do Bélgica em uma viagem exclusivamente com fins científicos.

Em novembro de 1957, em pleno Ano Geofísico Internacional, a Bélgica retornou ao continente branco para instalar sua própria base, a estação Rei Balduíno.

Dois anos depois, em 1959, o país europeu foi um dos 12 signatários do Tratado Antártico que preserva esse continente unicamente para atividades pacíficas.

No entanto, desde 1967, quando a estação Rei Balduíno foi abandonada e fechada após ter ficado enterrada sob vários metros de neve, a Bélgica não tem presença no território antártico.

Seca deixa 84 municípios baianos em estado de emergência



A seca já deixa 84 municípios do Estado da Bahia em situação de emergência, segundo dados da Defesa Civil do Estado. Equipes estão na maioria dos municípios orientando as Coordenações de Defesa civil para facilitar o envio da documentação necessária para que a decretação de emergência seja homologada rapidamente pelo governo estadual e reconhecido pelo governo federal.

Dona Ernestina Maria de Jesus, aposentada, tem 73 anos e sempre viveu no distrito do Salitre, região de Juazeiro. Vivendo em sua pequena casa de taipa no meio de um sertão que sofre sem chuva, sobrevive à espera das chuvas, ou melhor, nas palavras dela do "milagre de Deus".

Sem cisterna, com apenas dois reservatórios de plástico que ficam do lado de fora da casa, "se chovesse seria tudo melhor, mas a minha sorte é que ainda posso contar coma ajuda de um vizinho que tem uma cisterna", relata a aposentada. O vizinho a que se refere é Antônio Ferreira um agricultor aposentado de 78 anos que mora com a esposa Francisca dos Santos de 63 anos e que vivem na mesma casa há 47 anos. Eles moram a pouco mais de cem metros da casa de dona Ernestina e ajudam alguns moradores quando eles ficam sem água.

Espanha tem 30% do território sob risco de desertificação



A Espanha, que neste momento é sede da 8ª Conferência da ONU da Luta contra a Desertificação, é o país mais árido da Europa, com um terço de seu território em processo de transformação em zona desértica.

"O problema da desertificação pode ser considerado grave em 31,49% da superfície espanhola, o que dá uma idéia da magnitude do problema que enfrentamos", anunciou o Ministério do Meio Ambiente da Espanha.

Segundo a ONU, 6% do solo espanhol já está degradado de forma irreversível. As áreas mais afetadas são as ilhas Canárias, em frente à costa do Marrocos, o sul e a costa mediterrânea.

Dos 506.061 quilômetros quadrados ocupados pela Espanha no mapa, um total de 159.337 estão atualmente sob risco alto ou muito alto de desertificação, avalia o ministério.

Nas regiões de Murcia, Valência e Canárias, por exemplo, o risco de desertificação é alto ou muito alto: em Murcia é de 99,09%, na Comunidade Valenciana, de 93,04%, e nas Canárias, de 90,48%.

Em seguida vêm as localidades de Castilla-La Mancha (o risco alto ou muito alto de desertificação afeta 43,68% de seu território), Catalunha (41,88%), Madri (37,52%), Aragão (28,66%), Baleares (25%) e Andaluzia (22,30%).

Atualmente, apenas as regiões da Galícia, Astúrias e Cantabria estão a salvo da deterioração.

"Africanização" - Alguns dados são alarmantes: a Espanha é o país europeu com maior consumo de água; sua demanda energética é "exageradamente elevada"; a temperatura em território espanhol subiu cerca de 1,5ºC (mais que o dobro da média mundial); 85% da superfície das geleiras dos Pirineus e 60% da área dos pântanos já foram perdidas.

"O país já iniciou uma clara 'africanização do clima'", alertou a organização Greenpeace em um estudo elaborado para a conferência da ONU.

A ação do homem em atividades como a exploração intensiva dos recursos hídricos, o desmatamento, a agricultura intensiva, os incêndios e o crescimento acelerado da construção de imóveis são alguns dos responsáveis pelo processo.

"Apesar do aparente esfriamento do setor imobiliário, os planos de crescimento continuam tão desmedidos quanto frenéticos", alerta por sua vez a organização Ecologistas em Ação.

A ministra espanhola do Meio Ambiente acaba de propor à UE - União Européia que o país seja sede de um centro europeu sobre a seca e a desertificação.

Usineiros vão reflorestar mata atlântica em Pernambuco



Responsáveis por boa parte da devastação da floresta na Zona da Mata pernambucana, tomada pela cana-de-açúcar, 22 usineiros firmaram, no Recife, um termo de compromisso com o governo estadual que é um início de resgate ambiental da área. Até 2009, deverão ser plantadas 396 mil mudas nativas em 66 quilômetros ao longo das margens de rios da região. Cada uma das 22 usinas de açúcar e álcool da região plantará 6.660 mudas/ano.

Segundo o presidente do Sindicato do Açúcar e do Álcool, Renato Cunha, haverá a melhoria do bioma, a estabilização das safras, além de agregação de valor à produção exportável. O secretário-executivo de Meio Ambiente, Ricardo Braga, destaca que as empresas também se comprometeram a fazer um mapeamento da área, para saber o que resta de mata atlântica, além de produzir as mudas. Ele confia que a parceria permitirá a adequação ambiental das usinas, incluindo a mão-de-obra da Zona da Mata na produção e venda de mudas. Algumas empresas já têm viveiros de essências nativas da mata atlântica, como a Bom Jesus e Cucaú, que cultivam mais de 70 espécies nativas.

As safras de cana do Estado variaram entre 13,9 milhões (2005/2006) e 17,5 milhões (2003/2004). A topografia acidentada e a instabilidade climática são as causas da oscilação. A meta é estabilizar a safra em 20 milhões de toneladas e expandir plantio para o sertão do São Francisco. Para isso, contam com a preservação ambiental.

Tartaruga de duas cabeças ganha aniversário de 10 anos



Uma tartaruga que nasceu com duas cabeças ganhou nesta quarta-feira (05) uma festa de aniversário pelos seus 10 anos. Janus, nome dado em alusão ao deus romano bicéfalo Jano - o porteiro celestial do passado e do futuro - foi a atração do Museu de História Natural de Genebra, na Suíça.

A direção do museu convidou crianças que nasceram em 1997, ano de nascimento do animal, para participar da comemoração. (JB Online)