05 julho 2007

Tartaruga testa novo sistema de coleta de dados sobre espécies

da Folha Online

M16 parece nome de robô, mas é como foi batizado um macho de 16 anos que testa um novo sistema de dados para ajudar cientistas a monitorar espécies. O novo aparelho possui uma leve bateria recarregável com energia solar.

Usando uma combinação de fixador e fita adesiva, Mike Jones e Matt Garber da Universidade de Massachusetts enfrentaram a resistência da tartaruga, que não gostou de ser manipulada por humanos.

A engenhoca que vai transmitir os dados é à prova d'água é uma espécie de pequeno computador, com o tamanho aproximado de um cartão-postal.

A idéia é que a bateria solar não demande uma equipe para localizar o animal e trocar as baterias, quando elas estiverem perto do fim.

Jones afirmou que o aparelho é leve e não atrapalha os movimentos e hábitos dos animais.

Além da localização de M16, o aparelho também trará a temperatura do corpo do quelônio.

Com Associated Press

Ave que cruzava o pampa usava correntes de ar quente para voar

da France Presse, em Chicago

Um pássaro que cortava os céus dos pampas argentinos há seis milhões de anos --do tamanho de um moderno aeroplano e com mais de 65 quilos-- sempre intrigou os paleontólogos, que se questionavam como a ave, a maior do mundo, conseguia manter-se no ar.

Um estudo divulgado na segunda-feira (2) por cientistas americanos sugere que o extinto Argentavis magnificens era basicamente um pássaro planador, que aproveitava as correntes ascendentes de ar mais quente.

"Depois que se lançava em vôo, não havia problema. Podia viajar 200 milhas [320 km] em um dia", disse Sankar Chatterjee, professor de geologia da Tech University e do Museu do Texas em Lubbock, principal autor do estudo.

Chatterjee e uma equipe de pesquisadores analisaram a aerodinâmica da ave pré-histórica introduzindo informações sobre seus parâmetros num programa informatizado de simulação de vôo.

A análise mostrou que o pássaro, como a maior parte das aves terrestres voadoras, era muito grande, mas que podia elevar-se eficientemente, alcançando velocidades de até 108 km/h em condições ideais.

Como os modernos condores, o pássaro se apoiava para pegar vôo nas correntes ascendentes de ar quente dos Andes. O animal também usava colunas ou bolsas de ar ascendentes.

Embora tivesse um comprimento de quase seis metros, seu raio de rotação de 28 metros era suficientemente curto para permitir que se mantivesse dentro de uma corrente de ar enquanto se elevava para, por exemplo, buscar a presa.

"A parte mais difícil era lançar-se em vôo", disse Chatterjee. "Provavelmente usava algumas das técnicas utilizadas pelos pilotos de asa delta, como correr em um terreno inclinado para obter impulso ou correr com o vento a favor",afirmou.

O estudo foi publicado nos anais da Academia Nacional de Ciências.